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30/11/2008

A vida do pastor e maestro Francisco Tavares

Na adolescência conheceu Jesus e espalhou o evangelho em Anadia


Pr. Francisco Tavares

A agricultura era a ?nica fonte de renda de um casal t?pico do Nordeste. Manoel Siqueira Cavalcante e Olindina Tavares dos Santos tiveram v?rios filhos, mas um deles precisa ter a hist?ria relembrada, j? que viveu apenas 50 anos. A trilha parece ter sido pequena, todavia as entrelinhas revelam o quanto a obra de Deus precisa de um cuidado especial e quem sabe at? de uma doa??o acima do comum, que pode custar, inclusive, a vida.

Francisco Tavares Cavalcante nasceu para ser crente, embora n?o tenha conhecido Jesus na inf?ncia. A afirma??o se deve ao menino t?mido, obediente aos pais e seguidor da religi?o da m?e. O dia 27 de janeiro de 1958 foi alegre para o senhor Manoel e para a dona Olindina. Chegava ao mundo o ca?ula da fam?lia e que seria um valoroso e destemido servo de Deus.

Os habitantes do munic?pio de Boca da Mata, onde Francisco Tavares nasceu, viu pouco tempo a trajet?ria dele. Ainda muito pequeno, foi morar em Anadia, cidade onde passou tr?s fases da sua vida: crian?a, adolesc?ncia e parte da juventude.

Olindina ensinava aos filhos a experi?ncia religiosa que herdou dos pais. Ass?dua nas reuni?es cat?licas, a agricultora passava para a posteridade as obriga?es di?rias que deveriam ser cumpridas na ?ntegra. O pedido da m?e era seguido ? risca principalmente por Francisco Tavares, que fazia as ora?es noturnas diariamente sempre na companhia da genitora.

Estudioso, ele n?o hesitava em querer aprender. Os pais, no entanto, n?o permitiram que ele estudasse fora do s?tio onde eles moravam por conta do medo que os intimidava. Para driblar a ociosidade, aprendeu a cuidar dos animais do rancho e a cultivar hortifrutigranjeiros.

Um determinado dia, o pai solicitou que o garoto, que tinha aproximadamente nove anos de idade, trouxesse sozinho ? em dois burros ? carga de condimento presa aos eq?inos. Um deles ficou nervoso e correu, para desespero do menino. Por ser muito cuidadoso com as tarefas dom?sticas, este incidente o deixou bastante angustiado. O pai, mesmo sendo r?gido com os filhos, n?o tomou nenhuma atitude para castig?-lo.

CONVERS?O

Mesmo a contragosto dos pais, decidiu se converter a Cristo aos 14 anos de idade. Ele e o irm?o, o mission?rio Pedro Tavares, que hoje faz miss?es em S?o Tom? e Pr?ncipe, foram os primeiros a tomar a atitude dentro de casa. A convers?o dos dois aconteceu em Anadia.

Os primeiros passos na f? de Francisco Tavares foram de extrema perseveran?a. Os costumes dos irm?os mais antigos n?o permitiam a presen?a de novos convertidos nos Cultos de Doutrina. Por?m, ele fazia quest?o de ficar do lado de fora escutando os ensinamentos. Ainda nesta fase, falou com o pastor dele para distribuir folhetos em todas as resid?ncias da cidade. E assim o fez. Al?m de evangelizar, fazia quest?o de contar o seu testemunho para os n?o-evang?licos.

CASAMENTO

Na juventude, ele conheceu Givane Mendes Cavalcante, a futura esposa. Ela residia em Satuba e tinha apenas 16 anos quando aceitou Jesus como Salvador. O rapaz interessado nela era m?sico e tamb?m tinha certas habilidades com a divis?o de vozes e por isso foi convidado a reger os coristas neste munic?pio, para onde foi morar em seguida. Nesta ?poca, o pastor Jos? Miguel cuidava do rebanho.

Jesus foi fazendo uma obra r?pida na vida da mo?a, que aos tr?s meses de convertida recebeu o batismo pelo Esp?rito Santo. A evolu??o espiritual da jovem foi contagiando Francisco Tavares. O pedido de namoro aconteceu logo e o desejo dela em cantar no coral cuja maestria era dele tamb?m. A resposta veio uma semana depois e os dois apaixonados j? estavam namorando.

O casamento, no entanto, foi concretizado no dia 19 de dezembro de 1981, com dois anos e nove meses de relacionamento. A cerim?nia foi realizada em Satuba. Tr?s filhas chegaram como resultado da uni?o: Ester, Dile? e Adna. As tr?s ainda s?o jovens, mas chegaram a acompanhar o pai em todas as etapas ministeriais dele.

OBRA

Francisco Tavares tinha um grande desejo de ser porteiro, embora nunca tenha exercido esta fun??o dentro da igreja. Ele ouviu v?rios depoimentos de auxiliares relatando situa?es em que o agir de Deus foi evidente. O diaconato para ele chegou em 1984, na gest?o do pastor Darc?rio Magalh?es, que at? hoje ? l?der da Assembl?ia de Deus em Satuba.

Como gostava muito de estudar a B?blia, foi logo convidado a ser o superintendente da Escola B?blica Dominical. A m?sica tamb?m lhe proporcionou ser maestro dos corais de Rio Largo, Rio Novo, Fern?o Velho, Santa Luzia do Norte, al?m de Satuba. Na EBD, fez uma verdadeira reformula??o na metodologia de ensino. Criou as classes direcionadas ? educa??o infantil e montou uma verdadeira biblioteca para os freq?entadores, que de 34 passaram para 140 alunos em poucos meses.

O trabalho como construtor de obras lhe rendeu um estilo de vida bom. Muito zeloso pelo que fazia, conseguiu logo abrir uma firma tendo o irm?o, o atual pastor Benedito Tavares (Passo de Camaragibe), como s?cio. Conseguiram empreitar v?rias obras, inclusive de prefeituras, sempre com a parceria das construtoras de Alagoas. No entanto, teve a vis?o de Deus que seria pastor de ovelhas.

A revela??o come?ou a se cumprir em 1987 quando foi consagrado ao presbit?rio. Cansado de morar em Satuba, decidiu alugar a casa onde morava, em 1991, e foi ajudar o irm?o no munic?pio de Bel?m. Nesta localidade cooperou muito com a causa do Senhor e ficou muito bem quisto entre os membros. O zelo pela obra era uma das virtudes dele, que fazia de tudo para ver o templo limpo.

Quando deixou a congrega??o, ap?s um ano e quatro meses, foi incentivado a retornar ao campo, mas decidiu n?o continuar. Por?m, a vontade de Deus o levou novamente a Bel?m. Foi ent?o que reformou o templo e fez um belo trabalho evangel?stico, conquistando muitas almas para o reino de Deus. Com seis meses que cuidou a rebanho, veio morar em Macei? e congregou durante quatro meses no Tabuleiro do Martins, onde foi professor, inclusive, dos integrantes do Grupo Alfa.

Foi morar em Pilar, posteriormente, por conta de uma obra de constru??o. Cooperou com o minist?rio daquele campo por um ano e tr?s meses. O l?der, pastor Higino, sugeriu, com o consentimento do minist?rio, para Francisco Tavares ficar como dirigente da cidade enquanto ele ficaria na Ch? do Pilar.

O trabalho frutificou e muitas almas foram conquistadas para Cristo. Para a realiza??o de uma determinada festividade de jovens, a igreja foi mobilizada para um dia inteiro de jejum, culminando em dezenas de batizados pelo Esp?rito Santo. Aquele dia ficou marcado para sempre na mente das autoridades presentes, a exemplo do prefeito da cidade e de v?rios vereadores.

Logo depois, em 1995, retornou para Satuba e retomou todos os trabalhos que exercia. Foi ent?o que o pastor Jos? Ant?nio dos Santos ofereceu tr?s campos para ele cuidar: Pariconha, Olho D??gua Grande e Carneiros. O destino foi Olho D??gua Grande, que abrangia tamb?m o povoado de S?o Braz, situado a 18 km ? de estrada de barro ? do munic?pio. A assist?ncia era dada a estas duas localidades.

A cidade s? tinha oito crentes, mas o bom trabalho evangel?stico rendeu muitas vidas em apenas 10 meses. Em S?o Braz, como n?o tinha um pastor, os crentes viviam meio perdidos, mas com o crescimento em Olho D??gua Grande se fez necess?rio um obreiro para cuidar do povoado. Neste local, Francisco Tavares passou quatro anos.

MORTE

Em Estrela de Alagoas, no final de 1999, o pastor ? ele j? era evangelista ? Francisco Tavares deu os seus ?ltimos passos na terra. Quando assumiu encontrou os irm?os uma pouco revoltados por alguns acontecimentos escandalosos, mas n?o desanimou e seguiu em frente. Conseguiu ganhar a confian?a e o amor de todos na cidade. Em apenas 11 meses derrubou o templo para reergu?-lo.

E foi nesta obra que o tr?gico aconteceu. As paredes j? haviam sido levantadas e o pastor teve uma brilhante id?ia para contemplar aos porteiros, os admirados por ele. Decidiu construir uma marquise (laje destinada ? prote??o contra o sol e a chuva). A inten??o dele lhe custou a vida.

Um dia antes do fato ? um domingo ? tarde ? esteve na obra e vistoriou com outros irm?os. No dia 27 de novembro de 2000 foi sozinho ao local e resolveu desmontar o suporte que segurava a laje. Testemunhas garantiam que a marquise ainda n?o estaria solidificada, conseq?entemente n?o estaria segura. Resultado, a estrutura desabou em cima dele, que teve morte instant?nea. O ajudante da obra n?o estava no local quando aconteceu o acidente.

Na segunda-feira da trag?dia escreveu um trecho do livro ?Tabern?culo Analizado?, de autoria dele. O estudo se baseava em detalhes da constru??o descrita nas Sagradas Escrituras. A esposa decidiu que ir? lan?ar o livro e estar? concluindo os dois ?ltimos cap?tulos.

A morte do pastor comoveu a pequena Estrela de Alagoas. Ningu?m poderia imaginar algo t?o repentino e logo com o anjo da igreja que tinha uma vasta experi?ncia em constru?es.

O carisma, a timidez, o zelo pela obra, o amor incondicional pelo servi?o do Mestre Jesus ficaram na mem?ria de quem conheceu o pastor Francisco Tavares. ?Meu marido era um grande homem de Deus, um verdadeiro discipulador. Amante dos estudos b?blicos, sempre fez quest?o de incentivar a igreja a aprender mais e mais de Cristo?, sintetizou Givane Cavalcante.



Thiago Gomes
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