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07/07/2026

Pastor chinês é libertado após nove meses de prisão e reencontra a família nos EUA

Segundo a ChinaAid, soltura do líder cristão foi fruto de acordo diplomático entre Donald Trump e Xi Jinping

Redação CPAD News/ Com informações International Christian Concern (ICC) e China Aid

Líder da Igreja de Sião, pastor Ezra Jin foi libertado pelas autoridades chinesas após permanecer nove meses preso. Ele chegou nos Estados Unidos, no último sábado (4), onde foi recebido pela ChinaAid, organização que atua na defesa da liberdade religiosa.

De acordo com informações da ChinaAid, a libertação ocorreu em um acordo diplomático extraordinário entre os governos da China e dos Estados Unidos. Xi Jinping e Donald Trump teriam conversado e decisão teria sido apresentada como um gesto de boa vontade por ocasião do Dia da Independência dos Estados Unidos.

Pastor Ezra Jin havia sido detido em outubro do ano passado, juntamente com outros 17 líderes da igreja doméstica clandestina, sob a acusação de “uso ilegal de redes de informação”. Segundo a organização que acompanha casos de perseguição religiosa, a acusação estaria relacionada ao uso da internet para compartilhar mensagens cristãs.

A libertação foi comemorada em nota publicada pelo fundador e presidente da ChinaAid, no entanto, ele destacou que diversos líderes religiosos “permanecem injustamente encarcerados pelo Partido Comunista Chinês”, disse o Rev. Dr. Bob Fu.

Considerada uma das maiores igrejas não registradas da China, a Igreja de Sião teve seus templos fechados pelas autoridades em 2018 após se recusar a instalar câmeras de reconhecimento facial em suas dependências. Desde então, a congregação passou a realizar suas atividades de forma descentralizada, mesmo diante das restrições impostas pelo regime.

Nos últimos anos, o governo chinês tem intensificado a chamada política de “sinização” das religiões, que amplia o controle estatal sobre as atividades religiosas e exige que comunidades de fé estejam alinhadas às diretrizes do Partido Comunista Chinês. Igrejas que recusam o registro oficial ou resistem às determinações do governo frequentemente enfrentam multas, fechamento de templos e prisão de seus líderes.

Durante o período em que esteve preso, Ezra Jin manteve contato, por meio de seus advogados, com a esposa e a filha, que vivem nos Estados Unidos. Segundo relatos da família, o pastor permaneceu firme em sua fé e transmitiu mensagens de esperança, afirmando sentir-se fortalecido por sua confiança em Cristo mesmo durante o período de encarceramento.

“Ele me disse que o Espírito Santo o encoraja… e ele se sente honrado em participar do sofrimento de Jesus”, disse a esposa de Jin, Anna Liu, à CBN em dezembro de 2025.


Da Redação/AD Alagoas
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