Nos distritos de Narayanpur e Bastar, no estado de Chhattisgarh, cristãos receberam um ultimato para se reconverter por meio do “Ghar Wapsi” até 30 de abril de 2026. O “Ghar Wapsi” (um evento que significa “retorno ao lar”, no qual as pessoas são reconvertidas às suas antigas crenças) foi articulado pela Sarva Adivasi Samaj (Sociedade de Todos os Tribais) – uma organização que atua em Chhattisgarh representando comunidades tradicionais e articulando demandas ligadas à preservação de seus direitos culturais e sociais.
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Segundo informações de fontes locais, durante esse período foram mencionados nomes de pastores e igrejas da região nos conselhos, e medidas rigorosas contra esses líderes foram reforçadas.
Nos últimos dias, as reuniões dos conselhos de aldeia aumentaram em Narayanpur e Bastar, agora com foco em como tratar os cristãos que se recusaram a participar dos rituais de reconversão. Nesses encontros, seguidores de Jesus são pressionados a comparecer ao “Ghar Wapsi” e alertados de que, se não obedecerem, podem perder meios de subsistência e até o direito de permanecer na comunidade.
Para intensificar a pressão, alguns conselhos de aldeia passaram a restringir o acesso dos cristãos ao trabalho com folhas de tendu, árvore nativa indiana cujas folhas são tradicionalmente coletadas e comercializadas como importante fonte de renda para comunidades tradicionais em Chhattisgarh. A coleta de tendu é uma atividade central de subsistência, com pagamentos feitos pelo governo aos coletores, e a proibição atinge diretamente a renda diária das famílias que seguem a Cristo.
Cristãos também têm sido impedidos de recolher madeira das florestas, matéria essencial para cozinhar e para a construção de suas casas. Sem acesso às folhas de tendu e à madeira, muitas famílias vivem sob pressão constante, ouvindo ameaças para que se reconvertam às crenças ancestrais ou deixem o vilarejo. Em comunidades onde a vida gira em torno da terra e da floresta, esse tipo de sanção coloca os cristãos em situação de grande vulnerabilidade.
Relatos indicam que, nas reuniões, foi defendida a demolição de igrejas em Narayanpur e Bastar onde há presença cristã. Para os fiéis, esses templos são locais de encontro, oração e encorajamento, e a possibilidade de perdê-los traz medo de que a igreja seja forçada a se esconder ainda mais.
Um parceiro local da Portas Abertas, que chamaremos de Dhruv Baiga por segurança, afirma que, desde fevereiro de 2026, pastores não têm permissão para entrar em muitas aldeias por decisão de conselhos locais e líderes religiosos. Com as restrições mais recentes, cristãos de origem tradicional que vivem nessas áreas perderam sua fonte de subsistência e o contato regular com pastores, o que torna a caminhada de fé ainda mais desafiadora.
No momento, pastores e cristãos estão orando e esperando o momento certo para registrar uma queixa oficial contra o ultimato e as medidas tomadas pelos conselhos. No entanto, a nova Lei de Liberdade Religiosa em Chhattisgarh tornou mais difícil para os fiéis, especialmente os de origem tradicional, recorrerem à polícia.
A legislação foi contestada no Tribunal Superior por diversos grupos cristãos e outras minorias, que apontam o risco de ela ser usada para limitar a liberdade de mudar de fé. Até agora, porém, não há atualizações sobre o resultado desses questionamentos, o que faz com que muitos cristãos se sintam desprotegidos diante das decisões dos conselhos de aldeia.
Mesmo sob forte pressão social e econômica, muitos cristãos em Narayanpur e Bastar decidiram permanecer firmes em sua fé em Jesus. Eles sabem que essa escolha pode significar perda de renda, acesso limitado a recursos básicos e ameaças constantes, mas entendem que não podem voltar atrás na decisão de seguir a Cristo.
Ao mesmo tempo, o cenário permanece delicado e incerto; com restrições ao trabalho, à floresta, aos templos e à presença de pastores, esses irmãos e irmãs enfrentam um futuro que parece cada vez mais inseguro. Diante desse cenário, torna‑se ainda mais necessário que a igreja ao redor do mundo persevere em oração por justiça, sustento e coragem para que esses cristãos permaneçam firmes, mesmo em meio à tempestade.
Da Redação/AD Alagoas
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