(Gn 12.1).
-O chamado de Deus na vida de Abrão e na nossa exigência obediência irrestrita, fé e perseverança.
-Abrão, cujo significado é “pai exaltado”, depois de um tempo tendo o seu caráter forjado pelo Senhor, teve seu nome mudado para Abraão, que significa “pai da multidão das nações” (Gn 17.5).
1. INTRODUÇÃO
-Prezado(a) professor(a), neste trimestre estudaremos o legado de fé do patriarca Abraão.
-Analisaremos também a história de seu filho Isaque e de seu neto Jacó, de quem descenderam as doze tribos de Israel.
-Abraão foi chamado por Deus de maneira singular, e sua convocação envolveu sua terra natal e seguiu para um destino desconhecido — um ato que exige fé e obediência.
- Vamos apresentar como ocorreu o chamado de Abrão.
- E Enfatizar a obediência de Abrão a Deus diante desse chamado;
- Mostre as lutas enfrentadas por Abrão ao chegar a Canaã.
- A fé ocupa um lugar especial na vida de Abrão, assim como na vida do crente e da igreja.
- Sem fé é impossível agradar a Deus.
- A fé de Abrão nos mostra que ela é a essência da vida cristã e absolutamente indispensável.
- Ele recebeu o chamado do Senhor para deixar sua terra, sua parentela e seguir rumo a um lugar que não conhecia.
- Diante disso, precisamos nos perguntar: será que a nossa fé demonstra o mesmo comprometimento e sinceridade?
I - ABRÃO SUA FÉ E O SEU CHAMADO
- Abrão (que depois teria seu nome mudado para Abrão) surge nas Escrituras em Gn.11:26, quando é informado que é o décimo da descendência de Sem.
- Era, portanto, um semita e, diz-nos a Escritura, habitava em Ur dos caldeus, juntamente com seu pai Terá (ou Terá), na região que hoje pertence ao Iraque e que, ao tempo de Abrão, era o centro da civilização.
- De lá, por motivos não revelados na Bíblia, Terá saiu para Harã, na região hoje pertencente à Síria, ali se estabelecendo. Com a morte de seu pai, Abrão, já com setenta e cinco anos de idade, começa a sua vida com Deus, vida esta que seria extremamente fecunda e que iniciaria o plano de Deus para a salvação do homem.
- A vida de Abrão começa a ser relevante para com Deus a partir de seu atendimento ao chamado divino. Assim ocorre com os “filhos de Abraão” (Jo.8:39), ou seja, os crentes honestos e sinceros que, a despeito de tudo o que os cerca, ouvem o chamado de Deus e, então, inicialmente a ser relevantes para Deus e a contribuir para a salvação da humanidade.
- A Bíblia pouco nos fala sobre a vida de Abrão antes de sua chamada. Apenas nos diz que era filho de Terá e que acompanhava seu pai de forma obediente, tanto que deixou Ur dos caldeus, o centro da civilização mundial da época, para acompanhar seu pai a Harã, numa demonstração de fidelidade e de ordens.
- Obedecer aos pais é um sinal de temor a Deus e deve ser uma característica sempre presente na vida dos sinceros adoradores do Senhor. Parafraseando o apóstolo do amor, como podemos crer em alguém que diz obedecer a Deus, que não vê, se nem sequer obedece aos pais, que vê?
- Uma das principais características dos nossos dias é a apologia do conflito de gerações, é o conflito à desobediência a pais e mães, mas devemos, sempre, observar que isto não provém de Deus e que este é um traço dos homens deste mundo (I Tm.3:1). Um bom servo de Deus, mostra-nos a vida de Abrão, começa sendo um filho obediente.
- A fé de Abrão diante do chamado (Gn 12.1). Deus chamou Abrão e tentou que ele saísse de sua terra, do meio de sua família e de seus amigos, e fosse para um lugar desconhecido para ele.
- Seu chamado sugestões fé e obediência irrestrita. Hoje, estamos habituados a confiar em tecnologias como o GPS (Sistema de Posicionamento Global), que nos orienta com precisão sobre onde estamos e para onde devemos ir.
- Abrão, porém, não dispunha de nenhum recurso visível ou previsível. Ele não tinha um mapa, nem sabia o destino final — apenas a voz de Deus lhe baixou o caminho.
- Isso nos ensina que Deus sabe o que faz, com quem faz e por que faz, mesmo quando não revela o trajeto completo.
- O lugar onde habitava Abrão e seus pais era uma terra idólatra. Contudo, ele criou no Todo-Poderoso, único e soberano, e partiu para o lugar destinado a Ele.
II - DEUS FAZ PROMESSA A ABRÃO.
- “Farte-ei uma grande nação”, engrandeceria o seu nome e faria dele uma vitória para todas as famílias da terra (Gn 12.2-3).
- Essa promessa possui um alcance muito maior do que a vida do próprio patriarca, pois aponta para a formação do povo de Israel e, de maneira profética, para a vinda do Messias.
- O contraste com a história de Babel é evidente. Enquanto os homens procuravam fazer um nome para si mesmos (Gn 11.4), Deus afirma que Ele mesmo engrandeceria o nome de Abrão por causa de sua obediência.
- A promessa divina revelava que Deus não apenas chama, mas também abençoa e sustenta aqueles que infundem nele.
- O Senhor prometeu proteger Abrão, abençoar aqueles que o abençoassem e amaldiçoar os que o amaldiçoassem (Gn 12.3).
- Contudo, a obtenção obtida por Abrão tinha um propósito maior: ele deveria ser um instrumento de obtenção para outras pessoas.
- Essa promessa alcança seu cumprimento pleno em Cristo, pois todos os que creem participam da mesma promessa feita ao patriarca.
- Assim, Abraão se torna o modelo de fé para todos aqueles que infundem nas promessas de Deus.
- Depois de receber o chamado divino, Abrão declarou que sua fé não era apenas teórica, mas prática.
- A Escritura afirma que ele partiu conforme o Senhor lhe ordenara (Gn 12.4).
- Essa atitude revela que a verdadeira fé se expressa por meio da obediência.
- Mesmo sem conhecer plenamente o destino da jornada, Abrão decidiu confiar na palavra de Deus e seguir o caminho que lhe foi apresentado.
- Entretanto, sua caminhada também revelou momentos de fragilidade e processos de aprendizagem espiritual, mostrando que a fé amadureceu ao longo da jornada.
CONCLUSÃO: O chamado de Deus na vida de Abraão e na nossa exigência obediência irrestrita, fé e perseverança. Não é possível viver a fé sem perseverar nela.
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