INTRODUÇÃO
-Na conclusão do estudo da Doutrina da Trindade, analisaremos a atuação da Santíssima Trindade na Igreja de Cristo.
- Toda a Santíssima Trindade atua na Igreja e pela Igreja.
-Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mt 28.19).
-A redenção da Igreja é uma obra conjunta da Trindade: o Pai elege, o Filho redime e o Espírito santifica, sustentando a fé e a missão da Igreja no mundo.
-Toda a Santíssima Trindade atua na Igreja e pela Igreja.
I – A IGREJA, SUA MISSÃO, E A SANTÍSSIMA TRINDADE.
- Na conclusão do estudo da Doutrina da Trindade, analisaremos a atuação da Santíssima Trindade na Igreja de Cristo.
- As Escrituras revelam-nos que, com a vitória de Cristo sobre a morte e o inferno, forma-se um povo diferente, especial, zeloso e de boas obras, a saber, a Igreja.
- A palavra “igreja” surge, pela vez primeira, nas Escrituras, no evangelho segundo Mateus (Mt.16:18), quando é declarada pelo próprio Jesus que, assim, revela o “mistério de Cristo”, como o apóstolo Paulo chamou a “igreja” na epístola aos efésios. É a palavra grega “ekklesia” (εκκλησια), cujo significado é “reunidos para fora”, “chamados para fora”.
- A palavra “ekklesia”, porém, já havia sido utilizada na Versão Grega do Antigo Testamento (a chamada Septuaginta) para traduzir a palavra hebraica “qahal” (קָהָל), que as nossas versões em língua portuguesa costumam registrar como “congregação”, nome pelo qual era conhecida a reunião do povo de Israel, principalmente no tempo da peregrinação no deserto, quando Moisés costumava chamar todo o povo para algumas reuniões solenes à frente do tabernáculo que, por isso mesmo, era denominada de “tenda da congregação” (Nm.10:1-3).
- Notamos, pois, de início, que a palavra “igreja” fala de uma “reunião”, ou seja, um grupo de pessoas. Igreja não é um indivíduo, não é uma pessoa solitária, mas, sim, um grupo de pessoas, um conjunto de pessoas.
- Desta forma, ficamos sabendo, já pela etimologia da palavra, que a salvação proporcionada por Jesus Cristo cria um novo grupo de pessoas, um novo povo. Não se pode, pois, biblicamente falando, ser salvo e permanecer isolado, solitário na vida sobre a face da Terra.
- Este novo povo, esta “igreja”, vem, portanto, realizar, concretizar aquilo que Israel, a “propriedade peculiar de Deus dentre todos os povos” (Ex.19:5,6) era apenas uma figura, um símbolo, uma sombra (Hb.10:1).
- Temos aqui, de imediato, a falsidade da “doutrina do desigrejamento”, que está tendo a adesão de muitas pessoas na atualidade, que defende que, para servir a Jesus, não se necessita estar vinculado a nenhum grupo, pode-se servir a Deus individualmente, como um “desigrejado”, situação que se potencializou após a pandemia do COVID-19.
- Mas “igreja” não é apenas uma “reunião”, mas é o conjunto dos “reunidos para fora”, ou seja, daqueles que foram chamados, convocados, para sair do lugar onde estavam, da sua habitação, como, aliás, acontecia toda vez que Moisés tocava as duas trombetas de prata no deserto, sinal de que todo o povo deveria sair das suas habitações e comparecer até a frente do tabernáculo.
- A “igreja”, pois, não é um povo que se formou por vontade própria, mas que foi resultado de um chamado, de uma ação divina. Por isso, Jesus diz que edificaria a Sua igreja e o apóstolo Paulo a denomina de “lavoura de Deus” e “edifício de Deus” (I Co.3:9).
- A igreja não é uma criação humana, mas, sim, divina, é algo que se construiu pela vontade do Senhor. É uma “reunião” que não é obra de homem algum, mas do próprio Deus.
-O Pai nos amou, o Filho nos redimiu e o Espírito nos santifica e envia.
-Se a Igreja é trinitária em sua origem e essência, nós, como membros do corpo de Cristo, devemos viver em comunhão com o Pai, permanecer em Cristo e andar no Espírito.
-Isso motiva cada crente a reconhecer a graça de ser parte de um povo trinitário e a assumir com alegria a missão que nos foi confiada(João 16:15).
II - A OBRA DA SANTÍSSIMA TRINDADE NA SALVAÇÃO
-A fé cristã afirma que Deus se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. Essa realidade, conhecida como Trindade, não é apenas uma formulação teológica, mas o fundamento da própria existência da Igreja. Desde o plano da salvação até a missão no mundo, vemos a atuação conjunta das três Pessoas divinas. O Pai planeja, o Filho realiza a redenção e o Espírito aplica essa obra ao coração humano. Assim, compreender a Trindade ajuda-nos a entender quem somos como povo de Deus e qual é o propósito da Igreja na história.
1-O propósito eterno do Pai. A origem da salvação encontra-se na vontade soberana de Deus. Antes mesmo da criação, o Pai já havia estabelecido o plano de formar um povo para si. A Escritura declara que fomos escolhidos “antes da fundação do mundo” (Ef 1.4). Pedro afirma que essa eleição ocorre “segundo a presciência de Deus Pai” (1Pe 1.2). A palavra presciência indica o conhecimento prévio de Deus acerca de todas as coisas. Nada surpreende o Senhor. Ele conhece antecipadamente aqueles que responderiam à sua graça e permaneceriam em Cristo (Rm 8.29). Dessa forma, a existência da Igreja não é fruto do acaso, mas resultado de um propósito eterno estabelecido por Deus.
2-A redenção realizada pelo Filho. Se o Pai planejou a salvação, o Filho a concretizou por meio de sua morte na cruz. A Igreja é formada por aqueles que foram alcançados pelo sacrifício de Cristo. Pedro descreve os crentes como participantes da “aspersão do sangue de Jesus Cristo” (1Pe 1.2). Essa linguagem remete às cerimônias do Antigo Testamento, quando o sangue dos sacrifícios era aspergido para confirmar alianças e purificar o povo (Êx 24.8). No entanto, o sacrifício de Cristo é superior e definitivo. Seu sangue estabelece a Nova Aliança e promove a remissão dos pecados (Hb 9.13-15). Cristo amou profundamente a Igreja e entregou-se por ela (Ef 5.25). Sua morte substitutiva reconciliou o ser humano com Deus (2Co 5.18-19) e trouxe purificação para aqueles que creem (1Jo 1.7).
3-A ação santificadora do Espírito. A salvação não se limita ao plano do Pai nem ao sacrifício do Filho. Ela também envolve a atuação contínua do Espírito Santo. É Ele quem aplica a obra de Cristo na vida dos crentes. Pedro afirma que fomos eleitos “em santificação do Espírito” (1Pe 1.2). A santificação representa o processo pelo qual o cristão é separado do pecado e consagrado ao serviço de Deus. Sem o Espírito Santo, a Igreja seria apenas uma organização humana. Contudo, é Ele quem vivifica, purifica e molda o caráter dos crentes conforme Cristo (2Ts 2.13). Assim, a salvação revela uma perfeita cooperação trinitária: o Pai escolhe, o Filho redime e o Espírito transforma.
CONCLUSÃO:
-A Igreja não é fruto do acaso, mas do plano eterno do Pai, realizado pelo Filho e aplicado pelo Espírito. Isso nos ensina que a vida cristã não é possível sem comunhão com o Deus Triúno.
-Assim como fomos chamados, santificados e enviados pela Trindade, devemos viver em unidade e cumprir nossa missão com dependência do Espírito, amor ao Pai e fidelidade a Cristo.
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