INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, hoje estudaremos o papel do Espírito Santo como agente capacitador da obra de Deus.
-Estudaremos sobre a doutrina da regeneração; pontuaremos sobre a necessidade da regeneração espiritual na vida do ser humano; veremos sobre a operação do Espírito Santo como agente da regeneração;
- O Espírito Santo é a Pessoa Divina que nos torna capazes a realizar as tarefas determinadas por Deus ao homem que O serve.
I – O ESPÍRITO SANTO COMO CAPACITADOR
- Na sequência dos estudos a respeito da Doutrina da Trindade, estudaremos hoje o Espírito Santo como “agente capacitador da obra de Deus”.
- “Agente” é aquele que faz algo, que toma uma atitude, pratica uma ação. “Agente capacitador” é aquele que faz com que alguém se torne capaz a realizar algo, ou seja, tenha a habilidade de fazer algo, esteja apto a realizar algo.
- O Espírito Santo é, pois, a Pessoa Divina que nos torna aptos a realizar a obra de Deus, que nos habilita a fazer tudo quando o Senhor tem determinado o homem fazer sobre a face da Terra. Assegura-nos, a sua perene presença: «e eis que Eu estou sempre convosco, até ao fim do mundo» (Mt. 28, 20). Depois do Pentecostes, quando o fogo do amor de Deus pousou sobre os apóstolos (cf. Act. 2, 3), unidos em oração «juntamente com algumas mulheres e Maria, mãe de Jesus» (Act. 1, 14), o mandamento do Senhor Jesus começou a realizar-se. O Espírito Santo, que Jesus Cristo concede em abundância (cf. Jo. 3, 34), está na origem da Igreja, que, por sua natureza, é missionária. De facto, logo que receberam a unção do Espírito, o apóstolo São Pedro «levantou-se e falou em voz alta» (Act. 2, 14) anunciando a salvação no nome de Jesus, «que Deus constituiu Senhor e Cristo» (Act. 2, 36). Transformados pelo dom do Espírito, os discípulos espalharam-se por todo o mundo conhecido e difundiram o «evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus in » (Mc. 1, 1). O seu anúncio chegou às regiões do Mediterrâneo, da Europa, da África e da Ásia. Guiados pelo Espírito, dom do Pai e do Filho, os seus sucessores continuaram essa missão, que permanece atual até ao fim dos tempos. Enquanto existe, a Igreja deve anunciar o Evangelho da vinda do Reino de Deus, o ensinamento do seu Mestre e Senhor e, sobretudo, a pessoa de Jesus Cristo. …”.
- Quando o Espírito Santo é apresentado como Pessoa Divina, tradicionalmente é Ele apresentado como sendo a Pessoa Divina incumbida, primacialmente, da santificação.
II – REGENERAÇÃO, UMA OBRA ATRIBUÍDA AO ESPÍRITO SANTO;
- De acordo com Geisler (2010, pg. 199), “a palavra grega para se referir a regeneração é paliggenesia, que significa “regeneração,” “renascimento,” ou “renovação espiritual.” Paliggenesia é utilizada duas vezes no Novo Testamento (Mt 19.28 — com referência a renovação messiânica e em Tito 3.5 — para se referir a salvação). Em Tito ela fala da transmissão da vida espiritual a alma: “[Deus nos salvou] não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas, segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo”. A regeneração é transmissão da vida espiritual, por parte de Deus, as almas daqueles que estavam “mortos em ofensas e pecados” (Ef 2.1) e que foram “salvos” — trazidos novamente a vida — por Deus “pela fé” em Jesus (Ef 2.8)
- A Declaração de Fé das Assembleias de Deus afirma que a “regeneração é a transformação do pecador numa nova criatura pelo poder de Deus, como resultado do sacrifício de Jesus na cruz do Calvário (2Co 5.17-19). Essa obra é também conhecida como novo nascimento, ou nascer de novo (Jo 3.3) e nascer do Espírito (Jo 3.5,6). Trata-se de uma operação do Espírito Santo na salvação do pecador (Tt 3.5-7)” (Soares [Org.], 2017, p. 112).
- Nicodemos era fariseu e príncipe dos judeus (Jo 3.1), tido como mestre (Jo 3.10), um homem profundamente religioso, mas espiritualmente necessitado (Jo 3.2). Para Beacon (2006, p. 48), “se algum homem, na ordem antiga, conheceu o significado de Deus e dos seus planos e propósitos para o homem, esse foi Nicodemos, ele era profundamente entranhado na tradição monoteísta, além dos ensinos da lei, da história de Israel e das proclamações dos profetas”. Isso demonstra que o conhecimento teológico e posição religiosa não substituem o novo nascimento. Jesus mostra que ninguém pode ver o Reino de Deus sem nascer de novo (Jo 3.3). Isso confirma que a religião externa não produz vida espiritual (Is 29.13; Rm 10.1-4).
CONCLUSÃO
Quando o Espírito Santo vem ao homem, Ele entra em comunhão com o espírito divino, passa a dirigir o salvo e, deste modo, passamos a agir com sabedoria, inteligência, segundo o conselho divino, fortaleza, ciência espiritual, piedade e temor de Deus, porque passamos a participar da natureza divina (II Pe.1:4).
- É bem por isso que o Espírito Santo é chamado de “os sete Espíritos de Deus” ou “sete Espíritos” (Ap.1:4;3:1; 4:5; 5:6), expressão que indica a plenitude do Espírito Santo, somente presente em Jesus, mas que nos dá a indicação de quais virtudes Sua presença incute em cada salvo, algo que, aliás, era prefigurado nas sete lâmpadas do candelabro do templo ou tabernáculo (Ex.25:37; 37:23). AMÉM
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