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AD Alagoas / Lições Bíblicas

21/02/2026

Lição Nº 8 - O Deus Espírito Santo.

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade, plenamente divino e coigual ao Pai e ao Filho. Ele não é uma força impessoal, mas Consolador, Ensinador e Santificador da Igreja. Nesta lição, estudaremos sua Pessoa, sua divindade e suas principais obras, confirmando sua atuação indispensável na vida cristã e na missão da Igreja.

-Mostre que o Espírito Santo é uma Pessoa, distinta, mas coigual ao Pai e ao Filho; 

-Evidencie a plena divindade do Espírito Santo e seus atributos; 

-Ressalte as principais obras do Espírito Santo: encarnação, ressurreição e santificação.

-Muitos confundem o Espírito Santo como mera força ou influência. A Bíblia, porém, o apresenta como Pessoa divina, com mente, vontade e emoções. Ele age em nossa vida como Consolador, Ensinador e Santificador. Reconhecer sua divindade fortalece nossa fé e nos leva a viver em plena dependência de sua ação.

I – O ESPÍRITO SANTO UMA PESSOA DA TRINDADE

- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, daremos sequência, vendo o que a doutrina cristã ensina sobre Deus, o Espírito Santo, a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.

O Espírito Santo é a Pessoa Divina que faz a interlocução entre Deus e os homens, convencendo o ser humano de que Jesus é o Salvador.

- Por primeiro, cumpre observar que o título da lição é “Deus Espírito Santo”, expressão que foi utilizada tanto na Confissão de Augsburgo, “…confissão de fé dos luteranos [foi] preparada por Felipe Melanchton, auxiliar de Lutero em 1530.…” (SILVA, Esequias Soares da. Credos e confissões de fé: breve histórico do Cristianismo. Recife: Bereia, 2013, p.152) como no Catecismo Menor de Martinho Lutero, para designar a Primeira Pessoa da Trindade.

- Entretanto, quando da elaboração da Declaração de Fé das Assembleias de Deus em 2017, foi proposta a mudança do título do item 6 do capítulo III (p.43), que seria precisamente “Deus Espírito Santo” para “O Espírito Santo é Deus”, a fim de que não se desse margem para que se pudesse entender que se adotava a ideia do “triteísmo”, ou seja, de que há “três deuses”, proposta que foi acolhida.

- Assim, fiel a esta orientação adotada na primeira edição da Declaração de Fé das Assembleias de Deus e, num tema tão delicado e difícil como é a Doutrina da Trindade, evitaremos o uso da expressão “Deus Espírito Santo”. - O Espírito Santo, que é mostrado nas Escrituras com muitos nomes, como, por exemplo, Espírito de Deus, é uma das três Pessoas que compõem a Trindade (“Santíssima Trindade”, como denominam os teólogos desde a Idade Média), este mistério que mostra ser o nosso Deus um único Deus, ainda que em três Pessoas. Diante desta afirmação, vê-se que é preciso demonstrar, nas Escrituras, esta revelação, incompreensível à mente humana.

- Antes de mais nada, cumpre observar o que entendemos por Pessoa. Pessoa é uma palavra equívoca, ou seja, tem diversos significados, significados que são diferentes uns dos outros. Assim, por exemplo, no senso comum, pessoa quer dizer “gente”, enquanto, no direito, pessoa significa “sujeito de direitos e obrigações” (daí porque a Petrobrás, o Banco do Brasil ou o Estado do Acre serem “pessoas” para os juristas). Em teologia, pessoa significa ser, ou seja, algo que tem existência própria, uma entidade que se distingue das demais.

- A Bíblia mostra-nos, com clareza, que o Espírito Santo é uma pessoa, pois menciona atitudes e ações do Espírito que somente uma pessoa pode ter. Senão vejamos:

- A Bíblia diz que o Espírito Santo pensa (Rm 8.27). Neste texto, as Escrituras dizem que o Espírito Santo examina os corações, ou seja, examinar é raciocinar, é calcular, é emitir juízos. Uma força jamais pode calcular, jamais pode examinar, só uma pessoa pode fazê-lo. Noutro trecho, diz que o Espírito Santo compara, ou seja, faz juízos, julgamentos, o que é exclusivo de uma Pessoa (I Co.2:13).

- A Bíblia diz que o Espírito Santo sente (Rm 15.30). Neste texto, as Escrituras dizem que o Espírito Santo tem amor, ou seja, ama, tem sentimentos. Uma força não pode amar, somente uma pessoa. Mas, em outro trecho, a Bíblia recomenda que o Espírito pode se entristecer (Is.63:10; Ef.4:30). Uma força, um "fluir" nunca pode ficar triste, somente uma pessoa. Mas o Espírito Santo não só Se entristece, como a Palavra os diz que Ele tem alegria, que Ele Se alegra, tanto que faz com que as pessoas sintam a Sua alegria, a começar pelo próprio Senhor Jesus (Lc.10:21) e, depois, dos discípulos (I Ts.1:6). Mas as Escrituras também nos revelam que o Espírito Santo tem ciúmes, ou seja, tem zelo pelos servos do Senhor, outro sentimento impossível para uma mera força (Tg.4:5).

- A Bíblia diz que o Espírito Santo determina (I Co 12.11). Neste texto, é dito que o Espírito Santo reparte, como quer, os dons espirituais entre os crentes, ou seja, tem vontade, tem autodeterminação, algo que jamais uma força pode ter, mas tão somente uma pessoa.

II - A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO E AS HERESIAS.

-Reconhecemos com igual ênfase a Divindade do Espírito Santo quanto a Sua pessoalidade. Observe que a “Bíblia revela o Espírito Santo como uma pessoa, a terceira Pessoa da Trindade, pois Ele é Deus. O Espírito Santo possui intelecto; Ele penetra todas as coisas (1Co 2.10,11) e é inteligente (Rm 8.27). Ele tem emoção, sensibilidade (Ef 4.30) e vontade (At 16.6-11; 1Co 12.11). Se o intelecto, a emoção e a vontade não puderem provar a personalidade do Espírito Santo, fica difícil saber o que a liderança das testemunhas de Jeová entende por personalidade, ou qual a definição que ela dá a esse termo. As três faculdades: intelecto, emoção e vontade caracterizam a personalidade” (SOARES, 2024, p. 123). Também é fundamental reconhecer que, como pessoa, o Espírito Santo não apenas age, mas também reage, aprovando ou reprovando a conduta dos homens, uma faculdade própria de quem é dotado da prerrogativa da pessoalidade (At 10.19,21; At 5.3; At 7.51; Ef 4.30).

-Nas Escrituras, diversos elementos prefiguram ou revelam as obras do Espírito Santo em Sua missão gloriosa. Ele é representado como “Pomba”, simbolizando pureza, mansidão e manifestação pacífica (Mt 3.16; Lc 3.22); como “Fogo”, indicando santificação, purificação, poder e a presença marcante de Deus (At 2.3; Lv 9.24; Mt 3.11); como “Vento” ou “Sopro”, que revela Sua invisibilidade, liberdade e ação soberana (Jo 3.8; At 2.2); como “Água”, expressando vida, purificação e regeneração espiritual (Jo 7.37-39; Ez 36.25-27); e como “Óleo” ou “Unção”, simbolizando consagração, capacitação e santificação, uma vez que o Espírito unge e fortalece os crentes (1Jo 2.20,27; Êx 30.22-33). Ainda que representado por símbolos, o Espírito Santo continua possuindo intelecto, vontade e emoções (elementos típicos da pessoalidade). Na verdade, os símbolos do Espírito Santo não devem ser confundidos com Sua natureza, pois cada um deles recorre a elementos da criação (água, fogo, vento, etc.) para ilustrar aspectos de suas ações e obras poderosas (Gn 1.2).

-Quanto as Heresias relativo à Divindade do Espírito Santo, “O movimento das Testemunhas de Jeová nega a divindade e a personalidade do Espírito Santo. Seus líderes alegam que o fato de o Espírito Santo falar, ensinar, dar testemunhos, ouvir, etc. não prova que Ele tenha personalidade, mas que se trata apenas de figura de linguagem” (SOARES, 2006, p. 126). Neste mesmo sentido, eles afirmam: “Quanto ao ‘Espírito Santo’, a suposta terceira Pessoa da Trindade, já vimos que não se trata de uma pessoa, mas da força ativa de Deus” (SOARES, 2006, p. 126). Tais considerações são apresentadas de equivocadas ao serem interpretadas pela própria Bíblia Sagrada. Sendo assim, é importante refletir sobre as seguintes questões a respeito do Espírito Santo: 

1) Se a Bíblia afirma que o Espírito Santo ensina (Jo 14.26), como esse ensino poderia acontecer sem inteligência, intenção e comunicação consciente, características próprias de uma pessoa? 

2) Quando se diz que o Espírito Santo fala às igrejas (Ap 2.7,11,17), como negar que Ele tenha voz, mensagem e autoridade pessoal? 

3) Da mesma forma, ao afirmar que o Espírito Santo guia os filhos de Deus (Rm 8.14; Gl 5.18), fica evidente que isso envolve discernimento, direção intencional e um relacionamento pessoal. 

4) Além disso, quando o Espírito Santo clama “Aba, Pai” em nossos corações (Gl 4.6), vemos uma ação claramente relacional e consciente, típica de um ser pessoal. 

5) Por fim, como o Espírito Santo poderia convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.7–8) sem consciência moral e capacidade de julgamento? Dessa forma, fica tão claro quanto a luz do dia que o Espírito Santo é uma Pessoa Divina.

CONCLUSÃO: O Espírito Santo é plenamente Deus, distinto do Pai e do Filho, mas coigual em essência, poder e glória. Ele habita em nós como Consolador, guia nossa vida, transforma nosso caráter e fortalece nossa missão. Devemos abrir espaço para sua atuação, andando em santidade e vivendo sob sua direção até a volta de Cristo. Amém.



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