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AD Alagoas / Lições Bíblicas

15/02/2026

LIÇÃO Nº 7 – A OBRA DO FILHO

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo sobre a Doutrina da Trindade, analisaremos hoje a obra do Filho. Jesus veio ao mundo para salvar o homem. A Encarnação é uma doutrina indispensável à igreja do Senhor. Pois tivemos e temos muitas peculiaridades na sua Encarnação. (João 1:14).

I – A OBRA DA REDENÇÃO REALIZADA PELO FILHO

- Na sequência do estudo sobre a Doutrina da Trindade, já no segundo bloco do trimestre, em que estamos a estudar a Pessoa Divina do Filho, analisaremos a obra do Filho.

- Vimos que há apenas um único Deus, mas são três as Pessoas Divinas e Pessoa é um núcleo de vontade, sentimento e intelecto, de modo que, como as Pessoas são separadas, têm especializações, papéis próprios, ainda que isto não se aposente a unidade de substância e de ser.

- Assim, há como que uma divisão de tarefas e competências entre as Pessoas Divinas, que gem sempre em conjunto, com um só propósito e desígnio, pois têm uma unidade perfeita entre Si (Jo.17:21,23), unidade que é desde a eternidade, mas que, ante a distinção entre Elas, faz com que cada qual tenha um papel definido como demais em cada ação divina.

- Isto nos faz registrar os ensinos de Jules Henri Fayol (1841-1925), um dos teóricos clássicos da ciência da administração, segundo os quais o processo administrativo envolve quatro fases, a saber: planejamento, organização, direção e controle. - O planejamento é a etapa primeira do processo, em que se visualiza o futuro e se traça o programa de ação.

- Evidentemente, como estamos a falar das ações divinas, não há que se falar em futuro, porque o tempo não existe para Deus, mas esta “previsão” é uma tomada de decisões ante a presciência divina, para que tudo se faça dentro do tempo existente para as criaturas.

- Deste modo, por exemplo, o Pai invejoso o Filho “na plenitude dos tempos” (Gl.4:4), ou seja, previu qual seria, dentro do Universo, o instante em que o Verbo Se faria carne para habitar entre os homens (Jo.1:14), como também quando se teria “o princípio” em que todas as coisas seriam criadas (Gn.1:1).

- Esta tarefa do planejamento é exercida pelo Pai, que, portanto, dá início a todo o processo e bem por isso, como já vimos, é chamado de Primeira Pessoa da Trindade e d'Ele se costuma dizer que é “…não procede de outra Pessoa, mas é princípio das duas outras Pessoas, que são o Filho e o Espírito Santo…”

- Após o planejamento, temos a organização, que é a constituição do organismo, ou seja, a geração e manutenção da ordem, a fim de que se tenha o campo em que se torne concreto o que foi planejado.

- A criação de todas as coisas faz parte desta organização, bem como a manutenção do que foi criado (Gn.1:1,2; Jo.1:1-3; Hb.11:3).

- A própria criação, em si, por ser uma ação divina, foi um processo, em que o Pai exerceu o planejamento; o Filho, a execução e o Espírito Santo, o controle: “…O Pai proclamou as palavras criadoras [Sl.33:9; Hb.11:3], e o Filho executou-as [Jo.1:3; Cl.1:16] …” (DFAD 2.ed., II.1, p.40), enquanto o Espírito Santo “…desempenhou um papel ativo na obra da criação. Ele é descrito como que 'pairando' ('Se movia') sobre a criação, preservando-a e preparando-a para as atividades criadoras adicionais de Deus (…) (Sl.33:6). Além disso, o Espírito Santo continua a manter e sustentar a criação (Jó 33:4; Sl.104:30) …” (BÍBLIA EP, A criação, p.31).

II - A ENCARNAÇÃO EA AUTO RENÚNCIA DO FILHO

-Certa vez, o evangelista Billy Graham afirmou com propriedade: “O maior acontecimento da história não foi o homem subir e pisar na lua, mas Deus descer e pisar na terra”. A encarnação de Jesus [o autoesvaziamento de sua glória] é maravilhosa em todos os seus aspectos, comprovando que Ele é o personagem mais importante da história da humanidade. Na encarnação, o Deus eterno fez-se carne; o Senhor tornou-se súdito; o Divino fez-se humano; o Imortal fez-se barro; o Rei tornou-se carpinteiro; o Criador fez-se criatura; a Água teve sede; o Pão sentindo fome; o Forte experimentou cansaço; o Guarda eterno dormiu; o Consolador chorou; a Alegria, sentimento, tristeza; a Vida transferida-se à morte; e o Deus inacessível habitou entre nós (Jo 1.14; Fp 2.5-11).

2.1 A encarnação: Deus habitando entre nós. A encarnação de Jesus foi o próprio Deus vindo habitar entre os homens (Jo 1.14b). O nome Emanuel, que o próprio evangelista traduz por “Deus conosco” (Mt 1.23), expressa claramente essa verdade. As Escrituras confirmam esse mistério: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1.14); “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu” (Is 9,6); “Uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Is 7.14); e, “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). O verbo “habitar”, em João 1.14, deriva do grego skenóō, que significa “armar tenda, tabernacular”. Essa expressão aponta para o caráter da habitação do Verbo em carne. Já em Colossenses 2.9, Paulo utiliza o verbo katoikéō, que indica uma habitação permanente, afirmando que toda a plenitude da divindade reside em Cristo.

2.2 A encarnação e a autorrenúncia. A doutrina da autorrenúncia ensina que Jesus, ao assumir a natureza humana, não deixou de ser Deus, pois não se esvaziou de sua divindade (Fp 2.7-8). Como bem afirmou um teólogo: “Quando Jesus desceu à terra, não deixou de ser Deus; e quando voltou ao céu, não deixou de ser homem”. A encarnação do Verbo não é apenas um conceito teológico ligado à união hipostática [a dupla natureza: divina e humana], mas um dos maiores mistérios das Escrituras Sagradas, sem o qual a redenção seria impossível. Em sua humanidade, Jesus participou plenamente de nossas especificações físicas e emocionais: “Manteiga e mel comerá, até que descarte o mal e escolha o bem” (Is 7.15); “E cresceu Jesus em sabedoria, estatura e graça diante de Deus e dos homens” (Lc 2.40,52). A Declaração de Fé das Assembleias de Deus afirma que Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem, concebido pelo Espírito Santo no ventre de Maria (Soares [Org.].

2.3 A encarnação excede o entendimento humano. A encarnação de Jesus é fruto da atuação conjunta da Trindade: do Espírito Santo, do poder do Pai e da santidade do Filho (Lc 1.35). Trata-se de um mistério que ultrapassa a razão humana, mas que pode ser cumprido pela fé. Por meio desse milagre, Cristo veio em semelhança de carne (Rm 8.3), tornou-se descendência de Abraão (Hb 2.16) e foi feito semelhante aos irmãos em tudo (Hb 2.17).

2.4 A encarnação e a mediação. Ao participar da carne e do sangue, Jesus tornou-se plenamente apto para ser o Mediador entre Deus e os homens (1Tm 2.5). Deus lhe preparou um corpo humano (Hb 10.5), dotado de carne e ossos (Lc 24.39). A encarnação também é a classificação bíblica para distinguir a verdadeira fé cristã do espírito do anticristo (1Jo 4.2-3).

CONCLUSÃO: 

A doutrina da Encarnação nos leva a compreender o grande amor de Deus para nós. Deus se fez homem. 100% homem, e 100% Deus, para redimir a raça humana. Que anunciamos o Deus-Homem, nosso redentor (1Tm 2:5): "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (Versão Almeida Revista e Corrigida). Este versículo enfatiza a singularidade de Deus e a função exclusiva de Jesus Cristo como o único intercessor e reconciliador entre a humanidade e o Pai. Amém.



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