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AD Alagoas / Lições Bíblicas

16/01/2026

Lição 3 - O PAI ENVIOU O FILHO

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

-Na lição, veremos que a história da salvação não é uma série de eventos desconexos, mas a execução de um plano perfeito, concebido na eternidade pelo amor de Deus (Ef 1.4; 1Pe 1.20). 

-O plano da Salvação, no Evangelho de Jesus, segundo João, nele encontramos a sua expressão máxima e mais sublime: a missão do Filho (Jo 3.17).

- Na sequência do estudo da Doutrina da Trindade, analisaremos hoje a relação entre o Pai e o Filho.

- O Pai enviou o Filho.

I – TU ÉS MEU FILHO HOJE TE GEREI.(Sl 2:7)

- Na sequência da Doutrina da Trindade, após termos visto a figura de Deus, o Pai, passaremos a analisar a relação existente entre o Pai e o Filho.

- A relação entre o Pai e o Filho é, como sói ocorrer entre as Pessoas Divinas, extremamente íntima, pois entre Eles há unidade, pois estamos diante de um único Deus (Dt.6:4; Mc.12:29; Ef.4:5,6).

- “…Cremos, declaramos e ensinamento o monoteísmo bíblico, que Deus é uno em essência e substância, indivisível em natureza e subsiste eternamente em três Pessoas [Mt.3:16,17] — o Pai, o Filho e o Espírito Santo, iguais em poder, glória e majestade e distintas em função, manifestação e aspecto: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt.28:19)…” (DFAD, 2.ed., II, p.37).

- Vimos que o Pai é chamado de a Primeira Pessoa da Trindade porque é o princípio sem princípio e por ser o iniciador de todos os processos divinos em relação à criação e, mais propriamente, em relação ao homem, mas que isto não retira, em absoluto, a igualdade absoluta que há entre todas as Pessoas Divinas.

- O Pai é chamado de Pai porque gerou o Filho (Sl.2:7; At.13:33; Hb.1:5; 5:5) e esta geração não significa criação, pois Jesus não é criatura, mas o Criador (Jo.1:3; Cl.1:15-17).

- Esta geração é eterna, porque não se trata de criação, pois tanto o Pai quanto o Filho são eternos e, deste modo, não têm princípio nem fim, e quem é eterno nunca pode ser criatura, tão somente Criador. Jesus é chamado de “Pai da eternidade” (Is.9:6), como também é dito que é sacerdote eterno segundo a ordem de Melquisedeque (Sl.110:4; Hb.5:6; 6:20; 7:17,21).

- O próprio Jesus apresenta-Se como sendo “o Alfa e Ômega, o Princípio e o Fim”, O “que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap.1:8), “o Primeiro e o Último” (Ap.1:17), não se tendo, pois, como considerá-l’O como uma criatura, ainda que seja “a primeira criatura do Universo”.

- Esta geração, portanto, não é criação, como foi esclarecido no Primeiro Concílio de Niceia, ocorrido em 325. Atentemos, aliás, que tal doutrina não foi criada nesse Concílio, que, tão somente, resolveu a questão da divindade de Jesus, que estava causando grande divisão na Igreja naquela época, resolução que se fez com base nos textos bíblicos, pois é a Bíblia a única regra de fé e prática do cristão.

- Esta foi a grande discussão do Primeiro Concílio de Niceia, que teve, como principal resultado, o surgimento do chamado Credo Niceno, cujo introito, pela pertinência com o tema ora analisado, é reproduzido: “Creio em um só Deus, Pai Todo Poderoso, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis. E em um só Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, o Unigênito do Pai, que é da substância do Pai, Deus de Deus, Luz de Luz, verdadeiro Deus de verdadeiro Deus, gerado, não feito, de uma só substância com o Pai, por meio de quem todas as coisas vieram a existir, as coisas que estão no céu e as coisas que estão na terra, que por nós, homens, e por nossa salvação desceu e foi feito carne, e se fez homem, sofreu e ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, e virá para os vivos e os mortos.…” (DFAD 2.ed. Apêndice. Os Credos Ecumênicos.)

- Esta geração nada mais é que a escolha da Pessoa do Filho para que viesse ao mundo e, enquanto homem, pagasse o preço pelos pecados da humanidade, satisfazendo a justiça divina e, deste modo, permitindo a restauração da comunhão perdida entre Deus e o homem, por causa da entrada do pecado no gênero humano.

- Esta geração, para se utilizar de uma expressão do Catecismo Maior de Pio X, deu-se pela “via da inteligência”, ou seja, na elaboração do plano da salvação, no planejamento, uma das Pessoas aponta outra delas para ser Aquela que haveria de vir ao mundo e morrer pelos pecadores. Esta que aponta como que gera o Salvador. Quem faz o apontamento é o Pai, quem é o escolhido para a tarefa, o Filho.

- Por isso, as Escrituras nos revelam que “o Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo” (Ap.13:8), “o Cordeiro imaculado e incontaminado conhecido, antes da fundação do mundo” (I Pe.1:19,20).

- Cristo deixou bem claro que viera ao mundo precisamente para morrer pelos pecadores: “Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele” (Jo.3:17); “Agora, a minha alma está perturbada e que direi Eu? Pai, salva-Me desta hora; mas para isso vim a esta hora” (Jo.12:27).

II – A NOVA E FUTURA POSIÇÃO DE FILIAÇÃO 

A obra redentora de Cristo não apenas resolve o problema do pecado (Cl 2.13-14), mas também nos concede uma nova posição e identidade diante de Deus. Deixamos de ser “filhos da ira” (Ef 2.3) e estranhos às alianças da promessa (Ef 2.12) para sermos feitos “filhos de Deus” (Jo 1.12). Essa transformação é tão profunda que as Escrituras a descrevem como uma “nova criação” (2Co 5.17). Essa nova vida é caracterizada por etapas de desenvolvimento: Regeneração espiritual, Plenitude do espírito, Maturidade espiritual e Dedicação ao Senhor no seu trabalho (Gilberto et al., 2008, p. 335). Essa nova identidade precisa ser evidenciada com um relacionamento de intimidade com o Pai, garantido pelo sacrifício do Filho e selado pelo Espírito Santo (Ef 1.13-14), que testifica em nosso coração sobre nossa nova condição (Rm 8.16).

-Da escravidão para a adoção (Gl 4.5). O fruto da missão de Cristo é duplo: redenção e adoção. A redenção nos liberta, pagando o preço da nossa dívida com o pecado (1Pe 1.18, 19). A adoção, por sua vez, nos eleva, dando-nos uma nova posição (Rm 8.15). Não somos apenas ex-escravos perdoados; somos feitos filhos de Deus. Como nossa Declaração de Fé ensina, a salvação inclui a “regeneração, santificação e glorificação” (Soares [Org.], 2017, p.64), um processo completo que muda nossa natureza e nosso destino.

-A evidência da filiação (Gl 4.6). A prova de que essa adoção é real em nossa vida é a presença do Espírito Santo (Jo 14.17). É Ele quem nos dá a ousadia e a intimidade para clamar “Aba, Pai” (Rm 8.15). Este não é um título formal, mas a expressão de um relacionamento filial e de profunda confiança. O dicionário Wycliffe define o fruto do Espírito como “os hábitos e princípios misericordiosos que o Espírito Santo produz em cada cristão (GI 5.22,23; Ef 5.9)” (Pfeiffer et al., 2007, p. 824). A presença desse fruto (Gl 5.22-23) e desse clamor em nosso coração é o testemunho interior de que a missão do Filho nos alcançou.

- A herança da filiação (Rm 8.17). A adoção como filhos nos torna também “herdeiros de Deus e coerdeiros de Cristo” (Rm 8.17). Essa herança não é material, mas espiritual e eterna (1Pe 1.4). Inclui a promessa da vida eterna (Tt 1.2), a 
participação na glória futura (Rm 8.18) e a posse de um corpo glorificado, semelhante ao de Cristo (Fp 3.21). A missão do Filho não nos deu apenas um novo presente, mas também um novo e glorioso futuro.

CONCLUSÃO

A missão do Filho é o amor de Deus traduzido em ação sacrificial. Ela nasce na eternidade, entra na história no 
tempo perfeito e resulta em nossa eterna adoção como filhos. Esta verdade, porém, não deve gerar em nós apenas conforto, mas também um profundo senso de responsabilidade e uma esperança inabalável. Que a nossa resposta a esta missão seja uma vida de obediência por amor, um testemunho corajoso por gratidão e uma busca incessante por santidade, com os olhos fixos na promessa da glória que nos aguarda, para louvor do Deus Pai, Filho e Espírito Santo. (Jo 3:16) Amém.



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