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AD Alagoas / Lições Bíblicas

21/11/2025

Lição 8 - EMOÇÕES E SENTIMENTOS - A BATALHA INTERIOR

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Texto: Filipenses 4:4-7

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos sobre as emoções e sentimentos humanos. O controle das emoções e sentimentos resulta nas atitudes e maneira de agir do homem.

As ciências humanas mostram meios de o homem voltar ao equilíbrio das emoções, fugindo dos desequilíbrios emocionais. Porém a Bíblia em Fil 4:4-7, mostra que podemos conseguir a paz através da oração e súplica, e essa paz guarda nossos sentimentos e emoções, parte interior do homem. Isso através do fruto do Espírito, alcançamos a harmonia e o equilíbrio interior (Gl 5.22).

I – EMOÇÕES E SENTIMENTOS FORMAM A SENSIBILIDADE HUMANA:

- A alma humana abrange os sentimentos e as emoções.

- A alma possui uma faculdade especial.

- Na continuidade do estudo da doutrina bíblica do homem, estudaremos uma de suas faculdades: a sensibilidade.

- O homem é a única criatura dotada de alma imaterial e esta alma imaterial é responsável pela individualização de cada ser humano e, nesta individualização, tem formado a sua personalidade, que é composta de três faculdades, a saber: a razão (ou intelecto), a sensibilidade e a vontade.

- Nas duas lições anteriores, abordamos a vontade e a razão, restando, pois, dissertarmos sobre a sensibilidade.

- A Bíblia Sagrada nos mostra que o Senhor Deus é um ser que tem sensibilidade. Quando Moisés pediu para ver a Deus, embora o tenha visto apenas “pelas costas”, no instante mesmo em que o Senhor lhe aparece de modo especial, como numa que revelação que lhe dá o Criador, clama os chamados “treze atributos da misericórdia” (Yud Gimel Midot HaRachamim), que revelam toda a sensibilidade, pois mostra que Deus é compassivo (ou seja, empático, capaz de sentir o que o outro está a sentir, nomeadamente o que o homem sente), gracioso (disposto a favorecer o outro incondicionalmente), tardio em irar-Se (ou seja, alguém que se indigna ante o mal), magnânimo em hold (ie, faz o bem como ninguém), beneficente (que faz o bem a outrem), perdoador da iniquidade (Ex.34:6,7).

- Ora, se o homem foi criado à imagem e semelhança de Deus, é evidente que tem de ser, também, uma pessoa sensível. E isto já notamos no início da história da humanidade. Quando o homem descobriu ser dotado de razão ao dar nome aos animais, tendo percebido que estava só, teve essa sensação de solidão (Gn.2:20).

- O homem teve o sentimento da solidão, sentimento que não era bom (Gn.2:18) e, como Deus não quer que o homem sofra, imediatamente lhe deu profundo sono e, quando despertou, Adão já não tinha mais este mau sentimento, pois o problema foi resolvido, com a criação da mulher.

- Nota-se, pois, que Deus criou o homem para que ele teve sensações, a saber, emoções e sentimentos, mas que, em comunhão com seu Criador, tais sentimentos e emoções sempre o levariam à felicidade, que, como ensina Mário Ferreira dos Santos (1907-1968), “…implica a exclusão total de todos os machos, a posse de todos os bens e a sua perpetuidade, quer subjetivamente (certeza dessa posse), quer objetivamente, a posse perfeita de fato.…” (Felicidade. In: Dicionário de Filosofia e Ciências Culturais, p. 709), felicidade que, quanto à sensibilidade, confunde-se com o bem-estar, entender é como “…a satisfação das necessidades meramente corpóreas do homem… (idem, p.711).

- De pronto, vemos que o homem não pode apenas se deixar guiar pela sensibilidade, que deve ser unida à razão e à vontade e, estas três faculdades devidamente governadas pelo espírito humano, para que se tenha a felicidade perfeita, a felicidade completa, que as Escrituras denominam de “bem-aventurança”.

- A sensibilidade humana inicia-se pela sensação, que é “…elemento mais simples da consciência. Ela é "a repercussão na consciência de uma impressão produzida no corpo", mais enfatizada nas regiões em que a inervação é mais rica, como são os dos órgãos dos sentidos. O fator exterior que a provoca é chamado de causalidade. É um estado psicológico, em que se encontra o psiquismo ante um complexo processo de fatos mais elementares. Nela reconhecemos: 1) certa qualidade - pode ser auditiva, tátil, visual etc., certo caráter específico 2) certa intensidade - mais intensa, menos intensa 3) certo tom afetivo - agradável ou menos nítido, em graus maiores ou menores.

- As sensações promovem as emoções, que, como diz o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, é a “reação orgânica de intensidade e duração variável, geralmente associada a alterações respiratórias, circulatórias etc.

Como diz o psicólogo americano Ernest Ropiequet Hilgard (1904-2001): "...a vida sem emoção seria insípida. Se não houvesse alegrias e tristezas, esperanças e decepções, emoções ou triunfos na experiência humana, não houvesse emoção nem cor...' (apud LOPES, Jamiel de Oliveira. Psicologia pastoral, p.33).

- Aliás, é o próprio pastor e psicólogo Jamiel de Oliveira Lopes quem afirma: “… A emoção é uma força construtiva e estimuladora da atividade humana. É a emoção francesa que impele os seres humanos à atividade (…) (ibid.). E o faz com razão, já que a própria etimologia da palavra “emoção” vem do “émotion”, derivada de “émouvoir”, que significa “movimento, perturbação”.

II – A AFETIVIDADE DO SER HUMANO.

-Por “afeição” queremos dizer “a capacidade humana de expressar emoções e sentimentos. 

-São processos psicológicos e fisiológicos e envolvimento alma e corpo, além do próprio espírito, como se observa na expressão de Salomão em Provérbios 15.13, na qual o termo “coração” refere-se à totalidade do intelecto, da emoção e da vontade de uma pessoa: “O coração alegre aformoseia o rosto, mas, pela dor do coração, o espírito se abate” (Pv 15.13)” (Queiroz, 2025, p. 97).

-Deus é amor (1Jo 4.8). Ele nutre esse sentimento pelo Seu Filho desde a eternidade (Jo 17.24; Cl 1.13; Ef 1.6) e a Escritura lhe atribui respostas emotivas como “grande alegria” (Mt 3.17). 

-O amor é o mais nobre dos sentimentos (1Co 13.13) e é, portanto, eterno (1Co 13.8). 

-Paulo também fala do “sentimento que houve em Cristo Jesus” (Fp 2.5ss) e que o Espírito Santo pode ser entristecido (Ef 4.30). 

-Indubitavelmente, o homem herdado do Seu Criador a capacidade de amar e expressar boas emoções e sentimentos (Gn 2.23-25). 

-Nos relatos de Gênesis não vemos a exigência divina de que o homem se inclina para os bons sentimentos. Subentende-se que essa disposição era natural, pois a palavra que descreve a percepção de Deus do ambiente que criou para o homem é “bom” (Gn 1.10,12,18,21,25), e o Seu sentimento acerca do homem que criou foi “muito bom” (Gn 1.31). 

-Portanto, nada havia de mal no homem (Ec 7.29). Amar a Deus e ao próximo só se torna um mandamento após a Queda (Dt 6.5; Lv 19.18; Mt 22.37-40), quando o homem teria que batalhar, se esforçar, para nutrir emoções, sentimentos e pensamentos bons para com o próprio Deus e o seu próximo (Gn 4.7; Dt 30.19; Rm 12.2; 2Co 10.5; Gl 5.22; Ef 4,22-24,26;

-EMOÇÕES: são “reações instintivas, predominantemente inconscientes e passageiras” (Queiroz, p. 94). 

-É aquilo que experimentamos imediatamente na mente e no corpo diante de uma circunstância. 

-A ocorrência (emoção) imediata de Adão ao ver Eva foi romântica e poética (Gn 2.23-25). 

-Portanto, as emoções são as interações entre pensamentos e sensações que se traduzem em reações: “o coração alegre aformoseia o rosto” (Pv 15.13); "por que te iraste? E por que descaiu o teu semblante?" (Gn 4.6 cf. 1Sm 1.18; Ne 1.4; 2.1). 

-A resistência emocional de Eva com relação ao fruto mudou após a tentação (Gn 3.2,6). Observe como a sua maneira de enxergar (Gn 3.6a), avaliar (Gn 3.6b) e sentir (Gn 3.6c) foi prejudicada. 

-O apóstolo Paulo explica esse desequilíbrio interno como fruto do “engano”, do gr. “exapatao”, em (1Tm 2.14), que significa “iludir completamente, enganar completamente” (Vine, 2002, p. 628). Eva teve suas percepções alteradas pela tentação antes de comer do fruto, e suas emoções e sentimentos adoecidos após comê-los.

-Distinguindo emoção de sentimento, o Pastor Silas comentou: “os sentimentos são formados e aferidos a partir da classificação temporal, da estabilidade da emoção. 

-Como um prolongamento ou reprodução de emoções, o sentimento é uma percepção consciente de um determinado estado emocional. 

-A diferença principal, portanto, está na estabilidade do afeto. Enquanto a emoção é rápida e fugaz — geralmente não evitável —, o sentimento permanece por algum tempo, alguns por longo tempo ou até pela vida toda!” (Queiroz, 2025, p. 97). 

-Isto é, sentimento é uma emoção que se torna firme e estável. Diferente de Eva, Adão não pecou sob a emoção impulsiva do engano, ele esteve em todo momento consciente (1Tm 2.14). 

-Sua decisão de comer do fruto com sua mulher revelou que suas emoções por ela, descritas em (Gn 2.23-25), se consolidaram de tal forma a se acumularam sentimentos que colocaram o seu coração antes dela do que em Deus. 

-Há um entendimento de que sua escolha em acompanhar Eva na desobediência é uma comprovação de que ele amou mais sua esposa do que a Deus (Gn 3.6,17; Pv 4.23; Mt 6.21; 10.37; Jo 14.21). 

-Sob forte senso de altruísmo e lealdade, preferiu morrer com ela do que viver sem ela. Essa decisão o afetou profundamente, como destaca o Pastor Esequias Soares: “a corrupção do gênero humano atingiu o homem em toda a sua composição – corpo, alma e espírito [...] isso prejudica todas as suas faculdades, quais são: intelecto, emoção, vontade, consciência, razão e liberdade” (Silva, 2017, p. 101). 

-Após o pecado Adão não conseguiu sustentar seu amor leal e altruísta ante as novas emoções de vergonha (Gn 3.7), culpa (Gn 3.8) e medo (Gn 3.10). 

-Antes, culpou a Deus e a sua esposa pelo seu erro (Gn 3.12; Rm 5.12). 

-O sentimento outrara leal e altruísta agora se tornou covarde e egoísta. O “conhecimento do mal” (Gn 2.17) disponível naquela árvore inclui todas as mais emoções e sentimentos que dispomos hoje e que estão descritos em (Gl 5.19-21). Nascem então como obras de carne.

CONCLUSÃO

O homem foi criado para revelar Seu Criador. Sua natureza trina “corpo, alma e espírito”, deveria refletir a harmonia 

existente na Trindade “Pai, Filho e Espírito Santo” (Gn 1.26,27; Mc 12.30; Rm 12.1,2; 1Ts 5.23). Não há desequilíbrios na Trindade, pois O Pai, O Filho e O Espírito têm propósitos alinhados (Gn 1.1,2,26). - No estado pecaminoso, o homem torna-se uma “pedra bruta”. Sua “coração de pedra” é incapaz de sentir, de ter afeição a Deus ou ao próximo, inexiste a empatia e a compaixão, passando o homem a viver cumprido na função de si mesmo, “olhando para o próprio umbigo”, buscando saciar os seus instintos, que se transformam em desejos incontrolados.

- Sim, no estado pecaminoso, o homem reage às suas sensações sem qualquer controle, porquanto a natureza pecaminosa o leva a querer contentar a sua concupiscência, que é o desejo descontrolado, levando-a a uma busca incessante por mais e mais prazeres e sensações, que acaba por destruir-lo tanto físico quanto emocionalmente.

- O SENTIMENTO, que é a interpretação subjetiva de emoções, o processamento mental dessas emoções, é aprisionado pela carne e, desta maneira, tem seu direcionamento, que deveria ser o de agradar a Deus e fazer bem ao próximo, direcionado para o próprio “eu”, mas não para seu bem, porquanto bem algum há quando se dá o afastamento de Deus.

- No Novo Testamento, a palavra “temperança” é o termo grego “enkrateia” (ἐγκράτεια), que, literalmente, é o “governo interior”, ou seja, o “domínio próprio”, vocábulo que se encontra por três vezes nas Escrituras, na Versão Almeida Revista e Corrigida (ARC), a saber: At.24:25, Gl.5:22 e II Pe.1:6.

- O adjetivo “temperante” está presente em Tt.1:8 e “temperada” em Cl.4:6. Mas não são apenas nestas passagens que temos uma ideia de temperança, que presente está em outros textos no Novo Testamento.

- Dizem os lexicógrafos que a temperança é “a qualidade ou virtude de quem é moderado, comedido”, “o poder ou virtude pela qual o homem pode refrear os apetites desordenados”.

- Verificamos, então, que a temperança é o domínio que alguém tem sobre si mesmo, sobre os seus apetites. A ideia de temperança vem de proporção, de sobriedade, de moderação.

- O homem no pecado não tem condição de dominar a si próprio, mas quem o domina é a natureza pecaminosa que nele está, de modo que Paulo afirma que o pecador não consegue fazer o bem que quer, mas o mal que não quer é que é feito (Rm.7:19), de tal sorte que o homem não passa de um instrumento do pecado que nele habita (Rm.7:20) e, por isso, é chamado por Jesus de servo do pecado (Jo.8:34). O domínio de si próprio exige, antes de mais nada, que o homem possa se libertar do domínio do pecado e isto só é possível mediante a salvação na pessoa de Cristo Jesus (Jo.8:36).



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