INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo de Apologética Cristã, estudaremos a doutrina do pecado, a hamartiologia, uma realidade que muitos homens não querem aceitar, mas que é mostrada nas Escrituras.
A serpente questiona a ordem de Deus (Gênesis 3.1).
Eva é enganada e deseja o fruto proibido (Gênesis 3.2-6).
Eva come do fruto e dá a Adão, que também come (Gênesis 3.6). Os olhos de ambos se abrem, e percebem sua nudez (Gênesis 3.7). Escondem-se de Deus por vergonha e medo (Gênesis 3.8-10). Deus confronta Adão e Eva sobre sua desobediência (Gênesis 3.11-13).
Deus pronuncia o juízo sobre a serpente, Eva e Adão (Gênesis 3.14-19).
Deus faz roupas de pele para cobri-los (Gênesis 3.21).
Adão e Eva são expulsos do Éden para impedir o acesso à árvore da vida (Gênesis 3.22-24).
- O pecado surgiu do mau uso da liberdade de escolha dado por Deus tanto a homens quanto a anjos. Ao querer ter uma vida independente de Deus, o querubim ungido fez surgir o primeiro pecado (Ez.28:15).
Também, ao ter o mesmo desejo, o primeiro casal fez ingressar o pecado na humanidade (Rm5:12).
I – COMO SE ORIGINOU O PECADO?
- A palavra “pecado” surge, pela vez primeira, nas Escrituras, na Versão Almeida Revista e Corrigida, em Gn.4:7, onde o Senhor adverte Caim de que ele deveria dominar sobre o pecado, sob pena de ser dominado por ele. Tem-se, pois, a dura realidade advinda da queda do primeiro casal, que fez com que os homens passassem a viver o estigma do pecado, a ter uma constante luta contra ele.
- No entanto, quando vemos a narrativa bíblica da Criação, vemos que Deus não havia criado o pecado. Em Gn.1 e 2, vemos que Deus criou todas as coisas, nos céus e na terra, mas que tudo quanto havia criado era bom, muito bom (Gn.1:31). Como, então, explicar que tenha vindo a existir o pecado e o mal? É esta, sem dúvida, uma das principais questões que devem ser enfrentadas pelo estudioso das Escrituras. Se Deus fez tudo bom, como é que existe o mal?
- Esta questão teológica e filosófica, conhecida como “o problema do mal”, é, sem dúvida, o primeiro ponto a ser enfrentado pela doutrina do pecado.
- O pecado é algo mal, é algo que nos separa de Deus (Is.59:2). Como, então, entender o seu aparecimento, se tudo o que Deus fez foi bom?
- Devemos observar que Deus, ao criar todos os seres, dotou alguns deles de livre-arbítrio, ou seja, da liberdade de escolher entre o bem e o mal. Deus é bom (Mt.19:17; Mc.10:18; Lc.18:19) e, por isso, tudo quanto criou é bom (Gn.1:31), mas, ao criar os anjos e os homens, dotou-os do poder de escolher entre servir ou não servir a Deus.
- Vemos isto nitidamente na narrativa bíblica da criação do homem. Após ter posto o homem no jardim que formara no Éden, Deus disse ao homem que ele estava autorizado a comer de todas as árvores do jardim, menos da árvore da ciência do bem e do mal, pois, no dia em que comesse daquela árvore, certamente ele morreria (Gn.2:16,17).
- O mal, portanto, já existia como uma possibilidade para o homem, mesmo antes que pecasse. Como ser moral que era, o homem já foi feito sabendo o que era o bem e o que era o mal. O bem era obedecer a Deus, servir-l’O, observar as Suas regras. O mal seria desobedecer a Deus, servir a si próprio, não observar as regras divinas.
- Quando Deus assim Se dirigiu ao homem, certamente já ocorrera o início do pecado na ordem cósmica, pois o pecado não surgiu com o homem, mas, sim, com o querubim ungido.
“A raça humana está ligada a DEUS mediante a fé na sua palavra como a verdade absoluta. Satanás, porque sabia disso, procurou destruir a fé que Eva tinha no que DEUS dissera, causando dúvidas contra a palavra divina. Satanás insinuou que DEUS não estava falando sério no que dissera ao casal. Noutras palavras, a primeira mentira proposta por Satanás foi uma forma de antinominianismo, negando o castigo da morte pelo pecado e apostasia. Um dos pecados capitais da humanidade é a falta de fé na Palavra de DEUS. É admitir que, de certo modo, DEUS não fala sério sobre o que Ele diz da salvação, da justiça, do pecado, do julgamento e da morte. A mentira mais persistente de Satanás é que o pecado proposital e a rebelião contra DEUS, sem arrependimento, não causarão, em absoluto, a separação de DEUS e a condenação eterna.
Satanás, desde o princípio da raça humana, tenta os seres humanos a crer que podem ser semelhantes a DEUS, inclusive decidindo por contra própria o que é bom e o que é mau. Os seres humanos, na sua tentativa de serem ‘como DEUS’, abandonam o DEUS onipotente e daí surgem os falsos deuses. O ser humano procura, hoje, obter conhecimento moral e discernimento ético partindo de sua própria mente e desejos, e não da Palavra de DEUS. Porém, só DEUS tem o direito de determinar aquilo que é bom ou mau” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, pp.34-36).
II – HERESIAS QUE NEGAM A DOUTRINA DO PECADO
1. O Pelagianismo
O Pelagianismo é a heresia mais antiga na história da igreja no tocante à pecaminosidade no gênero humano. O nome vem de Pelágio, monge erudito britânico (360-420) que se transferiu para Roma em 409. Foi contemporâneo de Agostinho de Hipona (354-430).
a) Conteúdo doutrinário. A princípio, a sua doutrina teve acolhida popular e não era considerada herética porque parecia se tratar de um assunto meramente ético e não teológico. A controvérsia não foi desencadeada com o próprio Pelágio, mas com Celéstio, jurista romano de origem britânica, um dos principais porta-vozes das ideias pelagianas. A fonte da doutrina pelagiana são os escritos dos seus oponentes, não existe nada da lavra do próprio Pelágio. O que se sabe, com certeza, sobre a sua teologia se resume nisto: o ser humano não nasce em pecado, a transgressão de Adão não afeta diretamente os outros, não existe pecado original, não existe a corrupção geral do gênero humano. Esses são alguns pontos do pensamento deles. O Pelagianismo foi condenado no Concílio de Éfeso em 431.
b) Resposta bíblica. O Pecado Original é aquele que veio da Queda de Adão, a Bíblia afirma que a transgressão de Adão levou toda a humanidade ao pecado e isso é uma verdade bíblica (Rm 5.12). Esse homem pelo qual o pecado se estendeu à toda humanidade é Adão (Rm 5.14). A evidência incontestável dessa transmissão do pecado de Adão para a sua posteridade é a morte (Rm 5.12b).
2. A morte de JESUS em favor dos pecadores
Por essa razão, o Alcorão nega a crucificação e a morte de JESUS. Com esse argumento, conclui que não havia necessidade de JESUS morrer pelos pecados da humanidade, por isso o Alcorão rejeita o sacrifício de JESUS. A cruz de CRISTO sempre foi um escândalo para o mundo, uma ofensa para os que estão nas trevas (1 Co 1.23).
1. Pensamentos pelagianistas em nossos dias
Essas ideias estão ainda hoje nas religiões reencarnacionistas que negam a Queda do Éden. O movimento religioso denominado Ciência Cristã nega a existência do pecado; no Mormonismo, a transgressão de Adão não passou para a raça humana, cada pessoa é responsável somente pelos seus próprios pecados. Devemos conhecer bem aquilo em que nós cremos e também o ponto de vista do outro para sabermos conversar. Essas pessoas estão entre nós no dia a dia, e importa saber como identificar a teologia antibíblica delas como também apresentar o Evangelho que as conduza à salvação porque JESUS morreu por elas também (Jo 3.16; 1 Co 15.3; 1 Tm 1.15). E nessa missão, temos a ajuda do ESPÍRITO SANTO (Lc 12.12).
2. O perigo
Quando as pessoas não conhecem bem as crenças e as práticas de sua igreja, terminam atraídas facilmente por ensinos diferentes, que às vezes lhes parece correto, e por isso nem examinam seus fundamentos (1 Ts 5.21; 1 Jo 4.1). O analfabetismo bíblico é o drama do século que tem levado essas pessoas para o erro doutrinário.
CONCLUSÃO
Mesmo nesse estado de corrupção total, nem tudo está perdido, há esperança. Desde a Queda de Adão no Éden, DEUS tem demonstrado seu amor e cuidado com a posteridade do primeiro casal. DEUS não nos abandonou. Em seu amor e misericórdia, “nos vivificou juntamente com CRISTO (pela graça sois salvos)” (Ef 2.5). O cordeiro foi morto para nos salvar(Ap 13:8).
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