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AD Alagoas / Lições Bíblicas

22/02/2025

Lição 8 - A JESUS VIVEU A EXPERIÊNCIA HUMANA.

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO: Na sequência desse estudo apologético, onde estamos aprendendo a defender a nossa fé, conforme 1 Pedro 3:15. Procurando responder a respeito da nossa fé. Dessa feita estamos estudando que Jesus é Deus feito homem.

I – A HUMANIDADE DE JESUS FOI REAL.

- Prosseguindo o estudo da Apologética Cristã, analisaremos a experiência humana de Jesus. Já temos visto que uma das características distintivas da fé cristã é a crença de que o Salvador Se fez homem, ou seja, de que Deus Se fez homem.

- Esta noção de um Deus-homem é peculiar ao Cristianismo, porquanto é decorrência da própria singularidade da religião verdadeira, aquela que tem origem em Deus. É Deus quem vem religar o homem a Si e não o homem que, por suas próprias forças, cria uma forma de se religar ao seu Criador.

- Diante desta circunstância, não há como isto ser feito sem que Deus desça ao nível do ser humano, visto que é infinitamente superior ao homem, que, como diz o salmista no Salmo 8, é algo insignificante, já que não passa de “homem mortal” e, como tal, nada teria em si para que o Senhor dele Se lembrasse nem para que o visitasse (Sl.8:3,4).

- Entretanto, Deus demonstrou todo Seu amor para com o homem, não só descendo ao nível do ser humano, mas Ele próprio Se fazendo homem para que, como tal, pudesse não só pagar o preço dos pecados da humanidade, como também vivenciar toda a humanidade e de forma eviterna.

- Como bem afirmou Sadhu Sundar Singh (1889-1929), “o apóstolo dos pés sangrentos”: “…o amor sem limites de Deus foi manifestado na encarnação e redenção, que sob outras circunstâncias teriam permanecido encobertos; e em segundo lugar, os redimidos, depois de terem provado a amargura do pecado desfrutarão mais ricamente da felicidade do céu, assim como após um sabor amargo a doçura do mel dá maior deleite. Porque no céu eles não pecam mais, mas em mansidão e obediente amor eles servem ao seu Deus Pai, e habitam com Ele em alegria para todo o sempre.…” (Aos pés do Mestre. Trad. A voz do vento.com, p.31).

- Deus SE revela como amor (I Jo.4:8) e, em virtude deste amor para com o homem, manifesta, no dia mesmo da queda do homem, que era Seu desejo salvar todos os homens (I Tm.2:3,4) e tal amor Se demonstraria precisamente pela encarnação do Verbo, tanto que é dito pelo Senhor que a salvação se faria mediante “a semente da mulher”, que, inclusive, teria seu calcanhar ferido pelo diabo (Gn.3:5).

- É este o sentimento de Cristo Jesus, como nos afirma o apóstolo Paulo, que, sendo Jesus em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-Se a Si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens e, achado na forma de homem, humilhou-Se a Si mesmo, sendo obediente até à morte e morte de cruz (Fp.3:6-8).

- O texto bíblico diz que Jesus não teve por “usurpação” ser igual a Deus, que é a palavra grega “harpagmos” (ρπαγμs), cujo significado é “agarrar com força, roubo. Em o Novo Testamento, utilizado de modo figurado para designar o objeto de pilhagem, algo a ser avidamente cobiçado” (Dicionário do Novo Testamento, verbete 725. Bíblia de Estudo Palavras-Chave, p.2092).

- Cristo Jesus, mesmo sendo Deus, não Se agarrou à Sua divindade, abriu mão da glória divina, para Se fazer homem e, como tal, apenas como homem enfrentar a existência terrena para que, como homem, vencesse o pecado e a morte, redimindo toda a humanidade, permitindo que todo ser humano se fizesse irmão de Jesus (Rm.8:29; Hb.2:11) e, por conseguinte, filho de Deus (Jo.1:12; Rm.8:14,15).

II - JESUS, SUAS LIMITAÇÕES E NECESSIDADES.

A experiência humana de Jesus é demonstrada nas suas limitações e necessidades. A Bíblia apresenta diversas passagens que evidenciam a humanidade de Jesus, mostrando que Ele experimentou emoções, necessidades físicas, tentações e limitações típicas da natureza humana. Como homem, Jesus esteve sujeito às limitações condizentes ao ser humano:

• Jesus sentiu fome e sede (Mt 4.2; Jo 19.28). Jesus experimentou as necessidades básicas do corpo humano, como fome e sede, o que demonstra sua verdadeira humanidade. • Jesus sentiu cansaço e fadiga (Mt 8.24; Jo 19.28; 4.6). O fato de Jesus se cansar mostra que Ele não apenas parecia humano, mas realmente viveu as limitações físicas da carne.

• Jesus chorou e sentiu tristeza (Mt 26.37-38; Jo 11.35; Lc 19.41; Hb 13.12;). Jesus sentiu tristeza profunda e chorou pela morte de Lázaro e pela incredulidade do povo, demonstrando emoções genuínas.

• Jesus se alegrou (Lc 10.21). Apesar de enfrentar dificuldades, Jesus também experimentou alegrias, mostrando um espectro completo de emoções humanas.

• Jesus foi tentado (Mt 4.1-11; Hb 4.15). Jesus em suas experiências humanas enfrentou tentações reais, mas sem pecar, cumprindo sua missão redentora como o segundo Adão.

• Jesus demonstrou compaixão e misericórdia (Mt 9.36). Jesus não apenas sentia emoções, mas se importava profundamente com o sofrimento humano.

• Jesus sofreu com dor e com a morte (Lc 22.44; Mt 27.50). Jesus experimentou angústia extrema e a dor da morte, tornando-se o sacrifício perfeito pela humanidade.

• Jesus possuía e possui uma natureza humana completa: corpo, alma e espírito (Lc 2.52; Mt 26.38; Lc 23.46). Em suma, Jesus, desde sua encarnação, é um ser humano completo.

III - JESUS, E SUAS EXPERIÊNCIAS NA VIDA SOCIAL

“Além do seu modo de viver entre as pessoas, os evangelhos mostram que na Pessoa de Jesus havia os elementos constitutivos nos seres humanos, corpo, alma e espírito. Os evangelhos revelam a dependência humana da oração e do Espírito Santo, além de sua identidade com a raça humana. Jesus teve vida social, amigos, parentes, interagia com as pessoas e era conhecido dos vizinhos e moradores de Nazaré, onde vivia (Mc 6.1-6)” (Soares, 2024, p. 105).

-A experiência humana de Jesus em seu envolvimento social. O Senhor Jesus é apresentado nos evangelhos como alguém que era natural na comunidade de seu povo, e não como um estrangeiro. Sua maneira de viver e os seus ensinos refletem a cultura judaica (Lc 4.22-24). Os moradores de Nazaré, admirados com o que viam (Mc 6.3) [...]. Os três países, fora de Israel, que o Senhor Jesus visitou foram Egito (Mt 2.14,15), Líbano, as antigas cidades de Tiro e Sidom, na Fenícia (Mt 15.21) e Jordânia (Jo 1.28). Jesus esteve no casamento em Caná da Galileia (Jo 2.1-11). Ele, sua mãe e seus discípulos estavam na festa porque todos foram convidados. Jesus convivia com amigos e parentes [...]. O diálogo de Jesus com a mulher samaritana, sua visita e interação com os samaritanos é mais uma amostra de que viveu a experiência humana (Soares, 2024, p. 109).

-A experiência humana de Jesus em seu relacionamento com as pessoas. Jesus rompeu barreiras geográficas, culturais, étnicas e religiosas (Mc 7.24-27; Jo 4.9,40-42). Ele participou de um banquete promovido por um publicano chamado Mateus (Mt 9.9-12), que é o mesmo Levi nas passagens paralelas em Marcos 2.13-17 e em Lucas 5.27-31, que veio a ser um dos doze apóstolos (Lc 6.1). Há no capítulo 7 de Lucas quatro encontros interpessoais de Jesus: na cura do servo do centurião em Cafarnaum (w. 11- 10), na ressurreição do filho da viúva de Naim (w. 11-17), no encontro com os mensageiros enviados por João Batista (w. 18-33) e num banquete na casa de um fariseu de nome Simão, ocasião em que uma mulher pecadora ungiu os pés de Jesus (w. 36-50). Jesus se hospedou na casa de Maria e sua irmã Marta, numa aldeia a caminho de Jerusalém (Lc 10.38-41) e também participou de uma ceia preparada pelas irmãs de Lázaro (Jo 12.1-6), a quem Jesus chamou de “nosso amigo” (Jo 11.11) [...]. Diversas vezes Jesus aparece nos seus ensinos e pregações dialogando, respondendo questões, censurando e consolando as pessoas, trazendo advertências e, outras vezes, esperança (Soares, 2024, pp. 109, 111).

CONCLUSÃO

Aprendemos assim que Jesus vivenciou experiências humanas primeiro para ser nosso SALVADOR(Mt 1:23). E segundo para nos entender hoje como homens que somos e interceder por nós junto a Deus (Hb 7:25). Amém.



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