Siga-nos nas redes sociais Facebook Twitter Instagram

AD Alagoas / Lições Bíblicas

15/02/2025

LIÇÃO Nº 7 – AS NATUREZAS HUMANA E DIVINA DE JESUS

Comentário da Lição Bíblica para o final de semana com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo da Apologética Cristã, analisaremos a dupla natureza de Jesus.

- Jesus é uma pessoa com duas naturezas.

-Nesta lição, estudaremos sobre a identidade do Senhor Jesus, fazendo uma abordagem a luz de nossa Declaração de Fé; exploraremos sobre as principais heresias acerca das duas naturezas de Jesus.

I – A Humanidade e Deidade de Jesus.

-Nossa Declaração De Fé expressa: “CREMOS, professamos e ensinamos que o Senhor Jesus Cristo é o Filho de Deus e o único mediador entre Deus e os seres humanos, enviado pelo Pai para ser o Salvador do mundo, verdadeiro homem e verdadeiro Deus: “e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém” (Rm 9.5) (Soares 2017, p. 49).

1.1 A humanidade de Cristo. As Escrituras Sagradas apresentam diversas características humanas em Jesus. O relato de sua infância enfoca o seu desenvolvimento físico, intelectual e espiritual: “E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens [...]. E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lc 2.40,52). O profeta Isaías anunciou de antemão sobre Emanuel: “manteiga e mel comerá, até que ele saiba rejeitar o mal e escolher o bem” (Is 7.15). Ele tornou-se homem para suprir a necessidade de salvação da humanidade. O termo “Emanuel”, que o próprio escritor sagrado traduziu por “Deus conosco” (Mt 1.23), mostra que Deus assumiu a forma humana e veio habitar entre os homens: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade” (Jo 1.14). A Bíblia ensina tanto a divindade como a humanidade de Cristo: “E todo o espírito que confessa que Jesus não veio em carne não é de Deus” (1Jo 4.3). A humanidade de Cristo está unida à sua divindade, pois Ele possui duas naturezas, e essa união mantém intactas as propriedades de cada natureza, o que está claramente expresso no seu nome “Emanuel”. A encarnação do Senhor Jesus fez-se necessária para satisfazer a justiça de Deus: o pecado entrou no mundo por um homem, Adão (Rm 5.12), assim, tinha de ser vencido por um homem, Jesus. Em sua natureza humana, Jesus participou de nossa fraqueza física e emocional, mas não de nossa fraqueza moral e espiritual.

1.2 A deidade absoluta de Jesus. A Bíblia afirmar com frequência que Jesus é Deus: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1); “Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). As Escrituras Sagradas revelam os atributos divinos na pessoa de Jesus. Ele é eterno: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6); onipotente: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso” (Ap 1.8); onipresente: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt18.20); e onisciente: “Agora, conhecemos que sabes tudo” ( Jo 16.30). As suas obras revelam também a sua divindade. Ele é o absoluto soberano (Ef. 1.21) e criador de todas as coisas (Jo 1.3; Cl 1.16; Hb 1.2). Ele é a fonte da vida (Jo 11.25) autor do novo nascimento, (1 Jo 2.29), habita nos fiéis, dá a vida eterna, (Ef 3.17; Jo 14.23; 10.28), inspirou também os profetas e apóstolos, (1Pd 1.11), distribui os ministérios (1Co 12.5; Ef. 4.11), santifica os fiéis (1Co 1.2), deu poder aos apóstolos (At 4.30), perdoa pecados (Mt 9.2), é adorado pelos humanos (Mt 9.18), pelos anjos (Hb 1.6) na terra e no céu (Ap. 5.11-14).

Prosseguindo o estudo da Apologética Cristã, analisaremos a dupla natureza de Jesus.

- Já temos visto que a religião verdadeira é única, porquanto é a religião que tem por ponto de partida Deus, que é único (Dt.6:4; Mc.12:29), de modo que a religação entre Deus e os homens a partir de Deus somente pode ser uma.

- Os homens, porém, por serem muitos, quando pretendem construir uma religação com Deus, dão origem a muitas religiões, todas elas falsas, uma vez que não há como o homem, infinitamente inferior ao Senhor, conseguir elevar-se até Ele e promover esta religação (Is.55:8,9).

A religião verdadeira apresenta-se, portanto, como uma revelação de Deus ao homem, porquanto não é possível que o ser humano tenha conhecimento desta intenção divina de restaurar a comunhão com a humanidade senão a partir da própria manifestação da Deidade, ante esta diferença abissal que existe entre estes dois seres.

- Bem por isso, Deus vem falar ao homem, trazer-lhe a mensagem de que deseja salvá-lo, revelando-Se e comunicando-Se com a humanidade. Eis porque o profeta, na mesma mensagem que mostra a impossibilidade humana de chegar-se a Deus, informar que a Palavra de Deus não volta vazia ao Senhor, indicando-nos que é pela Palavra que se faz a comunicação entre Deus e o homem (Is.55:10,11).

Esta Palavra, portanto, é o primeiro elemento necessário para que haja esta religação.A Palavra que criou todas as coisas é também a Palavra que traz ao conhecimento do homem o intento salvador do Criador.

- No entanto, esta religação não se faz apenas pela comunicação verbal, pela linguagem. No dia mesmo da queda do homem, ainda no jardim do Éden, não só Deus trouxe a notícia de que o homem seria salvo, como também disse que a salvação demandaria uma comunicação mais profunda: Deus Se faria homem para participar de toda a natureza humana e, como tal, entregar, como homem, a Sua vida para restaurar a comunhão entre Deus e a humanidade.

II - HERESIAS CONTRA AS NATUREZAS DE JESUS.

  • Os crentes também têm lutado para entender a natureza de Jesus. A Bíblia descreve-O como tendo todo o poder de Deus, e o Evangelho de João nos diz que Ele existia antes que o universo começou (Ele é, de fato, o CRIADOR do universo). Ao mesmo tempo, vemos na Bíblia que Jesus era completamente humano e morreu na cruz. 
  • Aqui estão algumas más interpretações clássicas e históricas sobre a natureza de Jesus, o Deus-Homem, totalmente divino e totalmente humano:

1- QUENOTICISMO. No século 19, criou-se uma tentativa de se resolver o problema da encarnação entre as duas naturezas: Jesus teria se esvaziado de sua forma de Deus na encarnação, realizando uma troca de parte de sua natureza divina por características humanas. A Segunda pessoa da Trindade abandonou seus atributos distintivamente divinos (onisciência, onipotência e onipresença etc.) e, no lugar deles, assumiu qualidades humanas. Suas qualidades morais, como amor e misericórdia, foram preservadas (Erickson, 2015, p. 704).

3- EBIONISMO (1º SÉCULO)

Os ebionitas não aceitavam a cristologia ortodoxa, pois rejeitavam completamente a divindade de Cristo, colocando-o no mesmo nível dos demais profetas do Antigo Testamento. Para eles, Cristo e nada mais era do que o novo Moisés. Negavam sua preexistência, sua encarnação e seu nascimento virginal. No conceito ebionita, embora Jesus fosse o Messias, era puramente humano. Somente no batismo Jesus foi ungido como Messias, ou seja, adotado como Filho de Deus. Em sua opinião, Jesus era um judeu fiel, piedoso, profeta e mestre inigualável. Líder(es) nesta heresia: Diz-se ser Ebion, um líder da comunidade judaica no período de 70 d.C.

Corretor(es) desta heresia: Pode-se dizer que os apóstolos foram os primeiros a combater as práticas judaizantes na Igreja (principalmente Paulo), assim como a afirmar as naturezas divina e humana de Jesus Cristo

4- ADOCIONISMO (2º SÉCULO)
-Esta heresia nega a pré-existência de Cristo e, portanto, nega a Sua divindade. Esta ensina que Jesus era simplesmente um homem que foi testado por Deus e depois que passou no teste. -Ele recebeu poderes sobrenaturais e adotado como filho (isto aconteceu em Seu batismo). Jesus foi então recompensado por tudo o que Ele fez (e por Seu caráter perfeito) com a Sua própria ressurreição e adoção na Trindade.

III - A DECLARAÇÃO DE FÉ DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS.

-A atitude de Cristo Jesus foi de humildade e obediência radical. Mesmo estando com Deus e sendo Deus, Ele se rebaixou, não apenas tornando-se homem, mas morrendo na cruz. Por causa disso, Deus Pai O recompensou com o domínio sobre toda a terra.

-A declaração do Credo de Calcedônia. “[…] ensinamos que se deve confessar que nosso Senhor Jesus Cristo é o mesmo e único Filho, perfeito quanto à divindade e perfeito quanto à humanidade, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, constando de alma racional e de corpo consubstancial ao Pai, segundo a divindade, e consubstancial a nós, segundo a humanidade; em todas as coisas semelhante a nós, exceto no pecado, gerado, segundo a divindade, antes dos séculos pelo Pai e, segundo a humanidade, por nós e para nossa salvação, gerado da Virgem Maria […]. Um só e mesmo Cristo, Filho, Senhor, Unigênito, que se deve confessar, em duas naturezas, inconfundíveis e imutáveis, inseparáveis e indivisíveis. A distinção de naturezas de modo algum é anulada pela união, mas, pelo contrário, as propriedades de cada natureza permanecem intactas, concorrendo para formar uma só pessoa e subsistência; não dividido ou separado em duas pessoas, mas um só e mesmo Filho Unigênito, Deus Verbo, Jesus Cristo Senhor, conforme os profetas outrora a seu respeito testemunharam, e o mesmo Jesus Cristo ensinou-nos e o credo dos pais transmitiunos (Soares 2017, p. 220).

CONCLUSÃO

-A doutrina das duas naturezas de Jesus é um dos pilares da cristologia. Cristo é verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, possuindo duas naturezas distintas, divina e humana, unidas em uma única pessoa sem mistura, confusão, separação ou divisão. Essa compreensão é essencial para a teologia cristã, pois garante que Jesus pudesse tanto representar plenamente a humanidade (como verdadeiro homem) quanto salvá-la eficazmente (como verdadeiro Deus).

-Em (Fl 2:5-7), “Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens”.



O conteúdo e as opiniões expressas são de inteira responsabilidade de seu autor.

Rádio Online

Ouça

Cadastro

Cadastre-se e receba as últimas novidades do Portal AD Alagoas.

Correspondente

Interaja com o Portal AD Alagoas e envie sugestões de matérias, tire suas dúvidas, e faça parte do nosso conteúdo.

participe »
Lições Bíblicas
Estudos Bíblicos
Correspondente - Enviar Matéria

Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Templo Sede
Av. Moreira e Silva, nº 406, Farol

 

Horário de Cultos

Aos Domingos 09:00h - Escola Dominical

Aos Domingos 18:30h - Culto Evangelístico

As Terças-feiras 18:30h - Culto de Doutrina

As Quarta-feiras 10:00h as 17hs - Círculo de Oração

As Sextas-feiras 18:30h - Culto de Oração

Facebook Twitter Instagram
Siga-nos nas Redes Sociais
Utilizamos cookies para coletar dados e melhorar sua experiência, personalizando conteúdos e customizando a publicidade de nossos serviços confira nossa política de privacidade.