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AD Alagoas / Lições Bíblicas

08/02/2025

LIÇÃO Nº 6 – O FILHO É IGUAL COM O PAI

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

- Na lição anterior, vimos que a Bíblia nos mostra claramente que Jesus é Deus, o que bem verificamos na Sua qualificação como Verbo de Deus. Nesta lição, veremos que a expressão “Filho de Deus” também expressa esta mesma realidade: a de que Jesus é Deus, uma das Pessoas da Trindade.

- A expressão “Filho de Deus” nem de longe indica que Jesus tenha sido criado por Deus, como defendem alguns. Muito pelo contrário, a expressão se apresenta nas Escrituras como mais uma declaração de que Jesus é Deus, portador da mesma natureza do Pai.

I – O QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO “FILHO DE DEUS”:

- A expressão “filhos de Deus”, no plural, surge, pela vez primeira, nas Escrituras, em Gn.6:2-4, na expressão hebraica “ben Elohim” (אלהים וכּ) expressão esta que tem sido alvo de muita discussão, mas que se entende serem os descendentes da linhagem de Sete.

-O significado de “Filho de Deus”. O epíteto “Filho de Deus”, em relação ao Senhor Jesus Cristo, significa que Ele é Deus igual ao Pai (Jo 5.17,18); trata-se de uma questão de substância ou essência (Jo 5.23,26). Isso fica ainda mais claro na expressão “Filho Unigênito”. O significado do termo na língua original revela a divindade de Cristo. O termo usado para “unigênito” no NT grego é “monogenés”, composto por dois vocábulos, “monós”, “único, só, solitário”, e “genós”, “raça, cepo, tipo” [...]. Entendemos que a palavra reflete a ideia de natureza, caráter, tipo. “Unigênito”, pois, significa o “único da espécie”, “único do tipo”. Jesus é singular, o único Filho de Deus que tem a essência do Pai. O adjetivo “unigênito” transmite a ideia de consubstancialidade; Jesus é tudo quanto Deus é. Disse Jesus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30) (Soares [Org.], 2017, pp. 52,53).

- Assim, “filhos de Deus” são considerados aqueles que “invocam o nome do Senhor”(Gn.4:26), ou seja, aqueles que fizeram menção de servir a Deus, de ter a Deus como o seu Senhor.

- Em Jó 1:6, 2:1 e 38:7 (que muitos consideram ser o livro mais antigo das Escrituras), a mesma expressão “filhos de Deus” é utilizada, mas se referindo aos anjos, mais precisamente aos “anjos fiéis”, já que Satanás é mencionado à parte, nos dois primeiros textos, como um intruso, como alguém que se insere no meio dos “filhos de Deus” sem o ser.

- Em ambos estes textos, verificamos que a expressão “filhos de Deus” pretende demonstrar não uma relação de criação, ou seja, os “filhos de Deus” não são assim chamados porque foram criados por Deus, pois, se assim fosse, não seriam apenas “filhos de Deus” os descendentes de Sete, mas também os descendentes de Caim, como também Satanás não teria sido excluído da expressão, mas, sim, uma relação de comunhão, de compartilhamento da natureza, de semelhança de caráter, de sintonia espiritual.

- Esta mesma circunstância é repetida em o Novo Testamento, quando a expressão “filhos de Deus” (νιοι θεου) é utilizada pelo Senhor Jesus, no sermão do monte, para caracterizar os Seus discípulos (Mt.5:9), tendo o apóstolo João sido claríssimo ao afirmar que “filhos de Deus” são os que creram em Jesus (Jo.1:12), aqueles que são guiados por Deus, como bem esclarece Paulo na epístola aos romanos (Rm.8:14).

- Assim, a expressão “filhos de Deus” apresenta-se como uma relação de comunhão com Deus, de convívio com Deus, de integração na Sua natureza (cfe. II Pe.1:4), algo muito diferente de “criatura”, expressão que, na Bíblia, se refere a tudo quanto recebe vida da parte de Deus, seja no Antigo Testamento (Ez.1:20; 47:9), onde a palavra empregada é “chay” (תי), seja em o Novo Testamento, onde a palavra empregada é “ktisis” (κτίσις) (Mc.16:15; Rm.1:25; 8:19,21;Cl.1:23).

II - A DOUTRINA BÍBLICA DA DIVINDADE DE JESUS

1. O Novo Testamento é direto quanto à natureza divina de JESUS: “E o Verbo era DEUS” (Jo 1.1); “Ao que Tomé lhe respondeu: — Senhor meu e DEUS meu!” (Jo 20.28); “mesmo existindo na forma de DEUS, não considerou o ser igual a DEUS algo que deveria ser retido a qualquer custo” (Fp 2.6, NAA); “para conhecimento do mistério de DEUS, que é CRISTO” (Cl 2.2, NAA); “e a manifestação da glória do nosso grande DEUS e Salvador JESUS CRISTO” (Tt 2.13, NAA); “aos que conosco obtiveram fé igualmente preciosa na justiça do nosso DEUS e Salvador JESUS CRISTO” (2 Pe 1.1, NAA); “E nós estamos naquele que é o Verdadeiro, em seu Filho, JESUS CRISTO. Este é o verdadeiro DEUS e a vida eterna” (1 Jo 5.20, NAA).

2. Seus atributos absolutos.

Os atributos são perfeições próprias da essência de DEUS. Os atributos absolutos ou incomunicáveis são exclusivos da divindade como onipotência, eternidade, onisciência e onipresença. A onipotência significa “ter todo poder, ser todo-poderoso”, JESUS é onipotente (Mt 28.18; Ef 1,21; Ap 1.8). Ele é eterno (Is 9.6; Mq 5.2; Hb 13.8). “No princípio era o Verbo” (Jo 1.1) indica que Ele já existia antes mesmo da criação com o Pai (Gn 1.1). A onipresença é o poder de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, JESUS é onipresente (Mt 18.20; 28.20). A onisciência é o conhecimento perfeito e absoluto que DEUS possui de todas as coisas, de todos os eventos e de todas as

 circunstâncias por toda a eternidade passada e futura. JESUS possui esse atributo (Mt 17.27; Jo 1.47, 48; 2.24, 25; 4.17, 18; 16.30; 21.17).

-A Bíblia demonstra claramente a natureza divina de JESUS CRISTO, bem como seus atributos.

-“O FILHO É DEUS”

-O Senhor JESUS CRISTO é, desde a eternidade, o único Filho de DEUS e possui a mesma natureza do Pai, como afirmam os credos: ‘consubstancial com o Pai’, em grego, homooúsion to patrí, que significa ‘da mesma substância com o Pai’, qualifica a unidade de essência do Pai e do Filho. JESUS disse: ‘Eu e o Pai somos um’ (Jo 10.30). Ele é a segunda pessoa da Trindade e que foi enviado pelo Pai ao mundo. Ensinamos que o Filho se fez carne, possuindo agora duas naturezas, a divina e a humana, sendo verdadeiro DEUS e verdadeiro homem. Acreditamos em sua concepção sem pecado no ventre da virgem Maria. Negamos que tenha sido criado ou passado a existir somente depois que foi gerado por obra do ESPÍRITO SANTO. Confessamos que o Filho é autoexistente (Jo 5.26; 8.58) e eterno, que voluntariamente se sujeita ao Pai. Que, em obediência ao plano do Pai, morreu e ressuscitou para que o mundo fosse salvo” (Declaração de Fé das Assembleias de DEUS. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, p.43).

  1. Nomes e títulos divinos de Jesus.

-Há dezenas de nomes e títulos de nosso Senhor Jesus Cristo nas Escrituras Sagradas. O nome “Senhor” fala sobre a divindade de Jesus. A Septuaginta, antiga versão grega do AT, traduziu os nomes divinos hebraicos “Adonay” e “Yahweh” pelo nome grego “Kyrios”, que é “Senhor”. Dizer que Jesus é o Senhor significa reconhecer a sua divindade: “e ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo” (1Co 12.3). O nome Jesus vem do hebraico “Yehoshua” ou “Yeshua” — “Josué”, que significa “Javé é salvação”. A Septuaginta emprega “Iesous” para ambas as formas. A expressão “Iesous” é o nome do Salvador usado no NT grego, que chegou para nossa língua como “Jesus”. O nome Cristo é a forma grega do hebraico “mashiach” que significa “ungido, messias”. Assim, os nomes ou títulos “Messias” e “Cristo” são a mesma coisa: “Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo)” (Jo 1.41) (Soares [Org.], 2017, p. 50).

4.A deidade absoluta de Jesus. A Bíblia afirma com frequência que Jesus é Deus: “No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (Jo 1.1); “Porque nele [em Jesus] habita corporalmente toda a plenitude da divindade” (Cl 2.9). As Escrituras Sagradas revelam os atributos divinos na pessoa de Jesus. Ele é eterno: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o principado está sobre os seus ombros; e o seu nome será Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6); onipotente: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-poderoso” (Ap 1.8); onipresente: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mt 18.20); e onisciente: “Agora, conhecemos que sabes tudo” (Jo 16.30). As suas obras revelam também a sua divindade. Ele é o absoluto soberano (Ef 1.21) e criador de todas as coisas (Jo 1.3; Cl 1.16; Hb 1.2). [...] Possui títulos divinos, como “Eu Sou” (Jo 8.58), o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim (Ap 21.6), e o Senhor dos Senhores (Ap 19.16) (Soares [Org.], 2017, p. 51).

5.O significado de “Filho de Deus”. O epíteto “Filho de Deus”, em relação ao Senhor Jesus Cristo, significa que Ele é Deus igual ao Pai (Jo 5.17,18); trata-se de uma questão de substância ou essência (Jo 5.23,26). Isso fica ainda mais claro na expressão “Filho Unigênito”. O significado do termo na língua original revela a divindade de Cristo. O termo usado para “unigênito” no NT grego é “monogenés”, composto por dois vocábulos, “monós”, “único, só, solitário”, e “genós”, “raça, cepo, tipo” [...]. Entendemos que a palavra reflete a ideia de natureza, caráter, tipo. “Unigênito”, pois, significa o “único da espécie”, “único do tipo”. Jesus é singular, o único Filho de Deus que tem a essência do Pai. O adjetivo “unigênito” transmite a ideia de consubstancialidade; Jesus é tudo quanto Deus é. Disse Jesus: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30) (Soares [Org.], 2017, pp. 52,53).

III- HERESIAS QUE NEGAM A DIVINDADE DE JESUS

1. Arianismo.

Os primeiros a negarem a divindade de JESUS foram os ebionitas, seguidos pelos monarquianistas dinâmicos, mas a heresia principal que abalou os fundamentos da igreja foi o Arianismo. O termo “arianismo” vem de Ário, o expoente dessa doutrina em Alexandria a partir do ano 318. Ele negava a divindade de CRISTO e o considerava como um deus de segunda categoria. Ário rejeitava a eternidade do Verbo; embora defendesse sua existência antes da encarnação, recusava que fosse Ele eterno com o Pai, insistindo na tese de que o Verbo foi criado como primeira criatura de DEUS. A palavra de ordem arianista era: “houve tempo que o Verbo não existia”.

2. Suas explicações.

Ário e seus seguidores pinçavam as Escrituras aqui e acolá em busca de algumas passagens bíblicas para dar sustentação às suas crenças. Seguem algumas delas, as mais emblemáticas: “O Senhor me criou no princípio dos seus caminhos” (Pv 8.22 – LXX); “o qual é imagem do DEUS invisível, o primogênito de toda a criação” (Cl 1.15); “houve tempo em que o Filho não existia”. Outra passagem favorita era: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único DEUS verdadeiro e a JESUS CRISTO, a quem enviaste” (Jo 17.3). Com isso ignoravam todo o pensamento bíblico que defende a eternidade e a deidade de CRISTO (Jo 1.1-3).

 3. Como solucionar a controvérsia?

A tradução “criou” de Provérbios 8.22 da Septuaginta é opcional, pois o verbo hebraico nessa passagem é qānâ, “obter, adquirir, criar”, mas o sentido de “criar” para “trazer à existência algo do nada” é o verbo bārā’, como em Gênesis 1.1. O texto de Colossenses 1.15 diz que JESUS é o primogênito de toda a criação, e não o primogênito de DEUS. A palavra prototokos, “primogênito, primeiro, chefe”, foi usada pelos escritores sagrados com o sentido de importância, prioridade, posição, primazia, preeminência (Cl 1.15-18). Ou seja, JESUS encarnado tem a primazia na criação, é a imagem do DEUS invisível porque é DEUS. Conhecer a DEUS (Jo 17.3) é o mesmo que conhecer a CRISTO, em virtude da unidade de natureza do Pai e do Filho (Jo 10.30).

  • Ário negava a divindade de CRISTO e o considerava como um deus de segunda categoria. O Arianismo foi a heresia fermentada por um presbítero do 4o século chamado Ário. Negando a divindade de CRISTO, ensinava ele ser JESUS o mais elevado dos seres criados. Todavia, não era DEUS. Por este motivo, seria impropriedade referir-se a CRISTO como se fora um ente divino.

-Para fundamentar seus devaneios doutrinários, buscava desautorizar o Evangelho de João por ser o propósito desta Escritura, justamente, mostrar que JESUS CRISTO era, de fato, o Filho de DEUS. Os ensinos de Ário foram condenados no Concílio de Niceia em 325. [...] O primeiro concílio ecumênico da história, convocado pelo imperador Constantino, teve como objetivo solucionar os problemas que dividiam a cristandade. Problemas esses causados pelo arianismo” (ANDRADE, Claudionor. Dicionário Teológico. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp.52,88-9).

4. Na Atualidade a Tradução do Novo Mundo. (Usada pelos Testemunhas de Jeová).

-A exemplo do Arianismo, há um movimento religioso que usa a Bíblia fora do contexto por meio de uma versão exclusiva das Escrituras, denominada de Tradução do Novo Mundo. Trata-se de uma versão tendenciosa. Veja alguns exemplos de suas falsificações: “e a Palavra era um deus” (Jo 1.1), “deus” com “d” minúsculo, visto que o texto correto é: “e a Palavra era DEUS” ou “e o Verbo era DEUS”. O texto sagrado declara: “grande DEUS e nosso Senhor JESUS CRISTO” (Tt 2.13); “nosso DEUS e Salvador JESUS CRISTO” (2 Pe 1.1); essas passagens falam textualmente que JESUS é DEUS. Entretanto, a Tradução do Novo Mundo diz: “do grande DEUS e do nosso Salvador, JESUS CRISTO”; “do nosso DEUS e do Salvador JESUS CRISTO”. Mudaram o texto sagrado acrescentando um “do”, onde não existe no texto grego para desvincular a divindade de JESUS.

5. Os movimentos orientais.

-Nenhum deles reconhece a divindade de JESUS e para os panteístas monistas não existe Trindade e nem JESUS, Como Filho de Deus. 

-O movimento Voz da verdade(que são unicista, dizem que não foi Jesus que morreu na cruz), 

-Os Hare Krishnas, por exemplo, nega a divindade de JESUS e nem acredita que Ele seja o Salvador, pois vê o Senhor JESUS como um mero guia espiritual e uma das inúmeras encarnações de Krishna.

6. Outros grupos.

O JESUS do Alcorão(muçulmanos), é um mero mensageiro, não é reconhecido como DEUS, nem como o Filho de DEUS, nem como Salvador, nem morreu e nem ressuscitou. As religiões reencanacionistas recusam a deidade absoluta de JESUS, a sua ressurreição dentre os mortos e não reconhecem a sua singularidade. O JESUS deles não passa de mais um médium ou um dos grandes mestres e filósofos. No entanto, a Bíblia nos mostra que JESUS é muito mais (Ef 1.21; Hb 7.26), é o DEUS em forma humana (Rm 9.5).

-Grupos religiosos negam a divindade de CRISTO alterando o texto sagrado.

CONCLUSÃO: A Declaração de Fé das Assembleias de Deus no Brasil apresenta o que os assembleianos creem sobre a divindade de Jesus da seguinte forma: “CREMOS, professamos e ensinamos que o Senhor Jesus Cristo é o Filho de Deus (Jo 20.31) e o único mediador entre Deus e os seres humanos (Jo 14.6; 1Tm 2.5), enviado pelo Pai para ser o Salvador do mundo (1Jo 4.14), verdadeiro homem e verdadeiro Deus: “e dos quais é Cristo, segundo a carne, o qual é sobre todos, Deus bendito eternamente. Amém” (Rm 9.5)” (Soares [Org.], 2017, p. 49).



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