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AD Alagoas / Lições Bíblicas

07/05/2022

Lição 6 - Expressando Palavras Honestas

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Mateus 5.33-37

INTRODUÇÃO: 

Qual o valor de uma palavra? Houve um tempo em que o empenho da palavra bastava para se concretizar um negócio. 

Esta lição é um estudo a partir do ensino do Sermão do Monte a respeito da retidão que devemos ter com as palavras empenhadas. Nosso Senhor ensinou a respeito dessa verdade. 

O mesmo cuidado que temos de ter com o nosso comportamento moral, devemos ter com a emissão de nossas palavras. 

Que as nossas palavras sejam, honestas, sinceras e verdadeiras.

I - Como entender o perjúrio, os falsos juramentos?

Aqui temos uma explicação do terceiro mandamento, que devemos nos preocupar em compreender, porque está dito, especificamente, que quem infringir este mandamento, de não tomar o nome do Senhor em vão, não será considerado inocente pelo Senhor, não importando como a pessoa mesmo se considere. Quanto a este mandamento.

Sempre se concordou que ele proíbe o perjúrio, os falsos juramentos e a violação de juramentos e votos (v. 33). 

Foi dito aos antigos, e este é o verdadeiro significado e a verdadeira intenção do terceiro mandamento. 

“Não tomarás, ou usarás, o nome de DEUS (como quando fazemos um juramento) em vão, ou por bobagens, ou numa mentira”. 

“Aquele que não entrega a sua alma à vaidade e que não jura enganosamente”, está descrito nas palavras acima (Sl 24.4). 

O perjúrio é um pecado condenado à luz da natureza, como uma complicação da impiedade com relação a DEUS e da injustiça com relação aos homens, e como resultado de um homem altamente insolente à ira divina, que sempre foi considerada como caindo tão infalivelmente sobre o pecado que todas as formas de juramentos se transformavam normalmente em execrações ou imprecações; como DEUS me fez isto, e outras frases semelhantes a estas. 

A expressão “e assim DEUS faça” significa: que eu nunca tenha qualquer ajuda de DEUS, se jurar em falso. 

Assim, com o consentimento de nações, têm havido homens que têm amaldiçoado a si mesmos, duvidando que DEUS iria amaldiçoá-los, se eles mentissem sobre a verdade quando solenemente invocaram a DEUS para ser sua testemunha.

De outras partes das Escrituras, se acrescenta: “mas cumprirás teus juramentos ao Senhor” (Nm 30.2); o que pode querer significar:

1. Quanto a outras promessas, das quais DEUS participa, devemos nos lembrar que os votos ou juramentos feitos a DEUS devem ser cumpridos pontualmente (Ec 5.4,5); ou:

2. Promessas feitas a nossos irmãos, de que DEUS é testemunha, sendo chamado para atestar a nossa sinceridade, devem ser feitas ao Senhor, prestando atenção a Ele, e por Ele: pois, para Ele, ao ratificar as promessas com um juramento, nós nos tornamos devedores; e se quebrarmos uma promessa assim ratificada, não mentimos apenas aos homens, mas também a DEUS.

II - É verdade que o Senhor Jesus proíbe todo tipo de juramento?

Aqui se acrescenta que o mandamento não somente proíbe o juramento em falso, mas também todos os juramentos intempestivos e desnecessários: “De maneira nenhuma jureis” (v. 34). Compare com Tiago 5.12. 

Nem todos os juramentos são pecaminosos; até agora, o juramento, se feito corretamente, é parte da adoração religiosa, e nele damos a DEUS a glória devida ao seu nome (veja Dt 6.13; 10.20; Is 45.23; Jr 4.2). 

Vemos que Paulo confirma aquilo que ele dizia com tal solenidade (2 Co 1.23), quando havia necessidade disto. 

Ao jurar, hipotecamos a verdade de alguma coisa conhecida, para confirmar a verdade de alguma coisa duvidosa ou desconhecida; se juramos de maneira enganosa, apelamos para um conhecimento maior, para um tribunal superior, e rogamos a vingança de um Juiz justo.

III - O QUE CRISTO NOS ENSINOU NO SEU SERMÃO:

A determinação de CRISTO sobre este assunto é:

1. Que não devemos jurar, de maneira nenhuma, exceto quando estivermos devidamente obrigados a isto, e quando a justiça ou a caridade para com o nosso irmão, ou o respeito pela comunidade tornarem necessário o juramento para o fim da contenda (Hb 6.16). O magistrado civil deve ser, normalmente, o juiz desta necessidade. Nós podemos ser jurados, mas não devemos jurar; podemos ser intimados, e desta maneira estar obrigados ao juramento, mas não devemos nos atirar a ele em busca de alguma vantagem terrena.

2. Que não devemos jurar superficial e irreverentemente, nas conversas comuns. É um pecado muito grande fazer um apelo absurdo à gloriosa Majestade do céu, que, sendo sagrada, sempre deve ser muito séria. É uma grande profanação do santo nome de DEUS, e uma das coisas sagradas que os filhos de Israel santificam ao Senhor. Este é um pecado que não tem disfarce; não há desculpa para ele, e, portanto, é um sinal de um coração desprovido da graça do Senhor, onde reina a inimizade contra DEUS: “Os teus inimigos tomam o teu nome em vão”.

3. Que devemos, de uma maneira especial, evitar juramentos ao fazer alguma promessa, dos quais CRISTO particularmente fala aqui, pois estes juramentos devem ser cumpridos. 

A influência de um juramento afirmativo cessa imediatamente quando descobrimos fielmente a verdade e toda a verdade; mas um juramento de promessa compromete por tanto tempo, e pode ser rompido de tantas maneiras, pela surpresa e pela força de uma tentação, que não deve ser usado, exceto em algum caso de grande necessidade. 

O uso frequente de juramentos se reflete sobre os cristãos, que deveriam ter uma fidelidade reconhecida a ponto das suas palavras sóbrias serem tão sagradas quanto os seus juramentos solenes.

4. Que não devemos jurar por nenhuma outra criatura. 

Parece que havia alguns que, como cortesia (pensavam eles) ao nome de DEUS, não fariam uso dele nos juramentos, mas juravam pelo céu, ou pela terra etc. Isto CRISTO proíbe aqui (v. 34), e mostra que não há nada por que possamos jurar, mas que isto está de uma maneira ou de outra relacionada com DEUS, que é a origem de todos os seres, e, portanto, é igualmente perigoso jurar por eles, quanto jurar pelo próprio DEUS. 

É a veracidade da criatura que é posta em jogo; isto não pode ser um instrumento de testemunho, mas tem relação com DEUS, que é a Verdade principal. Como, por exemplo:

(1) de maneira nenhuma jureis pelo céu. Isto é tão verdadeiro quanto é verdade que existe um céu, pois é o trono de DEUS, onde Ele reside, e de uma maneira particular manifesta a sua glória, como um príncipe em seu trono. Sendo esta a dignidade inseparável do mundo superior, não se pode jurar pelo céu, pois quem o faz acaba jurando pelo próprio DEUS.

(2) Nem pela terra, porque é o escabelo dos seus pés. Ele governa os movimentos deste mundo inferior. 

Da mesma maneira como Ele governa o céu, Ele também governa a terra; e embora a terra esteja sob os seus pés, ela também está sob os seus olhos e os seus cuidados, e é dele (Sl 24.1). 

A terra pertence ao Senhor; de modo que, ao jurar por ela, se está jurando pelo seu proprietário.

(3) Nem por Jerusalém, um lugar pelo qual os judeus tinham tanta veneração que não conseguiam pensar em nada mais sagrado por que jurar; mas, além da referência comum que Jerusalém tem para DEUS, como parte da terra, ela tem uma relação especial com Ele, porque é a cidade do grande Rei (Sl 48.2), a cidade de DEUS (Sl 46.4), portanto Ele tem interesse nela e em todo juramento feito por ela.

(4) “Nem jurarás pela tua cabeça”; embora esteja próxima de você e seja uma parte essencial de você, é mais de DEUS do que sua, pois Ele a criou e formou todas as suas origens e os seus poderes. Enquanto você mesmo não consegue, por nenhuma influência intrínseca natural, mudar a cor de um cabelo, para torná-lo branco ou preto, você também não pode jurar pela sua cabeça, mas sim por Ele, que é a vida da sua cabeça, e o que exalta a sua cabeça (Sl 3.3).

5. Que, portanto, em todas as nossas comunicações, devemos nos contentar com ”sim, sim, não, não” (v. 37). 

Nas conversas normais, se afirmamos alguma coisa, devemos somente dizer: “Sim”, é assim; e, se for necessário, para evidenciar a nossa certeza de alguma coisa, podemos nos manifestar dizendo: “Sim, sim”, realmente é assim. “Na verdade, na verdade” era o “sim, sim” do nosso Salvador. 

Da mesma forma, para negar uma coisa, é suficiente dizer: “Não”, ou, se for necessário, repetir a negação e dizer: “Não, não”; e se a nossa fidelidade for conhecida, que isto seja suficiente para termos crédito; e se ela for questionada, reforçar o que dizemos com juramentos não será nada além de torná-lo mais duvidoso. 

Aquele que é capaz de engolir um juramento profano, não conseguirá discernir uma mentira. É uma pena que isto que CRISTO coloca na boca de todos os seus discípulos precise ser fortalecido, segundo alguns, por outras maneiras, quando qualquer coisa além de sim e não nos é proibido, e não somos orientados a fazer uso de outras palavras.

É fácil perceber a razão: porque o que passa disso é de procedência maligna, embora não chegue ao pecado de um juramento. Isto vem ek tou Diabolou; conforme uma cópia antiga apresenta: isto vem do Diabo, o maligno; vem da corrupção da natureza do homem, da paixão e da veemência; de uma vaidade reinante na mente, e do desprezo pelas coisas sagradas; vem daquela falsidade que há nos homens. “Todo homem é mentiroso” (Rm 3.4), e, consequentemente, os homens usam estas declarações porque desconfiam uns dos outros e pensam que sem estas palavras não se pode acreditar neles. 

Observe que os cristãos devem, para crédito da sua religião, evitar não somente o que é mal em si mesmo, mas o que vem do mal e aquilo que tem aparência de mal. 

É necessário evitar aquilo que possa ser suspeito, aquilo que vem de alguma causa ruim. 

Um juramento é algo físico, e, portanto, pressupõe alguma deficiência.

CONCLUSÃO:

JESUS ensina que nossas conversas devem ser tão honestas e nosso caráter tão verdadeiro que não haja necessidade de usar qualquer outro recurso para fazer as pessoas acreditarem em nós. As palavras dependem do caráter, e juramentos não são capazes de compensar a falta de caráter. "No muito falar não falta transgressão, mas o que modera os lábios é prudente"

(Pv 10:19). Quanto mais palavras alguém usa para nos convencer, mais desconfiados devemos ficar. Que Deus nos ajude. 



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