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AD Alagoas / Lições Bíblicas

16/04/2022

Lição 3 - JESUS, O DISCÍPULO E A LEI

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Mateus 5:17

INTRODUÇÃO:

Qual é a relação entre JESUS e a Lei? E o que Ele deseja que seus discípulos aprendam acerca dessa relação.

Os seguidores de Jesus são chamados a viver a justiça do Reino de Deus. Essa lição vem mostrar que a nossa justiça é elevada. Logo isso implica num compromisso com o Reino de Deus de se preocupar em cumprir a justiça apenas no exterior como os fariseus, mas em todo nosso ser.

I - JESUS CUMPRIU TODA LEI

  • A Lei - “A lei revelava a vontade de DEUS quanto à conduta do seu povo (19.4-6; 20.1-17; 21.1–24.8) e prescrevia os sacrifícios de sangue para a expiação pelos seus pecados (Lv 1.5; 16.33). A lei não foi dada como um meio de salvação com DEUS (20.2). Antes, pela lei DEUS ensinou ao seu povo como andar em retidão diante dEle como seu Redentor, e igualmente diante do seu próximo. ”

"Em CRISTO, o que era visto por meio do Decálogo e dos profetas, concretizou-se fielmente em JESUS, conforme nos revela o escritor aos Hebreus (Hb 1.1-3)."

-(Mateus 5.17)” NÃO... VIM DESTRUIR A LEI... MAS CUMPRIR”. 

O propósito de CRISTO é que as exigências espirituais da lei de DEUS se cumpram na vida dos seus seguidores (Rm 3.31; 8.4).

O relacionamento entre o crente e a lei de DEUS envolve os seguintes aspectos:

(1) A lei que o crente deve cumprir consiste nos princípios éticos e morais do AT (7.12; 22.36-40; Rm 3.31; Gl 5.14); bem como nos ensinamentos de CRISTO e dos apóstolos (28.20; 1 Co 7.19; Gl 6.2). Essas leis revelam a natureza e a vontade de DEUS para todos e continuam hoje em vigor. As leis do AT destinadas diretamente à nação de Israel, tais como as leis sacrificiais, cerimoniais, sociais ou cívicas, já não são obrigatórias (Hb 10.1-4; e.g., Lv 1.2,3; 24.10). Não se aplicam aos cristãos.

(2) O crente não deve considerar a lei como sistema de mandamentos legais através do qual se pode obter mérito para o perdão e a salvação (Gl 2.16,19). Pelo contrário, a lei deve ser vista como um código moral para aqueles que já estão num relacionamento salvífico com DEUS e que, por meio da sua obediência à lei, expressam a vida de CRISTO dentro de si mesmos (Rm 6.15-22).

“O Princípio Básico - Os oponentes de JESUS o criticavam por não guardar as minúcias das observâncias tradicionais da lei judaica. Aqui JESUS deixa claro que Ele não está ausente para destruir a lei, mas para cumpri-la e até intensificá-la. Ele fixa padrões mais altos. Seu principal interesse é a razão de a lei existir; Ele insiste que guardar a lei começa com a atitude do coração. Por este princípio JESUS afirma simultaneamente o valor das pessoas e da lei. Neste aspecto Ele cumpre a lei antecipada por Jeremias: ‘Porei a minha lei no seu interior e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu DEUS, e eles serão o meu povo’ (Jr 31.33b). 

Como sucessor de Moisés, JESUS dá a palavra final na lei. Mas o que Ele quer dizer quando fala que cumpre a lei? Não significa que Ele simplesmente a observa. Nem quer dizer que Ele anulou o Antigo Testamento e as leis (como sugerido por Márcion e os hereges gnósticos). A obra de JESUS e sua Igreja está firmemente arraigada na história de salvação. Em certo sentido, JESUS deu à lei uma expressão mais plena, e em outro, transcendeu a lei, visto que Ele se tornou a corporificação do seu cumprimento. Mateus vê o cumprimento da lei em JESUS semelhantemente ao cumprimento da profecia do Antigo Testamento: O novo é como o velho, mas o novo é maior que o velho. Não só o novo cumpre o velho, mas o transcende. JESUS e a lei do novo Reino são o intento, destino e meta final da lei” (ARRINGTON, French L; STRONSTAD, Roger (Eds.) Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2003, p.44).

II - A JUSTIÇA E A LEI PARA OS DISCÍPULOS

-O padrão de justiça para os discípulos tem que ser justo. Jesus chama seus discípulos para um tipo e qualidade de justiça diferentes dos escribas e fariseus: “Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no Reino dos céus” (Mt 5.20). Eles se orgulham da sua obediência exterior a muitos regulamentos extrabíblicos, mas ainda possuem coração impuro. Contudo, a justiça do Reino trabalha de dentro para fora, pois primeiro produz coração transformado e novas motivações (Rm 617; 2Co 5.17; Gl 5.22-23; Fp 2.12; Hb 8.10) a fim de que o comportamento efetivo dos seguidores de Jesus realmente “[exceda] em muito a justiça] dos escribas e fariseus (BÍBLIA DE ESTUDO NAA, 2018, p. 1707)

-O padrão de justiça para os discípulos tem quer ser santo. Uma marca claríssima do Reino de Deus é a santidade. Desde o Antigo Testamento, o Senhor estabeleceu a santificação como premissa maior para sua dominação (Êx 19.5,6; Lv 11.44). A Bíblia mostra claramente a necessidade de vivermos uma vida santa por meio de várias exortações (Rm 13.13,14; Ef 4.17-24; Fp 4.8,9; Cl 3.5-10). A responsabilidade do crente quanto à santificação, é destacada pelo escritor aos Hebreus (Hb 12.14-a) (CHAMPLIN, 2002, p. 647). Sobretudo, a necessidade de uma vida santa é vista ao afirmar que: “[…] sem a santificação ninguém verá ao Senhor” (Hb 12.14-b). A vontade de Deus tem sido sempre de que seus filhos reflitam seu caráter (Tt 2.14).

- O padrão de justiça para os discípulos foi ampliado. Interessante assinalar que no Novo Testamento, os padrões ético-morais são ampliados pelo nosso Senhor Jesus Cristo. É possível, à luz do Sermão da Montanha, traçarmos um rápido paralelo entre os ditames dados por meio de Moisés e por meio de Cristo. 

-Os Discípulos fiéis se caracterizam por qualidades como: a) permanecer na Palavra de Jesus, b) demonstrar fé inabalável e lealdade a ele, c) ter amor uns pelos outros, e) andar na luz, f) produzir frutos e g) prestar serviço humilde uns aos outros (Jo 8.31-36; 13.34-35).

-O verdadeiro discípulo ama seu mestre (Mc 3.14; Lc 6 12.13). Jesus cumpriu as palavras da Antiga Aliança que nos ensinam a amar a Deus acima de tudo (Dt 6.5; Mc 12.30,31). Isso não significa deixar de amar a todos e a tudo, mas sim amar mais a Jesus. Na medida em que o meu amor por Jesus cresce, cresce também o meu amor pelas vidas ao meu redor, pela minha família e por mim mesmo (Jo 21.14; Lc 14.26). Marcos 3.14 nos diz que: “os escolheu para que estivessem com ele”. Isto quer dizer que Jesus os chamou para que fossem seus amigos (Jo 15.15).

-A falta de submissão é como um câncer que cresce dentro de alguém, às vezes a pessoa nem percebe que tem essa doença, mas ele fica quieto, não dá sinais visíveis, mas num determinado instante estoura e destrói tudo que está por perto (1Sm. 15.24). Existem três áreas que mais claramente é manifestada a rebeldia do homem: Em palavras, argumentação e pensamentos.

CONCLUSÃO:

Sobre a Justiça - “[...] Os fariseus eram zelosos em guardar tanto a lei escrita quanto a oral. Ao explicar o verdadeiro significado da Palavra de DEUS. Relacionavam-se com a Lei de Deus de modo legalista, além disso acrescentaram muitos preceitos humanos. O Senhor Jesus, por sua vez, cumpriu a Lei e ressaltou que a nossa justiça deve exceder a justiça deles. Eles apenas se preocupavam com o exterior, nos porém, com o coração e todo nosso ser(1Tss 5:23). Amém.



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