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AD Alagoas / Lições Bíblicas

25/04/2021

LIÇÃO 4 - DONS DE PODER

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

- Em continuidade ao nosso estudo acerca dos dons espirituais, vamos agora, dispensar certa atenção ao grupo de dons que na sua classificação chama-se, “dons de poder” que são: “dons da fé, dom de maravilhas ou milagres e dons de curar”. A operação sobrenatural do Espírito Santo no seio da igreja por intermédio dos dons de poder, também não deixam de serem sinais e maravilhas da parte de Deus com propósitos específicos que fogem á compreensão humana. 

I – QUE SÃO DONS DE PODER?

- Os dons de poder são capacitações especiais em situações que demandam a ação sobrenatural do Espírito Santo na vida do crente.

1 Coríntios 2:4,5 “A minha palavra e a minha pregação não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria dos homens, mas no poder de Deus” (1Co 2.4,5).

- O ministério terreno de Jesus foi marcado por inúmeros milagres, principalmente curas. A história eclesiástica comprova que a Igreja do primeiro século também operou maravilhas no poder do Espírito Santo. Entre os primeiros cristãos sobejavam os dons de poder. Se Jesus não mudou e os dons espirituais são para a Igreja de hoje, por que atualmente não vemos as manifestações dos dons de poder em nosso ambiente com mais frequência? Será falta de conhecimento a respeito do assunto? Ou será por causa do mau uso que alguns fazem das dádivas divinas?

Nesta lição estudaremos a respeito dos dons de poder. Veremos como eles são necessários à vida da igreja. Se você deseja recebê-los e usá-los para a glória do nome do Senhor, proporcionando a edificação da igreja, busque-os com fé em oração.

II – A REALIDADE CONTEMPORÂNEA DOS DONS DE PODER

- Entendemos que os dons de poder são também capacidade outorgada pelo Santo Espírito aos crentes salvos para poder agir sobrenaturalmente (At. 6.8; 19.11,12; II Co. 10.3-5).

- Transcrevemos aqui o que disse o Pastor Vicente de Paulo acerca dos dons de poder e a sua contemporaneidade. “Os milagres operados pelos primeiros discípulos causaram grande impacto em todos os lugares que a igreja alcançou nos primeiros séculos da era cristã. Os dons que aqui são destacados como “dons de poder”, se referem aquelas manifestações que proporcionam soluções imediatas para situações aparentemente insolúveis, causando grande espanto e admiração por parte daqueles que presenciam tal acontecimento. Apesar da realidade contemporânea dos milagres, temos presenciado muita dificuldade nesse aspecto, pois, o misticismo e a necessidade das pessoas têm promovido uma busca doentia por experiências sobrenaturais que proporcionem prazer e bem estar pessoal. Por causa disso surgiram muitos mercenários que viram nessa fome do sobrenatural, um “mercado” muito promissor. O dom da cura tem sido o “carro chefe” da indústria da fé para criar o seu marketing promocional, com o propósito de atrair os incautos e explorá-los financeiramente. Por que é que nenhuma igreja ou nenhum grande “homem de Deus” faz movimentos milagreiros sem pedir dinheiro?. Em nenhum momento encontramos Jesus, depois de ter realizado algum milagre, pedindo dinheiro as pessoas. Nos dias de hoje é muito raro, se porventura existir, alguém agindo como fez Eliseu diante do General Naamã pós ter realizado um grande milagre, ao curar a lepra do general da Assíria. Naamã quis recompensar Eliseu pelo milagre que acabara de receber, porém, Eliseu recusou veementemente. Todavia, o auxiliar de Eliseu, Geazi foi atrás do General e fez o resgate de alguns presentes, por isso ele foi severamente punido. Infelizmente, na atualidade, o ministério de Eliseu foi ofuscado pelo ministério de Geazi, a maioria pensa como Geazi, pensam que podem tirar proveito das manifestações poderosas do Espírito. Porém, com relação a isso, eu descanso na Palavra do Senhor, pois, ninguém ficará impune, assim como Geazi que recebeu a devida recompensa. Paulo registrou em Gálatas 6.7 “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará”. No meu entendimento, essas pessoas que simulam milagres são piores do que aqueles que se declaram ateus. Muita gente se declara ateu por causa de uma formação inadequada, uma experiência traumática ou até por falta de conhecimento aprofundado do Evangelho. Mas, esses mercenários, vendedores de milagres, têm conhecimento do evangelho e até mesmo de Deus, porém, decidiram amar mais a si mesmos, e para ter uma vida de regalias, conforme a soberba de seus corações, escolheram brincar com a esperança das pessoas e com o sublime poder do Espírito Santo”.

III – OS DONS DE PODER

3.1 O dom da fé (1Co 12.9-a). A palavra fé no hebraico é: “heemim” e, no grego é: “pisteuõ”. A Bíblia diz que “a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não veem” (Hb 11.1). O dom da fé “é a capacidade concedida pelo Espírito Santo para o crente realizar coisas que transcendem à esfera natural, visando o benefício e a edificação da igreja” (RENOVATO, 2014, p. 45). Algumas considerações devem ser feitas a respeito desse dom: (a)Esse tipo de fé não são todos que possuem (1Co 12.7-9) e (b) ele nada tem a ver com a chamada confissão positiva nem com a força do pensamento positivo, pois é um dom que atua sob o controle do Espírito e não do homem (1Co 12.7,11). Como o termo fé é recorrente na Bíblia, destacaremos no quadro abaixo os vários tipos de fé que existem:

TIPOS DE FÉ DEFINIÇÃO

Natural: O conhecimento produzido pela detida observação da natureza, via de regra, conduz o ser humano a crer na existência de Deus. Este tipo de fé pode ser encontrado, por exemplo nos filósofos gregos que, embora desconhecessem os escritos dos profetas hebreus, lograram descobrir, nalgum ponto de suas especulações, a presença imarcescível do Criador de todas as coisas (Rm 1.19-21).

Salvífica: Proveniente da proclamação do Evangelho, esta fé leva-nos a receber a Cristo como o nosso único e suficiente Salvador (Jo 3.16). A fé salvadora só nasce no coração humano através da pregação do evangelho (Rm 10.13,16). Sem a mensagem da cruz não pode haver fé salvadora.

Aspecto do Fruto: Elevadíssima confiança em Deus desenvolvida a partir de uma íntima comunhão com o Espírito Santo(Gl 5.22). É uma fé constante, paciente e regular; independe de circunstâncias (Hb 3.17,18); ela nasce como resultado de um singular relacionamento do crente com a Palavra de Deus.

Dom: O dom da fé diz respeito a uma fé sobrenatural que capacita o crente a crer em Deus, para a realização de milagres extraordinários como a cura de doenças, ressurreição de mortos ou a realização de coisas impossíveis pelos meios naturais. O Dom da Fé é a capacitação sobrenatural do crente para crer e realizar o impossível no nome do Senhor (Mt 17.20; At 3.6,7; 14.9,10).

3.2 Os dons de curar (1Co 12.9-a). “Este dom é multiforme na sua constituição e na sua operação. É uma sublime mensagem para os enfermos não importando a sua doença. São dons de manifestação de poder sobrenatural pelo Espírito Santo para a cura de doenças e enfermidades do corpo, da alma e do espírito para crentes e descrentes” (GILBERTO, 2006, p. 197). A cura divina era parte fundamental no ministério de Jesus (Mt 4.23-25; 8.16; 10.1; Lc 4.14; At 10.38). O livro de Atos, o segundo tratado de Lucas, nos mostra também que Pedro, Filipe, Estevão e Paulo eram tremendamente usados por Deus com este dom (At 3.6-8; 6.8; 8.6-8; 19.11,12; 28.7,8; Rm 15.19; 1Co 2.4; 2Co 12.12).

3.2.1 Por que dons? É interessante notar que todos os outros dons listados por Paulo estão no singular. Mas os dons de curar estão no plural “E a outro...os dons de curar” (1Co 12.9). Não há, portanto, um “dom de curar”, mas uma variedade deles. A expressão “dons de curas” designa as variadas formas pelas quais o Espírito Santo pode operar em diferentes ocasiões. Podem ser manifestos através da pregação da Palavra, de outro dom, de uma palavra de ordem, da imposição de mãos, da oração, dentre outras (At 3.1-8; 5.15,16; 9.32-34; 28.8,9).

3.2.2 Todos têm este dom? Os dons de curar não são concedidos a todos os membros do corpo de Cristo (1Co 12.11,30), todavia, todos podem orar pelos enfermos, na autoridade do Nome de Jesus, porque Ele prometeu realizar sinais que confirmam a Sua Palavra (Mc 16.17,18), e havendo fé, os enfermos serão curados (Mt 21.22; Jo 11.40). Pode haver também cura de enfermidades através da unção com óleo, conforme ensinou Tiago (Tg 5.14-16). É interessante destacar três verdades sobre a cura: (1) a cura expressa a compaixão divina (Mt 14.14); (2) ela encontra-se entre os benefícios divinos que compõe o pão dos filhos (Mc 7.24-30); e, (3) faz parte da obra redentora de Cristo (Is 53.4,5; Mt 8.16,17).

3.2.3 A contemporaneidade dos dons de curar. Embora uma corrente da teologia cessacionista afirme que os dons do Espírito Santo não são para os tempos hodiernos, mas estiveram restritos ao período apostólico, os ensinos de Cristo e dos apóstolos mostram exatamente o contrário (At 2.39; I Co 12.28). A escassez ou pouca manifestação destes dons nos nossos dias pode ser por algumas causas: (a) Incredulidade (Mt 13.58; Ef 2.8; Rm 8.32; At 2.17); (b) falta de interesse em buscar este dom (I Co 12.31; 14.1; II Tm 1.6); e, (c) falta de temor, adoração e santidade (Pv 8.13; Js 3.5; At 2.43).

3.3 O dom de Operação de Maravilhas (I Co 12.10). Esse Dom manifesta-se como os demais, de maneira sobrenatural, geralmente sendo uma intervenção divina nas leis da natureza. É Deus modificando as leis naturais para manifestar o seu supremo poder (Js 10.12-14; At 9.36-42; 20.9-12). Sempre que o Dom de Operação de Maravilhas se manifesta, os resultados são imediatos e visíveis (At 2.43; 8.5-8,13; 19.11). “A palavra 'maravilha' no grego: “teras”, 'algo estranho' que leva o observador a se maravilhar, sempre é usado no plural e geralmente depois do termo: “semeia”, 'sinais'; o oposto ocorre em At 2.22,43; 6.8; 7.36; em At 2.19, o termo 'teras' aparece sozinho 'prodígios'. O sinal tem o propósito de apelar para o entendimento, a 'maravilha' apela para a imaginação, o poder 'dúnamis' indica que sua fonte é sobrenatural” (VINE,2002, p. 774).

3.3.1 Propósitos dos milagres. Deus não faz milagres apenas por fazer. Sempre que ele realiza algo sobrenatural e extraordinário tem em mente alguns propósitos, entre os quais podemos citar:

PROPÓSITOS DE DEUS COM OS MILAGRES: A glorificação do Seu Nome. Os milagres narrados nas Escrituras, tanto no Antigo como em o Novo Testamento, objetivam a glória de Deus. Em nenhum momento encontramos os profetas e apóstolos, buscando chamar a atenção para si (2Rs 5.15,16; At 3.8,12; 14.14,15).

Dar uma resposta a necessidade humana: Todos os textos narrando os milagres realizados deixam bem claro que os mesmos ocorreram em resposta a uma necessidade humana e em resposta ao sofrimento humano (1Rs 17.5-7; 9-16; 2Rs 4, 5 e 6; Mt 8.23-27; Lc 7.11-17).

Propiciar evidências para que haja fé em Deus: Os milagres operados pelos servos de Deus são uma clara demonstração do poder divino. Todos eles tiveram como propósito específico despertar a fé no único Deus Verdadeiro, que demonstra a sua graça e glória nas mais diferentes situações na vida (1Rs 18.36-39; Jo 20.31).

CONCLUSÃO:

Deus pode conceder a seus servos o dom da fé, dons de curar e o de operação de milagres, mas sempre de acordo com a sua vontade e graça. Lembre-se de que os dons de poder contribuem para legitimar a pregação do Evangelho. Infelizmente, há pessoas que querem utilizar essas dádivas para obterem lucros financeiros e enriquecimento pessoal. Isto envergonha o nome de Jesus e mancha a idoneidade da Igreja na sociedade. Quem procede desta forma está suscetível ao juízo de Deus, que virá no tempo próprio. Que nós, a Igreja, o povo do Senhor, façamos uso dos dons de poder para propagar o Evangelho de nosso Senhor e glorificar o nome do Pai no poder do Espírito Santo!



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