24 de janeiro de 2021
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

28/11/2020

Lição 9 - Jó e a Inescrutável Sabedoria de DEUS

Comentário com o Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


“Mas disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência.” (Jó 28.28)


Introdução:

Quem é o sábio segundo as Escrituras? É o que fala diversos idiomas? O que lê mais de 60 livros por ano? O que conhece muito de filosofia? O que conhece muito de teologia? O que tem profundo conhecimento da literatura mundial e nacional? Quem é o sábio segundo as Escrituras?

Aqui não há nenhuma reprovação às atividades contidas nas indagações acima. Pelo contrário, como seria bom que cada vez mais cristãos tivessem uma compreensão profunda, segundo a cosmovisão cristã, acerca de todos esses temas. Mas o que queremos mostrar é que a verdadeira sabedoria, da qual fala a Palavra de DEUS fala, tem como fundamento o "temor do Senhor".

I – A INTELIGÊNCIA E CRIATIVIDADE HUMANA

- Desde o capítulo 4, o livro de Jó apresenta uma sequência de discursos de Jó e seus amigos, em que se procura entender o sofrimento por que Jó está passando.

- Esta série de discursos leva a um impasse: os amigos de Jó imputam ao patriarca um pecado que ele não havia cometido e ele declara inocência, embora queira também saber de Deus o porquê do sofrimento.

- Após a terceira fala de Bildade, que é respondida pelo patriarca, Jó vai fazer uma reflexão a respeito da sabedoria divina, para contrastar com a sabedoria humana que, apesar de todos os esforços, estava num impasse.

- Trata-se de um momento de transição do livro, em que o patriarca irá, por primeiro, falar sobre a sabedoria divina e, depois, realizar o que se denomina de “a última defesa de Jó”, para que, então, intervenha no discurso Eliú e, em seguida, o próprio Deus, pondo fim a toda a reflexão sobre o sofrimento humano.

- Assim, depois que responde a Bildade, através de uma parábola (Jó 27:1), o patriarca como que desvia o assunto e começa a perquirir sobre a sabedoria humana.

- Diz Jó que há veios de onde se extrai a prata e, para o ouro, lugar em que o derretem (Jó 28:1). Nesta expressão um tanto quanto enigmática, própria dos textos poéticos, o patriarca ensina-nos algumas importantes lições.

- Por primeiro, está a falar da racionalidade do ser humano. Ele é capaz de identificar a prata na natureza e de extraí-la. O homem foi feito para ser o mordomo da criação terrena, tendo domínio sobre tudo o que existe sobre a face da Terra (Gn.1:28; Sl.8:4-8).

- Assim, com a inteligência que Deus lhe deu, o homem pode manipular a criação para a satisfação de seus interesses, de suas necessidades, de seus desejos. Assim, é capaz não só de identificar a prata e o ouro, distinguindo-os, como também de extraí-los da natureza e fazer com que venham a suprir o de que homem está a precisar.

  • Sabedoria - (Strong Português) - σοφια sophia

1) sabedoria, inteligência ampla e completa; usado do conhecimento sobre diversos assuntos

1a) a sabedoria que pertence aos homens

1a1) espec. conhecimento variado de coisas humanas e divinas, adquirido pela sutileza e experiência, e sumarizado em máximas e provérbios

1a2) a ciência e o conhecimento

1a3) o ato de interpretar sonhos e de sempre dar os conselhos mais sábios

1a4) inteligência evidenciada em descobrir o sentido de algun número misterioso ou visão

1a5) habilidade na administração dos negócios

1a6) seriedade e prudência adequada na relação com pessoas que não são discípulos de CRISTO, habilidade e discrição em transmitir a verdade cristã

1a7) conhecimento e prática dos requisitos para vida devota e justa

1b) inteligência suprema, assim como a que pertence a DEUS

1b1) a CRISTO

1b2) sabedoria de DEUS que se evidencia no planejamento e execução dos seus planos na formação e governo do mundo e nas escrituras

Mestre - (Strong Português) - διδασκαλος didaskalos

1) professor

2) no NT, alguém que ensina a respeito das coisas de DEUS, e dos deveres do homem 1a) alguém que é qualificado para ensinar

1b) os mestres da religião judaica

1c) daqueles que pelo seu imenso poder como mestres atraem multidões, i.e., João Batista, JESUS

1d) pela sua autoridade, usado por JESUS para referir-se a si mesmo como aquele que mostrou aos homens o caminho da salvação

1e) dos apóstolos e de Paulo

1f) daqueles que, nas assembléias religiosas dos cristãos, encarregavam-se de ensinar, assistidos pelo SANTO ESPÍRITO

II - O TEMOR DO SENHOR É A SABEDORIA 

O temor de DEUS e a reverência por Ele são fundamentais no relacionamento do crente com DEUS (Sl 61.5; Pv 1.7). (1) O temor do Senhor nos torna cuidadosos e alertas para não ofendermos nosso DEUS santo. Sem esse fundamento, não existe sabedoria genuína, e nenhuma experiência salvífica resistirá às provas do tempo e da tentação. (2) O real temor de DEUS e a real sabedoria bíblica fazem o crente abster-se do mal, e produzem "consolação do ESPÍRITO SANTO" (ver At 9.31 nota). (3) Temer a DEUS e continuar em pecado é uma impossibilidade moral. A pessoa que apregoa a majestade de DEUS e a sua oposição ao mal será notada por seu esforço sincero, decisivo e total de separar-se do pecado (Sl 4.4; Pv 3.7; 8.13; 16.6; Is 1.16) e de obedecer a Palavra de DEUS (Sl 112.1; 119.63; Pv 14.2,16; 2 Co 7.1; Ef 5.21; 1 Pe 1.17

Onde se poderá achar a sabedoria? (28.1-28) - Comentário - NVI (FFBruce)

O tema desse poema grandioso, uma das grandes obras de arte poéticas do livro, é que a sabedoria é inalcançável pelo homem.

Jó também demonstra que o homem tem criatividade. Se é verdade que o Criador é Deus, que do nada fez todas as coisas, pela palavra de Seu poder (com exceção do próprio homem, que foi formado por Ele de modo diverso – Gn.2:7), também não é menos verdadeiro que o ser humano é capaz de modificar aquilo que existe na natureza, a tal ponto que pode até estabelecer um lugar para derreter o ouro e um método para extrair a prata, separando estes elementos, que, normalmente, se encontram misturados com outros no estado natural.

- Jó, assim, inicia sua reflexão mostrando a superioridade do homem em relação à criação terrena, a sua inteligência e criatividade.

- Esta posição ocupada pelo homem na criação terrena foi dada pelo próprio Deus e jamais pode ser questionada ou combatida. Lamentavelmente, não são poucos os que têm trazido doutrinas e ideologias que procuram desqualificar o ser humano, defendendo mesmo a sua extinção para que o “planeta seja salvo” ou querendo submeter o homem ao restante da criação. Evitemos tais discursos, pois contrariam frontalmente a Palavra de Deus.

- O homem é tão inteligente, diz Jó, que tira o ferro da terra e da pedra se funde o metal, pondo fim às trevas, sendo certo que ele esquadrinha até à extremidade, ou seja, é um ser inquieto, que tudo investiga, que procura descobrir como funciona a natureza, advindo daí o que conhecemos por “ciência”. Afinal de contas, ele foi feito para isso mesmo, como nos dá conta o sábio Salomão (Ec.1:13).

- Vê-se, assim, que, ao contrário do que se costuma dizer, em momento algum a ciência é uma atividade atacada pela Bíblia Sagrada ou que busque desmentir o que é dito pelas Escrituras. Simplesmente inexiste esta oposição criada artificialmente no início da Idade Moderna entre ciência e fé, entre ciência e Bíblia.

- A ciência é resultado desta inquietação, desta “fome e sede de conhecimento” de que o homem foi dotado pelo próprio Senhor, que deu ao homem a ocupação de descobrir as leis que regem a natureza, de tentar fazer uma explicação daquilo que ocorre à sua volta.

- O homem “procura as pedras na escuridão e na sombra da morte”, tenta desvendar os segredos e mistérios existentes sobre a face da Terra, tenta descrever tudo quanto foi feito e realizado pelo Criador e, ao fazê-lo, estará sempre confirmando a vocação que recebeu de Deus.

- Lamentavelmente, em sua cegueira espiritual, o homem, ao fazer uso da inteligência e racionalidade recebidas, tenta, de modo vão e inútil, voltar-se contra o Criador e contra a Sua revelação ao homem, que é a Bíblia Sagrada. Ao se recusar a submeter-se ao seu Senhor, o ser humano busca utilizar-se destas sublimes faculdades, que, como já ensinava o filósofo grego Aristóteles, é a peculiaridade, o traço distintivo entre o homem e os demais seres terrenos, o homem tenta construir um discurso que nega a existência ou o poder do Criador.

- Assim, busca utilizar dos conhecimentos oriundos de suas descobertas para desmentir a Palavra de Deus, para desacreditar a revelação divina, o que nada mais é que fruto do pecado e da impenitência e, nesta recusa da glorificação a Deus, acabam se tornando insensatos e deixam a realidade para passar a crer em discursos vãos, que apenas demonstram o desvanecimento do homem sem Deus e sem salvação, fazendo com que esta “sabedoria humana” se torne em loucura (Rm.1:21,22).

- Exsurge, então, a “falsamente chamada ciência” (I Tm.6:20), cujo único objetivo é tentar contrariar a Palavra de Deus, levantar-se contra tudo o que se chama Deus, gerando um falso conhecimento, totalmente descolado da realidade, uma mistificação, uma farsa, cujo único objetivo é servir de instrumento para a perdição espiritual da humanidade. Tomemos cuidado, amados irmãos!

- O Temor ao Senhor. O temor de Deus e a reverência por Ele são fundamentais no relacionamento do crente com Deus (Sl 61.5; Pv 1.7). O temor do Senhor nos torna cuidadosos e alertas para não ofendermos nosso Deus santo. Sem esse fundamento, não existe sabedoria genuína, e nenhuma experiência salvífica resistirá às provas do tempo e da tentação. O real temor de Deus e a real sabedoria bíblica fazem o crente abster-se do mal, e produzem “consolação do Espírito Santo”. Temer a Deus e continuar em pecado é uma impossibilidade moral. (STAMPS, 2018, p. 797)

<p.3.1.1 Recompensas para quem teme a Deus. É abençoado por Deus (Dt 28.1-2); Tem os seus pecados perdoados (Mt 9.2); Foge do pecado e da tentação (Gn 39. 7-12); Não ama as coisas do mundo (1Jo 2.15-17); É protegido pelo anjo do Senhor (Sl 34.7); É sábio (Sl 111.10); Aborrece o mal (Pv 8.13); O Senhor confirma as promessas feitas (Sl 119.38); Aumenta os nossos dias de vida (Pv 10.27); Tem paz (At 9.31) e quem teme a Deus procura levar as pessoas à fé em Cristo (2Co 5.11).

- Apartar- se do Mal. A pessoa que apregoa a majestade de Deus e a sua oposição ao mal será notada por seu esforço sincero, decisivo e total de separar-se do pecado (Sl 4.4; Pv 3.7; 8.13; 16.6; Is 1.16) e de obedecer a Palavra de Deus (Sl 112.1; 119.63; Pv 14.2,16; 2Co 7.1; Ef 5.21; 1Pd 1.17. O Aparta-se do Mal implica em santidade; e esta, é tão vital que a palavra professa: “Segui a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hb 12.14).

  • Mas onde se poderá achar a sabedoria? (28.12-28).

Evidentemente a ―sabedoria‖ que não pode ser encontrada pelo exame e pela busca é algo diferente da sabedoria tecnológica do homem. O poeta não nos conta abertamente o que ele quer dizer, mas permite que se forme um clímax que mostra de forma

crescente a impossibilidade de se obter essa sabedoria. Não se conhece o seu lugar (v. 12), tampouco o caminho para ela (v. 13); não pode ser avaliada em termos de ouro ou prata (v. 15-19). Nem o mundo sabe onde se pode encontrá-la (v. 14). Até mesmo os poderes sobrenaturais da Destruição (lit. Abadom, i.e., Sheol, o submundo) e da Morte só conhecem um leve rumor dela (v. 22). Mas DEUS sabe tudo a respeito dela (v. 23), pois na verdade foi essa a sua sabedoria que ele usou para estabelecer a criação.

CONCLUSÃO: Eis aqui a diferença do conhecimento oriundo da parte de Deus, que se encontra nas Escrituras Sagradas, e aquele que decorre da inteligência e criatividade humana. O primeiro vem por revelação, é algo que é dado por Deus ao homem, já pronto e acabado, em que se diz o que há, o que existe, sem que se deem minúcias de como isto se dá ou de como isto acontece. O segundo, após pesquisas e investigações, estabelece o que há e como isto se dá e como isto de processa, conclusões, ademais, que sempre podem ser infirmadas, visto que o homem não tem o domínio pleno de todas as situações e, portanto, nunca poderá trazer um retrato pronto e acabado de um fenômeno ou ocorrência. 

.- Hoje há muitos estudiosos que procuram estudar a inteligência, demonstrando ter ela muitas facetas. Por isso, fala-se hoje em inteligência emocional, inteligência espiritual e tantas outras coisas.

- No que parece ter sido o primeiro livro escrito da Bíblia Sagrada, esta questão é claramente demonstrada. Deus é a sabedoria e quer que o homem a obtenha e como poderá o homem tornar-se sábio? Temendo a Deus e se apartando do mal.

- Saberemos como viver durante a nossa peregrinação divina se temermos a Deus, ou seja, se obedecermos ao Senhor, não questionarmos o quanto tem revelado para nós em Sua Palavra, se procurarmos agradar-Lhe, crendo e confiando n’Ele.

- Exerceremos plenamente a inteligência que Deus nos deu, guiar-nos-emos racionalmente, fazendo uso deste traço distintivo que nos dá superioridade aos demais seres terrenos, se nos apartarmos do mal, se procurarmos fazer a vontade de Deus, revelada na Bíblia Sagrada, vivendo separados do pecado.

- Jó termina esta reflexão mostrando que o importante é temer a Deus e apartar-se do mal. Temos feito isso? Nós somos privilegiados, porque esta sabedoria veio até na pessoa de Cristo Jesus e se seguirmos as Suas pisadas, obteremos esta sabedoria e nos conduziremos nesta Terra com destino para o céu.



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