29 de outubro de 2020
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

16/10/2020

LIÇÃO Nº 03 – JÓ E A REALIDADE DE SATANÁS

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


Texto: Jó 1:6

INTRODUÇÃO

-Existe uma Realidade no Mundo Espiritual que não é visível aos olhos humanos, somente com os olhos espirituais se consegue enxergá-lo e decifrá-lo e apenas pela Fé é possível conquistá-los.

-O trabalho ardiloso de Satanás é cegar e destruir o homem, impedindo-o de viver pela Fé e alcançar a Salvação de sua alma.

- Ao verificarmos o papel de Satanás na provação de Jó, percebemos que a soberania do Universo pertence unicamente a Deus.

- Mesmo sendo um opositor, Satanás não tem como querer equiparar-se ao Senhor (Ef 6:10).

-O livro de Jó, não procura explicar a origem de Satanás, mas que seus atributos revelam quem ele é.

I – O LIVRO DE JÓ E A NATUREZA DE SATANÁS

-Algumas Características nos permitem conhecer melhor uma pessoa. Satanás é ser Real, Espiritual, Criado, e dotado de Personalidade (Ef 6:11).

- O diabo é mencionado no livro de Jó apenas nos dois primeiros capítulos, sendo um grande ausente de todas as discussões que se desencadearam na sequência do livro, a ponto mesmo de alguns estudiosos acharem até que a parte introdutória do livro de Jó é algo acrescentado, diante da total ausência da figura do adversário em todo o debate a respeito do sofrimento.

- Esta ausência, entretanto, é elucidativa, pois, embora tenha sido o acusador e tenha tido a permissão para causar a ruína do patriarca, nenhum outro papel tem ele na provação, que serviu, única e exclusivamente, para o engrandecimento espiritual de Jó.

- Assim é o diabo na vida do cristão: é apenas o acusador e só consegue atingir o crente quando há um propósito divino a nosso favor. Como dizem as Escrituras, " o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca" (I Jo.5:18b).

- A Bíblia afirma-nos que o diabo se apresentou entre os filhos de Deus (Jó 1:6). Muitos indagam a respeito da natureza desta reunião que Deus teria de fazer com os anjos e como Satanás poderia ter se apresentado diante deles.

- Antes de falarmos desta reunião, devemos, desde já, observar que, no livro de Jó, a expressão “filhos de Deus” refere-se aos anjos, a começar de Jó 1:6, mas que isto não deve, em absoluto, fazer com que se identifique esta expressão no restante das Escrituras como sendo referência aos anjos, o que nem sempre ocorrerá, pois ela pode, também, referir-se aos seres humanos, particularmente àqueles que servem ao Senhor, ao Seu povo, como, aliás, nos ensinam passagens como Rm.8:14 e 16.

- Não nos olvidemos que, ainda que o livro de Jó não mencione o período em que os fatos ali narrados se deram, estão eles inseridos no período patriarcal, onde ainda não havia se formado o povo de Deus, Israel, que seria Sua propriedade peculiar dentre os povos (Ex.19:5,6), já tendo havido a rejeição por parte dos gentios no episódio da torre de Babel. Assim, bem se explica porque tal expressão, em Jó, é uma referência aos seres celestiais fiéis ao Senhor.

Fechando este parêntese e retornando à reunião mencionada, trata-se de um fato real, pois se assim não fosse, não estaria registrado nas Escrituras, mas não compreendemos porque os anjos devam apresentar-se diante do Senhor e qual o objetivo desta reunião. De qualquer modo, elas existem e isto deve apenas lembrar-nos de que os anjos, como criaturas morais, como os homens, têm, como consequência, responsabilidade e, portanto, têm de prestar contas do que fazem ante o Senhor. Se assim Deus procede com relação aos anjos, que dirá em relação a nós, que somos também servos d’Ele?

OBS: "...Os filhos de Deus eram seres divinos ou subdivinos que compartilhavam da natureza da deidade. Cf. Jó 2:1; 38:7; Gn.6:2; Sl.29:1; 82:1,6; 89:6; Dn.3:25. Esses filhos apresentavam-se periodicamente diante do Pai para prestar contas (cf. I Rs.22:19; Zc.6:5). O autor sacro descreve a cena de uma corte real do Oriente: o rei em seu trono, e seus filhos (os quais, naturalmente, se ocupavam em muitas atividades, privadas e públicas) entrevistados pelo pai para certificar-se de que tudo corria bem…"(CHAMPLIN, R.N. O Antigo Testamento Interpretado, v.3, p.1864).

- Antes de ficarmos querendo discutir qual a natureza desta reunião e quais seus objetivos, algo que Deus não nos revelou e que, portanto, não é de nosso interesse, o importante é notar que Satanás apresentou-se entre os filhos de Deus, ou seja, a Bíblia, categoricamente, exclui o diabo da relação dos filhos de Deus.

- O diabo é um ser que não tem mais comunhão com o Senhor, que está irremediavelmente separado de Deus, por toda a eternidade. Não tem, portanto, qualquer fundamento qualquer doutrina que busque conferir ao diabo uma outra posição que não a que a Bíblia lhe dá, qual seja, a de um pecador que está condenado à perdição. O diabo não tem parte alguma com Deus nem na Sua obra, devendo ser rejeitado todo e qualquer ensino que diga o contrário disto.

OBS: As heresias acabam, direta ou indiretamente, dando um papel ao diabo na salvação do homem, o que deve ser repudiado pelos servos de Deus. Assim, mórmons, testemunhas de Jeová e sabatistas acabam, em suas doutrinas, dando ao adversário papéis totalmente sem respaldo bíblico como de filho de Deus, "irmão de Cristo" ou participante da redenção, respectivamente.

- O fato de Satanás ter se apresentado diante de Deus, em absoluto quer dizer que ele tivesse alguma comunhão com o Senhor. Não nos esqueçamos de que Deus é onipresente, ou seja, está presente em todos os lugares e, portanto, o fato de Satanás ter se apresentado ante Ele não deve causar qualquer espanto, pois Deus está em todos os lugares. Assim, o fato de ter havido um diálogo entre Deus e o diabo não é fator que nos cause espanto, mas, antes, é uma demonstração de que tudo está no controle do Senhor, até mesmo os passos e os atos de Sua rebelde criação.

OBS: A Bíblia, mesmo, afirma que este acesso do diabo a Deus persiste até nos nossos dias, pois ele prossegue sendo o acusador dos crentes noite e dia (Ap.12:10). Como ensina R.N. Champlin: "...Quando começar a Grande Tribulação, o acesso que Satanás tem a Deus, como nosso acusador, chegará ao fim 9Apo. 12:7-11)...." (R.N. CHAMPLIN. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, v.2, p.134).

- A Bíblia adverte-nos que o diabo ocupa regiões celestes, desde que foi retirado da glória do Senhor (Ef.6:12), lugar de que deverá ser expulso no início da Grande Tribulação (Ap.12:7-12). Aliás, a trajetória do diabo é uma sequência de precipitações, de quedas e de fracassos. Da glória celestial, foi precipitado às regiões celestiais, que hoje ocupa, para ser derribado na terra e, após ter sido selado, amarrado por mil anos e preso no abismo (Ap.20:1,2), será, por fim, lançado no lago de fogo e enxofre (Ap.20:10). Assim será todo aquele que, a exemplo do diabo, rebelar-se contra o senhorio de Deus!

- Deus tomou a iniciativa do diálogo com Satanás (Jó 1:7), em mais uma demonstração de que é Deus que está no controle de todas as coisas. Foi permitido que o diabo se apresentasse diante de Deus, no meio dos anjos, exatamente porque o Senhor tinha um plano de crescimento espiritual de Jó e se utilizaria do próprio opositor para tanto.

- Satanás apresentou-se diante do Senhor e o próprio Deus iniciou um diálogo com Satanás, ou seja, quem estava no controle da situação era o Senhor. Da mesma forma, jamais nos iludamos: o Senhor tem todo o poder no céu e na terra (Mt.28:18) e, portanto, não temos de temer o mal.

Deus deu testemunho da fidelidade de Jó perante o diabo e este, como sói ocorrer ante a sua natureza, imediatamente acusou o patriarca. A própria palavra "diabo" significa "acusador" em grego e revela qual o papel do adversário em relação ao homem: acusar. Este é o trabalho do nosso inimigo (Ap.12:10), que, nesta tarefa, busca enganar-nos, já que é o pai da mentira (Jo.8:44) para que, assim, possa nos tragar (I Pe.5:8).

II - O LIVRO DE JÓ E AS OBRAS DE SATANÁS 

- Em resposta ao testemunho dado por Deus, o diabo disse que a integridade testemunhada era consequência única e exclusiva das bênçãos que Deus dera a Jó (Jó 1:9-11).

-Nas palavras de Jesus (Jo 10:10), ele só vem matar, roubar e destruir. - No livro de Jó, ele vem causar dor, sofrimento, acusar e tentar o homem.

- Estando alijado da glória celeste por causa de seu pecado e irremediavelmente condenado à perdição, o diabo busca levar consigo o maior número possível de seres humanos, criaturas que detesta, já que alcançadas pelo amor de Deus.

- Trata-se de um ser já condenado, mas que, ainda, não teve executada a sua pena e que, portanto, como um ser vagueante, anda de um lado para outro, nesta sua corrida em busca de almas que possam fazer-lhe companhia no lago de fogo e enxofre. Que é um ser vagueante é dito no próprio livro de Jó (Jó 1:7), circunstância que mostra que não tem um lugar na ordem do universo, que denuncia a sua própria condição de condenado (assim como o diabo, Caim, ao ser condenado por seu crime, passou a ser um nômade - cfr. Gn.4:15).

OBS: "...Satanás, compareceu diante de Yahweh para fazer seu relatório de atividades, pois, como é óbvio, ele tinha essa responsabilidade diante de Deus, o Rei da corte, chamado aqui de Yahweh, o Eterno. Satanás, entretanto, não tinha muita coisa inspiradora para dizer sobre suas atividades. Ele apenas vagueara pela terra, uma espécie de vagabundo espiritual, observando o que faziam os homens..." (CHAMPLIN, R.N.. O Antigo Testamento Interpretado, v.3, p.1864).

- Tendo Deus permitido que o diabo tocasse no patrimônio de Jó, o diabo não perdeu tempo e, em um só dia, arruinou tudo que Jó possuía, mas isto não significou qualquer vitória para o inimigo, pois, ao contrário do que previra, o patriarca continuou adorando a Deus (Jó 1:20-22).

CONCLUSÃO: 

Não devemos temer, mais se preparar para vencê-lo, contando com a proteção de Deus (1Jo 5:18), assim devemos descansar. E uma recomendação não menos importante é que o cristão deve ficar firme: “[…] para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 6.11), do grego “histemi”, que significa: “ficar de pé, manter-se no lugar, continuar seguro, continuar pronto ou preparado”, isso indica estar de olhos abertos, atento, de prontidão para o combate visto o perigo a volta e sagacidade do inimigo (1Pd 5.8,9). Paulo faz referência a uma ferramenta imprescindível que nos proporciona a energia necessária para sermos vitoriosos, a oração: “Orando em todo o tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos” (Ef 6.18). Podemos concluir que a oração faz parte permanente de todo o equipamento de guerra exposto nos versículos precedentes (Ef 6.14-17). Cada uma das armas espirituais, desde o “cinto” até a “espada”, deve ser vestida com a oração (CABRAL, 1999, p. 92)). Satanás é um ser real e o acusador de nossos irmãos (Ap 12.11). Porém temos um Advogado que nos defende diante de Deus, Jesus Cristo (1Jo 2:1).



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