29 de setembro de 2020
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

05/09/2020

LIÇÃO 10 – Provai se os espíritos São de Deus

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


NEEMIAS 6.1-19

INTRODUÇÃO: 

Há espírito de erro atualmente. Ele se manifesta flagrantemente para desestabilizar a saúde espiritual da igreja local. Por isso carecemos do auxílio do ESPÍRITO SANTO para reconhecer a verdadeira voz de DEUS em diversas ocasiões em que participarmos. Devemos estar sempre em vigilância espiritual, não podemos ser levados pelas operações de erros, pois no mundo espiritual, isso pode ser um prejuízo fatal com implicações graves na vida material. Portanto, que estejamos em vigilância e oração. Que o Senhor JESUS, com o auxílio do seu ESPÍRITO SANTO, nos ajude a estar atentos e despertados.

A Igreja Assembleia de Deus pauta sua liturgia nos textos paulinos. O apóstolo orienta os crentes a procurar “com zelo os melhores dons” (1Coríntios 12.31), e na concepção paulina os melhores dons são aqueles que mais edificam a Igreja (1Coríntios 14.5).

Assim, na liturgia assembleiana, aquele que tem o dom de “variedades de línguas” é exortado a orar para que possa interpretar (1Coríntios 14.13). Se não houver intérprete, deve ficar calado (1Coríntios 14.28), pois o que fala língua estranha sem interpretação não edifica a Igreja (1Coríntios 14.3)

Ainda seguindo a orientação de Paulo, é preciso manter a ordem no falar línguas em voz alta durante o culto. Isso deve ser feito por dois ou no máximo três fiéis (1Coríntios 14.27-28). As orientações também fazem referência ao uso do dom de profecia. O apóstolo considera como profecia a “fala aos homens para edificação, exortação e consolação” (1Coríntios 14.3). Por isso a preocupação com o uso desse dom: “falem dois ou três profetas, e os outros julguem” (1Coríntios14.29).

A orientação é ouvir com atenção e atentar para ver se a profecia procede ou não de Deus. Em 1 Coríntios (1Coríntios 14.30) , o apóstolo permite que um profeta interrompa o outro, porquanto todos podem profetizar uns depois dos outros, pois os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas  (1Coríntios 14.32). Aqueles que não possuem esse autocontrole são considerados meninos de entendimento (1Coríntios 14.20).

Assim, de acordo com os escritos da Nova Aliança, a Assembleia de Deus considera que os dons espirituais estão disponíveis à Igreja e que o dom da profecia também é contemporâneo, mas deve estar sujeito ao ensino autorizado das Escrituras, pois na Igreja primitiva não eram as profecias que mostravam a direção à Igreja, e sim o ensino contínuo da Palavra de Deus (1Timóteo 4.11; 6.2; 1Coríntios 4.17; 2Tessalonicenses 2.15).

(extraído do site CPADNEWS. http://www.cpadnews.com.br/blog/douglasbaptista/o-cristao-e-o-mundo/169/o-uso-correto-dos-dons-espirituais.html)

- O líder não está imune de ataques pessoais, mesmo tendo consciência de que está fazendo o que é certo e que é da vontade de Deus. Neemias, como líder da reconstrução dos muros de Jerusalém, enfrentou todo o tipo de reação contrária. Primeiro veio a oposição externa dos inimigos dos judeus (Neemias 4). Depois, enfrentou o problema dos conflitos de interesses dos judeus (Neemias 5) e, posteriormente, sofreu os ataques pessoais de fora (Neemias 6.1 – 9) e mesmo de pessoas que eram dos judeus, mas que, por interesses escusos, foram usados pelos inimigos (Neemias 6.10 – 14). Neemias enfrentou e venceu todas essas adversidades porque mantinha plena comunhão com Deus, buscando sabedoria e discernimento do Senhor para as decisões que devia tomar.

O sucesso de qualquer empreendimento está ligado, diretamente, a uma liderança sólida. Por essa razão, quando alguém quer impedir a sua realização, o caminho mais fácil é atacar o líder. Neemias percebeu a real intensão do convite dos inimigos (Neemias 6.1 – 4) e, por isso, não aceitou o convite para uma conferência fora de Jerusalém. No ataque pessoal seguinte (Neemias 6.5 – 9), tentaram derrubá-lo por meio de uma difamação. Por fim, subornando Semaías, tentaram intimidá-lo para infringir a Lei de Deus (Neemias 6.10 – 14).

Neemias venceu todos os ataques porque sabia de quem era a obra e para quem estava trabalhando: Deus. Em 52 dias, a reconstrução do muro estava completa!  Como líderes ou mesmo como liderados, precisamos reconhecer a necessidade de estarmos sempre em plena comunhão com Deus através da leitura da Bíblia, da meditação em seus ensinos e através da oração para termos discernimento espiritual e sabedoria que vem do alto em todas as nossas ações. Num mundo dominado por Satanás, só nessas condições poderemos fazer, perfeitamente, a vontade de Deus. Que o Senhor nos ajude sempre a vivermos e agirmos sob a Sua direção!

Como provar os espíritos?

“Amados, não deis crédito a qualquer espírito; antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo fora. Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem e, presentemente, já está no mundo.  Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo.  Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve.  Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.” 1 João 4.1-6

O ensino que quero trazer hoje trata-se de um assunto de grande importância na Palavra de Deus, que é a necessidade de provar os espíritos.

No texto acima o apostolo João nos adverte a não darmos crédito a qualquer espírito, pelo contrário de forma enfática e inequívoca ele diz no verso um: “…antes, provai os espíritos se procedem de Deus…”.

Gosto de outras versões que dizem: Queridos amigos, não deem crédito a todos os que dizem que são inspirados por Deus. Ao contrário, ponham-nos à prova e verifiquem se o espírito que eles têm é mesmo de Deus ou não, pois muitos falsos profetas têm saído pelo mundo afora.

(1 João 4.1 Versão Fácil de Ler)

Meus queridos irmãos, não creiam sempre em tudo o que vocês ouvem, só porque alguém diz que é uma mensagem de Deus: examinem primeiro, para ver se realmente é. Porque há muitos falsos mestres por aí. (1 João 4.1 Bíblia Viva)

O que significa provar os espíritos?

Essa palavra “provai”, no grego é dokimazo que tem o sentido de testar, examinar, provar, verificar (ver se uma coisa é genuína ou não), como metais.  reconhecer como genuíno depois de exame, aprovar, julgar valioso.

Isso quer dizer então que devemos ficar atentos para ver se os espíritos estão com a Bíblia na mão ou um livro do irmão Hagin para sabermos que verdadeiramente ele é um espírito de Deus?

Não, não é isso que ele está falando. Se provar os espíritos não é isso, então o que é? Provar os espíritos é provar o ensino, a mensagem.

Historicamente essa carta foi escrita quando a igreja estava sendo influenciada por muitos ensinos falsos, ensinos que até mesmo negavam a humanidade de Jesus e Sua ressurreição física. Essa carta foi escrita justamente para fortalecer os irmãos na fé em Cristo e também por consequência corrigir os ensinos errados da época.

Essa expressão usada por João na verdade diz respeito a analisarmos a mensagem, o ensino que recebido.

Observe algumas expressões usadas por João no capítulo quatro:

Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve.

Nós somos de Deus; aquele que conhece a Deus nos ouve; aquele que não é da parte de Deus não nos ouve. Nisto reconhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro.

Provar os espíritos é de fato provar o ensino, a mensagem, pois por trás de todo ensino existe um autor. Por trás dos ensinos de homens chamados e ungidos por Deus está o Espirito Santo, mas por trás de alguns outros ensinos estão espíritos de demônios ou como o apostolo Paulo disse em sua primeira epistola a Timóteo, doutrinas de demônios.

As epístolas do apostolo João são de fatos uma defesa da fé, da verdadeira mensagem do evangelho de Jesus Cristo, vejamos:

“Quanto a vós outros, a unção que dele recebestes permanece em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é falsa, permanecei nele, como também ela vos ensinou. Filhinhos, agora, pois, permanecei nele, para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança e dele não nos afastemos envergonhados na sua vinda. Se sabeis que ele é justo, reconhecei também que todo aquele que pratica a justiça é nascido dele.” 1 João 2.27-29

João nesse texto não está dizendo que hoje não precisamos de metres da Palavra, nem de longe ele está afirmando isso. O que ele de fato está ensinado é sobre a habitação do Espírito Santo em nossas vidas e o ensino que Ele traz. De fato, o Espírito Santo vai testificar em nosso coração a respeito da mensagem que estamos ouvindo se procede de Deus ou outra fonte.

Esse termo usado por João a …unção nos ensina trata-se do Espírito Santo nos ensinando e testificando em nossos corações sobre a mensagem recebida, pois o próprio Senhor Jesus disse no evangelho de João que o Espírito da verdade nos guiara a toda verdade.

Para reforçar o entendimento de que julgar os espíritos é na verdade julgar uma doutrina vejamos o que o João disse na sua segunda carta tratando sobre o assunto de ensinos errados:

Porque muitos enganadores têm saído pelo mundo fora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne; assim é o enganador e o anticristo. Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão. Todo aquele que ultrapassa a doutrina de Cristo e nela não permanece não tem Deus; o que permanece na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho. Se alguém vem ter convosco e não traz esta doutrina, não o recebais em casa, nem lhe deis as boas-vindas.Porquanto aquele que lhe dá boas-vindas faz-se cúmplice das suas obras más. 2 João 1.7-11

João fala de características:

1-Ultrapassa a doutrina de cristo e nela não permanece.

2-Não traz esta doutrina.

João traz ainda uma séria advertência dizendo: Acautelai-vos, para não perderdes aquilo que temos realizado com esforço, mas para receberdes completo galardão.

Sim amados irmãos não devemos dar credito a qualquer espírito, a qualquer mensagem, mas analisar, julgar à luz das escrituras as mensagens.

- COMO SABER SE UMA PROFECIA É VERDADEIRA.

A Bíblia revela que há três procedências das profecias, a saber: o espírito imundo e mentiroso (Is 8.19; Mt 8.29; At 16.16-18); o espírito humano (1Cr 17.1-4; Jr 23.21,25,28; Ez 13.1-8); ou o Espírito Santo (1Co 12.7-11). Ou seja, as profecias podem vir de três fontes: de Deus, da mente humana, ou do diabo; obviamente, nem toda profecia vem de Deus, ou o apóstolo João não teria escrito: “Amados, não deis crédito a qualquer espírito: antes, provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas tem saído pelo mundo afora” (1Jo 4.1). A forma mais segura na avaliação de uma profecia consiste na coerência com os mandamentos bíblicos. As Escrituras nos mostram como se dá esta coerência. Notemos:

1. (1Tes 5.20,21) - Não desprezeis as profecias

-(v. 20);porque, se negligenciarmos os meios da graça, seremos privados do ESPÍRITO da graça.

Por profecias aqui devemos entender a mensagem sobrenatural transmitida por um profeta da Igreja ou por alguém usado em dom de profecia - esse aspecto não devemos desprezar, e, sim, prezar e valorizar, porque é a ordenança de DEUS, designado por Ele para nosso amparo e crescimento no conhecimento e na graça, na santidade e no conforto. Não devemos desprezar a profecia, pois a mesma pode acrescentar mais do que já sabíamos. É útil, e, muitas vezes, necessário, ter nossa mente despertada, nossas afeições e decisões estimuladas, para as coisas que já sabíamos ser de nosso interesse e dever.

Examinai tudo. Retende o bem (v. 21).

Examinar tudo é uma precaução necessária; porque, embora devamos dar importância à profecia, não devemos acreditar cegamente no que os profetas dizem, mas verificar a mensagem de acordo com a Palavra de DEUS e sua vontade perfeita. Devemos examinar as Escrituras, para ver se as profecias condizem com a verdade perfeita ali expressa. Não devemos crer em todos os espíritos, mas devemos prová-los. Mas não devemos estar provando sempre, sempre inseguros; não, em dado momento devemos estar decididos e segurar firme aquilo que é bom. Quando temos clareza de que algo é certo, verdadeiro e bom, devemos retê-lo firme e não permitir que se vá, independentemente da oposição ou perseguição que possamos enfrentar. Observe: As doutrinas da infalibilidade humana e da obediência cega não são doutrinas bíblicas. Todo cristão tem, e deve ter, o julgamento de discrição, e deveria ter os sentidos exercitados para discernir entre o bem e o mal, entre a verdade e a falsidade (Hb 5.13,14). Mas para reter firme aquilo que é bom é necessário provar todas as coisas. Não devemos sempre ser aqueles que buscam, ou hesitam na mente, como meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina. Abstende-vos de toda aparência do mal (v. 22). Esse é um bom meio para evitar sermos enganados pelas doutrinas falsas, ou insegurança em nossa fé; porque nosso Salvador nos disse: Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de DEUS (Jo 7.17). Paixões corrompidas toleradas no coração e práticas más permitidas na vida tendem a promover erros fatais na mente; enquanto a pureza de coração e integridade de vida dispõem a pessoa a receber a verdade em amor. Deveríamos, portanto, abster-nos do mal, e de toda aparência do mal, do pecado e de tudo que se parece com o pecado, ou que leva ao pecado ou que toca as raias dele. A pessoa que não se preocupa com as aparências do pecado, que não evita as possibilidades do pecado, e que não evita as tentações e acessos ao pecado, não se absterá por muito tempo da comissão do pecado.

2. A profecia tem que estar de acordo com os preceitos bíblicos. Os frutos são conforme a espécie da árvore: “Por seus frutos os conhecereis. Porventura, colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos?” (Mt 7.16). Jesus está dizendo que a videira só pode dar uva, que a figueira só pode dar figo, e assim por diante. A igreja não deve ter como infalível toda profecia, porque muitos falsos profetas estarão na igreja (1Jo 4.1). Ela deverá enquadrar-se na Palavra de Deus (1Jo 4.1), e contribuir para a santidade de vida dos ouvintes e ser transmitida por alguém que de fato vive submisso e obediente a Cristo (1Co 12.3).

3. O cumprimento de uma profecia não é, por si só, suficiente para autenticá-la como de origem divina. Além da coerência e do cumprimento da profecia existem outros critérios para avaliação da profecia que merecem relevância. A profecia não pode: utilizar meios de adivinhação (Mq 5.12); envolver médiuns ou feiticeiros (Ml 3.5), negar a divindade de Cristo, e nem promover a imoralidade (Lv 19.2). “Quando o profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti e te der um sinal ou prodígio, e suceder [...]” (Dt 13.2). Se o evento acontecer como foi profetizado e o profeta induzir o povo a adorar outros deuses, a recomendação do Senhor é: “[…] não ouvirás as palavras daquele profeta [...]” (Dt 13.3). Quando isto acontece, é Deus quem permite para provar se o povo dEle ama-O de todo coração.

CONCLUSÃO: Quando as profecias são provadas, o conceito e a consideração dos dons espirituais são conservados. Quem pode ter o Dom de Profecia, na Igreja? Qualquer crente salvo pode ter o dom de profecia na nova dispensação (1 Co 14.24). Independe de idade, sexo, status social e posição na igreja (At 2.17,18), tal como vemos nas quatro filhas de Filipe "que profetizavam" (At 21.9). O dom de profecia, na presente era, não é infalível e, portanto, é passível de correção.Pode acontecer de o profeta receber a revelação do ESPÍRITO SANTO e, por fraqueza, imaturidade e falta de temor de DEUS, falar além do que devia. Quem profetiza, portanto, deve ter o cuidado de falar apenas o que o ESPÍRITO SANTO mandar, não alegando estar "fora de si" ou "descontrolado", pois "os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas" (1 Co 14.32). Que Deus nos dê discernimento espiritual.



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