29 de setembro de 2020
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

23/08/2020

LIÇÃO 8 - As Causas da Desunião devem ser eliminadas

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO:

Egressos do exílio babilônico os judeus pensavam que encontrariam uma terra que manava leite e mel. Entretanto, eis que se depararam com uma terra prestes a devorá-los. Como se não bastasse as dificuldades decorrentes da relação complexa com os povos vizinhos, havia também muitas injustiças sociais e desordens que levavam o povo a um nível de desunião e hostilidade. Neemias foi usado por DEUS para levar os judeus a manterem-se unidos em um só propósito. Semelhantemente, a Igreja nestes últimos dias precisa de ministros que conduzam o rebanho do Senhor à união e uniformidade para que a obra de DEUS seja edificada e muitas vidas possam ser salvas.

Neemias, foi-lhe designada uma grande e urgente tarefa: a reconstrução das muralhas de Jerusalém. Não havia tempo a perder. Ele, porém, foi capaz de paralisar a oba e agir energicamente na busca  

de uma solução imediata, quando percebeu que o compromisso com Deus e a pureza Espiritual do povo estavam sendo maculados em nome do progresso.

Exortar os próprios cooperadores (nobres e magistrados), é isso publicamente, seria taxado de radicalismo em nossos dias; mas, como veremos, tal confronto tornou-se Salvação moral e espiritual e uniu aquele povo.

I - A UNIÃO CARACTERIZAVA OS JUDEUS LIBERTOS DO CATIVEIRO.

(5:1)”FOI... GRANDE O CLAMOR DO POVO”. O cap. 5 trata das injustas desigualdades econômicas entre o povo judeu. (1) Os ricos, i.e., a nobreza e os magistrados (v. 7) oprimiam os pobres, obrigando-os a penhorar suas propriedades para conseguirem dinheiro para comprar alimento. Nalguns casos, os pobres eram forçados a entregar seus filhos como escravos a fim de não morrerem de fome (vv. 1-5). Indignado, Neemias lutou contra essas injustiças (v. 6) e levou os transgressores ao arrependimento e à correção (vv. 12,13). (2) O pecado da cobiça, que leva a pessoa a tirar proveito do próximo em tempos de calamidade, revela a profunda depravação da natureza humana. DEUS julgará semelhantes injustiças perpetradas entre as pessoas (cf. Pv 28.27; ver Cl 3.25).

Neemias 5:1-5

A Queixa dos Pobres por Serem Oprimidos pelos Ricos

Temos aqui as lágrimas dos oprimidos, às quais Salomão se referiu (Ec 4.1). Que as consideremos como são derramadas aqui diante de Neemias, cujo ofício, como governador, era livrar o pobre e o necessitado e tirá-los das mãos dos ímpios (Sl 82.4). Tempos difíceis e corações duros tornaram os pobres miseráveis.

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só corpo, assim é CRISTO também”                   

(1 Co 12.12)‘. A frase ̳assim é... também (houtos kai) nos alerta para o que é talvez a primeira metáfora do Novo Testamento com a intenção de nos ajudar a entender a natureza da igreja. Em Romanos, Paulo ensinou que pela fé o crente une-se a JESUS em uma união indissolúvel. Agora, ele ensina que aqueles que estão unidos a CRISTO também estão unidos entre si, num relacionamento orgânico, como aquele que existe entre os membros e órgãos do corpo.

Essa imagem transmite inúmeras realidades. Não podemos ser cristãos isolados dos outros, devemos funcionar junto com eles. Não podemos cumprir nossa missão na vida separados da igreja, e devemos estar suficientemente próximos para exercer nossos dons através do amor e do serviço. Não podemos permitir discussões e divisões em nossas congregações, e devemos estar unidos por um compromisso comum, não só com JESUS, mas também entre nós‖ (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, p.348).

II - A UNIÃO ENTRE OS JUDEUS ESTAVA AMEAÇADA.

Os tempos em que eles viviam eram difíceis. Havia escassez de trigo (v. 3), provavelmente por falta de chuva, com a qual DEUS havia castigado por negligenciarem a sua casa (Ag 1.9-11) e a falta de cumprir com suas obrigações financeiras para com a igreja (Ml 3.9,10). Desse modo, homens tolos e pecaminosos trazem os juízos de DEUS sobre si mesmos, e então se queixam deles. Quando as provisões estão escassas e dispendiosas, o pobre logo sente, e é atormentado por essa escassez. Bendito seja DEUS pela misericórdia, e que Ele nos livre do pecado, da fartura de pão (Ez 16.49). A escassez aqui era mais grave porque havia muitos filhos e filhas (v. 2). As famílias que mais careciam eram as mais numerosas; aqui havia bocas, mas onde estava o alimento? Alguns possuem propriedades, mas não têm filhos para herdá-las; outros têm filhos e não têm herança para deixar para eles. Os que têm os dois, têm motivos para ser gratos. Os que não têm nenhum deles podem mais facilmente estar contentes. Os que têm grandes famílias e poucos recursos devem aprender a viver pela fé na providência e promessas de DEUS; e aqueles que têm pequenas famílias e muitos recursos devem da sua abundância suprir a falta dos outros (veja 2 Co 8.14). Mas isso não era tudo: uma vez que o trigo era escasso, o tributo era elevado; o tributo do rei devia ser pago (v. 4). Essa marca do seu cativeiro ainda permanecia sobre eles. Talvez fosse um imposto per capita, e, visto que os filhos e filhas eram muitos, o imposto era elevado. Quanto mais precisavam para sustentar-se (um caso difícil!), tanto mais precisavam pagar. Agora, pelo que parece, eles não tinham meios próprios para comprar trigo e pagar os tributos, e precisavam tomar dinheiro emprestado. Suas famílias voltaram pobres da Babilônia; com muito custo tinham conseguido construir suas casas, e ainda não tinham recuperado suas forças quando essas novas cargas se acumularam sobre suas costas. Empregados pobres que buscam um sustento honesto e, às vezes, não têm o suficiente para si e sua família, são dignos da consideração compassiva daqueles que, com sua riqueza ou com seu poder, estão em condições de ajudá-los.

As pessoas com quem eles negociavam eram duras. O dinheiro era necessário, mas precisava ser tomado emprestado; e aqueles que lhes emprestavam dinheiro tiravam vantagem de suas necessidades. Eles eram muito duros e os tornavam suas presas. 1. Os ricos extorquiam juros deles a doze por cento, o centésimo do dinheiro por mês (v. 11). Se os homens emprestam grandes montantes para fazer negócios, para aumentar seu gado, ou para comprar novas terras, não há motivos para o concessor do empréstimo não participar do lucro daquele que toma emprestado; ou se é para gastar em suas concupiscências, ou reparar o que gastou, por que não deveria pagar pelas suas extravagâncias? Mas se o pobre toma emprestado para manter sua família, e nós temos condições de ajudá-lo, deveríamos emprestar sem juros o necessário para sustentá-lo, ou (caso não ele tenha condições de devolver o empréstimo) dar livremente certo valor a ele. 2. Eles os forçavam a hipotecar suas terras e casas para a garantia do seu dinheiro (v. 3), e não somente isso, mas tomavam lucros para benefício próprio (v. 5, compare com o v. 11), para que gradualmente se tornassem senhores de tudo que tinham.

-A palavra “Comunhão”, ―Koinõnia, tendo em comum (koinos), sociedade, companheirismo‘, denota: a) a parte que alguém tem em algo, participação, companheirismo reconhecido e desfrutado. É, assim, usado acerca: das experiências e interesses comuns dos cristãos (At 2.42; Gl 2.9); da participação no conhecimento do Filho de DEUS (1 Co 1.9); do compartilhamento na realização dos efeitos do sangue (ou seja, da morte) de JESUS e do corpo de JESUS, conforme é exposto pelos emblemas da Ceia do Senhor (1 Co 10.16); da participação no que é derivado do ESPÍRITO SANTO (2 Co 13.13; Fp 2.1); da participação nos sofrimentos de CRISTO (Fp 3.10); do compartilhamento na vida da ressurreição possuída em CRISTO e, por conseguinte, do companheirismo com o Pai e o Filho (1 Jo 1.3,6,7); negativamente, da impossibilidade de ̳comunhão‘ entre a luz e as trevas (2 Co 6.14); b) companheirismo manifesto em atos, os efeitos práticos do companheirismo com DEUS, realizado pelo ESPÍRITO SANTO na vida dos crentes em resultado da fé (Fm 6), e encontrando expressão no ministério em comum com os necessitados (Rm 15.26; 2 Co 8.4; 9.13; Hb 13.16) e na proclamação do Evangelho pelos dons (Fp 1.5)‖ (Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p.485).

A importância do trabalho em equipe:

Neemias não era adepto do ̳ministério de um homem só‘. Ele sabia da importância de conseguir que todos se envolvessem no trabalho e se sentissem parte da equipe. Ele conseguiria isso tendo o cuidado de designar as pessoas para trabalhar juntas em áreas do muro que fossem perto da casa delas. Observe a recorrência da expressão: ̳ao seu lado‘ no capítulo 3 (Ne 3.7,17-25, 27,29-31). O trabalho em ̳equipe‘ garante que ̳todos juntos conseguem mais‘ (veja também 1 Co 12) ‖ (Guia Cristão de Leitura da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.198).

III - NEEMIAS SOLUCIONOU O PROBLEMA.

Quando a comunhão dos santos em Israel era quebrada, instalava-se a injustiça social, a opressão e a violência (Jr 6.6; 25.3). Ao ouvir o clamor do povo contra os nobres e magistrados, Neemias agiu de forma imediata e justa a fim de remover toda a injustiça e opressão em Jerusalém. Como líder habilidoso, Neemias percebeu que a desigualdade social e econômica ameaçava a estabilidade da comunidade e lhe inquietou a tomar algumas medidas. Vejamos:

- Neemias considerou no seu coração (Ne 5.7). A atitude opressora dos judeus ricos aborreceu profundamente a Neemias: “Ouvindo eu, pois, o seu clamor e estas palavras, muito me aborreci” (Ne 5.6 ARA). Apesar de irado, a primeira atitude de Neemias foi refletir o que deveria fazer: “e considerei comigo mesmo no meu coração” (Ne 5.7-a). A palavra “considerar” significa: “olhar, fitar com atenção e minúcia; refletir sobre uma coisa, um fato, uma possibilidade, sobre alguém ou sobre si mesmo” (HOUAISS, 2001, p. 809). Neemias como era um homem de oração, é provável que neste ínterim tenha buscado a direção de Deus. Aprendemos com Neemias, que nunca devemos se deixar ser levado pela ira, mas, agir de forma racional e equilibrada. Já diz o proverbista: “Não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (Pv 19.2 ARA).

-Neemias repreendeu os opressores (Ne 5.7). Depois de ouvir o clamor do povo e considerar no seu coração o que deveria fazer, Neemias vai ao âmago do problema: “depois de ter considerado comigo mesmo, repreendi os nobres e magistrados” (Ne 5.7). Neemias sempre se destacou como um homem sensível, e levava em consideração o sofrimento do seu povo (Ne 1.4; 2.3; 4.14). Diante de uma assembleia convocada por Neemias, os nobres e magistrados são repreendidos por estarem cobrando juros nos empréstimos, violando a lei de Deus e levando o povo a miséria (Ne 5.7-9; Êx 22.25).

-Neemias pediu que aos pobres fossem restituídos seus bens (Ne 5.11). A fim de amenizar o sofrimento do povo, os culpados de usura deviam devolver a propriedade confiscada àqueles que não podiam pagar os empréstimos de volta, bem como devolver os juros cobrados (Ne 5.11). Os nobres concordaram em fazer a devolução e cessar seus atos de ganância, o que foi confirmado em juramento diante dos sacerdotes (Ne 5.12), e de um ato simbólico de Neemias (Ne 5.13). Os hebreus não podiam emprestar com usura para seus irmãos (Lv 25.36). Quando da colheita, eram obrigados a deixar, aos mais pobres, as respigas, foi o que aconteceu à moabita Rute (Rt 2.2).

IV - A PAZ VOLTOU A REINAR ENTRE OS JUDEUS.

A semelhança dos que voltaram do cativeiro, a igreja primitiva vivenciou uma união singular (At 2.42-46; 4.32- 37). Entretanto não demorou muito para surgirem “focos de desunião” entre os membros (At 5.1-12; 1 Co 1.10-13; Fp 4.2; Gl 5.15). Isto aconteceu e acontece, porque a igreja é composta de pessoas falhas e sujeitas a fraquezas. Todavia, o desejo de Jesus é que vivamos em união: “para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós” (Jo 17.21).

-A união produz bênção e vida (Sl 133). Quando vivemos em união o óleo e o orvalho, símbolos do Espírito Santo, é derramado sobre nós trazendo bênção e vida: “[...] porque ali o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3). É importante também destacar que o orvalho é relacionado à fertilidade (Dt 33.13,28; Gn 27.28), enquanto a unção com óleo é associada à fragrância (Êx 30.34-38), pois a união do povo de Deus é “boa e agradável” (Sl 133.1). Quando vivemos em união estamos testemunhando ao mundo a poderosa realidade do amor de Deus: “para que o mundo creia que tu me enviaste” (Jo 17.21). O Nome de Cristo é honrado quando o crente, “não toma parte em questões que tragam divisão, evita fofocas, e trabalha com esforço e humildade na obra de Deus ouvindo e obedecendo seus líderes”.

-Atitudes que contribuem para a união na igreja. O apóstolo Paulo exortou a igreja a viver em união: [...] “sejais unidos” (1Co 1.10). Na Bíblia, encontramos várias atitudes que contribuem para que seja mantida a união entre os membros da igreja. Notemos: 

a) ter um mesmo sentimento (Fp 2.2; 4.2; Rm 12.16; 1Co 1.10).

b) considerar os outros como superiores a si mesmo (Fp 2.3; Rm 1210); c) seguir o exemplo de humildade de Cristo (Fp 2.3-8; Mt 11.29); 

d) se preocupar com o bem-estar do próximo (Fp 2.4; 1Co 12.25,26); e) socorrer nas necessidades (Rm 12.13-16; Gl 5.9,10); 

f) no que depender de nós, viver em paz com todos (Rm 12.18;); 

g) não fazer acepção de pessoas (Tg 2.1-9); 

h) não pagar mal com o mal (Rm 12.17; 1Ts 5.15); 

i) exercer o amor fraternal (2Pd 1.5-7; 1Co 13.1-8; Rm 13.10); 

j) praticar o perdão e a misericórdia (Cl 3.12,13; Mt 18.21,22; Lc 6.36); k) suportar, corrigir e restaurar os mais fracos na fé (Gl 6.1; Rm 14.1; 1Ts 5,14; Ef 4.1-3); 

CONCLUSÃO: 

Neemias convocou um grande ajuntamento e fez uma proposta conciliadora. A proposta foi acatada mais A PAZ VOLTOU A REINAR ENTRE OS JUDEUS.

1. Surgindo um problema entre os irmãos, deve logo ser tratado com muita diligência.

2. Problemas relacionais devem ser tratados carinhosamente.

Assim aprendemos que quando há injustiças sociais e desordens no meio do povo a desunião aparece rapidamente. Neemias foi usado por Deus para levar ou judeus a manterem-se unidos em um só propósito. Semelhantemente, a Igreja nestes últimos dias precisa de união e uniformidade para que a obra de Deus continue sendo edificada e muitas vidas possam ser alcançadas.



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