02 de junho de 2020
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

16/05/2020

Lição 7 - Cristo é a nossa reconciliação com Deus

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO:

A Palavra de Deus diz que somos embaixadores da parte de Cristo para exercer o ministério da reconciliação. Como embaixadores de Cristo a nossa missão é proclamar que, em Cristo, Deus reconciliou-se com o mundo. Nessa perspectiva, a presente lição quer conscientizar o aluno de que por meio do sacrifício vicário, Cristo Jesus desfez a inimizade entre judeus e gentios, e, entre dois povos, criou um: a Igreja. Para desdobrar essa ideia geral que permeia a lição, você deve pontuar sobre a inimizade que existia entre Deus e os homens; explicar que pela paz, Cristo fez um “Novo Homem”; e evidenciar que pela cruz fomos reconciliados com Deus. A lição desta semana traz uma reflexão sobre a reconciliação entre Deus e os homens por intermédio de Cristo Jesus, o Nosso Senhor.

I -  CRISTO DESFEZ A INIMIZADE ENTRE OS HOMENS

A cruz foi o lugar em que Cristo desfez a inimizade entre Deus e os homens. Todo o argumento da lição caminha para essa maravilhosa verdade. Ali, Deus estava em Cristo reconciliando o mundo consigo mesmo (2 Co 5.19). Por isso, o primeiro tópico pontua que Cristo desfez a inimizade entre os homens, mostrando que a obra expiatória da cruz de Cristo retirou a barreira que existia entre os povos e aboliu as ordenanças que eram agentes da inimizade entre judeus e gentios.

Separação… Que palavra dura não é mesmo? Sem dúvida alguma, essa foi uma das consequências mais devastadoras do pecado. A dolorosa distância entre Deus e o homem que não trouxe somente a sensação da ausência – de saudade – mas nos deixou incapazes de compreender a harmonia original entre o espiritual e o natural.

De uma maneira geral, esse mesmo sentimento dolorido de saudade é o que nos aproxima de Cristo. Todos nós fomos criados com pistas interiores que nos levam a buscar a Verdade. Somos formados por um espaço não preenchido que evidencia a terrível inimizade entre Deus e os homens. A insaciável necessidade por harmonia com o nosso criador.

Tenho pensado sobre a obra da cruz. Tenho pensado sobre o que de fato isso significou para minha alma, antes tão inquieta. A verdade é que a cruz vai além da salvação, ela é a ligação perfeita realizada por Aquele que nos possibilitou um Novo Éden. Um lugar de encontro que trouxe a unidade com o Pai. Nos transformou de lacunas incompletas para moradas de um Deus vivo, que sempre desejou a ligação entre o temporal e o Eterno, entre criatura e Criador.

“Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio. Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.”. Efésios 2:13-16

Você alguma vez já meditou sobre essa passagem, prestando atenção nos detalhes? Percebeu a natureza pacificadora do nosso salvador desvelada de uma maneira tão simples e profunda?

O contexto deste texto é fundamentado na unidade trazida pela cruz entre os judeus e os gentios, mas não é neste ponto específico que gostaria de focar. Gostaria de falar sobre a cruz, sobre a paz trazida por Jesus!

O mesmo Jesus assentado no trono, é o Cristo que sempre estará marcado pela nossa humanidade. A forma com que Ele desfez a parede de separação entre nós e o Pai foi limitando a Sua eternidade a um corpo temporal. Ele tocou a nossa natureza para que pudéssemos tocar a dEle!

Nós temos o hábito de vislumbrar a cruz como algo simplesmente espiritual, mas esquecemos do aspecto natural, daquele Deus que se fez menino, que posteriormente assumiu a nossa morte, tornando-se frágil para nos tornar fortes e completos. Tudo isso não para somente revelar a paz, mas para nos ressuscitar com Ele.

Nossa humanidade tão caída, foi assumida por um Deus tão perfeito. Nossos pecados que nos separavam do Santo, foram lavados pelo sangue d´Aquele que se fez o Cordeiro, o Sumo sacerdote e o Tabernáculo que nos deu acesso aos lugares mais profundos, não somente do Santo dos Santos, mas aos intensos compartimentos do coração de Deus.

Ele se fez uma poeira passageira, desfeita pela morte para que pudéssemos ser tomados de uma glória que nunca mais nos deixará separados do Eterno. Esse Homem ressuscitou e assim como no princípio, soprou novamente do Seu próprio fôlego em nossas narinas.

Isso é Graça, graça, graça!

II - PELA PAZ, CRISTO FEZ UM NOVO HOMEM

O segundo tópico explica que pela paz, Cristo fez um “Novo Homem”, deixando claro que a paz conquistada por Cristo possibilitou a comunhão com Deus e a união entre os povos. Essa nova humanidade tem paz com Deus e uns com os outros. Nesse sentido a mensagem dos cristãos deve ser uma proclamação de boas novas de paz, conforme Atos 10.36: “A palavra que ele enviou aos filhos de Israel, anunciando a paz por Jesus Cristo (este é o Senhor de todos)”.

O nascimento do novo homem

Estes versículos no terceiro capítulo do Evangelho de João, que nos apresentam o diálogo entre Jesus e Nicodemos, serão importantes para nosso estudo do novo nascimento ou da doutrina da regeneração: “…ninguém pode entrar no Reino de Deus, se não nascer da água e do Espírito. O que nasce da carne é carne, mas o que nasce do Espírito é espírito” (Jo 3.5,6).

Nascido não do sangue nem da carne

Jesus fez um contraste entre o que nasce da carne e o que nasce do Espírito. O evangelista João já tinha registrado no primeiro capítulo de seu evangelho que aos que creram em Jesus foi lhes dado o direito de serem feitos filhos de Deus, “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne…” (Jo 1.13). Mas o que isto significa dizer? Orlando Boyer responde para nós: “O novo nascimento não é hereditário, isto é, do sangue; não é de geração natural (…) O novo nascimento não se alcança por qualquer energia carnal”.

Mesmo o mestre Nicodemos teve dificuldade em entender as palavras de Jesus, julgando que o novo nascimento fosse um retorno ao ventre materno, para de lar tornar a nascer naturalmente. Isso seria ou um absurdo lógico ou uma heresia reencarnacionista! O novo nascimento é de natureza espiritual, e não carnal!

III - PELA CRUZ, RECONCILIADOS COM DEUS NUM CORPO

O terceiro tópico evidencia que pela cruz fomos reconciliados com Deus, uma verdade que traduz o ministério da reconciliação entre dois povos ao restaurar a comunhão e estabelecer a Igreja, a nova família de Deus. Logo, a reconciliação entre os homens passava primeiramente pela reconciliação com Deus por meio de Cristo.

Pela Cruz Fomos Reconcilado 2 Cor 5,14

Reconciliar: Tornar amigo; Fazer voltar à antiga amizade; Fazer as pazes; Restituir a Graça de Deus. Gn 1,26-28 diz o seguinte: Disse Deus: “Façamos o homem a nossa imagem conforme a nossa semelhança” e em Gn 3,8-10 diz que Deus na virada do dia conversava com Adão. Só para nos situarmos, Adão foi o primeiro homem criado por Deus. Criado a imagem e semelhança de Deus, sem pecado e para viver eternamente em comunhão com o seu Criador. No princípio havia uma relação de amizade entre Deus e o homem porém pecado tornou o homem inimigo de Deus, além de gerar uma natureza desobediente e pecaminosa no homem e não só quebrou a comunhão entre Deus e o homem, como também trouxe morte, tristeza e sofrimento. E o que será que nós temos a ver com isso? Tudo a ver. O pecado de Adão encerrou toda a humanidade debaixo dessa maldição. A natureza desobediente e pecaminosa de Adão foi herdada por toda a humanidade. Assim como Adão todos pecaram. Rm 3,23 “Porque todos pecaram e destituído estão da glória de Deus”  Rm 5,12 “Pelo que, como por um homem entrou  o pecado no mundo, assim também a morte passou a todos os homens, por isso todos pecaram.” A bíblia fala de Três tipos de morte. Morte espiritual: Que é a separação do homem de Deus, o homem perdeu a comunhão com Deus, foi o que aconteceu com Adão e consequentemente com toda a humanidade. Morte física. Todos nós sabemos o que é, não tem muito o que explicar. E Morte eterna: É a separação eterna do homem de Deus, também  chamada de segunda morte, podemos ver isso lá em Ap... Voltando ao texto inicial de 2 Co 5,14-21, Paulo diz: Que em Cristo Deus estava reconciliando o mundo consigo mesmo. Na cruz quando Jesus disse está consumado e dando o último suspiro morreu o véu do templo se rasgou em dois de alto a baixo Mt 27,51 ; ali foi destruída a barreira de inimizade que havia entre Deus e homem. Nós estávamos mortos, separados de Deus, destituído da sua graça, por causa do nosso pecado destinados ao inferno, não tínhamos a menor condição de nos aproximar de Deus, éramos inimigos de Deus, mas em Cristo fomos reconciliados com Deus para vivermos uma nova vida desfrutando de intimidade e comunhão com o nosso Deus. Livres do domínio do pecado, da condenação e da morte; agora temos paz, alegria e vida eterna.

CONCLUSÃO:

Ao concluir a lição, mostrando que a união entre judeus e gentios por meio da obra de Cristo é uma imagem poderosa para que a nossa comunhão entre irmãos seja uma realidade experimentada em Deus no relacionamento com o próximo.

Deus nos deu meios de experimentarmos essa comunhão. Não vamos aceitar substitutos. Não podemos achar que “culto virtual” é igual a culto presencial, assim como ver a Cristo com os olhos da fé agora não é semelhante a vê-lo em glória no porvir. Antes da pandemia, quem assistia o culto pela internet não estava cultuando juntamente com os irmãos da igreja; cultuava sozinho, mas não experimentava culto público. Por isso, não há substituto de culto público. Também não devemos celebrar ceia virtualmente – como se fôssemos neopentecostais ungindo os elementos pela televisão –, porque inclusive Cristo entendeu que ele ficaria privado de celebrar o seu sacrifício até a reunião com o seu povo naquele dia (Mc 14.25). Usemos todos os meios virtuais que nos são cabíveis agora para ensinar as Escrituras e encorajar uns aos outros à perseverança. Todavia, tais meios não devem servir como substitutos do culto público, mas apenas para despertar a ardente expectativa de que em breve nós seremos reunidos novamente”.



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