21 de setembro de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

22/06/2019

Lição 12- A NUVEM DE GLÓRIA

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo sobre o tabernáculo, analisaremos a nuvem de glória. . Quando ‘a nuvem cobriu a tenda da congregação’. (Êx 40.34). Ela aparecia durante o dia sobre o Tabernáculo. Era a ‘SHEKINAH’ de Deus. Shekinah (aramaico): descreve a manifestação visível da glória de Deus (Êx 40.35). O tabernáculo ensina-nos que desfrutaremos da glória de Deus.

I – O QUE É A GLÓRIA DE DEUS

- Na sequência do estudo sobre o tabernáculo, estaremos hoje a estudar a nuvem de glória, que já foi analisada superficialmente quando abordamos o lugar santíssimo.

- Para fazermos um estudo mais detido sobre a nuvem de glória, faz-se mister, primeiro, saber o que é a “glória de Deus”, até porque, quando falamos de relacionamento entre Deus e o homem, e é disto que trata o tabernáculo, santuário e habitação de Deus no meio dos filhos de Israel (Ex.25:8), devemos lembrar a afirmação do apóstolo Paulo de que, por terem todos os homens pecado, estão destituídos da glória de Deus (Rm.3:23).

-Essa Gloria, indicava que o Altíssimo se encontrava de modo especial no Santuário (Êx 33.9)

-Outrora a nuvem os acompanhava desde Sucote (Êx 13.20-22)

-A nuvem é o sinal grandioso da presença do Todo-Poderoso (2Cr 5.13)

-O Deus de Israel era o centro do culto e da adoração do seu povo

-A presença de Deus no nosso ministério é imprescindível (Êx 25.8,21, 22)

-A Palavra ‘Glória’. É uma palavra rica no contexto do Antigo Testamento e tem vários sentidos (Dn 2.37)

-Quando a palavra ‘glória’, se refere a Deus designa o esplendor e a majestade do Todo-Poderoso entre o seu povo. (Gn 17.1)

-A palavra glória aparece, pela vez primeira nas Escrituras, em Gn.31:1, quando os filhos de Labão acusam Jacó de ter toda uma glória a partir da diminuição patrimonial que teria causado a seu sogro e pai dos acusadores. 

-É a palavra hebraica “kabhodh” (כבוד), “...propriamente peso, mas somente em sentido figurado num bom sentido, esplendor ou copiosidade: — glorioso, gloriosamente, glória, honra, honroso. Substantivo masculino singular que significa honra, glória, majestade, riqueza. Este termo é normalmente usado para Deus (Ex.33:18; Sl.72:19; Is.3:8; Ez.1:28); seres humanos (Gn.45:13; Jó 19:9; Sl.8:5; 21:5) e objetos (I Sm.2:8; Et.1:4; Is.10:18), particularmente para a Arca do Concerto (I Sm.4:21,22)” (Bíblia de Estudo Palavras Chave. Dicionário do Antigo Testamento, verbete 3519, p.1700).

- Em o Novo Testamento, é a palavra grega “doksa” (δόξα), “...glória (como algo muito aparente), de forma abrangente (literal ou figurado, como sujeito ou objeto): - dignidade, glória (glorioso), honra, louvor, adoração. Substantivo de dokeo, pensar, reconhecer. Uma semelhança, aparência. Nas páginas sagradas do Novo Testamento, honra, glória...” (op.cit. Dicionário do Novo Testamento, verbete 1391, p.2154).

- Quando se fala em glória, portanto, tem-se, por primeiro, a ideia de honra e de dignidade e, só por este fato, podemos observar que a maior glória é a de Deus, visto que é o Ser digno por excelência, o Ser Supremo e Soberano.

-A Presença de Deus. Quando se fala, também, em glória, está-se a falar da majestade e do brilho que acompanham a revelação da presença de Deus e, neste passo, temos, na ideia de glória de Deus, também a ideia da Sua presença, da Sua companhia.

- “...A glória de Deus é a beleza do Seu espírito. Não é uma beleza estética ou material, mas é a beleza que emana do Seu caráter, de tudo o que Ele é. (Tiago 1:10 ),”convida um homem rico a orgulhar-se se passar a viver em condição humilde", indicando uma glória que não significa riqueza, poder ou beleza material. Esta glória pode coroar o homem ou encher a terra. É vista dentro do homem e na terra, mas não pertence a eles, só a Deus. A glória do homem é a beleza do espírito do homem, a qual é falível e passageira, sendo assim humilhante, como nos diz o versículo. Entretanto, a glória de Deus, manifesta através do conjunto dos Seus atributos, nunca passa. É eterna....” (O que é a glória de Deus. Disponível em: https://www.gotquestions.org/Portugues/Gloria-de-Deus.

- “...O que vem a ser a glória de Deus? O que significa? A glória de Deus é o seu esplendor, sua majestade. A Bíblia usa a glória de Deus em sentido figurado, representando suas próprias manifestações. A Bíblia refere-se a muitas aparições e atos de Deus fazendo menção da sua glória.(...). 

1. A glória de Deus é o seu esplendor, sua majestade. 

2. Às vezes a glória de Deus é usada em sentido figurado, representando ele próprio....” (STEWART, DON. 103 perguntas que as pessoas podem fazer sobre Deus apud S. JÚNIOR, Hélio. O que é a glória de Deus? Disponível em: http://desafioscristao.blogspot.com.br/2011/04/o-que-e- gloria-de-deus.

- O Senhor é detentor desta glória sublime e eterna, tanto que, ao criar todas as coisas, Sua própria criação a manifestou, tanto que o salmista diz que “os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos” (Sl.19:1), a ponto de o apóstolo Paulo dizer que tal manifestação faz com que os homens fiquem inescusáveis diante do Senhor (Rm.1:18-21).

- Assim, os homens, pelo só fato da criação, têm conhecimento da glória de Deus e devem, em virtude desta manifestação, ser-Lhe obedientes e submissos, visto que se tem a nítida concepção de que Deus é o Senhor e digno de toda honra. Deve-se reconhecer, portanto, a Sua glória.

II-A GLÓRIA DE DEUS REVELADA NA VIDA DO CRENTE ATRAVÉS DE JESUS CRISTO:

1- A glória de Deus revelada na pessoa de Jesus. Em linguagem metafórica, a “shekhinah” no NT representa a presença majestosa de Deus e sua decisão de “habitar” (shakhan) entre os homens (Jo 1.14). O verbo shakhan, que deu origem ao termo shekhinah, ressalta a ideia de vizinhança e também proximidade de Deus com os homens. O equivalente da glória de Deus, ou seja, a presença Dele no NT é a pessoa de Jesus Cristo como a “glória de Deus em carne humana” (Cl 1.15,19), que veio habitar entre nós (Mt 1.23). Ele é a maior manifestação visível da presença de Deus entre nós (Mt 1.22-23). O apóstolo Pedro emprega a expressão “a magnífica glória” como um nome de Deus (2Pd 1.17). Os pastores de Belém viram a glória do Senhor no nascimento de Cristo (Lc 2.9), os discípulos a viram na transfiguração de Cristo (Mt 17.2; 2Pd 1.16-18). Cristo como o Logos e Filho de Deus, sempre existiu em glória antes de sua encarnação (Jo 17.5,22,24). Ele é o mistério glorioso de Deus (Cl 1.27). O resplendor de Cristo é a sua g1ória divina (Hb 1.3). Ele é glorioso por ser a própria imagem de Deus (Jo 1.14). Jesus manifestou a sua glória no princípio de seu ministério (Jo 2.11) (STAMPS, 1995, p. 1183 – ) Cristo transfigurou-se em meio a “uma nuvem luminosa” (Mt 17.5), onde Ele recebeu glória (2Pd 1.16-19) (STAMPS, 1995, p. 1183 – ).

2-A glória de Deus revelada na morte e ressurreição de Jesus. Estêvão a viu na ocasião do seu martírio a glória de Jesus (At 7.55). A hora da morte de Jesus foi o momento da sua glorificação (Jo 12.23,24; 17.4,5). Ele subiu ao céu em glória (At 1.9; 1Tm 3.16), agora está exaltado nos céus em glória (Ap 5.12,13), e um dia voltará “sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Mt 24.30; 25.31; Mc 14.62; 1Ts 4.17) (STAMPS, 1995, p. 1183).

3-A Gloria de Deus revelada na vida do crente. Como a glória de Deus relaciona-se ao crente pessoalmente?

1-Deus revela Sua glória mediante a habitação do Espírito Santo. Deus nos escolheu para sermos sua habitação ambulante aqui na terra, e através de nós manifestar a sua glória “kavôd” ao mundo. O apóstolo João registrou as palavras de Jesus sobre a manifestação da glória de Deus quando disse: “E eu dei-lhes a glória que a mim me deste [...] para que o mundo reconheça que tu me enviaste e que os amaste, como amaste a mim” (Jo 17.22,23). Através do Espírito Santo repousa sobre o verdadeiro crente a glória de Deus (Jo 14.16-17; 1Pd 4.14). Paulo também nos revela que a glória de Deus habita em nós pelo seu Espírito Santo (2Co 3.18; Ef 3.16-19), e Pedro também afirma esta mesma verdade (1Pd 4.14). Concernente que à glória celestial e majestosa de Deus de maneira plena ninguém pode contemplar (Jo 1.18-a); mas, sabemos que ela existe. O apóstolo Paulo afirma que Deus habita em “uma luz [glória] inacessíveis”, que nenhum ser humano pode ver (1Tm 6.16). O Espírito Santo nos aproxima da presença de Deus e de Jesus (2Co 3.16,17; 1Pd 4.14).

2- Deus revelará Sua glória mediante consumação da salvação. A experiência da glória de Deus é algo que todos os crentes terão na consumação da salvação: “[...] com a glória que em nós há de ser revelada” (Rm 8.18). Seremos levados à presença gloriosa de Deus (Hb 2.10; 1Pd 5.10; Jd 24), compartilharemos da glória de Cristo: “[...] para que também com ele sejamos glorificados” (Rm 8.17). Paulo ainda disse que: “[...] somos transformados de glória em glória, na mesma imagem, como pelo Espírito Santo” (2Co 3.18-c) e receberemos uma coroa de glória (1Pd 5.4).

CONCLUSÃO: Em João 1:14, Eis aqui a verdadeira SHEKINÁH: nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encarnado, manifestado em carne, com toda δόξα (doksa) do Pai. Ele é, conforme Hb 1.1-4, a hypóstasis (υπόστασις), a “essência”, a “substância”, a própria “natureza” do Pai encarnada, ou ainda a “impressão”, a “estampa”, a “gravação” – o χαρακτηρ (kharakter) do Pai. Também o Filho é descrito como απαύγασμα, o esplendor do Pai. Esta última palavra, sendo neutra no grego, tem o sentido ativo de emitir brilho, a glória ou a SHEKINÁH que radiava de Jesus. No hino 14 da Harpa Cristã diz: “Quanta Gloria vejo em Jesus”.



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