O nome da iraniana Sakineh Ashtiani se tornou o centro das aten?es. Acusada de adult?rio e condenada ao apedrejamento por isso, a isl?mica foi convidada pelo presidente Luiz In?cio Lula da Silva a se refugiar no Brasil para n?o morrer sob a pena do Isl?. O movimento ultrapassou o limite das discuss?es pol?ticas e chegou ?s redes sociais. "Se minha amizade e afei??o pelo presidente do Ir? s?o importantes e se essa mulher est? causando problemas l?, n?s a acolheremos aqui no Brasil", disse no fim de semana ap?s in?meras rejei?es a pedidos de grupos de defesa dos direitos humanos para usar sua influ?ncia com o Ir? e tentar impedir a execu??o de Sakineh.

"At? onde sabemos, [Luiz In?cio Lula] da Silva ? uma pessoa muito humana e emotiva que provavelmente n?o recebeu informa?es suficientes sobre o caso", disse o porta-voz da chancelaria iraniana, Ramin Mehmanparast, em resposta ? proposta de Lula. Informa?es adicionais ser?o providenciadas para o presidente para esclarecer a situa??o sobre 'uma pessoa que ? uma criminosa condenada', o porta-voz acrescentou.

Dentre as ONGs envolvidas, o Avaaz.org recolhe assinaturas endere?adas ?s autoridades do Ir?. O portal j? ultrapassa a marca de 500 mil assinaturas e consolida sua for?a com a integra??o das redes sociais, mobilizando ajudantes at? ent?o inimagin?veis, como, por exemplo, os mais de seis mil tweets que sa?ram do site direto para o microblog em apoio a causa. O Facebook tamb?m foi ativado. Por meio do site, os internautas assinam termo em que pedem o fim de mortes por apedrejamento e estendem a campanha a todos os amigos na rede.

N?o ? primeira vez que a mobiliza??o humanit?ria na internet em assuntos globais se mostra importante. Durante o terremoto que atingiu o Haiti em janeiro, por exemplo, milhares de pessoas trocaram mensagens de apoio e de iniciativa humanit?ria a ponto de sobrecarregarem Facebook e Twitter em busca de informa?es a fim de oferecer ajuda. ? ?poca, em poucas horas, a rec?m-criada comunidade do Facebook: "O Haiti precisa de n?s e n?s do Haiti" tinha 2,2 mil pessoas dispostas a recolher produtos de necessidade b?sica para serem enviados ?s v?timas do terremoto.

Em meio ?s dificuldades de estrutura do pa?s, o Twitter se transformou na plataforma mais usada pelos habitantes locais, jornalistas e volunt?rios na tentativa de informar o tr?gico cen?rio em que o pa?s se encontrava. No microblog, centenas de mensagens eram registradas centenas por minuto. Os internautas usaram a ferramenta para manter contato com familiares e trocar mensagens por meio de linhas telef?nicas com conex?o tempor?ria ? internet.



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