Os corpos dos 14 militares brasileiros mortos no terremoto de 7 graus de magnitude que atingiu o Haiti na ter?a-feira (12) devem ser trasladados ao Brasil neste fim de semana, informou o Minist?rio de Rela?es Exteriores brasileiro.

Os corpos ser?o submetidos, nas pr?ximas 24 horas, a necropsia em territ?rio haitiano. Segundo o Itamaraty, este procedimento pode facilitar um posterior pedido de indeniza??o por parte das fam?lias das v?timas.

O Comando do Ex?rcito brasileiro divulgou em comunicado na manh? desta quinta-feira o nome de seus 14 membros mortos no terremoto que devastou a capital do Haiti, Porto Pr?ncipe, onde os militares cumpriam miss?o de paz da ONU (Organiza??o das Na?es Unidas). Outros 12 militares feridos no terremoto ser?o trazidos ao Brasil e dois foram levados ? vizinha Rep?blica Dominicana para tratamento m?dico, diante da superlota??o do sistema de sa?de haitiano.

Segundo o comunicado do Ex?rcito, os 14 militares mortos na trag?dia s?o: Bruno Ribeiro M?rio (1? tenente); Davi Ramos de Lima (2? sargento); Leonardo de Castro Carvalho (2? sargento); Rodrigo de Souza Lima (3? Sargento); Douglas Pedrotti Neckel (cabo); Washington Luis de Souza Seraphin (cabo); Tiago Anaya Detimermani (soldado); Antonio Jos? Anacleto (soldado); Felipe Gon?alves Julio (soldado); Rodrigo de Souza Lima (soldado); Em?lio Carlos Torres dos Santos (coronel); Ar? Dirceu Fernandes J?nior (cabo); Kleber da Silva Santos (soldado); Raniel Batista de Camargos (subtenente).

Outros quatro militares ainda est?o desaparecidos: Jo?o Eliseu Souza Zanin (coronel); Marcus Vinicius Macedo Cysneiros (tenente coronel); Francisco Adolfo Vianna Martins Filho (major); M?rcio Guimar?es Martins (major).

H? cerca de 1.310 brasileiros no Haiti, dos quais cerca de 50 s?o civis. O Brasil possui 1.266 militares na miss?o de paz da ONU, Minustah (miss?o de estabiliza??o da ONU liderada pelo Brasil), enviada ao pa?s depois de uma sangrenta rebeli?o, em 2004, que sucedeu d?cadas de viol?ncia e pobreza.

Segundo o Itamaraty, quatro das cinco companhias de comunica??o que operam na capital n?o est?o funcionando. A comunica??o ? muito dif?cil e eles aguardam um contato da miss?o brasileira nas pr?ximas horas. A lista de v?timas brasileiras inclui ainda Zilda Arns, m?dica pediatra e sanitarista, fundadora da Pastoral da Crian?a.

Zilda estava em Porto Pr?ncipe, capital do Haiti, para uma miss?o humanit?ria e faria uma palestra nesta quarta-feira. Segundo Rubens Arns Neumann, um dos filhos de Zilda, ela estava discursando em uma igreja no momento do terremoto.

Estrangeiros

O terremoto, que alcan?ou 7 graus de magnitude, segundo medi??o do Servi?o Geol?gico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em ingl?s), devastou muitos pr?dios da capital Porto Pr?ncipe --incluindo o Pal?cio Presidencial e a casa do presidente, Ren? Pr?val.

Pr?val confirmou ? TV americana CNN que ainda s?o confusas as informa?es sobre as mortes. "Ouvi que poderiam ser 50 mil. Outros dizem centenas de milhares. A verdade ? que n?o sei. ? cedo demais para saber." Mais cedo, o premi? do pa?s, Jean-Max Bellerive, havia dito acreditar que o n?mero "esteja al?m dos 100 mil".

O secret?rio-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse nesta quarta-feira que ao menos 16 membros da miss?o de paz no Haiti (Minustah) morreram devido ao desabamento da sede da miss?o e de outros pr?dios no tremor. Segundo Ban, as v?timas s?o 11 brasileiros, tr?s jordanianos, um argentino e um chadiano.

A ONU n?o deu o nome das v?timas e, por isso, n?o se sabe se os brasileiros identificados fazem parte da lista de 14 militares mortos no terremoto informada pelo Ex?rcito brasileiro.

Tamb?m n?o se sabe se os tr?s jordanianos s?o os majores Atta Issa Hussein e Ashraf Ali Jayus e o cabo Raed Faraj Kal-Khawaldeh --identificados na manh? desta quarta-feira como v?timas do terremoto por uma fonte militar citada pela ag?ncia de not?cias France Presse.

H? ainda cerca de 150 desaparecidos entre funcion?rios e colaboradores locais e estrangeiros da ONU. A alta representante da miss?o de paz, Susana Malcorra, informou que 56 pessoas teriam ficado feridas entre os membros da miss?o.

A imprensa estatal chinesa informou que pelo menos oito soldados chineses foram soterrados, e que outros dez est?o desaparecidos. A Cruz Vermelha anunciou ainda, em comunicado, que 59 de seus funcion?rios locais ainda est?o desaparecidos. Os nove funcion?rios internacionais do grupo est?o seguros.



Folha Online
Com ag?ncias internacionais