"Jerusal?m sempre foi e ser? dos judeus, motivo pelo qual nunca ser? partida ou dividida de novo. S? com uma Jerusal?m unida ser? poss?vel manter a liberdade de culto para as tr?s [grandes] religi?es" monote?stas - o juda?smo, o islamismo e o cristianismo -, disse o premi? de Israel, Binyamin Netanyahu.

O premi? de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou nesta quinta-feira que "Jerusal?m sempre foi e ser?" dos judeus, motivo pelo qual "nunca ser? partida ou dividida de novo". A cidade, que tem grande valor para palestinos e israelenses, ? um dos principais impasses nas negocia?es por um acordo de paz.

"Jerusal?m unida ? a capital de Israel", disse o premi?, ao discursar num ato em comemora??o ? "reunifica??o" da cidade ap?s a tomada da parte oriental na Guerra dos Seis Dias, em 1967.

No in?cio de seu discurso, Netanyahu, l?der do partido Likud (direita), disse que transmitiu essa mensagem aos Estados Unidos, onde se reuniu com o presidente Barack Obama e a secret?ria de Estado americana, Hillary Clinton.

A reuni?o nos EUA acabou sem grandes acordos, j? que Netanyahu rejeita os avan?os propostos por Obama nas conversas de paz com os palestinos e quer uma postura mais r?gida dos EUA em rela??o ao Ir?.

"S? com uma Jerusal?m unida ser? poss?vel manter a liberdade de culto para as tr?s [grandes] religi?es" monote?stas --o juda?smo, o islamismo e o cristianismo--, disse o premi? na Colina da Muni??o, um dos lugares mais simb?licos da disputa travada h? 42 anos.

O chefe de governo israelense afirmou ainda que "nunca houve tanta liberdade de culto em Jerusal?m como agora".

Segundo Netanyahu, em 1967, "um sonho de longa data" foi realizado com a vit?ria das tropas israelenses sobre a Jord?nia no lado oriental de Jerusal?m, onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro Estado.

Mais tarde, em 1981, Israel anexou para si a parte leste da cidade, por meio de uma lei parlamentar que declarou toda Jerusal?m "capital eterna e indivis?vel do povo e do Estado judaico" --o que foi rejeitado pela comunidade internacional.

O ato, do qual participaram os principais l?deres pol?ticos e militares de Israel, deu in?cio ?s comemora?es do Dia de Jerusal?m.

De manh?, sob o lema "Acordem da fantasia: Jerusal?m est? unificada?", centenas de ativistas israelenses e palestinos se reuniram em frente ao hist?rico Port?o de Damasco da Cidade Antiga de Jerusal?m em protesto contra as comemora?es dos judeus.