O Conselho Mundial de Igrejas (CMI) condenou nesta segunda-feira (29) "a viol?ncia registrada na Faixa de Gaza", pediu que a mesma seja interrompida e que os civis em risco sejam protegidos nos dois lados da fronteira. Relat?rio da ONU aponta mortes de diversos inocentes.

O secret?rio-geral do CMI, Samuel Kobia, reivindicou que os ataques "cessem imediatamente", ap?s afirmar que as mortes e o sofrimento destes tr?s ?ltimos dias "n?o alcan?ar?o nada al?m de mais dor e mortes".

Lembrou que esta ofensiva armada j? causou "mais de 300 mortos, mais de 1 mil feridos e milhares de pessoas traumatizadas".

A organiza??o reiterou um apelo anterior que fez ao Governo de Israel e ao Hamas, que administra o poder no territ?rio palestino de Gaza, para que respeitem os direitos humanos.

Alertou que o prov?vel uso por Israel de suas for?as terrestres levaria apenas a "aprofundar o desastre atual".

O CMI criticou as pol?ticas que se baseiam em cortar o fornecimento de alimentos, rem?dios e combust?veis para o 1,5 milh?o de habitantes de Gaza, em refer?ncia ?s medidas israelenses dos ?ltimos meses.

Al?m disso, criticou o Hamas pelo lan?amento indiscriminado de foguetes contra localidades de Israel.

Kobia expressou sua esperan?a de que o novo ano d? "nova coragem, lideran?a e compromisso ao dif?cil trabalho da paz no Oriente M?dio".

Dezenas de crian?as est?o entre as v?timas de ataques

O n?mero de palestinos mortos em ataques israelenses contra a Faixa de Gaza j? chegava a 364 na noite de ontem, segundo o Minist?rio da Sa?de em Gaza. Segundo a ONU, h? pelo menos 57 civis entre os mortos, inclusive 21 crian?as e sete mulheres. Os feridos j? s?o cerca de 1.400 desde o in?cio dos bombardeios israelenses, no s?bado, e os nove hospitais da Faixa de Gaza est?o lotados. A ofensiva ? a mais sangrenta desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

A avia??o israelense voltou lan?ar ontem ataques no norte da Faixa de Gaza. O Estado de Israel convocou 6.500 reservistas e tropas terrestres est?o pr?ximas ? fronteira com o territ?rio. O governo israelense declarou a Faixa de Gaza como ?zona militar fechada? ? civis podem ser barrados na regi?o, o que significaria a proximidade de ataque terrestre.

O vice-chefe das For?as de Defesa de Israel, general de brigada Dan Harel, disse que toda a infra-estrutura do Hamas ser? destru?da. ?N?o sobrar? nenhum edif?cio em p? do Hamas em Gaza. N?s estamos atingindo n?o apenas terroristas, mas tamb?m o governo inteiro do Hamas?, disse Harel a l?deres de comunidades israelenses que ficam ao alcance dos foguetes disparados pelo Hamas. ?Estamos atingindo pr?dios do governo, f?bricas, instala?es de seguran?a e mais. O pior ainda est? pela frente?, amea?ou.

O governo israelense afirma agir em resposta aos 150 foguetes lan?ados pelo Hamas contra o sul de seu territ?rio desde o fim do cessar-fogo de seis meses com o grupo, h? dez dias. Os ataques palestinos causaram p?nico e deixaram quatro v?tima fatais, de s?bado at? ontem. De acordo com o Ex?rcito israelense, 70 foguetes e bombas atingiram o pa?s somente o ntem.

Funcion?rio graduado do Hamas disse que n?o haver? tr?gua com Israel at? que os ataques sejam suspensos e a fronteira reaberta. ?N?s precisamos da nossa liberdade. Se n?o atingimos esse objetivo, ent?o temos que resistir?, disse Abu Marzouk, acrescentando que os ataques de Israel e mortes de civis s?o ?contra qualquer lei internacional?. Ele advertiu ainda que o Hamas agora pode retaliar em qualquer lugar de Israel.

Milhares de manifestantes realizaram protestos em diversos pa?ses ontem contra os ataques israelenses ? Faixa de Gaza. Um dos maiores protestos foi realizado na capital do L?bano, Beirute.

Fam?lias dizimadas e hospitais destru?dos

Na noite do domingo, um m?ssil disparado por um ca?a israelense matou uma mulher, um beb? e tr?s meninas. Ontem, um pai palestino chorava no enterro de suas cinco filhas, num campo de refugiados ao norte da Faixa de Gaza. Em seus bra?os, levava seu ?nico filho vivo, com ferimentos.

Para tornar ainda mais dram?tica a situa??o, a Faixa de Gaza sofre uma grave car?ncia de rem?dios, leitos hospitalares e sangue. ?Sofremos um enorme escassez de recursos para tratar os feridos?, denunciou em comunicado Moawiya Hasanein, chefe dos servi?os de emerg?ncia de Gaza, precisando que faltam na faixa ?mais de 150 tipos de rem?dios?.

Tamb?m n?o h? c?maras frigor?ficas suficientes para conservar os cad?veres ap?s tr?s dias da ofensiva a?rea israelense. Por isso, as autoridades est?o fazendo apelos para que a popula??o v? aos hospitais recolher seus parentes mortos.

Tr?s dos principais hospitais foram danificados nos ataques e os servi?os de ambul?ncias operam com 50% de sua capacidade devido ? falta de pessoal e equipamentos, informou em seu site o Centro de M?dia Internacional do Oriente M?dio.



Fonte: EFE e O Dia online