Bíblia é a fonte da verdade. Os hititas são mencionados na Bíblia em diversas passagens, sempre com a denominação heteus. São listados no livro de Gênesis 10.15 como a segunda das doze nações cananeias, descendentes de Hete.
Eles são mencionados várias vezes como vivendo em ou próximo a Canaã, desde o tempo de Abraão (estimado entre 2 000 a.C. e 1 500 a.C.) até o tempo de Esdras, após o retorno do cativeiro babilônico (cerca de 450 a.C.).
Até fins do século XIX, tudo quanto se sabia sobre os hititas provinha de pequenas referências na Odisseia grega, onde são chamados de khetas, e de algumas passagens do Velho Testamento. Ainda assim, desconhecia-se que essas referências aludiam a um mesmo povo. A descoberta das primeiras ruínas misteriosas, hoje atribuídas aos hititas, na Turquia, ocorrida em 1839, o que sensibilizou a comunidade científica.
Quando o arqueólogo, Henry Sayce, afirmou em 1880 que os heteus do Antigo Testamento eram o mesmo povo que deixou diversos rastros na região da Ásia Menor, a comunidade acadêmica recebeu suas afirmações com descrédito, alcunhando-o de "o inventor dos hititas".
A confirmação da teoria de Sayce veio por meio dos esforços de um arqueólogo alemão, Hugo Winckler (1863-1913), cujas escavações em Boghazköy trouxeram à luz cerca de 10 000 tabletes em escrita cuneiforme, pertencentes aos arquivos dos reis de Hati.
As primeiras informações mais claras sobre a
história hitita somente foram disponibilizadas por volta da primeira década do
século XX e a decifração dos seus hieróglifos ocorreu por volta de 1946.
Da Redação/AD Alagoas
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