Bem quando nos referimos a
este tema estamos tratando de uma linha teoricamente limítrofe pelo fato de ser
bastante questionável no tocante ao seu conceito e origem. Principalmente
quando levamos em conta a sua influência nos diversos Campos tais como a
Família, a Teoria Social, a Arte, a Educação, a Cultura e em especial a
Religião.
Poucos
não são os doutrinadores que dividem a pós-modernidade em dois períodos
específicos, sendo o primeiro iniciado ao término da Segunda Guerra Mundial
(1939-1945) junto com o movimento Modernista, se desenvolvendo até o final da
Guerra Fria com a queda da antiga União Soviética, e o segundo período, também
conhecido como última etapa tendo o seu começo na quebra da bipolaridade
vivenciada mundialmente na Guerra Fria, isso no final da década de 1980.
Como toda a ideologia e plataforma iluminista
haviam fracassado, e somados a essa decepção geral ainda havia lembranças das inúmeras cenas de
terror marcantes na Segunda Guerra Mundial, começa a nascer o sentimento
terrível cercado de decepção e insatisfação coletiva no coração da Sociedade.
O famoso autor da obra “A Condição
Pós-Moderna”, publicada em 1984, Jean François Lyotard (1924 - 1998),
vai se consagrar como um dos maiores nomes quando o assunto é “Teorização da
Pós – Modernidade”, e o mesmo vai defender que a pós-modernidade não seria
outra coisa a não ser um verdadeiro exemplo da total falência das Ideias dos
filósofos modernos, na época consideradas “corretas e verdadeiras”. E não é a toa
que a pós modernidade vai lançar inúmeros questionamentos acerca das grandes
utopias e velhas convicções defendidas pelos antigos iluministas. Tudo isso vai
gerar uma indignação tão grande e forte, que os intitulados pós-modernistas, irão
considerar tudo isso como um mero conjunto de hipóteses vazias ou especulações
vãs.
Foi aí então que Jean
François Lyotard detectou, de forma futurista e inovadora, uma propícia
ruptura com a visão modernista, se esforçando e incentivando todos os demais
pensadores a mergulharem em leituras pós-moderna, que passou a influenciar todo
o conhecimento da época principalmente nas esferas da ética, da estética e da
Política do mundo de então.
Se retrocedermos nas páginas do tempo e da
história perceberemos na realidade que esse conceito de “pós-moderno” surgiu
desde os anos 60 acompanhado de avanços cibernéticos, comunicativos e culturais,
endossados pelo capitalismo, pela interação mundial de computadores e a globalização.
Na realidade a pós-modernidade ela pode ser muito bem representada por todo um
complexo sociocultural que tem seu início histórico, de direito, desde o
término dos anos 80 até os tempos hodiernos. Sem dúvidas a pós-modernidade tem
como pano de fundo todo um Domínio do Sistema capitalista engendrado em uma
plataforma social pós-moderna.
Como o próprio nome sugere “pós”,
em tese, é o que vem depois. Então assim
sendo, a expressão "pós-modernismo"
significa, na lítera, "após o modernismo”. Essa expressão em
seu sentido absoluto, gira em torno da ideia de apresentar, de forma filosófica,
a atual sociedade que veio depois da idade Moderna.
O modernismo não conseguiu cumprir a sua
proposta de melhorar a humanidade e o mundo usando apenas a razão humana
como estratagema fundamental e primordial para solucionar todos os problemas e
conflitos do mundo. Então vem uma “segunda investida diabólica” tentando
usar o Pós - Modernismo como um tipo de reação desiludida para suprir esta
necessidade deixada pelo modernismo. Não é novidade dizer que quando tratamos
de modernismo estamos tratando do inimigo número 1 das verdades absolutas,
inclusive bíblicas.
Para
os modernistas “verdades absolutas são utópicas”. E é exatamente esta a principal proposta das
trevas com a chegada do pós-modernismo, por que o mesmo se esforça para tentar “consertar”
a religião, as Ciências empíricas, crenças ou quaisquer coisas opostas ao Relativismo,
eliminando inicialmente tudo o que gira em torno de verdades absolutas.
Uma verdadeira imposição
satânica que não objetiva outra coisa a não ser a exaltação de uma filosofia
pluralista religiosa, trazendo como veneno principal dúvidas acerca da fé
ou da crença e carregando como seu principal slogan a ideia que nenhuma fé
ou religião é absolutamente verdadeira. Tudo isso sorrateiramente para
distorcer convicções formadas a partir de princípios e ordenanças bíblicas.
De acordo com os grandes sociólogos hodiernos,
o Mundo atual passa por constantes transformações que vão desde a esfera
social, passando pela esfera cultural - política e também filosófica - religiosa.
E isso induz de forma intuitiva a descoberta de “novas propostas de vida”,
análises científicas e “novos olhares “para as dificuldades na qual a “Aldeia
Global” está inserida.
Como defende a célebre professora e
integrante do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná,
Miriam Adelman: “Entre outras coisas, percebe-se, em muitos discursos,
metáforas de ‘degeneração’ ou deterioração social associadas a noções da ‘contaminação
do público pelo privado’, ou, de forma contrária, do ‘privado pelo público’.”A ideia, caro leitor que temos, é
que ocorre um tipo de “aculturação” entre o público com o privado e vice-versa.
Segundo Bauman, o
pós-modernismo surge devido a grande preocupação da possível falência de
laços sociais e da desconstrução do relacionamento social no
transcorrer do tempo. De acordo com Habermas, agregado a isso tinha
também a triste realidade da possível desintegração no transcorrer dos
anos de possibilidades dialógicas ocasionadas por um tipo de “pulverização
das identidades sociais e culturais”.Giddens vai defender que existe também um
tipo de “reflexividade da sociedade pós-tradicional” e em decorrência
disso, a melhor coisa a se fazer é valorizar as “teóricas feministas e
teóricos pós-coloniais” (Andreas Huyssen) considerando como algo necessário
para que esta sociedade planetária possa evoluir e se desenvolver.
A visão passada é vista como fator preponderante de
sobrevivência e precisa-se enxergar a construção de novos caminhos e tendências
como solução das problemáticas mundiais. Independentemente de suas infinitas
contradições. E é exatamente aí que nasce o perigo.
OS “PÓS” E “CONTRAS”
A pós – modernidade, Iniciada segundo estudiosos, em 1989, com a queda do Muro de Berlim na Alemanha, tem trazido muitas e
diversificadas novidades para quase todas as áreas científicas; variando desde o
campo da Medicina, passando pelas ciências sociais, teológicas, filosóficas até
os das Ciências Exatas tais como a Informática, robótica e a Cibernética.
É bem verdade
que com a chegada da pós-modernidade, a internet se desenvolveu
de uma forma tão incomensurável que serviu de plataforma para a proliferação da
cibercultura. E estes três formam uma rede contextual que abraça tudo
que se entende por Vida Social Contemporânea.
Não é a toa
que a fase da pós-modernidade tem agregado à inflação da subjetividade, a
proliferação do condão individual bem como a quebra da centralização digital
por intermédio dos instrumentos utilizados nos meios de comunicação, inimigos
ferrenhos dessa pós modernidade tão bem definida pela "digitalidade".
Talvez você se questione “como assim?” Bem, com a chegada da produção digital de
informação, a mídia tornou-se um instrumento de fácil manipulação para qualquer
indivíduo.
Em decorrência de tal ação, produtores e consumidores
tem colocado em xeque o que entendemos por “Capital Intelectual”. Em
outras palavras, esse conhecimento, sabedoria e vivência que as pessoas
profissionais possuem, conforme tão bem conceitua a professora Dedila Costa, tutora
titular da Gupy, empresa líder em tecnologia para RH no Brasil, tem gerado “n-ésimos”
conflitos entre essas duas categorias de pessoas, que formam os produtores e
consumidores e que concomitantemente vem contribuindo para construção de uma
economia nova com capacidade de alterar as bases de uma sociedade. tudo isso
pelo simples fato da queda radical de tudo aquilo que entendemos por custos produzidos
pela criação da informação.
Neste momento é que, segundo alguns doutrinadores,
entra o reconhecimento do fenômeno chamado “Marketing”. Pois será através dele
que se percebe um novo significado para tudo aquilo que gira em torno de uma
Marca, Palavra ou Termo, substituindo radicalmente os seus conceitos
pré-existentes. Um grande
exemplo para os simpatizantes de tal pensamento é o caso da mulher modelo que
além de exercer os ofícios maternais em seu lar, simultaneamente tem um ótimo
desempenho como funcionária no setor que trabalha. Em outras palavras é tão ágil
na função que exerce no setor trabalhista como companhia perfeita para o seu cônjuge
sendo uma exímia executora de suas funções domésticas e artes gastronômicas. Ou
seja, desenvolvem papéis notoriamente diferentes que requer imagens e personalidades
distintas,geralmente, apenas numa mesma pessoa
feminina.
Temos um outro exemplo semelhante, é o caso de alguns centros comerciais
pois na maioria das vezes além de consumir nos próprios estabelecimentos
comerciais, acatar a outros tipos de entretenimento (outras ramificações de
marketing) como no caso dos Nordstrom’s. Este é um tipo de centro
comercial em que ocorre tranquilamente o consumo de seus funcionários e concomitantemente
estão desfrutando de um concerto ao vivo. Ou seja, o consumidor tem a
oportunidade de consumir experiências fragmentadas distintas. Para alguns aparentes visionários pós-modernos, são
exemplos como estes que a cada ação consumidora, consumidor assume a
responsabilidade de executar variados atos com propósitos distintos
simultâneos. Indubitavelmente
essa “fragmentação”, no transcorrer do tempo, transformou não só a habilidade
de leitura como também contribuiu, nesta nova tendência pós-modernista,
para as novas descobertas de conectividades entre seus diferentes objetos.
O que vem automaticamente à tona quando tratamos de tais objetos são os famosos
fabordões tais como “Heartbeat of America”, “Leva a amizade a sério” e “Just
do it”. Essa facilidade de se fazer associações entre imagens e
significados é a base fundamental e o famoso “jus operandi” da cultura
do marketing.
Nessa nova
visão pós-moderna, tudo aquilo que entendemos de consumo vai mudar radicalmente.
Ao invés de ser ignorado ou relacionado ao profano passa a ser aceito de forma
totalmente liberal. Deixa de ser algo destrutivo, passando a ser algo de pura
normalidade, sem aqueles encargos ou pressões que beatizam e supervalorizam a
produção.
Tendo como um dos pilares principais o marketing, porém
obedecendo uma diligência em que as pessoas se autodefinem da mesma forma que
definem sua forma de viver na sociedade hodierna. Cada pessoa, na posição de
consumidora, tem a oportunidade de ter diversificadas experiências provocadas pelas
escolhas que fazem. Quando tratamos disso dentro da ótica da produção, temos
uma relação em que as mercadorias são as comodidades (serviços, comidas,
perfumes, etc) e os produtores são os próprios indivíduos. Na pós-modernidade
vai ocorrer um tipo de “inversão de posições “, onde o consumo assumiu o
lugar da produção e a produção o lugar do consumo. Nessa relação os produtos
são as pessoas e os produtores, na maioria das vezes, são as imagens (muito bem
representadas nas comodidades, alimentos, produtos, etc).
CARACTERÍSTICAS DA PÓS-MODERNIDADE
De acordo com a ideologia, quase mundial, da
globalização e pluralidade, com o término da bipolarização imposta pela Guerra
Fria, a sociedade planetária passou a viver debaixo de uma Nova Ordem. Folheando
as páginas históricas do tempo e do espaço, perceberemos algumas
características identificativas, tais como o “boom” das redes sociais, internet
em geral, monopólio do sistema capitalista e grandes avanços da tecnologia, que
contribuirão para àquilo que se entende por “pós-modernidade” bem como a
consolidação dos Princípios que a definem.
Com o intuíto do dileto leitor identificar e
diferenciar a modernidade da pós-modernidade, traremos
a posteriori um quadro analítico e comparativo para que sejam evidenciadas, de
forma clara e indiscutível, as respectivas distinções de ambas. Porém antes,
evidenciaremos algumas características basilares deste segundo movimento. Estas
características giram em torno de movimentos que adotam entre outras coisas, tudo
aquilo oposto a tradicional modernidade tal como a mesclagem do “hiper-real” (imaginário)
com o real, pluralidade, abandono de regras e valores, individualidade, incertezas,
produtividade em série, liberdade total de expressão, inexistência de regras e valores,
espontaneidade e tudo aquilo antagônico a valorização exagerada da racionalidade,
ciência e valores burgueses exacerbados. Se fossemos resumir estes pontos identificativos em poucas palavras diríamos
que se trata de um tipo de “aglomeração variada de tendências”
que duram até os atuais dias não só na convivência social como também nos meios
políticos, filosóficos, artísticos e infelizmente religiosos. No mundo
das artes, há um literal abandono dos compartimentos de gêneros. Não existindo
mais formalidade relacionada as artes, bem como nas esferas da cultura e
sociedade. O que existe na verdade é uma concreta mistura e multiplicidade de
estilos.
O que ocorre é uma descarada tentativa para que o ser humano
pós-moderno, 24h por dia bombardeado de informações, possa “desfrutar” de uma nova
forma de viver, embasado na transitoriedade da vida, narcisismo, pedantismo,
fome insaciável pelo prazer e adoção do hedonismo como estilo de
vida. Independentemente das vantagens que essa “era
tecnológica” oportuniza, como o exemplo a homogeneização da globalização com a produtividade
articulada e sistematizada dos produtos, o pós-modernismo é um tipo de
tendência que vai gerar mistura total. Essa “nova tendência” vai neutralizar
não apenas “ ethos” comportamentais como também gerará um mundo
hipotético de incertezas baseado no pensamento nietzschiano
da aniquilação do indivíduo ou do grupo social no qual ele faz parte. Em outras palavras, acaba a ideia de uma
mesma pessoa gostar ou de uma modalidade A ou de uma modalidade
B. Passando a gostar das duas modalidades. Ou seja, o mesmo indivíduo pode gostar
de música clássica e ao mesmo tempo de música popular sem ter que opinar
apenas para uma das modalidades. Trocando-se o “ou” pelo “e”.
Como falado, o que nós vemos é uma verdadeira quebra com a ideologia
moderna iluminista. Acaba-se com essa ideia da construção de uma sociedade
perfeita baseada em princípios que eram outrora considerados sagrados e únicos
em sua essência. Em suma, as principais características são:
- Junção de inúmeros
fragmentos (oriundos de diversificadas tendências, culturas, estilos, etc);
- Hiper-realidade (junção
entre o real e o Irreal, em especial de plataformas e redes virtuais);
- Subjetividade
(uma verdadeira quebra das verdades absolutas e acato ao relativismo onde
aquilo que se entendia como único e verdadeiro passa a ser interpretado com
apenas uma das possíveis possibilidades);
- Surgimento do
consumismo,narcisismo e hedonismo
(em confronto direto agora com o desprezado
“pensamento coletivo”);
-
Pluralidade e Policulturalidade (isso é o efeito ou
resultado da globalização e aculturação);
- Extermínio
à Centralização;
- Valorização e curtição do transitório “Carpe
Diem”;
-
Vulgarização dos valores morais, éticos, religiosos e até mesmo sagrados.
(Zombar de forma a banalizar e até mesmo extinguir tudo que gira em torno do
moral e sagrado)
Vamos observar
aqui uma mesclagem de diversos estilos que cresce juntamente com uma exploração
aguda da pluralidade bem como um tipo de desfragmentação estilística. É em
essência uma nova mentalidade pós-moderna. Tudo isso vai contribuir para que
haja um domínio pela imaginação das mídias eletrônicas. Vai haver uma
verdadeira comemoração e estímulo pelo consumo como um tipo de manifestação
individual. Também pode ser percebido um tipo de “pluralização” de culturas, e
como produto dos distanciamentos somados aos rendimentos temos a “polarização”
social. Vai ocorrer um verdadeiro desmoronamento da tríade usada como principal
slogan da Revolução Francesa: “Liberté, Egalité, Fraternité”.
Tudo isso que gira
em torno dessa influência pós-moderna, serve de plano de fundo para hospedar,
valorizar e proliferar uma lógica Cultural elevando de forma desenfreada um dos
piores inimigos da fé cristã co-denominado “RELATIVISMO” (Moral e
Cultural) que por sua vez tenta justificar o HEDONISMO. Quando falamos em pós-modernidade,
precisamos entender que VERDADE ABSOLUTA
é o” X” da questão! Atualmente aonde chegamos, quer seja na Escola, no
Trabalho, na Faculdade, na política, na mídia ou em qualquer segmento da
sociedade, iremos conviver com pessoas que aparentemente não tem partido
ideológico, mas que infelizmente, respiram e convivem, (enraizados desde o
berço) com o relativismo moral. Pior do que o hedonismo, o relativismo moral
é um câncer que tem matado espiritualmente muitos jovens cristãos.
Na realidade temos um conjunto de fatores que
somam pra essa triste realidade, porém um dos braços “modus operandi”
desse perverso mecanismo é A mídia
ideológica – que tem arrebatado muitos cristãos sem base e sem segurança
nas Escrituras. Ora, a imprensa NA POSIÇÃO DE QUARTO PODER da sociedade, que
deveria ter o papel de INFORMAR e ser a principal defensora da democracia, está
manipulando e doutrinando pessoas em massa e as transformando em verdadeiros fantoches. Hoje a mídia quer seja televisiva, radiofônica ou digital, está mais pra
“camufladamente” DOUTRINAR as pessoas do que noticiar! Não precisa ser
nenhum “expert” em Teologia para compreender que o relativismo é patrocinado
pelo príncipe das trevas, satanás, e tem a tarefa de arrebatar massas para o
abismo eterno! Estão tentando infiltrar através de ensinamentos e doutrinas dentro
de centros universitários de formação a ideia de que Religião é atraso de vida,
o ópio do povo. Tentam por indução dogmatizar que RELIGIÃO e CIÊNCIA são coisas
opostas e ANTAGÔNICAS ou que RAZÃO e FÉ são extremas. Passando uma ideia de que
cristão não pode ser RELIGIOSO e ao mesmo tempo CIENTÍFICO! Essa mídia
ideológica se esforça para passar a ideia de que CIÊNCIA e RELIGIÃO por serem
opostas, não podem interagir. Aqui está uma clara tentativa de colocar o jovem cristãocomo retrógradoe o ateu (cientista) como
o entendido. Mas temos total ciência que a razão foi dada ao ser humano para que agisse com seu livre arbítrio e
tivesse ciência de sua diferença em relação aos demais animais. Ciência e
religião não precisam ser antagônicas! Ciência trata do natural, religião e
fé do sobrenatural e ponto final.A própria filosofia tomista
vai provar que a “razão deve trabalhar a serviço da fé!”.
Infelizmente, hoje o mundo em que habitamos está dominado e regido
pelo relativismo moral que por sua vez está apoiado em uma plataforma com três bases:pluralização, privatização
e secularização. De acordo com o professor, Pastor e escritor Hernandes
Dias Lopes, o relativismo moral, nesta primeira base, a ideia é a
seguinte: “O MUNDO É PLURAL!”. Em outras palavras, há muitas ideias existem
MUITAS IDEOLOGIAS, ha muitas religiões, há muitos conceitos. não existe um conceito,
não existe um valor, não há uma
verdade absoluta, a verdade é plural! Ora, desde o lançamento da principal obra
de teoria do conhecimento, o livro “a crítica da razão pura” (um dos
mais influentes trabalhos na história da filosofia, e dá início ao chamado
idealismo alemão.) do filósofo Emmanuel Kant,
é que o homem deixou de pensar de forma absoluta! o relativismo moral é subproduto deste pensamento, desta
cosmovisão. Dessa maneira nesta sociedade onde reina o relativismo (onde o
relativismo é absoluto), a ideia é a seguinte: “não existe o certo ou errado".
O pensamento equivocado vai seguir parâmetros tais como: “O que é certo
pra você pode ser errado pra mim, portanto também não tem verdade absoluta
porque o que é verdade pra você pode ser mentira para mim. Então o mundo é
PLURAL onde cada um tem sua própria verdade!” Uma outra base dentro dessa plataforma
é a questão da privatização, que gira mais ou menos na seguinte linha de
raciocínio: “Cada pessoa tem sua própria verdade, onde a verdade não é objetiva,
mas sim subjetiva onde tá mais relacionado há uma questão sentimental do que
conceitual. Portanto, nesta concepção herética, cada um vive na sua verdade, e
cada um faz suas próprias escolhas e preferências. Em um mundo em que todos
devem viver sem existir um melhor ou mais certo do que o outro. Afinal de
contas, o mundo além de ser PLURAL também é PRIVATIVO!” Talvez querido
leitor você ainda não esteja entendendo esse absurdo, mas a ideia por exemplo,
é mais ou menos que a homoafetividade, o adultério, a prostituição, o aborto, a
depravação, o consumo, uso e venda de drogas, tudo isso são coisas normais e devem ser legalizados e aceitos
uma vez que as verdades são relativas!
É como se as verdades absolutas da Bíblia fossem apenas algumas das verdades
presentes para alguns, mas ineficientes para outros. Uma estratégia satânica
para gerar contrassensos, colocando em xeque a veracidade da Bíblia. Porque
no exato momento que é defendida a tese que “toda a verdade é relativa”,
se a maioria das pessoas, por exemplo, opinasse pelo extermínio de uma
minoria (como Adolf Hitler fez) isso passa a ser moralmente
correto? Os campos de concentrações são
moralmente corretos? Finalmente
chegamos na terceira base dessa
plataforma na qual o relativismo está apoiado,
a famigerada “secularização”. Aqui a ideia é a seguinte: “Deus, se existe, deve ser reduzido a um
templo religioso
mas ele não pode interferir na minha vida, no meu casamento, na minha família,
no meu trabalho, no meu lazer, nos meus desejos, nas minhas preferências ou escolhas
sexuais ... eu sou o senhor absoluto do meu coração, eu sou o que rege a minha
própria história.”Dessa maneira encontraram-se respostas mecanicistas
para explicar: a Vida, o Universo, a História
e Deus empurrado para lateral. É por isso que vivemos nesse relativismo moral
que governa a mente e o comportamento das pessoas. Neste cenário, é importante
afirmar que nós cristãos, cremos em verdades absolutas. Nós acreditamos em
valores absolutos. Nós cremos em princípios absolutos! É por isso que o
cristianismo é um tipo de “contracultura”.
É remar contra a maré. É não se conformar com este século. (Rm 12.1,2)
Na realidade, conforme nós observamos, todos os fenômenos acima supracitados a pós-modernidade,
não só giram em torno das indiferenças a todo um conjunto de processos
intelectuais, flutuantes e indeterminados bem como uma programação formada por
traços sociais indicando a erupção de algo descontínuo ao convívio da
modernidade ( como no caso da crise trabalhista, queda do individualismo, desaparecimento
da historicidade, alterações na sistemática de produção e presença total e
global da cultura narcisista), como também convergem para um único ponto: um raciocínio cultural que centraliza o
relativismo.
Queremos dizer com tudo isso
que quando tratamos de pós modernidade estamos em essência avaliando o
predomínio do “imediatismo automático”, da ausência de limites fronteiriços; passando
a ideia do desaparecimento da distância entre povos e culturas; e isso se dá
devido ao crescimento tecnológico com todos seus recursos virtuais trazendo
áudio imagens de forma instantânea. Quando
tratamos de “urbanismo”, cidades inteiras são negociadas aos troncos e
barrancos, pois a ideia passada é que são cidades onde reina o caos e a bagunça
que tem como pilares: a fragmentação, a descontinuidade e o efêmero tão bem
representados pelos padrões de diferentes graus de complexidade. É uma
verdadeira mudança de valores onde o que valem, são respectivamente, o atraente,
a individualidade, a novidade, o fugidio e o efêmero. Essa metodologia instantânea e acelerada vai aumentar
o consumismo de uma forma jamais vista: passando a ideia de que tudo, desde
pratos de plástico a cônjuges, é descartável; vemos uma Publicidade “manipulada”,
“manipulável “e ao mesmo tempo “manipuladora” de vontades, patrocinando a
sedução e supervalorizando a efemeridade da vida. É uma proposta que vai
englobar a Ecologia, o meio ambiente, a Política, o Marketing, a Administração
o Feminismo e a própria Religião. Muitos
estudiosos têm uma grande dificuldade em distinguir a modernidade da pós-modernidade.
Para sanar tal dificuldade faremos um quadro analítico e Comparativo:
MODERNIDADE
PÓS - MODERNIDADE
COMEÇO
da Revolução francesa
FIM
na Revolução francesa
Pensamento
LINEAR e CARTESIANO
Pensamento
FRACIONADO
Projeto
em torno da COLETIVIDADE – a incessante busca do “sonho utópico”
INDIVIDUALIDADE
- o que vale são os prazeres pessoais e individuais
A
eterna busca da ORDEM e do PROGRESSO
GLOBALIZAÇÃO
- fim do territorialismo, defesa da ACULTURAÇÃO
Trabalho
intenso Visando um FUTURO melhor para a coletividade
HEDONISMO
- o que importa é o PRAZER no PRESENTE e no AGORA.
“TEOLOGANDO” DE REFUTANDO O LADO SOMBRIO DA
PÓS-MODERNIDADE
Falando em pós-modernismo, lembremo-nos
que estamos na íntegra tratando de um tipo de resposta a tudo aquilo que foi
prometido falsamente pelo modernismo, inclusive “falhas gritantes” como por
exemplo o uso único da razão humana para melhorar o mundo e a humanidade. Como
uma das bases do modernismo, era professar que “absolutos não existem”,
então, se manifestando como um “grito opositor”, o pós-modernismo tenta “consertar”
e “compensar” este “erro” moderno, inicialmente, eliminando por completo a
verdade absoluta. Transformando não só todo o Sistema, como também as Ciências
empíricas e a própria Religião,” relativizando” a fé e primando pelos desejos
de uma única pessoa.
Uma proposta aparentemente
interessante, porém, perigosa e minuciosamente trabalhada, no coração do
inferno, para tentar desvirtuar a ortodoxia bíblica e destruir as bases da fé,
da família e da igreja. O alto grau de periculosidade da visão pós modernista é
terrível, inclusive comparada, segundo a ótica de grandes teólogos, como um
tipo de escadaria cujas bases já são iniciadas com a recusa da verdade
absoluta, deixando a deriva os lemes dos limites e diferenças presentes na
Bíblia e tudo que venha a girar em torno da fé e da religião gerando uma
filosofia pluralista religiosa. Em outras palavras, defendem entre suas
afirmações“que não existe crença verdadeira, portanto ninguém pode
afirmar que sua religião é a correta!”
Quando falamos em mundo relativo e pós-moderno,
podemos bíblica e teologicamente afirmar, que desde a queda do primeiro Adão (Desde
o exato momento em que o pecado entrou no mundo), nasceu uma inimizade entre os
preceitos divinos e os conceitos mundanos. O sistema humano e planetário mergulhou
em um cataclisma moral, um antagonismo satânico (campo do contraditório,
oposição a tudo relacionado a Deus e a verdade absoluta). Hoje há uma
verdadeira distorção ideológica, uma cosmovisão errada e pecaminosa, de caráter Hedonista(Hedonismo, filosofia
que coloca o prazer como bem supremo da vida humana. Do grego “EDONÊ” = Prazer).
O Hedonismo diz: “- O IMPORTANTE É SER FELIZ! O
IMPORTANTE É O PRAZER!”. Apesar
do hedonismo ter sido sempre muito elogiado pelos gregos e romanos, ele é a
incessante busca do prazer e tem sido um dos principais males da geração atual.
O prazer para o hedonista é LIBERA GERAL: álcool, drogas, masturbação, lascívia
virtual, prostituição digital, vícios cibernéticos, etc).
Fazendo nossas as palavras do
célebre professor e conferencista Luiz
Riscado em sua obra intitulada “VILÕES DA ALMA”, o hedonismo é “como
um vírus semelhante ao HIV, o vírus
da AIDS. Que fora da célula não apresentará mal algum, pelo fato de não ter
capacidade de se reproduzir sozinho. O Problema é quando o vírus encontra um
hospedeiro, principalmente o que ele mais gosta: a célula do corpo humano. Como a célula não vai permitir que ele entre, o infeliz vai desenvolver um meio,
ou seja um mecanismo para concretizar seu propósito. Ele vai tentar fazer com
que a célula ache que o vírus pertence àquela célula a ela. E para isso
acontecer, o vírus se faz passar como elemento integrante da célula pra enganar
a célula do seu corpo, então ele entra na fábrica da célula que multiplica os
elementos celulares e faz a festa! Pois é a célula que agora vai produzir
vírus, vírus, vírus e mais vírus! “
O interesse principal dessa “virose”,
é justamente ACABAR COM SEU CORPO!
O hedonismo, age da mesma
forma que um vírus. Não se apresenta como “corpo estranho” pra nós. Ele se
apresenta como alguém que está interessado em “satisfazer nossos desejos”, e “nossas
necessidades”. Equipolentemente, é o hedonismo em relação a sua intimidade com
Deus! Ele só sossega quando consegue matar sua vida espiritual e acabar na raiz
com a intimidade que você tem com Deus! O Hedonismo assim como o relativismo
são um dos maiores instrumentos, usado por Satanás, para afastar a raça humana
de Deus! O hedonismo como um vírus ao atuar em nós, camufla no mínimo três doenças espirituais:
1
- Egocentrismo (Culto ao “EU”, EGO no centro, o que importa
são meus desejos, minhas paixões, minhas vontades); Deus abomina o egocentrismo
e isto fere os mandamentos divinos ( Jr 5.26-28; Os 12.7; Mq 6.12; Pv 14.14a ; Is
65.2; Jr 7.24; Fl 2.21; 2 Tm 3.1,2a; Tg 2.15,16; Ec 5.13; Ag 1.6,9,10;
2
- Eudemonismo (postura de quem busca a felicidade como
prazer máximo, alvo supremo. Concepção tipo: “EXISTO PRA SER FELIZ”,
“FELICIDADE É UM DIREITO QUE TENHO”;Para os
adeptos pós-modernistas a felicidade humana deve estar acima de qualquer
coisa, mesmo que essa aparente FELICIDADE os faça
pecar e os afastar de Deus e da Sua Palavra; Mesmo que essa “felicidade” seja gerada por um
relacionamento homoafetivo e fira os princípios bíblicos;
mesmo que essa “felicidade” possa ser gerada pelo uso de drogas, etc e destrua
o corpo humano que foi feito para o Espírito Santo habitar( I Cor 6.16,17,19; Ef
2.21); mesmo que essa “felicidade” possa ser gerada pelo sexo antes do
casamento, ferindo as leis divinas.( I Cor 7.9; Ml 2.15-18; I Tess 4.3-5)
Tudo isso acima mencionado é infecção do hedonismo que maleficamente
tem cegado as pessoas e mascarado o eudemonismo!)
3
- Antropocêntrico(tudo
tem que girar em torno do homem, Deus sai de cena e o homem no centro de tudo.
Esse é o principal problema do homem
hodierno: O antropocentrismo). Apresentada essa problemática, nociva ao
homem que feito a imagem e semelhança de Deus ( Gn 1.26; 2.7) , só nos resta
uma única coisa a fazer, para se vencer essa VIROSE: precisamos evitar o mundanismo
e desenvolver ANTICORPOS morais e espirituais! (Ec 2.11,12; Rm 12.1,2; I Jo
2.15-17; Tg 4.4-5;4.7; 4.8-10)
Essa questão de verdades relativas não vem de hoje, mas é o
produto de muitas gerações. No âmbito da civilização ocidental desde o filósofo
Augustinho de Hipona até o reformador Martinho Lutero, O que prevalecia era a verdade
dominada pelos teólogos. Porém com o advento do Renascimento, fez com que os pensadores
começassem a exaltar o homem, colocando-o no centro de tudo. Portanto não é
errado em acreditar que o “Renascimento é o avô do Modernismo cuja mãe é a Filosofia
Iluminista.”
A
declaração bombástica de Renée Descartes, seria
um divisor de águas entre o Teocentrismo e o Antropocentrismo: "Penso,
logo existo". Pois a mesma inauguraria o começo de uma Nova Era em
que Deus seria descentralizado e substituído pelo homem. Tudo que o iluminismo
precisava para a imposição de um modelo racional e científico para determinar a
diferença de inverdades em verdade.
Defenderia
que apenas ciência é o que importava, pois, a mesma forneceria dados
científicos que poderiam racionalmente ser interpretados. As portas foram na íntegras
abertas para verdades relativas, exato momento em que surgiu, em 1781, a obra “A Crítica da Razão Pura” do prussiano Immanuel Kant. Ele
vai defender que conhecer a Deus era impossível E eis o motivo dele ter criado
a divisa entre “fé” e “fatos”, destacando que “Os fatos não têm nada a ver
com religião."
Desnivelaram o mundo espiritual ao campo das Ideias, Exaltando
as ciências empírica e as nomeando como autoridade máxima da verdade. Em outras
palavras para o sistema moderno a Bíblia estava descartada do campo da verdade
e da convicção, perdendo sua posição para a ciência. Não demoraria muito, para
o “santo patrono” da filosofia pós-moderna, Frederick
Nietzsche, envenenar ainda mais o campo das Ideias
com o "perspectivismo", salientando que “Sem perspectiva
e sem interpretação é impossível se adquirir o verdadeiro conhecimento.” Nietzsche formou seguidores, que difundiram o repúdio ao Divino
e sacro, bem como ignoraram qualquer coisa que girasse em torno da verdade
absoluta. Homens como,Rorty e Lyotard e Foucault
influenciados por Nietzsche, abominaram
para sempre qualquer coisa relacionada à religião e a infalibilidade da Bíblia.Outro ponto negativo da pós-modernidade é a terrível questão da AUSÊNCIA
DE DISCERNIMENTO.
Analisemos o seguinte, se para os pós-modernistas não existem
verdades absolutas, então tudo para eles vai depender apenas de pura interpretação
individual. A esse processo chamamos de DESCONSTRUÇÃO, ou seja, ainda que
você meu caro leitor, venha a lançar uma obra literária, não será você quem
realmente determinará a interpretação da mesma, mas sim o legente de vossa
obra. Sem falar que como teremos variados ledores, existirão interpretações variadas
e todas, acredite, com teor de validez. Absurdo é, pelo fato de não existir um
padrão definido, tornando impossível distinguir, de maneira coerente e permanente,
as diferentes interpretações. E quando tratamos dos aspectos religiosos e de
crença, é que a situação se agrava de forma estarrecedora e exponencial. A meta
satânica é justamente desmerecer e depreciar os valores sacros e eclesiásticos.No exato momento que há uma mentalidade voltada a um tipo de “pluralismo
filosófico”, há uma tentativa diabólica de que as verdades eternas e absolutas,
contidas na Bíblia, sejam encaminhadas ao campo das hipóteses.
Ora amados, no exato momento que a verdade absoluta é
descartada, e com a ausência de quaisquer formas de executar diferenciações indispensáveis,
oriundas das várias crenças e religiões,
na balança de equilíbrio entre o que é certo do que é errado, o que é ortodoxo
e o que é herético, só podemos chegar a um única análise de que as inúmeras ramificações
religiosas devem ser lamentavelmente consideradas, da mesma forma, válidas. Isso tudo, baseado nas lentes da Ortodoxia
bíblica, não é outra coisa a não ser sinônimo de puro sincretismo. Uma
verdadeira “salada de frutas, com direito a leite condensado“. Santa
paciência.
Um dos objetivos primordiais dessa pluralidade é colocar uma
mordaça na boca da igreja e noiva do cordeiro, pois impede que qualquer
religião venha a pronunciar que seu segmento é verdadeiro e os demais falsos ou
inferiores. Isto é, com a chegada do pluralismo religioso filosófico, a partir
da pós-modernidade, nada mais será considerado herético. Até mesmo o ato de
expulsar um demônio será considerado um crime de intolerância religiosa, pelo
fato te atrapalhar e prejudicar a igreja satânica, por exemplo.
"No meu
humor mais sombrio, às vezes me pergunto se a cara feia do que chamo de
pluralismo filosófico é a mais perigosa ameaça ao evangelho desde o surgimento
da heresia gnóstica no segundo século".
(D.A. Carson)
Não precisa ser um profundo conhecedor das doutrinas teológicas ou um
expert em Apologética para compreender que esse pluralismo filosófico em
conjunto com essas verdades relativas são verdadeiros perigos progressistas
presentes na pós-modernidade onde afronta diretamente as igrejas cristãs e as
doutrinas bíblicas pelo desagradável fato de desprezar por absoluto a palavra
de Deus, tentando invalidar a sua infalibilidade e autoridade sobre as pessoas.
A Bíblia é o conjunto das verdades absolutas e a igreja é quem afirma isso e
defende. Na realidade foi o próprio mestre Jesus Cristo o responsável em: "Dar testemunho da verdade" (João 18:37).
Ora, como é que a pós-modernidade defende que “não existe Verdade
absoluta” e ao mesmo tempo ratifica uma verdade absoluta que é: “NENHUMA
VERDADE DEVE SER AFIRMADA”? Elementar que isso fere diretamente o princípio da
contradição aristotélica. Eles dizem que não acreditam
em verdade absoluta. Mas eles próprios defendem essa verdade absoluta acima
exposta.
O interessante é que quando paramos para observar textos tais como o de Atos 17:30, vamos observar, dentro do areópago, as
palavras Paulinas pronunciadas aos epicuristas e aos filósofos estóicos. Temos
a declaração de Paulo que, ao contrário de dizer “isso é a verdade para mim
mas pode não ser para vocês”, ao contrário, era uma “metanarrativa divina”
de ordem exclusiva, direta, objetiva e global, direcionada a todas as pessoas,
sem acepção de cor, raça, sexo, tribo, línguas e nação.
Não são poucos os erros e as falhas em muitas
declarações do pensamento pós-modernista. Aqui temos mais um nítido exemplo.
Pois, caso venham a insinuar que Paulo neste texto supracitado está equivocado,
os mesmos cometem um erro gravíssimo contra a sua própria filosofia pluralista,
onde defende que toda a religião é igualmente verdadeira. Assim como não é
arrogante quando um professor de matemática insiste que 2 +2 = 4 ou quando um
serralheiro insiste que apenas uma chave se encaixará na porta trancada, não é
arrogante que o cristão se erga contra o pensamento pós-moderno e insista que o
Cristianismo é verdadeiro e qualquer coisa que se oponha a ele é falsa. A
verdade absoluta existe de fato, assim como existem consequências de estar
errado. Embora o pluralismo seja até desejável em matéria de preferências
alimentares, não é útil em questões sobre o certo e errado. Há mais do que um
simples dever, existe um verdadeiro compromisso na vida de cada cristão genuíno
em mostrar as pessoas as verdades absolutas e ortodoxais da Bíblia. Tudo isso
com muito amor. Todo cristão sabe que Jesus não é uma verdade, mas sim a
verdade absoluta. (Jo 14.6) e mesmo contra toda uma influência progressista e
pluralista, deve o mesmo primar em defender aquilo que tão bem se expressou o nobre
professor e reverendo Hernandes Dias Lopes,
que “Neste
mar de relativismo, o Cristianismo é uma ilha de verdades absolutas!”