A paz do Senhor a todos! Passando para lembrar nosso culto matutino nesta segunda-feira (29), das 5:30 às 6:30h. Os hinos sugeridos são 390 e 432 da Harpa Cristã. O texto bíblico para meditação e oração será Is 15.5. Conheçamos o aprendizado que Deus deixou-nos aqui:
1) "O meu coração clama por causa de Moabe; fugiram os seus nobres para Zoar, como a novilha de três anos, porque vão chorando pela subida de Luite, porque no caminho de Horonaim, levantaram um lastimoso pranto.” A situação de Moabe estava como dizia Homero em seus escritos ao narrar a tragédia de um povo: “Só em contar já é terrível!” Precisamos saber quem era Moabe para entendermos a espiritualidade de Isaías. Esse povo surgiu de um incesto de Ló com uma de suas filhas, depois da fuga de Sodoma. Elas, apesar de criadas na casa de Abraão, nunca se converteram ao Deus verdadeiro e seguiram os passos de sua incrédula mãe, que pereceu transformada em uma estátua de sal na fuga de Sodoma (Gn 19.35-38). Esse povo, apesar dos laços de parentesco com Israel, visto Ló ser sobrinho de Abraão, sempre odiou e tentou prejudicar Israel. Deus proibiu os israelitas de molestá-los (Dt 2.9) e Israel sempre os tratou bem, mas eles nunca corresponderam à bondade de Israel consigo. Contrataram Balaão para amaldiçoar Israel no deserto (Nm 22-24). Não tendo dado certo a mandinga, contrataram meretrizes para fazer os jovens israelitas pecarem e assim perderem a benção de Deus (Nm 25). No período dos juízes muito perturbaram os israelitas (Jz 3.12-30) e causaram muitos danos.
Tudo isso podemos classificar como inveja familiar, que é pior que a inveja vinda de fora. Agora, séculos depois, o Senhor vem com o ajuste de contas e permite que os famigerados assírios os destrua e disperse de forma cruel, conforme está registrado no texto em apreço. O que nos causa admiração é o fato de Isaías, um israelita patriota, chorar e lamentar a desgraça de um inimigo figadal do seu povo como o era Moabe, em um tempo em que ainda vigorava a lei vétero testamentária do “dente por dente, olho por olho”. Como pode um sentimento de amor como esse, chorando pela desgraça do inimigo?! A única resposta que temos é que Isaías, como profeta messiânico, já desfrutava das bênçãos e doutrinas da era obediente à doutrina que seria trazida pelo Cristo, do qual ele profetizara.
Um verdadeiro cristão não se alegra com a desgraça dos que lhe fazem ou querem mal, antes ao ter notícias das tragédias que vêm sobre os tais, chora e lamenta, pedindo a Deus misericórdia para eles. Afinal, o Senhor nos ensina: “Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem, para que sejais filhos do Pai que está nos céus.” (Mt 5.44-45). Só assim entendemos o motivo de Isaías chorar pelos moabitas.
OREMOS para o Senhor nos dar a graça que deu a Isaías de amar os nossos malfeitores; para o Senhor dar um coração quebrantado aos “moabitas” dos dias atuais, para que se arrependam de suas maldades, evitando assim a destruição deles. Estejamos com o Senhor no jardim de oração!
Rev. José Orisvaldo Nunes de Lima
Presidente da Assembleia de Deus no Estado de Alagoas