Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado de Alagoas

20 anos: sobreviventes do ‘11 de Setembro’ relatam milagres

Após duas décadas, e 3 mil vítimas fatais, as histórias sobre os ataques terroristas de ‘11 de Setembro’ continuam vivas na memória dos sobreviventes.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO 9NEWS E WANE / GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE CHRISTIANITY DAILY E BILLY GRAHAM EVANGELISTIC ASSOCIATION

Vinte anos se passaram desde os ataques terroristas de 11 de Setembro. Muita coisa mudou, mas uma coisa que permanece a mesma é a força e a resiliência de cada sobrevivente. Dezenas de histórias de milagres podem ser encontradas. Para esses sobreviventes, detalhes como uma chamada da esposa ou decisões sobre o que fazer em meio à tragédia, foi parte de um plano divino para preservar suas vidas.

"Chamas mais vermelhas do que qualquer outro vermelho que eu já vi em minha vida, quando eu olhei para a lateral do prédio", lembrou Joe Dittmar, que morava em Chicago, mas tinha ido ao World Trade Center para uma reunião de trabalho.

Dittmar estava na Torre Dois, e, além das cores chamativas das chamas, se lembra de todos os cheiros gerados pela combustão e explosões, as expressões das pessoas e os barulhos de sirenes e quedas de objetos.

"Lembro-me de ser capaz de ver através daquela fumaça, através daquele fogo, dentro dos enormes buracos negros do edifício e de ver pedaços da fuselagem de um grande avião, um grande avião alojado dentro do edifício. E eu me lembro, meu Deus, eu estou pensando comigo mesmo: 'Como o piloto não viu aquele prédio? Como ele atingiu o prédio?'”.

Horrorizado, Dittmar viu papéis, móveis de escritório e pessoas serem sugados da torre. "Eu estava com tanto medo", lembrou. "Tanto medo. Tanto medo. Eu só queria ir para casa."

O primeiro avião atingiu a Torre 1 por volta das 8h45. Alguns minutos depois, às 9h03, o segundo avião atingiu a Torre Dois, onde Dittmar esperava por uma reunião de seguro no 105º andar. "Não vimos nada, não sentimos nada", disse ele. "Nós apenas tivemos esse lampejo".

Dittmar viaja pelos Estados Unidos como um livro de história viva, ensinando as pessoas sobre a realidade do que aconteceu em 11 de setembro. "Você pode se sentir muito mal, ou pode sentir, 'Obrigado Deus'", disse ele.

Dittmar fundou a iniciativa Always Remember. Seu objetivo é manter vivas as memórias de quase 3.000 pessoas que morreram em 11 de setembro.

Atraso de 20 minutos

Outra história chocante é a do sobrevivente Ari Schonbrun. O atraso ao sair de casa salvou sua vida.

“‘Você fez o pedido do livro com Baruch?, gritou minha esposa para mim quando eu estava saindo pela porta, a caminho do trabalho, às 6h45 da manhã de terça-feira, 11 de setembro de 2001”, lembra Ari.

“Me virei e voltei para dentro de casa para me sentar com ele e ajudá-lo com o pedido. Todo o exercício durou cerca de vinte minutos. Esses 20 minutos salvaram minha vida”, afirma Ari.

Ele chegou ao saguão da Torre 1 do World Trade Center por volta das 8:40 (vinte minutos depois do normal) e esperou por um elevador para o 78º andar, de lá ele pegaria outro que o deixaria no 101º andar, onde ficava seu escritório.  “Eu devia estar a cerca de 4 metros da minha fileira de elevadores quando de repente houve uma explosão. O prédio balançou, as luzes se apagaram, fui jogado no chão e havia fumaça por toda parte. Lembro-me de gritar. Mas não houve resposta”.

Ali começava o milagre do judeu Ari Schonbrun, pois se tivesse entrado no elevador ou se estive no seu escritório, como deveria estar se não precisasse gastar 20 minutos em casa, ele certamente teria morrido.

“Tenho representado essa cena repetidamente em minha mente nos últimos 15 anos. Não passa um dia que eu não pense nisso. Desde aquele dia, minha vida mudou. Tenho viajado pelo mundo, contando minha história, falando sobre os milagres que aconteceram comigo naquele dia”, declara.

“Tenho tentado fazer com que as pessoas entendam que Deus governa o mundo, não importa o que possamos pensar. Tento fazer as pessoas entenderem que o mundo está indo na direção errada e que há apenas um ser a quem podemos recorrer para obter ajuda”, diz Ari Schonbrun.

Impacto de fé

Christina Ray Stanton e seu marido, Brian, estavam entre os milhares de nova-iorquinos comuns que testemunharam a tragédia se desdobrar em seu apartamento no centro da cidade.

Ela diz que o evento teve um impacto profundo em sua vida e fé. “Eu tinha 31 anos na época e pensei: ‘Bem, eu estou no controle da minha vida, no controle do meu futuro. Eu só preciso trabalhar duro e Deus me dará o que eu quero’”, explicou ela à Fox News.

Mas aquelas convicções de Chirstina mudaram com o ataque terrorista que acontecia diante de seus olhos. "Nós vamos morrer?", Christina gritou ao marido. Ele respondeu com uma recitação da Oração do Senhor e começou a dizer aquelas famosas palavras: "Pai nosso, que estás no céu... Era como assistir a um pesadelo, e a cidade inteira estava imediatamente envolta em pânico e terror”.

Christina, que trabalhava como guia da cidade de Nova York na época, disse que mesmo sendo cristã, realmente não havia "internalizado a Bíblia".

“Quando os ataques aconteceram, eu aprendi que, na verdade, não tenho controle”, explicou Christina. "Minha visão de mundo foi totalmente alterada e eu realmente tive que recomeçar desde o início: 'Quem sou eu?’ e ‘E quem sou eu em Cristo?’”, contou.

Ela foi convidada a relembrar sua experiência e o impacto o ataque terrorista teve em sua fé durante um culto da Igreja que marcava o aniversário de dez anos do 11 de setembro.

Christina conta que foi como "tirar o pó" das memórias antigas, o que trouxe de volta uma série de sentimentos.

O impacto principal na vida de Christina foi sua nova função na sociedade. Ela deixou de ser guia turística e passou se tornou a diretora de missões em sua igreja, tendo se lançado ao ministério após uma experiência tão horrenda.

Seu marido, Brian, também foi profundamente impactado - ele deixou um emprego financeiro de alto nível em Wall Street para se tornar o diretor financeiro de sua igreja.

Segunda chance

Genelle Guzman-McMillan, nasceu em Trinidad e Tobago, ansiava por uma vida de brilho e glamour e, em 1999, ela foi para os Estados Unidos para encontrá-lo.

Em 11 de setembro de 2001, Guzman-McMillan estava trabalhando para uma agência temporária que a colocou na Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey como secretária assistente.

Os escritórios da Autoridade Portuária estavam localizados no 64º andar do World Trade Center, Torre 1.

O que começou como um lindo dia de outono para Guzman-McMillan, que ainda se lembra da saia lilás que usava, rapidamente se transformou em tragédia. Cerca de uma hora depois que o primeiro avião atingiu a torre norte do World Trade Center, Guzman-McMillan e seus colegas de trabalho decidiram descer a escada. Mas quando chegaram ao 13º andar, a torre desabou sobre eles. Só Guzman-McMillan sobreviveu. Seu resgate, após 27 horas, foi nada menos que milagroso.

Guzman-McMillan lembra que, durante o tempo que passou presa nos destroços, ela implorou repetidamente a Deus que lhe desse uma segunda chance na vida. E depois do que pareceu uma eternidade, um homem estendeu a mão e pegou a dela, dizendo que seu nome era Paul e que a ajuda estava a caminho.

Enquanto Guzman-McMillan estava se recuperando mais tarde, ela tentou encontrá-lo. Mas o grupo de bombeiros que veio em seu socorro disse que ninguém chamado Paul estava com eles. E apesar dos apelos de Guzman-McMillan através da mídia nacional, ninguém jamais se apresentou para se identificar como aquele Paul.

Guzman-McMillan finalmente passou a acreditar que Paul de fato nunca existiu, que ele era um anjo enviado por Deus. E em 2011, para coincidir com o décimo aniversário dos ataques terroristas, Guzman publicou um livro, Angel in the Rubble (Anjo nos escombros), contando o que havia acontecido com ela em 11 de setembro e nas horas seguintes.

“Deus nunca nos abandonará”: a mensagem que Billy Graham pregou aos EUA no 11 de setembro


Há 20 anos, o mundo todo contemplou o terror que surpreendeu os Estados Unidos. A imagem das torres gêmeas desmoronando em uma imensa nuvem de poeira branca acinzentada ficou gravado na memória de quem vivenciou aquele 11 de setembro de 2001.

Desde o atentado, o mundo nunca mais foi o mesmo. Voltando naquela semana de terror nos EUA, relembramos um momento que também se tornou histórico na história americana. Enquanto as pessoas ainda processavam o horror daquela terça-feira, Billy Graham pousava em Washington, passados 3 dias do atentado. 

No dia 14 de setembro, na Catedral Nacional de Washington, o evangelista se dirigiu à uma nação em choque para garantir que Deus não havia se esquecido dos EUA. Em uma mensagem poderosa de esperança, Graham ministrou sobre o amor, misericórdia, conforto e compaixão de Deus.

“Nos reunimos hoje para afirmar nossa convicção de que Deus cuida de nós, qualquer que seja nossa origem étnica, religiosa ou política. A Bíblia diz que Ele é ‘o Deus de todo o conforto, que nos conforta em todas as nossas dificuldades’”, introduziu o evangelista.

No sermão histórico, Billy Graham lembrou sobre a realidade e o mistério do mal. “Já me perguntaram centenas de vezes por que Deus permite a tragédia e o sofrimento. Devo confessar que não sei a resposta. Tenho que aceitar, pela fé, que Deus é soberano e que Ele é um Deus de amor, misericórdia e compaixão em meio ao sofrimento”, declarou.

Graham destacou que o evento terrorista era uma lição sobre a necessidade que o ser humano tem uns dos outros. “Que exemplo Nova York e Washington têm sido para o mundo nos últimos dias! Nenhum de nós esquecerá as fotos de nossos corajosos bombeiros e policiais, ou das centenas de pessoas que aguardam pacientemente na fila para doar sangue”.

“Uma tragédia como essa poderia ter dilacerado nosso país, mas, em vez disso, nos uniu. Então, aqueles perpetradores que assumiram isso para nos separar, funcionou de outra maneira — teve um efeito contrário. Estamos mais unidos do que nunca”, disse.

O pregador também falou sobre a brevidade e a incerteza da vida. “Nunca sabemos quando também seremos chamados para a eternidade. Duvido que aquelas pessoas que embarcaram nesses aviões ou entraram no World Trade Center ou no Pentágono na terça-feira pensaram que aquele seria o último dia de suas vidas. E é por isso que cada um de nós deve enfrentar sua própria necessidade espiritual e comprometer-se com Deus e Sua vontade”, exortou.

Billy Graham finalizou seu sermão incentivando os americanos a serem resilientes e se reconstruírem como nação numa base sólida: na confiança e fé em Deus. “Minha oração hoje é que sintamos os braços amorosos de Deus ao nosso redor e que, ao confiarmos Nele, saibamos em nossos corações que Ele nunca nos abandonará”, concluiu.

A Equipe de Resposta Rápida, um ministério de capelão da Associação Evangelística Billy Graham, foi criada por causa do 11 de setembro e atua até os dias de hoje por todo o mundo, dando apoio espiritual durante crises humanitárias.


Da Redação/AD Alagoas
[email protected]

Compartilhe esta notícia