Debaixo do sol e com muito calor, cerca de 3 milhões de evangélicos participaramm na segunda-feira da Marcha para Jesus, na Praça dos Heróis da Força Expedicionária Brasileira, na zona norte de São Paulo. Segundo estimativas da igreja Renascer, organizadora do evento, foram esperadas 5 milhões de pessoas até o término da marcha.

Ao som de 36 bandas, os participantes da marcha dançaram diversos ritmos, que vão desde o axé e pagode até o rock. Muitos usam sombrinhas para se protegerem do sol, outros aproveitam a sombra das árvores. Até o final da tarde, 88 haviam sido atendidas no posto médico após passarem mal por conta do calor.

Com um grupo de 70 jovens, Alexandre Fonseca, 22, veio de Valinhos na manhã de ontem e só foi embora quando o show acabar. Além dos diversos jovens que participaram da marcha o evento reuniu muitas famílias acompanhadas de crianças, como é o caso de Gisele Santos, 21, que veio com a filha de quatro meses e do marido. Ela saiu de Osasco (na Grande SP) para participar do evento.

A 17ª edição do evento acontece após o desabamento da sede da igreja Renascer, no Cambuci (centro de São Paulo), que deixou nove mortos em janeiro deste ano.

Discriminação

O apóstolo Estevam Hernandes disse que a igreja evangélica no Brasil sofre discriminação e incompreensão. Após participar da Marcha para Jesus, em São Paulo, o apóstolo disse que os evangélicos devem marchar para derrubar os "gigantes da discriminação".

"O maior gigante que a igreja brasileira tem de derrubar é o gigante da discriminação, da incompreensão e, principalmente, do estereótipo que lamentavelmente a sociedade como um todo crê naquilo que não é verdadeiro", afirmou Estevam, em entrevista coletiva, após ser questionado sobre o tema do evento neste ano: "Marchando para derrubar gigantes".

Na entrevista, Estevam fez questão de afirmar que responderia a perguntas somente sobre a marcha. Sônia não participou da coletiva. Perguntado sobre as críticas que alguns evangélicos fizeram, durante a marcha, a emissoras de TV que divulgaram reportagens sobre às supostas irregularidades da igreja, Estevam disse que "não ouviu nada" e que os "gigantes da igreja são espirituais".

Marcha

A marcha começou por volta das 10h, na Avenida Tiradentes, na zona norte, com a participação de 250 mil pessoas. A caminhada seguiu pela Avenida Santos Dumont, ponte das Bandeiras, praça Campo de Bagatelle e terminou na Praça dos Heróis da Força da Força Expedicionária Brasileira, onde foi montado um palco para a apresentação de diversas bandas.



Folha Gospel