Igreja Evangélica Assembleia de Deus no Estado de Alagoas

Lição 5: O grande mandamento

Resumo da lição com o pr. Jairo Teixeira Rodrigues.

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-“Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu poder.” (Dt 6.5).

-O amor a Deus expressa-se em obediência sincera, ensino no lar, prática constante da sua Palavra e do amor ao próximo.

 -LEITURA.  Deuteronômio 6.1-9.

 1. INTRODUÇÃO

 -Em Deuteronômio 6, Moisés apresenta o grande mandamento que resume a essência da aliança: amar a Deus de todo o coração, alma e força.

-Esse amor não se limita a sentimentos, mas expressa-se em obediência, devoção exclusiva ao Senhor e compromisso com a sua Palavra.

-Assim sendo, veremos que o amor a Deus deve ocupar o centro da vida, ser cultivado no coração e transmitido às futuras gerações por meio do ensino e do testemunho cristão.

  • Os mandamentos do Senhor não devem ser compreendidos como regras rígidas e inflexíveis, mas como expressões do cuidado e da sabedoria divina, pois “a Lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma” (Sl 19.7). Nesse aspecto, a aliança com Israel tinha como fundamento o amor de Deus. Em Deuteronômio 6, texto de estudo nesta lição, encontramos a declaração de grande fundamento conhecido como Shemá, cujo significado é “ouve” — “Ouve, ó Israel” —, que ensina a amar a Deus de todo o coração, alma e poder. Esse princípio também se aplica aos cristãos. Jesus reafirmou-o como o maior mandamento (Mc 12.29,30) e mostrou que amar a Deus expressa-se no amor ao próximo. Não se trata, portanto, de mera emoção, mas de compromisso que orienta a vida.

 I) Apresentar o amor a Deus como fundamento dos mandamentos;

II) Enfatizar a importância da Palavra na formação espiritual;

III) Expressar o amor a Deus e ao próximo por meio da prática.

-“Vivemos em um tempo de muitos amores concorrentes e corações divididos”. Por isso, esta lição convida-nos a redescobrir o que significa amar a Deus acima de tudo.

-Incentive os alunos a perceberem que esse amor não é apenas um sentimento, mas uma escolha diária que transforma o coração, fortalece a família e orienta toda a vida pela Palavra do Senhor.

: “Qual dessas heranças tem maior valor e dura por mais tempo?”.

  • “O ensino bíblico no lar é a mais valiosa herança que uma família pode deixar”.

 - A lição ensina-nos que o amor a Deus é o fundamento da vida cristã. Esse amor nasce da Palavra guardada no coração, fortalece a comunhão com o Senhor e deve ser transmitido às novas gerações. Desafie os alunos a separar, nesta semana, um momento para ler a Bíblia com a família, compartilhar um ensinamento bíblico e demonstrar, na prática, o amor a Deus por meio da obediência e do cuidado com o próximo.

I. O AMOR QUE SUSTENTA OS MANDAMENTOS.

 - Deuteronômio 6 apresenta os mandamentos como instrumentos divinos para formar um povo santo e exemplar entre as nações.            (Dt 6.1).

-A expressão “ouve, ó Israel” introduz um chamado profundo à escuta obediente (Dt 6.4,5). Não se trata apenas de ouvir com os ouvidos, mas também de acolher a Palavra com atenção, refletir sobre ela e praticá-la. Esse chamado resume a essência da aliança: Deus fala, e o povo responde com obediência e amor (Dt 32.29; Is 42.8).

-Nesses termos, amar a Deus de todo o coração, alma e poder envolve todo o ser — pensamentos, emoções, vontades e ações (Js 24.15; 1Rs 18.21). Jesus reafirmou esse princípio como o maior mandamento (Mt 22.37; Mc 12.29,30; Lc 10.27) e mostrou que a verdadeira espiritualidade fundamenta-se no amor obediente (Jo 14.15; Tg 1.22-25). A fé, portanto, não é apenas declarativa, mas também é vivida em relacionamento e prática diária.

“COMUNICANDO O AMOR DE DEUS. [...] Moisés diz que a comunicação da fé começa com o próprio amor que os pais sentem por Deus. O amor ‘de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu poder’ (v.5). Esse tipo de amor nos abre para Deus, para que Ele possa escrever os seus mandamentos em nosso coração (v.6). Mas, por que isso é tão importante? Porque enquanto os mandamentos de Deus parecerem apenas ordens gravadas numa pedra, nunca seremos capazes de transmiti-los ou de transmitir o nosso amor por Deus. É somente quando Ele escreve suas Leis no nosso coração, e eles passam a ter alguma expressão na nossa vida, que somos capazes de ‘intimá-las’ aos nossos filhos (v.7).

Quando o amor a Deus nos torna sensíveis aos seus mandamentos, e eles se tornam uma parte integral da nossa vida, somos capazes de falar sobre eles ‘assentados em nossa casa, e andando pelo caminho, e deitando-nos, e levantando-nos’. Deus, que é real para nós, também será real para os nossos filhos e, então o nosso amor por Ele encontrará guarida no coração dos nossos filhos e filhas.” (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Devocional da Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.111

“OUVE, ISRAEL:  Esta passagem é conhecida como o Shema’ (heb. Shama‘, ‘ouvir’). Era uma passagem familiar aos judeus na época de Jesus, sendo recitada diariamente pelos judeus devotos [...]. O Shema’ é a declaração clássica do caráter monoteísta de Deus; é acompanhado de uma dupla obrigação para os israelitas: 1) amar a Deus de todo o coração, de toda a alma, de toda a força (vv.5,6), e 2) ensinar a fé diligentemente aos filhos (vv.7-9).” (Amplie mais seu conhecimento consultando a Bíblia de Estudo Pentecostal: Edição Global, editada pela CPAD, p.312)

II. O AMOR DESPERTADO PELA PALAVRA

 -O coração do crente permanece avivado quando a Palavra de Deus habita nele (Dt 6.6), pois ela é viva e eficaz (Jr 23.29).

-O ensino da Palavra aos filhos deve ser constante e intencional no lar (Dt 6.7) e partir de pais que a vivam no coração (Lc 6.45). Assim, Moisés orienta que esse ensino ocorra em todo o tempo — ao assentar, andar, deitar e levantar — e mostra que não deve ser ocasional, mas contínuo, prático e relacional. Consequentemente, os pais conduzem os filhos a responder com prontidão à vontade de Deus. A fé é transmitida na convivência, forma valores e direciona a vida (Pv 22.6; Ef 6.4; 2Tm 3.14,15; Cl 3.17).

-O lar cristão enfrenta constantes influências contrárias à fé, como ideologias, relativismo e diversos conteúdos sem controle. Por isso, o ensino fiel da Palavra é indispensável (Dt 6.7) e deve ser aliado à vigilância espiritual (Cl 2.8) e à oração contínua (Sl 127.3-5; Ef 6.4). Por isso, cabe aos pais discipular os filhos com constância, formar-lhes o caráter e lançar sobre eles fundamentos espirituais sólidos (Pv 22.6; 2Tm 1.5). Esse ensino contínuo gera uma cultura de fé e preserva as futuras gerações (Dt 11.19; Sl 78.4-7). A Palavra, portanto, deve orientar pensamentos e ações (Js 1.8; Tg 1.22).

CONCLUSÃO: Em Deuteronômio, o grande mandamento não é uma norma fria, mas o fundamento do relacionamento com o Senhor. A obediência revela o amor do crente, que deve ser expresso com todo o ser (Dt 6.5). Esse amor molda a vida, alcança a família e impacta a sociedade. Em um tempo de corações divididos, Deus continua chamando o seu povo a ouvi-lo, obedecê-lo, amá-lo acima de tudo e viver esse amor de forma prática e constante.

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