Texto: 2 Crônicas 36:16
INTRODUÇÃO
- Vamos Concluir nossa lição, estudando o cativeiro de Judá, os motivos de sua decadência, a teimosia do rei Zedequias, e a queda final de Judá.
- Aprenderemos também que a fidelidade de Deus diante de suas promessas é grande. Sua misericórdia, mesmo diante do juízo merecido, ainda nos traz oportunidades para o arrependimento.
I – O DECLÍNIO ESPIRITUAL DE JUDÁ
- Mesmo diante das advertências por parte dos profetas, as denúncias contra injustiças, transgressões, dos líderes e do povo, os pecados de idolatria, as discórdias, mais eles não se arrependeram.
- A situação de Judá é uma triste realidade para um povo que recebeu tantas profecias, avisos e oportunidades mais não se arrependeram escolhendo a apostasia.
- Deus deu eloquente sinal de que se começavam a cumprir as profecias que, já há alguns anos, haviam sido ditas ao povo de Judá, que, se eles não se arrependessem, haveriam de perder a Terra Prometida.
-As profecias, inclusive, diziam que seria Babilônia a potência estrangeira que haveria de levar o povo cativo e os babilônios tinham chegado até as portas de Jerusalém, não tendo ocorrido o cativeiro nem a destruição porque Nabucodonosor teve de voltar para Babilônia. Tudo estava absolutamente claro, não havia como deixar de dar crédito ao que Deus estava a falar.
- Hoje em dia não é diferente. Tudo quanto foi profetizado nas Escrituras sobre os sinais do arrebatamento da Igreja e a consequente vinda da Grande Tribulação, da ira futura, estão aí para todos verificarem e certificarem (1Tss 1:10).
II - A OBSTINAÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS:
- Zedequias resolveu não dar ouvidos a voz de Deus.
- O erro de Zedequias e do povo de Judá estava em fechar os ouvidos aos profetas e não buscar o arrependimento (AT 3:19).
- Quando os “falsos deuses” ocupam o coração de uma pessoa, ela se torna cativa de suas escolhas erradas (Js 24:15).
- Nabucodonosor invadiu o reino de Judá, destruiu Jerusalém, e o Santo Templo.
- Os filhos de Zedequias foram mortos, vazaram seus olhos e o levaram para o cativeiro na Babilônia.
- A invasão da cidade santa e do Templo trouxe pobreza, fome e morte.
- No reinado de Zedequias, podemos observar como Deus está sempre pronto a perdoar (cf. Is.55:7) e que, mesmo sabendo qual a escolha que será feita pelo indivíduo, não deixa de dar reais oportunidades de salvação.
- Assim, embora já estivesse profetizado que haveria o cativeiro, algo que, aliás, era quase que evidente, ante a sucessão de fatos que confirmavam as profecias, o Senhor não deixou de oferecer a Zedequias, sua corte e ao povo de Judá em geral o arrependimento e a conversão.
- No livro de Crônicas, o escritor sagrado faz uma síntese deste estado de coisas, dizendo que Zedequias não se humilhou perante o profeta Jeremias, que falava da parte do Senhor, mas antes, endureceu a sua cerviz e tanto se obstinou no seu coração que não se converteu ao Senhor, Deus de Israel, sendo seguido nesta sua atitude por todos os chefes dos sacerdotes e pelo povo (II Cr.36:12-14).
III - A ESPERANÇA PROFETIZADA.
- O Senhor mostrava toda a Sua indignação com relação ao povo de Judá, reagindo à impenitência desmedida daquela gente. O templo, símbolo da Sua presença no meio do povo, era agora cinzas, completamente destruído.
- O cristão deve desenvolver uma atitude de Fé, diante de suas dificuldades e enfrentamentos.
- Jeremias, mais conhecido com o “profeta chorão” escreveu o livro de Lamentações logo após a queda de Jerusalém em 586 a.C. Jerusalém havia sido destruída pela Babilônia, e os judeus haviam sido mortos, torturados ou levados como escravos.
- Um fato interessante, é que Jeremias profetizou durante 40 anos a vinda do castigo de Deus, porém, foi desprezado pelo povo por isso. E ao contrário do que poderíamos supor, quando o castigo veio ao povo por intermédio de Nabucodonosor e dos exércitos babilônicos, Jeremias lhes respondeu com grande compaixão e tristeza.
- Quando lemos o capítulo 3, percebemos que Jeremias estava altamente deprimido e melancólico e ele expressa isso de forma poética e até mesmo exagerada. A princípio ele culpa Deus por sua aflição e até mesmo por seus incômodos físicos. Existe uma frase de Max Lucado muito interessante que diz o seguinte:
“Alimente seus medos e sua fé morrerá de fome. Alimente sua fé e seus medos morrerão de fome. ”
- Jeremias entendeu isso, e mudou completamente seu foco e discurso. Mesmo triste, ele mudou sua forma de pensar. Tirou os olhos dos problemas e focou sua atenção nas maravilhas de Deus, e recitou quatro promessas que nos servem como grandes lições:
1 – Deus é misericordioso – Segundo o dicionário, misericórdia é: “sentimento de dor e solidariedade com relação a alguém que sofre uma tragédia pessoal ou que caiu em desgraça; dó, compaixão, piedade. ” Deus não fica indiferente a nada que passamos, muito pelo contrário, Ele sente nossa dor como se fosse d’Ele.
3 – Elas se renovam a cada manhã – Como se não bastasse elas não terem fim, elas se renovam a cada manhã, ou seja, a cada dia posso contar com as misericórdias de Deus totalmente atualizadas, zeradas! Não são as mesmas de ontem e não serão as mesmas de amanhã! E isso independentemente do tamanho e da quantidade dos meus pecados, pois quando me arrependo o Senhor me perdoa e não se lembra mais do que eu fiz:
“Quem é comparável a ti, ó Deus, que perdoas o pecado e esqueces a transgressão do remanescente da sua herança? Tu que não permaneces irado para sempre, mas tens prazer em mostrar amor. De novo terás compaixão de nós; pisarás as nossas maldades e atirarás todos os nossos pecados nas profundezas do mar. ” Miquéias 7:18,19
4 – Deus é fiel – Fidelidade pode ser definida como constância nos compromissos assumidos. O ser humano consegue atingir um certo nível de fidelidade, porém, por mais alto que seja esse nível, ele nunca pode ser comparado a fidelidade do Senhor. Só Ele é fiel independente das circunstâncias.
CONCLUSÃO:
Assim o plano de Deus prosseguiu, apesar da infidelidade da nação israelita, como diz o título do nosso trimestre. Deus estava a usar o cativeiro para ensinar e corrigir o povo, a fim de que eles abandonassem a idolatria que tanto mal lhes causara.
- O remédio ministrado deu resultado. Israel nunca mais se envolveria como nação na idolatria, e seu retorno do cativeiro resultou em risos, cânticos e louvor a Deus (Sl 126:1-4). Deus seja louvado.