23 de outubro de 2018
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Palavra do Pastor

09/01/2018

Bibliologia - A Autoridade e Autenticidade das Escrituras


I-  A AUTORIDADE DAS ESCRITURAS

Introdução: O significado pleno da afirmação de que a Palavra de Deus tem autoridade é que não somente Deus falou aos profetas e aos apóstolos para que a Bíblia fosse constituída, mas também que Ele continua a falar com as pessoas por meio dela. Quanto mais a pessoa estuda a Bíblia mais Deus fala com ela e esta é transformada pelas verdades nela encontrada.

 Vejamos pontos importantes sobre este assunto.

Em primeiro lugar: Há um encontro do cristão individualmente com Deus mediante as Escrituras. Na Assembleia de Worms Lutero bradou: “minha consciência está aprisionada a Palavra de Deus”. Calvino disse: “A Escritura é autenticada por si mesma pois o mesmo Espírito que falou pela boca dos profetas penetra em nosso coração e nos persuade de que eles proclamaram fielmente o que lhes fora divinamente ordenado” (Calvino, 1960 p 79). Assim sendo a Escritura é a voz viva de Deus que fala por meio de suas páginas.

Em segundo lugar: A segurança dos reformadores era o tema “Sola Scriptura”, pois isso dava-lhes uma ousadia singular pois significava para eles que Deus revelou a si mesmo nas proposições da Bíblia e mais ainda, à crença deles era que a Escritura pode interpreta-se a partir de si mesma... Também é a única fonte pelo qual os pecadores poderiam obter o conhecimento verdadeiro sobre Deus e seus projetos. (Montgomery 1978. P 44,45).

Em terceiro lugar: No tempo de Lutero a igreja romana enfraquecera a autoridade da Bíblia ao exaltar as tradições humanas pondo-as no mesmo nível das Escrituras e também ao afirmar que o ensino da Bíblia poderia somente ser comunicado aos crentes por meio dos papas, concílios e padres. Os reformadores restauraram a verdade de que o Deus vivo fala ao seu povo diretamente pelas páginas do Livro Sagrado.

Em quarto lugar: As Escrituras têm o poder de iluminar as mentes e mudar pensamentos. Um exemplo clássico é o caso dos discípulos decepcionados que voltaram à Emaus. Que arma Cristo usou para esclarecer-lhes e fazer-lhes mudar de atitude? A sua Santa Palavra. Interrogando-os e vendo-lhes a cegueira espiritual quanto ao plano divino, o Senhor abri-lhes as Escrituras e começando por Moisés e por todos os profetas aclara-lhes as mentes. Lc 24.27.

Na história da Igreja, os casos de conversões pelas Escrituras são inúmeras, começando pelo etíope At 8 passando por Agostinho que converteu-se de sua vida libertina e herética lendo Rm 14 e sem esquecer de Lutero que converteu-se lendo Rm 1.17 avançando com Wesley que converteu-se lendo o comentário de Lutero sobre a Epístola aos Romanos, até chegar a muitos de nós, cada um com sua experiência com as Escrituras.

II A AUTENTICIDADE DAS ESCRITURAS

Introdução: A principal evidência de que a Bíblia é a Palavra de Deus é o testemunho interior do Espírito Santo. Rm 8.16. Todavia há outros argumentos importantes que evidenciam a autenticidade da Bíblia Sagrada.

Em primeiro lugar: Temos a afirmação da própria Escritura em vários textos que ela afirma ser a Palavra de Deus. Por 424 vezes está registrado nas páginas sagradas a expressão: “Assim diz o Senhor”. Alguém poderia afirmar: Mas outros livros tidos como sagrados também se auto afirmam de origem divina, todavia além desse argumento há vários outros que corroboram.

Em segundo lugar: Temos o testemunho do Senhor Jesus sancionando a autenticidade das Escrituras. Mesmo sendo aquele profetizado por Moisés que seria um profeta maior que ele próprio, portanto trazendo uma revelação superior (At 18.15-19) Jesus teve um apreço especial pelas Escrituras Vétero Testamentárias e disse que não passariam o céu e a terra sem que tudo fosse cumprido. Categoricamente afirmou  o que os profetas falaram, foi pelo Espírito Santo. Mc 12.36

Em terceiro lugar: A superioridade ética e doutrinal da Bíblia em relação a outros livros é até reconhecida por não cristãos, haja vista as heresias e imoralidades defendidas pelos filósofos gregos e entre muitos iluministas de tempos recentes, como por exemplo, a revista Veja há cerca de uma década reconhece o erro da nova filosofia liberal educacional entre o relacionamento pais e filhos, alunos e mestres adotado em meados do século XX e os danos que têm causado em detrimento do velho modo de educação extraído da cultura judaico-cristã que por séculos dera bons resultados.

Em quarto lugar: A autenticidade das Escrituras em sua unidade na adversidade, pois foi composta por cerca de 40 autores, espalhados em 66 livros, em um período de cerca de 1.500 anos de cultura, formação, lugares, circunstâncias e idades diferentes. Moisés, formado em todas as ciências do Egito; Josué, um guerreiro; Davi, um simples pastor de ovelhas; Salomão, um palaciano; Isaias, um estadista; Amós, um homem do campo; Paulo, um erudito; Pedro, um pescador. Todavia quando se juntam os volumes, a obra se unifica como se um só homem a tivesse produzido. “Nos primeiros livros temos um pensamento germinador, continuando temos a planta, mais à frente o botão, depois a flor e em apocalipse o fruto maduro” (Torrey, 1904- 1906. P. 26) Quem sustentaria essa unidade? Só o Santo Espírito que a todos inspirou.

Em quinto lugar: Pedro diz-nos que “os homens santos de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo. 2 Pe 1.21 (ARA). Movidos na voz passiva no grego é a mesma palavra usada por Lucas em At 27.15,17 significa ser levado por um forte vento impossível de não ser dominado por ele. Dessa forma entendemos que os hagiógrafos estavam, todos, sob a égide do Espírito Santo e não de si mesmos.

Em sexto lugar: As Escrituras têm uma precisão incomum. A arqueologia tem comprovado cientificamente a narrativa escriturística. O parentesco genético de Israelenses e árabes (Isaque e Ismael filhos de Abrão) está cientificamente comprovado, a arqueologia que dantes duvidava já nada tem a dizer em contrário sobre Samaria, Jerusalém, Salomão e seu reino e sobre o palácio de Davi em Jerusalém pois a pá do arqueólogo a tudo confirmou. Dizia-se que Pilatos era um personagem lendário mas, há pouco, encontrou-se uma placa de mármore com uma homenagem a ele em Cesárea. Dizia-se impossível que o administrador de Corinto fosse membro da nascente e pobre igreja daquela cidade, mas a pá do arqueólogo descobriu uma placa com o nome de Erasto, o administrador da cidade. Rm 16.23. As narrativas de Lucas em Atos dos Apóstolos estão 100% comprovados pela pesquisa histórica.

Em sétimo lugar: O milagre da preservação da Bíblia como livro e como texto incorruptível. Os últimos 10 anos do reinado do imperador Diocleciano (+ 265) foram implacáveis no confisco e destruição dos exemplares das Escrituras. Os bispos e presbíteros que se acovardaram e entregaram as Santas Cópias  foram excluídos da Igreja como “Traditores” ou seja “os que entregam” e muitas Bíblias foram queimadas em fogueiras. Todavia em menos de 15 anos depois, Constantino mandou confeccionar dezenas de cópias, luxuosamente encadernadas e enviou-as em carroças banhadas à ouro, para que cada igreja do império possuísse uma. Durante toda a Idade Antiga e Média, antes da invenção da imprensa, milhares de monges dedicaram a vida a copiá-las. Jerônimo passou 22 anos em Belém traduzindo-as para o latim. É verdade que de uma cópia para outra existem as chamadas “variantes”, mas Deus não permitiu que fossem coisas graves. As pequenas diferenças são tão insignificantes que em nada afetam a doutrina Cristã.

Em oitavo lugar: A maior razão para autenticidade da Bíblia é o seu poder de transformar vidas. Um navio inglês, no século XIX extraviou-se da rota e chegou às ilhas polinésias, o capitão, agnóstico e os companheiros foram acolhidos pelos aborígenes que bem lhes trataram. À noite houve um culto e o líder da aldeia convidou os visitantes para ouvir a Palavra, pois o mesmo também falava inglês. O capitão zombou e disse: “Nós hoje estamos em uma cultura superior em meu país, só os desinformados ainda acreditam neste livro” o aborígene disse: “Dê graças a Deus que há 40 anos outro inglês passou aqui pregando este livro pois se você tivesse chegado antes, estaria sendo cozido naqueles grandes caldeirões, pois antes éramos canibais”.

Conclusão: Só pessoas mal informadas ou mau intencionadas é que colocarão obstáculos para não crer na autoridade ou autenticidade das Escrituras. Há não ser que estejam inseridos na condenação que Paulo disse em 2 Ts 3.2 “A fé não é de todos”.

  Soli Deo Gloria

Rev. José Orisvaldo Nunes de Lima

Presidente da IEADEAL e COMADAL

Advogado, Bacharel em Teologia, professor de várias disciplinas teológicas na FAFITEAL e articulista do Mensageiro da Paz e Revista Obreiro Aprovado - CPAD

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