20 de agosto de 2018
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Palavra do Pastor

10/05/2016

A Religião do Homem

TEXTO: Gn 3.4,5

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TEXTO: Gn 3.4,5

Então, a serpente disse à mulher: Certamente não morrereis. Porque Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, se abrirão os vossos olhos, e sereis como Deus, sabendo o bem e o mal. ”

INTRODUÇÃO: Com o texto acima foi criada uma ideologia: o Racionalismo, que teve sua codificação com os iluministas do século XVIII. Segundo eles, não há uma revelação orientadora exterior emanada da divindade, mas tão somente, a RAZÃO do próprio homem, ou seja, “sua cabeça é seu mestre”, e mais ninguém. Ainda com o supracitado texto foi fundada por Satanás, naquele momento, a Religião do Homem, onde é o homem e não Deus quem dita às regras e diz o que é certo e o que é errado. Meditemos no texto abaixo, as tristes consequências do fato de nossos pais terem crido na falácia de Satã.

EM PRIMEIRO LUGAR: Durante anos, fiquei com dificuldade sem entender o porquê de o simples fato de nossos pais terem se apoderado de um fruto que não deviam apoderar-se, trouxe tantos problemas para a humanidade. Depois, por graça de Deus, foi que compreendi que o caso foi muito além do que o simples fato de apoderar-se de um fruto. O inimigo lançou no coração de nossos pais, a maldita semente de tomarem o lugar de Deus: “Sereis como Deus” e o que mais fascinou nossos pais foi o fato de que eles por si mesmos teriam a capacidade de conhecer, ou seja, DISTINGUIREM o “bem e o mal”, eles mesmos independentes de Deus criariam suas próprias regras e determinariam o que é certo e o que é errado, e assim ficariam livres de alguém superior que lhes determinasse o que deveriam ou não fazer. Esse alvedrio, ou seja, arbítrio, decisão do certo e do errado seria deles mesmos e não do criador. A Bíblia Judaica, a Tradução Ecumênica da Bíblia TED, a Bíblia do Peregrino e a Bíblia Viva nos ajudam a entender melhor Gn 3.5 quando nos diz: “Vocês vão ficar sabendo distinguiro bem e o mal”.

EM SEGUNDO LUGAR: Os nossos pais aceitaram essa infeliz proposta, pois o ego foi massageado: “Que bom! Nós mesmos dirigiremos nossas vidas, não precisamos que Deus nos oriente. Afinal somos tão inteligentes como Ele”, pensaram. Eles não negaram a existência de Deus, apenas quiseram ser independentes e soberanos para determinar seus próprios conceitos. Deus para eles (e para os seus descendentes de ontem e de hoje), não seria mais o Deus soberano, Senhor a quem o homem deveria adorar e de quem receberia a ordem moral que os faria discernir o que é certo (o bem) e o que é errado (o mal). Nessa religião, o homem toma o lugar de Deus, dispensa a soberania e sabedoria divina. Isto é o HUMANISMO (antropocentrismo), o homem no centro, em oposição ao TEOCENTRISMO, Deus no centro.

EM TERCEIRO LUGAR: Só compreendendo os fatos acima é que podemos entender o porquê da tragédia abater a humanidade. Jeremias, humildemente, entendeu que o homem não tem condições de dirigir-se por si mesmo: “Eu sei, o Senhor, que não é do homem o seu caminho; nem do homem que caminha o dirigir os seus passos” Jr 10.23. Quando o homem decide por si mesmo o que é bom e o que é mau, está tomando uma atribuição que não é sua. A Religião do homem cresceu muito nos últimos tempos, mas nos dias do patriarca Jó, a congregação já era grande e ela tinha uma oração em seus cultos em que dizia a Deus: “…Retira-te de nós; porque não desejamos ter conhecimento dos teus caminhos” Jó 21.14. Os próprios membros determinavam o que era certo ou errado.

EM QUARTO LUGAR: Observemos que a independência do homem à soberania de Deus só trouxe consequências funestas. Adão viveu muito (930 anos, Gn 5.5) e teve o desprazer de ver os resultados de ter desejado ser igual a Deus. Viu Caim achando que estava certo, matar o inocente Abel, Gn 4.8. Presenciou também um dos seus descendentes, tetra neto de Caim, chamado Lameque instituir a poligamia, Gn 4.19. Tomou conhecimento que o mesmo Lameque se tornou um assassino incorrigível, que matava as pessoas por motivo fútil, Gn 4.23. Por causa de querer ser igual a Deus, viu tudo dar errado: a terra passou a produzir espinhos e abrolhos Gn 3.18; a dor e o sofrimento, até então desconhecidos, passaram a fazer parte do seu dia a dia, Gn 3.16 e por fim, a sentença de morte, Gn 3.19.

CONCLUSÃO: Que lhe parece, prezado leitor? Pelo visto acima, não vale a pena ser senhor de si mesmo e independente de Deus. As Escrituras e a experiência humana têm demonstrado que é melhor ouvir a Palavra de Deus, dizendo que é bom (certo) e o que é mau (errado) e seguir o caminho estabelecido por Deus. O melhor é fazer como o rei Davi que orou pedindo: “Sonda-me, ó Deus… vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno. ” Sl 139.23,24. Convido-o a deixar a religião de Adão (Humanismo – antropocentrismo) e aceitar a religião do Teocentrismo como recomenda São Tiago, o irmão do Senhor: “Sujeitai-vos, pois, a Deus” Tg 4.7. É mais sábio, mais prudente e mais producente.

Continua…

Soli Deo Gloriae!

Rev. José Orisvaldo Nunes de Lima é pastor 
formado em Teologia e Direito, advogado,
professor de Teologia, líder da Assembleia de Deus em Alagoas
Presidente da COMADAL

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