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Notícias » Especial

28/08/2011

Juiz Abner fala sobre casamento gay, divórcio e barulho nas igrejas

Magistrado é cristão e participou de mais uma Escola Bíblica de Obreiros em Maceió


Juiz Abner Apolinário comenta sobre temas polêmicos

Ele encontrou em Maceió a possibilidade de ter um segundo lar espiritual e fundamentado nisto faz questão de remarcar compromissos – ou até cancelá-los – para estar em eventos promovidos pela Assembleia de Deus em Alagoas. O juiz de Direito – que atua na área criminal - Abner Apolinário (PE) não é pastor, mas tem um irmão conhecido dos alagoanos – Abiezer Apolinário (BA) - e um pai que são ministros. Amigo do pastor-presidente José Antonio dos Santos, ele não se constrange em fazer vários elogios ao líder assembleiano e ao povo de Alagoas. Além disso, encontrou um tempinho entre um estudo e outro da Escola Bíblica de Obreiros para conversar com a reportagem do Portal AD Alagoas sobre alguns temas polêmicos.

Antes de reproduzir a opinião do magistrado acerca do homossexualismo (mais especificamente a união e o futuro casamento gay), divórcio e barulho proveniente dos templos evangélicos, ele falou sobre a boa impressão que tem ao vir rotineiramente ao Estado para eventos comandados pelo pastor José Neco.

“Está aqui neste período é como se fosse um oásis para a minha vida. Aquele verde multicolorido, com avoante, tem abelhas, mosquitos que refletem necessariamente em vida, em vigor. E é bom estar aqui com este abençoado pastor que foge da característica que qualquer outro que conheço no Brasil, até porque ele tem propriedades ímpares. Ele é conciliador, amoroso e isso me faz deixar feliz por sempre estar aqui. Faz bem para nossa alma estar em Maceió”, revelou Abner Apolinário.

Ele enfatizou que a Assembleia de Deus precisa, a cada dia, se inteirar das questões legais, principalmente as que influenciam diretamente na vida dos obreiros, dos membros e do próprio templo. Segundo o juiz, muitas leis estão surgindo e se opõem às verdades bíblicas.

“A igreja precisa estar preocupada com as questões jurídicas. Há grande investida de satanás através da lei. Pode-se ter uma lei que é legal, mas não ética. Disse Paulo, tudo é lícito, mas nem tudo convém. Muitas leis estão surgindo que afrontam a verdade bíblica. Elas são do ponto de vista legal, mas não convém”, informou.

Ele diz que pisa no freio quando esbarra em situações contrárias a sua fé. “Sou um juiz de Direito, não julgo pela Bíblia, mas pela Lei Brasileira. Entretanto, têm alguns conteúdos que se maculam a minha fé eu tenho que parar, mesmo que isso pareça ser uma abominação para um juiz”, confirmou.

Na opinião de Abner Apolinário, a Bíblia necessariamente é mais importante do que qualquer conteúdo legal, pois, segundo ele, a lei é proveniente do homem e a Bíblia, de Deus. “A lei tem uma vertente de variabilidade; ela oscila, até porque o homem é um ser histórico, mas a Bíblia traz verdades e princípios invariáveis que são os divinos que estão acima de qualquer época, de qualquer povo e nação”, explicou.

Confira, agora, qual a análise feita pelo magistrado acerca dos seguintes assuntos:

HOMOSSEXUALISMO

“No Estado de Direito todos nós temos o nosso espaço. Todos nós temos o nosso “pedaço” na cidadania brasileira. Cito um exemplo claro aqui do missionário Otto Nelson, em 1915. Um filho dele faleceu e foi vedado o direito de ser enterrado na capital. A Igreja Católica não permitia de maneira alguma. O missionário teve que resolver o caso judicialmente para assegurar o funeral do jovem. Isso é inadmissível hoje. Antigamente os crentes não tinham espaço, já que a católica era a religião oficial. Hoje é diferente. Temos espaço para tudo. É evidente que a Igreja não pode pactuar com nada que venha a transgredir a verdade bíblica. Esse tema da união homoafetiva macula um princípio bíblico. Eu aplico a lei brasileira, mas tudo que se fizer contrário eu digo não. E se algum partícipe do templo quiser se casar numa relação homoafetiva – no futuro isso vai acontecer, com certeza – não é para realizar. E se for preso, não tem problema. Quantos foram presos pela fé?!”

DIVÓRCIO

“Acho que deve ser visto pela visão bíblica. Cristo, em sua sabedoria proverbial, disse que Moisés tolerou por conta da insistência do povo. Jesus deu uma nova roupagem: ‘mas se não for por adultério, diga ao homem que não se separe’. Há uma série de discussões na ótica do Direito que põem em xeque a verdade bíblica e que ninguém fala, por exemplo, da extinção da família patriarcal, na Constituição de 1988. Ela acabou com a submissão da mulher e o poder familiar do homem. A partir de 18 anos e um dia nenhum pai pode disciplinar um filho, mesmo que o filho viva com ele. Para a Bíblia, não é: filho é filho até a morte”.

BARULHO NAS IGREJAS

“Sou de acordo que a lei vede. Não vejo maior sentido de um cidadão ser importunado com o som do templo, ou de qualquer outra manifestação religiosa. Sou a favor de que tenham templos climatizados para que este som não vaze e não incomode. A Igreja tem que ser ordeira. Tem que respeitar a lei para ter sustentação social. Se o teu culto traz problemas com o som, o prisma maior da igreja é a coesão e não o contrário”.

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Thiago Gomes
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