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13/12/2008

Pr. Esperidião de Almeida: o mártir do Evangelho

Ele foi ameaçado, preso, apedrejado e morto por amor a Cristo


Pr. Esperidião de Almeida: o mártir alagoano

V?rios trechos na B?blia trazem a hist?ria de m?rtires, aqueles que foram mortos ? alguns de forma truculenta ? por n?o negar a f? em Cristo Jesus. Pelo mundo afora s?o outros tantos homens e mulheres de Deus que lutaram at? o fim, dando a sua pr?pria vida para expandir o Cristianismo. O pastor Jos? Esperidi?o de Almeida pode ser considerado um m?rtir por ser um guerreiro e n?o negar a f?, mesmo com a morte violenta.

O caminho trilhado por ele, enquanto esteve na terra, foi narrado pela esposa em um manuscrito, por meio do qual o portal AD Alagoas subsidiou esta biografia. O documento foi feito a m?o, em 1975, doze anos ap?s a morte do pastor, e detalha desde o nascimento at? o falecimento daquele que entraria para a hist?ria do minist?rio da Assembl?ia de Deus em Alagoas.

Para defender a causa do Mestre, foi amea?ado por um grupo de religiosos, chegou a ser preso, enfrentou uma sess?o de apedrejamento e foi assassinado com um golpe de faca-peixeira dentro da igreja, em pleno culto, por um desconhecido que se dizia cumprir ordens de padre C?cero. A execu??o chocou a pequena Col?nia Leopoldina, no ano de 1963.

Os familiares contam que foi dif?cil aceitar tamanha barbaridade, no entanto, entenderam que o Senhor permitiu esta morte para que muitos pudessem ser tocados pela Palavra de Deus. Eles compreenderam que a trajet?ria de vida do pastor Jos? Esperidi?o de Almeida serviu para entender a determina??o dele em pregar o Evangelho, mesmo que para isso tivesse que desafiar autoridades pol?ticas, policiais e religiosas da ?poca.

Segue abaixo o manuscrito da irm? Nila Tavares de Almeida, esposa do pastor Jos? Esperidi?o de Almeida.

?Jos? Esperidi?o de Almeida, filho de Joaquim e Guilhermina de Almeida, nasceu em Limoeiro de Anadia aos 5 dias de dezembro de 1905, onde viveu a sua inf?ncia e juventude. Como a agropecu?ria n?o oferecia melhores perspectivas naquele tempo, sua fam?lia migrou para Macei?, capital do Estado, onde ouviu pela primeira vez a mensagem do Evangelho.

N?o tardou e a Igreja Evang?lica Assembl?ia de Deus foi acrescida no seu rol de membros de uns quinze ou mais componentes daquela grande fam?lia. O jovem Esperidi?o revelava-se muito dedicado e submisso ao minist?rio. Esses requisitos, aliados a outros, e revelados na sua disposi??o em servir contribu?ram para sua indica??o no grupo de auxiliares.

Mais tarde, em 1? de setembro de 1942, por ocasi?o da Conven??o Estadual, foi consagrado Evangelista e enviado para a obra do Senhor em algumas cidades do interior do Estado.

Assumiu a dire??o dos trabalhos em Matriz do Camaragibe, mantendo-se fiel ao padr?o doutrin?rio, sobressaindo-se tamb?m pela sua generosidade e hospitalidade. Para isso, contava com a dedica??o de sua esposa-irm? Maria Laura.

Findo seu tempo de trabalho naquela cidade, por determina??o ministerial, foi transferido para a cidade de Palmeira dos ?ndios. Ali prosseguiu com o mesmo desvelo pela causa do Mestre.

Em agosto de 1951, na Conven??o Estadual, foi consagrado pastor. Essa cerim?nia foi efetuada pelos mission?rios Samuel Hedlund e Nels Nelson, juntamente com os pastores que presidiam o evento.

Nesse mesmo ano Deus recolheu a irm? Laura, sua esposa. No ano seguinte casou com a jovem Nila Tavares, serva do Senhor, dedicada ?s atividades evangel?sticas desde sua adolesc?ncia, desenvolvendo esse trabalho com not?vel dinamismo e dedica??o. Cumprindo seu papel de esposa de obreiro, manteve-se como cooperadora e companheira leal.

A paix?o pelas almas era uma das caracter?sticas do pastor Jos? Esperidi?o de Almeida. O trabalho para amenizar, contornar e resolver problemas, atendendo pacientemente os mais fracos na f?, muitas vezes chorando com eles, fazia-se not?vel sem que para isso fizesse qualquer esfor?o.

Seu envolvimento com a necessidade do pr?ximo n?o podia ser apartado do minist?rio que o Senhor lhe entregara. A sua mesa, tinham acesso tantos quantos se aproximassem e, por isso mesmo, Deus supria de modo maravilhoso suas necessidades.

O hino de n? 232, da Harpa Crist?, era um dos seus prediletos: ?Bem-aventurados s?o os de limpo cora??o, que n?o buscam as riquezas para si...?. Cantava-o e aplicava-o ao seu viver, expandindo o Evangelho da paz, atrav?s do socorro e miseric?rdia.

Ap?s seis anos na cidade de Palmeira dos ?ndios, foi transferido para Vi?osa, depois Penedo e por fim Col?nia Leopoldina. Enfrentou grandes persegui?es por causa do Evangelho.

No in?cio do seu minist?rio, enquanto pregava em pra?a p?blica, na cidade de Anadia, foi recolhido ? cadeia por ordem do delegado e submetido a interrogat?rios recheados de perguntas desconexas. Ficou detido at? o dia seguinte quando ordens superiores da capital autorizaram sua soltura.

Em Paulo Jacinto, j? em 1954, ao distribuir literatura evang?lica na feira livre, foi cercado por um grupo de devotos cat?licos, comandados pelo sacrist?o e professoras/beatas que gritavam-lhe improp?rios, insultos e arremessavam baga?os, frutas podres e lixo.

Enquanto o tumulto aumentava e n?o aparecia nenhuma autoridade para dispersar os arruaceiros, ele estendeu os bra?os e gritou: Crucifiquem-me! Crucifiquem-me! Nesse momento, Deus usou um cidad?o muito conceituado na cidade que o amparou e o livrou da multid?o, evitando um massacre p?blico.

Tamb?m na cidade de Penedo, em meados de 1957, sofreu apedrejamento e foi conduzido ? delegacia policial a pedido do Clero, sob a acusa??o de provocar a desordem p?blica ao pregar o Evangelho na pra?a. Em momento algum, diante dessas provoca?es malignas, houve em seu cora??o o menor sentimento de abandonar a causa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Col?nia Leopoldina foi seu ?ltimo campo de trabalho. A Igreja prosperava, e o pastor Jos? Esperidi?o, junto com sua fam?lia, agora acrescida de oito filhos, desfrutava grande estima da popula??o.

No quarto ano de servi?os naquela cidade, tr?gica fatalidade lhe sobreveio. Em 22 de janeiro de 1963, o templo da Assembl?ia de Deus foi invadido por um elemento desconhecido na cidade, dizendo-se devoto do padre C?cero Rom?o Batista. Alegando estar cumprindo suas ordens, desferiu mortal golpe de faca-peixeira, ceifando-lhe a vida.

Na partida para o Reino Celestial deixou vi?va irm? Nila e ?rf?os seus filhos menores com idades entre 1 e 9 anos de idade. O Senhor em sua suprema fidelidade e miseric?rdia tem feito prosperar sua Palavra na vida dessa fam?lia, amparando e suprindo suas necessidades. Aleluia! ?Pai de ?rf?os e juiz de vi?vas ? Deus no seu lugar santo.? Salmo 68.5

O pastor Jos? Esperidi?o de Almeida, m?rtir do Evangelho, chamado a uma vida melhor, aguarda o som da ?ltima trombeta para a primeira ressurrei??o, quando nos encontraremos, para juntos louvarmos ao Senhor Deus Eterno para sempre?.



Thiago Gomes
Com manuscrito de Nila Tavares de Almeida
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