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05/12/2019

Vida Pastoral: Pr. Esperidião de Almeida, o mártir do Evangelho

Ele foi ameaçado, preso, apedrejado e morto por amor a Cristo


Vários trechos na Bíblia trazem a história de mártires, aqueles que foram mortos, alguns de forma truculenta, por não negar a fé em Cristo Jesus. Pelo mundo afora são outros tantos homens e mulheres de Deus que lutaram até o fim, dando a sua própria vida para expandir o Cristianismo. O pastor José Esperidião de Almeida pode ser considerado um mártir por ser um guerreiro e não negar a fé, mesmo com a morte violenta.

O caminho trilhado por ele, enquanto esteve na terra, foi narrado pela esposa em um manuscrito, por meio do qual o portal AD Alagoas subsidiou esta biografia. O documento foi feito à mão, em 1975, doze anos após a morte do pastor, e detalha desde o nascimento até o falecimento daquele que entraria para a história do ministério da Assembleia de Deus em Alagoas.

Para defender a causa do Mestre, foi ameaçado por um grupo de religiosos, chegou a ser preso, enfrentou uma sessão de apedrejamento e foi assassinado com um golpe de faca-peixeira dentro da igreja, em pleno culto, por um desconhecido que se dizia cumprir ordens de padre Cícero. A execução chocou a pequena Colônia Leopoldina, no ano de 1963.

Os familiares contam que foi difícil aceitar tamanha barbaridade, no entanto, entenderam que o Senhor permitiu esta morte para que muitos pudessem ser tocados pela Palavra de Deus. Eles compreenderam que a trajetória de vida do pastor José Esperidião de Almeida serviu para entender a determinação dele em pregar o Evangelho, mesmo que para isso tivesse que desafiar autoridades políticas, policiais e religiosas da época.

Segue abaixo o manuscrito da irmã Nila Tavares de Almeida, esposa do pastor José Esperidião de Almeida.

“José Esperidião de Almeida, filho de Joaquim e Guilhermina de Almeida, nasceu em Limoeiro de Anadia aos 5 dias de dezembro de 1905, onde viveu a sua infância e juventude. Como a agropecuária não oferecia melhores perspectivas naquele tempo, sua família migrou para Maceió, capital do Estado, onde ouviu pela primeira vez a mensagem do Evangelho.

Não tardou e a Igreja Evangélica Assembleia de Deus foi acrescida no seu rol de membros de uns quinze ou mais componentes daquela grande família. O jovem Esperidião revelava-se muito dedicado e submisso ao ministério. Esses requisitos, aliados a outros, e revelados na sua disposição em servir contribuíram para sua indicação no grupo de auxiliares.

Mais tarde, em 1º de setembro de 1942, por ocasião da Convenção Estadual, foi consagrado Evangelista e enviado para a obra do Senhor em algumas cidades do interior do Estado.

Assumiu a direção dos trabalhos em Matriz do Camaragibe, mantendo-se fiel ao padrão doutrinário, sobressaindo-se também pela sua generosidade e hospitalidade. Para isso, contava com a dedicação de sua esposa, irmã Maria Laura.

Findo seu tempo de trabalho naquela cidade, por determinação ministerial, foi transferido para a cidade de Palmeira dos Índios. Ali prosseguiu com o mesmo desvelo pela causa do Mestre.

Em agosto de 1951, na Convenção Estadual, foi consagrado pastor. Essa cerimônia foi efetuada pelos missionários Samuel Hedlund e Nels Nelson, juntamente com os pastores que presidiam o evento.

Nesse mesmo ano Deus recolheu a irmã Laura, sua esposa. No ano seguinte casou com a jovem Nila Tavares, serva do Senhor, dedicada às atividades evangelísticas desde sua adolescência, desenvolvendo esse trabalho com notável dinamismo e dedicação. Cumprindo seu papel de esposa de obreiro, manteve-se como cooperadora e companheira leal.

A paixão pelas almas era uma das características do pastor José Esperidião de Almeida. O trabalho para amenizar, contornar e resolver problemas, atendendo pacientemente os mais fracos na fé, muitas vezes chorando com eles, fazia-se notável sem que para isso fizesse qualquer esforço.

Seu envolvimento com a necessidade do próximo não podia ser apartado do ministério que o Senhor lhe entregara. A sua mesa, tinham acesso tantos quantos se aproximassem e, por isso mesmo, Deus supria de modo maravilhoso suas necessidades.

O hino de nº 232, da Harpa Cristã, era um dos seus prediletos: “Bem-aventurados são os de limpo coração, que não buscam as riquezas para si...”. Cantava-o e aplicava-o ao seu viver, expandindo o Evangelho da paz, através do socorro e misericórdia.

Após seis anos na cidade de Palmeira dos Índios, foi transferido para Viçosa, depois Penedo e por fim Colônia Leopoldina. Enfrentou grandes perseguições por causa do Evangelho.

No início do seu ministério, enquanto pregava em praça pública, na cidade de Anadia, foi recolhido à cadeia por ordem do delegado e submetido a interrogatórios recheados de perguntas desconexas. Ficou detido até o dia seguinte quando ordens superiores da capital autorizaram sua soltura.

Em Paulo Jacinto, já em 1954, ao distribuir literatura evangélica na feira livre, foi cercado por um grupo de devotos católicos, comandados pelo sacristão e professoras/beatas que gritavam-lhe impropérios, insultos e arremessavam bagaços, frutas podres e lixo.

Enquanto o tumulto aumentava e não aparecia nenhuma autoridade para dispersar os arruaceiros, ele estendeu os braços e gritou: Crucifiquem-me! Crucifiquem-me! Nesse momento, Deus usou um cidadão muito conceituado na cidade que o amparou e o livrou da multidão, evitando um massacre público.

Também na cidade de Penedo, em meados de 1957, sofreu apedrejamento e foi conduzido à delegacia policial a pedido do Clero, sob a acusação de provocar a desordem pública ao pregar o Evangelho na praça. Em momento algum, diante dessas provocações malignas, houve em seu coração o menor sentimento de abandonar a causa do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Colônia Leopoldina foi seu último campo de trabalho. A Igreja prosperava, e o pastor José Esperidião, junto com sua família, agora acrescida de oito filhos, desfrutava grande estima da população.

No quarto ano de serviços naquela cidade, trágica fatalidade lhe sobreveio. Em 22 de janeiro de 1963, o templo da Assembleia de Deus foi invadido por um elemento desconhecido na cidade, dizendo-se devoto do padre Cícero Romão Batista. Alegando estar cumprindo suas ordens, desferiu mortal golpe de faca-peixeira, lhe ceifando a vida.

Na partida para o Reino Celestial deixou viúva irmã Nila e órfãos seus filhos menores com idades entre 1 e 9 anos de idade. O Senhor em sua suprema fidelidade e misericórdia tem feito prosperar sua Palavra na vida dessa família, amparando e suprindo suas necessidades. Aleluia! “Pai de órfãos e juiz de viúvas é Deus no seu lugar santo” Salmo 68.5.

O pastor José Esperidião de Almeida, mártir do Evangelho, chamado a uma vida melhor, aguarda o som da última trombeta para a primeira ressurreição, quando nos encontraremos, para juntos louvarmos ao Senhor Deus Eterno para sempre.


Da Redação/AD Alagoas
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