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26/06/2019

Artigo| Em quem você está colocando a culpa?

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Então disse Adão: “A mulher que me destes por esposa, ela me deu da árvore, e eu comi” (Gn 3.12). Observando algo a respeito da tendência humana de inocentar-se em tudo, colocando a culpa nos outros. Como exemplos, vejam-se os casos de Adão e Eva e do “bezerro de ouro” do sacerdote Arão, registrados na história Sagrada.

Por que estamos sempre transferindo nossas culpas ou responsabilidades para as outras pessoas ao nosso redor? Antes de tudo, trata-se de uma questão de hábito, um costume ou mania que se forma à força da imitação e da repetição. Psicologicamente é um automatismo adquirido. Desde criança, bem cedo, observando o comportamento dos que se acham ao nosso lado, começamos a agir desta maneira e mais tarde essa prática se torna um hábito inconsciente.

Sempre estamos transferindo nossa culpa ou responsabilidade para outras pessoas por uma questão de medo. Adão culpou sua esposa, Eva, por medo. Arão transferiu sua responsabilidade para o povo, para Moisés e até para o fogo, por medo das consequências de sua conivência. As nossas crianças estão a todo instante indicando os companheiros como responsáveis por suas travessuras, por medo.

A criança teme o castigo, a reprimenda. Nós tememos a opinião do povo. Quem não se recorda da atitude de Pilatos, governador romano, no julgamento de Jesus, em “lavar as mãos”? Temendo a opinião pública, não suportando o clamor de sua própria consciência que dizia ser Jesus inocente de qualquer acusação, mesmo assim o entregou para ser crucificado. Ainda que tivesse proclamado: ”Não vejo nesse homem crime algum”. E fez a encenação da transferência de culpa, que é também um problema de egoísmo exacerbado, de excessivo amor-próprio.

Muitas vezes, nos preocupamos demais com a nossa própria pessoa, com os nossos interesses pessoais e por isso tendemos a nos defender de qualquer culpa, e a forma mais fácil de fazer isso é transferi-la adiante. O egoísmo faz-nos pensar mais em nós do que nos outros.

Estamos sistematicamente “lavando as mãos”, culpando os outros, transferindo nossa responsabilidade, comportamento que, de qualquer forma, manifesta nossa covardia e nossa hipocrisia.

Com certeza, a transferência de culpa é, em essência, o egoísmo, a mentira, a desonestidade, a injustiça, o desprezo ao nosso semelhante. O resultado de tudo isso é a perda de confiança uns nos outros, que gera a desorganização e a desintegração social; que provoca o ódio e a intriga em todos os setores da vida: na política, no comércio, no esporte, na escola, na fábrica, no lar e até no ambiente das relações religiosas.

A transferência de culpa é uma atitude contraproducente que desprestigia a personalidade humana, que a rebaixa. É uma atitude improfícua diante de Deus, que não se ilude com as aparências.

Que possamos ter a coragem do Rei Davi quando este disse: “O meu pecado está sempre diante de mim”.

Se a culpa é sua, não coloque nos outros.


Pr. Napoleão de Castro

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