21 de novembro de 2017
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Estudos Bíblicos

31/01/2012

Evangelismo: Não podemos deixar de fazê-lo!

Veja o estudo sobre o assunto


Hoje precisamos reviver a prática do evangelismo. É necessário despertarmos para ganhar mais vidas para Cristo. Nosso objetivo aqui é refletir em pontos que nos incentive e nos desperte a continuar a semear a Palavra de Deus nos corações dos que estão sem salvação. O Senhor Jesus antes de ser assunto ao céu disse aos discípulos: “... É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos. Amém”, Mt 28.18-20. A Igreja não pode deixar de exercitar o evangelismo enquanto o Senhor Jesus não vier buscar sua Igreja.

Ninguém pode sair ao campo de trabalho para evangelizar se não tiverem em sua vida pelo menos quatro qualificações que fortalecem o testemunho da Palavra de Deus na vida do evangelizador, a saber: 1. Ter uma vida de bom testemunho (1 Tm 3.7) tanto dentro da igreja como fora dela (escrevo assim por termos pessoas que na igreja são uma coisa e fora são outra); 2. Ser convertido, ou seja, ter uma vida mudada pelo poder da Palavra (Lc 22.32; At 11.21); 3. Ter certeza de que é salvo por Jesus (Rm 8.24); 4. Conhecer a Palavra de Deus a semelhança do diácono Filipe (At 8.35). 

Jesus Cristo é o nosso exemplo na pratica do evangelismo, pois quando folheamos as páginas sagradas encontramos pessoas sendo individualmente evangelizados pelo Salvador, por exemplo: a) Bartimeu (Mc 10.46-52); b) Nicodemos (Jo 3.1-21); c) Zaqueu (Lc 19.1-10); d) O malfeitor na cruz (Lc 23.39-43); e) O jovem rico (Mt 19.16-30); f) A mulher siro-fenícia (Mc 7.24-30); g) A mulher adultera (Jo 8.1-11); h) O paralítico de Cafarnaum (Mc 2.1-12); i) A mulher enferma (Mc 2.29-31); j) O doutor da Lei (Lc 10.25-37).

Através da história da Igreja vemos que houve pessoas que tiveram desejo ardente de ganhar vidas para Cristo, como podemos observar nas seguintes declarações: a) Knox: “Dá-me a Escócia ou eu morro!”; b) Whitefield: “Se não queres dar-me almas, retira a minha!”; c) D. L. Moody: “Usa-me, então, meu Salvador, para qualquer alvo e em qualquer maneira que precisares. Aqui está meu pobre coração, uma vasilha vazia, enche-me com a Tua graça”; e) João Bunyan: “Na pregação não podia contentar-me sem ver o fruto do meu trabalho”; f) Mateus Henry: “Sinto maior gozo em ganhar uma alma para Cristo, do que em ganhar montanhas de ouro e prata, para mim mesmo”; g) Henrique Martyn, ajoelhado na praia da Índia, onde fora como missionário, dizia: “Aqui quero ser inteiramente gasto por Deus”; h) João McKenzie, ajoelhado à beira do Lossie, clamava: “Ó Senhor, manda-me para o lugar mais escuro da terra!”; i) João Hunt, missionário entre os antropófagos, nas ilhas de Fidji, no leito de morte, orava: “Senhor, salva Fidji, salva Fidji, salva este povo. Ó Senhor, tem misericórdia de Fidji, salva Fidji!”; j) Praying Hyde, missionário na Índia, suplicava: “Ó Deus, dá-me almas ou morrerei!”; k) Aleine: “Era insaciavelmente desejoso de conversão de almas, e para este fim derramava seu coração em oração e pregação”. l) Jonh Wesley, nas noites mais frias ficava prostrado no chão, chorando e lutando com o Senhor, por seu povo. Quando sua esposa implorava que explicasse a razão de sua ânsia, respondia: “Tenho que dar conta de três mil almas e não sei como estão”; m) Davi Stoner, perto de partir para a eternidade, levantou-se da cama e clamou: “Ó Senhor, salva pecadores! Salva-os as centenas e salva-os aos milhares!”.

Diante destas fortes e apaixonantes declarações extraímos a seguinte indagação: Quando devemos evangelizar? Acaso as Escrituras nos oferecem esclarecimentos sobre este quesito? Bem, contemplemos alguns textos transcritos os quais afirmam em qual tempo devemos falar de Jesus para os que não conhecem a verdade salvadora de Jesus: “(Porque diz: Ouvi-te em tempo aceitável E socorri-te no dia da salvação; Eis aqui agora o tempo aceitável, eis aqui agora o dia da salvação)”, 2 Co 6.2; “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina”, 2 Tm 4.2. “E eles, quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde), hão de saber, contudo, que esteve no meio deles um profeta”, Ez 2.5. “PORQUE o reino dos céus é semelhante a um homem, pai de família, que saiu de madrugada a assalariar trabalhadores para a sua vinha”, Mt 20.1. “E, saindo perto da hora terceira, viu outros que estavam ociosos na praça”, Mt 20.3 (hora terceira: 9h). “Saindo outra vez, perto da hora sexta e nona, fez o mesmo”, Mt 20.5 (hora sexta e nona: 12h e 15h). “E, saindo perto da hora undécima, encontrou outros que estavam ociosos, e perguntou-lhes: Por que estais ociosos todo o dia?”, Mt 20.6 (hora undécima: 17h). “E, pedindo luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas. E, tirando-os para fora, disse: Senhores, que é necessário que eu faça para me salvar? E eles disseram: Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo, tu e a tua casa. E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa. E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus”, At 16.29-33. “Enquanto se diz: Hoje, se ouvirdes a sua voz, Não endureçais os vossos corações, como na provocação”, Hb 3.15. Observe nos textos citados as palavras “agora”; “a tempo e fora de tempo”; “quer ouçam quer deixem de ouvir”; “de madrugada”; “de manhã – (hora terceira: 9 h); “na hora do almoço – (hora sexta e nona: 12h e 15h); “à tarde” – Mt 20.6 (hora undécima: 17h); “à noite”; “hoje”.

Todo evangelizador deve em sua caminhada dar os sete passos na evangelização de sua localidade ou aonde for enviado a pregar a Palavra de Deus, a saber: a) Mostrar que toda a humanidade é pecadora (Rm 3.23), b) Convencer o perdido que sem Jesus encontra-se condenado a morte (Rm 5.12; 6.23), c) Esclarecer que existe uma condenação eterna (Ap 20.14,15), d) Focalizar a providência divina em enviar Jesus (Jo 3.16), e) Declarar ao perdido que precisa ser salvo (At 16.31; Rm 10.9,10), f) Mostrar que somente aqui pode adquirir a salvação (Hb 9.27; Lc 16.26), g) Narrar o que Deus faz na vida do pecador arrependido (1 Jo 1.9; 1 Pe 1.18,19; Rm 5.1,9; Ef 1.7).

Quando começamos a ler e estudar o Livro de Atos dos Apóstolos concluímos que a evangelização na Igreja Primitiva era consequência da prática que os discípulos aprenderam com Jesus conforme compreendemos nos textos de Marcos 3.13,14; 16.15 e Lucas 10.1. Pois o evangelismo era uma meta prioritária (Mc 16.20), era direcionada pelo Espírito Santo (At 8.29; 16.6-10), era praticada por cada discípulo (At 8.1,4), era evidenciada pela compaixão aos perdidos (At 8.5), era baseada sobre Cristo (At 4.12), era debatido no templo, nas casas, na beira de rios, escolas filosóficas e nas sinagogas (At 5.42; 17.17; 16.13; 28.31) e era de ir ao encontro das pessoas onde estivessem (At 16.9,10; 20.20).

Finalizando este artigo exponho que venhamos repreender as quatro desculpas mais comuns para não evangelizar as quais são: a) “Estou muito ocupado” ou “Não tenho tempo”; b) “Estou muito cansado”; c) “Não sei falar”; e d) “Não tenho capacidade”.

Pr. Silvio Vinicius Martins
Líder da Assembleia de Deus em Belém-Al, Articulista do Mensageiro da Paz, Membro da Comissão de
Apologética da COMADAL e Teólogo.

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