19 de julho de 2018
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Artigos

Pr. Napoleão de Castro
Pastor da Assembleia de Deus em Paulo Jacinto, Casado com Jeane Castro e pai de Elner Castro. Bacharel em Teologia pela Faculdade de Filosofia e Teologia de Alagoas (FAFITEAL), membro da Convenção de Ministros de Alagoas (COMADAL), pregador e professor de diversas matérias bíblicas.
21/06/2018

A Semelhança Entre a Igreja de Laodicéia e a Igreja Atual


Muitos teólogos concordam que as sete igrejas descritas em Apocalipse representam a história da igreja cristã. Creio que isso é verdade. A palavra dada à Laodicéia é uma mensagem absolutamente importante para os cristãos de hoje. A semelhança entre a igreja de Laodicéia e a igreja Ocidental (com denominações espalhadas por todo o mundo) não deve ser ignorada.

Não há dúvidas de que estejamos desfrutando do nosso melhor momento. Nunca na história do Cristianismo houve tantas conversões, tantos templos, tantas denominações e tanto dinheiro para empreendimentos evangélicos. Os prédios das igrejas nunca foram tão grandes. Os cultos nunca estiveram tão cheios. As músicas e livros são na maioria das vezes um grande comércio. Hoje em dia o cristianismo ou evangélicos permeia todos os aspectos da vida moderna. Temos astros do esporte evangélicos, políticos evangélicos, atores evangélicos e etc!

Decerto as coisas não poderiam parecer melhores para a igreja! Parece que só resta a vinda de Jesus e irmos para o céu, para uma recompensa bem merecida, deixando o resto do mundo se virando sozinho durante o reinado do Anticristo.

Esta situação é muito parecida com a igreja de Laodicéia, no fim do primeiro século da era Cristã. Laodicéia era pastoreada por Arquipo, filho de um rico mercador chamado Filemom. Os membros da congregação estavam contentes e tudo estava em paz. O futuro parecia promissor aos Cristãos que guardavam a fé enquanto mantinham um estilo de vida confortável.

Mas Jesus disse aos laodicenses algo que “não sabiam”. Jesus, não via as coisas da mesma forma que eles. Sua resposta ao engano deles foi: “Você diz: estou rico, adquiri riquezas e não preciso de nada. Não reconhece, porém, que é miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu” (Ap 3.17). Em sua misericórdia, Ele os expôs. Tratava-se da mesma verdade que dissera a um homem ambicioso: “Cuidado! Fiquem de sobreaviso contra todo tipo de ganância; a vida de um homem não consiste na quantidade dos bens” (Lc 12.15).

Veja como Jesus tratou diferente os crentes da igreja em Esmirna – a quem chamou de “ricos”, mesmo em meio à pobreza – e os de Filadélfia, a quem elogiou com sua fidelidade em meio à perseguição. Esses crentes, maduros, poderiam ter ensinado aos prósperos irmãos de Laodicéia o que é o Cristianismo. É verdade, que eles apresentavam um pequeno sucesso. Mas é pouco provável que tivessem reuniões lotadas de gente. Seus cultos talvez não agradassem mais do que um punhado de crentes. Ainda assim, esses amados eram “ricos para Deus”, enquanto o povo de Laodicéia era “miserável, digno de compaixão, pobre, cego, e que está nu”.

A prosperidade tende a cegar-nos quanto à nossa decadência espiritual, e cria uma falsa sensação de bem-estar e segurança eterna. Quando os laodicenses examinavam-se, enxergavam apenas o favorecimento e as bênçãos divinas. Isso os deixava com uma atitude de “não tenho falta de nada”. Tudo parecia bem porque não havia problemas. Era fácil ser um seguidor de Cristo assim.

Sobre a sua condição Jesus disse: “Conheço as tuas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente! Assim, porque é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo de minha boca” (Ap 3.15,16). Eles andavam de um lado para o outro: ora amando a Jesus, ora amando ao mundo. Essa é verdadeiramente uma vida cristã morna. Não se trata nem de frieza daqueles que desconhecem a Deus, nem da fervente paixão de quem O ama de verdade. Os crentes de Laodicéia não se opunham ao Evangelho, mas também não se  esforçavam para alcançar qualquer santidade. Tinham sucesso em suas programações, mas nenhuma manifestação do poder de Deus.

Como a igreja do século 21 assemelha-se a essa próspera congregação! Nós também criamos um evangelho, feito sob medida, para adaptar-se a essa cultura e moldar-se aos desejos ambiciosos da sociedade atual. O Evangelho que saiu de moda, aquele que deveríamos estar pregando, foi adulterado para ajustar-se à nossa rotina cheia de compromissos e numerosos momentos de lazer. Enfatizando apenas determinados ensinos bíblicos e – o mais importante – negligenciando outros, conseguindo criar um novo evangelho, adequando ao nosso estilo de vida moderna.

Lamentavelmente, nossa entrega a Cristo não exige mais nada, não espera qualquer sacrifício, não produz qualquer recompensa eterna. O Leão de Judá foi anestesiado, amputado e domesticado. Reduzimos o Todo poderoso a uma figura inofensiva, honrada mecanicamente em nossa vida ocupada. A visão de um Deus Santo, Fogo Consumidor, de um Juiz que um dia retribuirá sua justa recompensa a cada um, praticamente desapareceu da igreja atual. Cantamos hinos de adoração, mas raramente ultrapassamos a emoção que as letras nos trazem. Demonstramos certa espiritualidade, mas sem nenhum poder. Honramo-lo com os lábios, mas o coração está bem longe do Senhor. Ai dos que fazem parte desta geração de igreja!

Muitos pastores que pregam sobre uma vida de santidade possuem tantas lesões, causadas pelas mordidas das ovelhas rebeldes, que dificilmente mantém as forças para prosseguir nesse caminho. Muitos têm desistido de lutar, encontrando escape nos empregos seculares. Outros acabam cedendo e juntando-se ao grupo dos que alimentam seu rebanho anêmico com sermões carecidos de real substância e profundidade.

Se continuarmos transformando os pregadores que dão “coceira nos ouvidos” em celebridades, mais nos convenceremos de que estamos certos. Toda nova “celebridade” que surgir e não prega contra o pecado, a carnalidade e o mundanismo, fortalecerá ainda mais as nossas convicções deturpadas. Por que tantos estão errando o alvo? Talvez seja porque acreditamos apenas no que queremos e ouvimos o que nos agrada. Se um homem de Deus tentar equilibrar as coisas, logo é taxado de “desequilibrado”!

Temos sobrevivido à base de uma dieta espiritual incompleta e sem substância, nutrindo-nos por tanto tempo com alimento alternativos que já nos esquecemos do gosto do verdadeiro alimento!

Leonardo Ravenhill disse com muita sabedoria “A igreja tem sido anormal por tanto tempo que, quando se torna normal, todos acham que está anormal “Ou como Watchman Nee comentou: “Quando um cristão mediano fica com a temperatura acima do normal, todos pensam que ele está com febre”. Não que todo cristão esteja nesse caminho, mas o padrão mais baixo está agora sendo aceito como normal.

A igreja moderna tem-se satisfeito tanto com o seu evangelho alternativo que as pessoas deixaram de ter fome pelo verdadeiro. Temos comido “hambúrgueres e doces” suficientes para deixarmos sem fome. E sem as sensações de fome, nunca percebemos nossa necessidade de alimento sólido. Estamos morrendo de fome e nem percebemos. E quem é responsável por criar e promover os “hambúrgueres e doces” espirituais? Isso mesmo, o diabo, também conhecendo está situação, faz de tudo para não deixar que percebamos nossas necessidades urgente de alimento sólido.

Podemos encontra nosso caminho de volta ao primeiro amor, mas precisamos começar com uma avaliação honesta da nossa condição espiritual. Não podemos mais adiá-la. Este é o dia e esta é a hora para confissão e o arrependimento. Que o clamor de nosso coração continue sendo: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se há em minha conduta algo que te ofende, dirige-me pelo caminho bom” (Sl 139,23,24).


Pr. Napoleão de Castro

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