20 de outubro de 2018
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Pr. Napoleão de Castro
Pastor da Assembleia de Deus em Paulo Jacinto, Casado com Jeane Castro e pai de Elner Castro. Bacharel em Teologia pela Faculdade de Filosofia e Teologia de Alagoas (FAFITEAL), membro da Convenção de Ministros de Alagoas (COMADAL), pregador e professor de diversas matérias bíblicas.
09/03/2018

Cristãos Desigrejados


A cada dia que passa, emerge do seio da cristandade evangélica um número alarmante de pessoas que passa a andar à mercê de suas próprias ideologias, completamente descomprometidas com a Igreja do Senhor.

Enquanto em algumas partes do mundo há milhões de vidas clamando pelo privilégio de ter uma igreja e um pastor, aqui no Brasil, onde a cada dia afloram novas igrejas entre milhares, conhecemos uma verdadeira multidão de evangélicos desigrejados. Parece até que o momento histórico da política econômica tem refletido no corpo de Cristo: a oferta barateia o produto.

Em meio a tantas alternativas de igrejas que podem oferecer uma variedade de expressões de culto, ao sabor tanto dos mais simples quanto dos mais exigentes, ainda encontramos aqueles que dizem: "não achei uma igreja ideal para mim".

O Evangelho de Cristo, sem perder a sua simplicidade, inclui alguns aspectos de ordem que devem ser intransigentemente observados: depois de ser alcançada pelo Evangelho, a pessoa deve ser batizadas nas águas conforme a ordem de Cristo e, a partir deste ato, ingressar no corpo de Cristo que é a sua Igreja. Assim acontece desde o princípio: "De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas" (At 2.41). Aquelas pessoas receberam a palavra; foram batizados e se congregaram.

Fazer parte da Igreja de Cristo é estar de acordo com os lídimos ensinamentos da palavra de Deus. Estar do lado de fora é recusar o mais nobre privilégio de pertencer ao clã espiritual com todas as regalias de cidadão do céu (Fp 3.20).

Em 2010, o IBGE divulgou os resultados de uma pesquisa que avaliou, dentre outras amostras, o desempenho religioso do brasileiro. O censo revelou que, em termos de identificação religiosa, o grupo que mais cresceu, entre 2000 e 2010, foi o que se declarou arreligioso. O número de evangélicos sem vinculação cresceu assustadoramente nesse período.

Este fato chamou a atenção das mídias cristãs e seculares e dos centros de pesquisa da religião, pois os evangélicos brasileiros, até então, eram identificados pelo compromisso com a Palavra de Deus e por sua vinculação eclesiástica.

QUEM SÃO OS DESIGREJADOS?

Desigrejados não são desviados; são cristãos protestantes que se identificam com as doutrinas fundamentais da fé cristã (o nascimento virginal de cristo, sua morte expiatória e Sua ressurreição, a segunda vinda e a vida eterna dos fiéis), celebram a Ceia do Senhor e passam pelas águas batismais, mas se recusam a congregar porque não acreditam na relevância de um corpo institucional.

Quando analisamos os dados desse fenômeno mais proximamente, percebemos que este cenário conta com vários tipos de desigrejados:

OS DESORIENTADOS

Trata-se de neófitos na fé, que não receberam a devida orientação espiritual capaz de fazer deles crentes íntegros dentro de uma denominação evangélica. Na sua ingenuidade, passam a frequentar diferentes igrejas, às vezes, até, levados por pessoas que possuem este hábito de andar perambulando, incorrendo no sério perigo de nunca se firmarem numa igreja local.

OS PEREGRINOS

Chama-nos a atenção aquele sem-número de evangélicos que vivem perambulando pelas igrejas, como beduínos, sem casa e sem destino, ganhando, a cada dia, novas cores doutrinárias ou disseminando suas ideias ecléticas por onde quer que passem. Alguns dos quais são virulentos, portadores de doenças espirituais incuráveis; propensos ao debate teológico gerado pela obstinação de uma nova ideia acerca de uma doutrina ou interpretação de um texto bíblico.

Alguns desses nômades ocupam os nossos púlpitos par cantar, pregar ou falar de uma organização paraeclesiástica da qual fazem parte e, quando perguntamos um desses ilustres desconhecidos qual a sua igreja, ouvimos de pronto: “Não estou ligado a uma igreja, diretamente", ou "Sou de todas", e, dependendo do grau de petulância: "Sou de Jesus". Paulo já se referia a este tipo de crente: "Porque existem muitos insubordinados..." (Tt 1.10).

CARACTERÍSTICAS DOS DESIGREJADOS

TURISTAS. São aqueles que constam no rol de membros de uma igreja, mas que aparecem uma vez ou outra para matar as saudades. São crentes que gostam de ser bênção na igreja dos outros, o que não é difícil, pois o difícil mesmo é ser bênção na sua própria igreja.

MIGRANTES. São aqueles que vivem emigrando. Ficam um tempo numa igreja até o dia em que conhecem outra "melhor" e para lá se transferem. Se ali permanecessem estaria bom, mas eles têm o hábito de andar e, então, logo se cansam e procuram outra.

PIETISTAS. Com aquela expressão de piedade, vivem alegando que têm "ordens do Senhor" para andar pelas igrejas, o que nem sempre é verdade e, ademais os frutos que o digam. (2 Tm 3.5).

MELINDRADOS. A sua desculpa é: "Sinto muita falta de amor".

INDIFERENTES. A súmula do seu discurso é: "Eu acho que para ser crente não precisa ir à igreja".

PERFECCIONISTAS. Para eles "Tudo está errado".

INSATISFEITOS. Esses implicam com tudo. O seu maior dom é o da murmuração.

ECLÉTICOS. Estes são o contrário do anterior. Eles gostam de todas as igrejas e estão de acordo com todo mundo. A sua sentença é: "Eu danço conforme a música".

DESPRENDIDOS. O seu discurso é: "Sou uma pessoa livre".


AS PECULIARIDADES DOS DESIGREJADOS

- Autossuficientes. A chamam-se capazes de desenvolver sua fé sem igreja e sem pastor.

- Soberbos. Não aceitam disciplina ou exortação.

- Covardes. Não querem assumir compromisso. Jamais poderiam ser qualificados como soldados no exército de Cristo (2 Tm 2.3,4).

- Amorfos. Nunca adquirem forma, afinal, não sabem bem no que crer.

- Difamadores. Sentem prazer em criticar, julgar e até mesmo caluniar igrejas ou pastores e muitas vezes o fazem "em nome do Senhor".

- Inquietos. Não suportam ficar parados muito tempo no mesmo lugar. Vivem ansiosos, à procura de coisas novas.

- Desajustados. Não conseguem viver em grupo.


A REVISITAÇÃO DOS DESIGREJADOS

Quando analisamos a História da Igreja, percebemos que este não é um movimento novo e isolado. Em dois mil anos, contam-se no mínimo dez eventos de deserções massivas de cristãos institucionalizados. E isto ajuda-nos a colocar nos trilhos a percepção que temos sobre o desfecho desse capítulo da história.

A igreja de Jesus deparou-se diversas vezes com ferrenhos críticos do sistema eclesial; estes censuraram severamente tanto seus dogmas quanto seus ensinos - muitas críticas eram infundadas; outras, nem tanto. Portanto, não podemos simplesmente nos encastelar em nossas certezas e esperar que tudo volte a ser como era antes. É hora de agir. Além de orar pela saúde do corpo de Cristo.

O autor da carta aos hebreus disse: "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes, admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" (Hb 10.25). Em Atos 2.44 diz: "E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum".

Você poderá um dia encontra uma igreja perfeita, mas à hora em que ficar membro dela, ela deixará de ser perfeita. No corpo de Cristo não existe membros postiços. Portanto procure ter uma igreja séria como sua referencia.

A igreja que eu tenho como minha referencia é a Assembleia de Deus.  E você vai continuar desigrejado? Reflita.


Pr. Napoleão de Castro

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