20 de janeiro de 2018
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Artigos

Pr. Napoleão de Castro
Pastor da Assembleia de Deus em Paulo Jacinto, Casado com Jeane Castro e pai de Elner Castro. Bacharel em Teologia pela Faculdade de Filosofia e Teologia de Alagoas (FAFITEAL), membro da Convenção de Ministros de Alagoas (COMADAL), pregador e professor de diversas matérias bíblicas.
03/08/2017

Caricaturas de Deus


Nas igrejas há algumas consciências de que é impossível construir uma figura capaz de traduzir o ser de Deus com exatidão. Mas, sem muito esforço, é possível catalogar caricaturas de Deus que estão presentes no imaginário religioso de muitos evangélicos.

I. O (Deus) Policial Onipresente - Deus é, em suma, a consciência, a "Voz Mansa” que faz com que a pessoa se sinta profundamente culpada e infeliz antes, durante e depois de praticar o mal. A consciência não é um guia infalível; ela pode ser desenvolvida, estagnada ou pervertida via educação, treinamento e propaganda. Na Alemanha nazista, por exemplo, a propaganda tornou-se a mais refinada arma pervertedora do senso moral; não fazer mal à raça odiada gerava crise de consciência naqueles que eram leais a Hitler. Seria então tal consciência doentia a voz do Deus do amor, do perdão e da vida?

2. O (Deus) Resquício/Vestígio Educacional - Nesse sentido, o conceito que se tem de Deus está baseado na educação, ou seja, na mesma idéia que a criança tem do próprio pai. Sendo o pai bom, o conceito é positivo; sendo o pai mal, o conceito é negativo e destrutivo. O medo irracional ou revolta contra Deus podem ser, em alguns casos, decorrentes dessa imagem deturpada da figura paternal. Alguns psicólogos, inclusive, dizem que toda religião é regressiva, pois não passam de tentativas de retorno à situação de independência da infância. Não é demais lembrar que a doutrina bíblica apresenta Deus como Pai, no entanto, seus ensinos, nobres e transformadores da vida, é que servem de referenciais plenos aos pais terrenos, não o inverso. Os pais seriam melhores se seguissem o modelo de Deus.

3. O (Deus) Ilustre Ancião - A noção que se tem de Deus, neste caso, é a de um idoso, ora digno de reverencia e respeito, ora antiquado, retrógrado e ranzinza, sem contato e domínio da realidade. Essa caricatura do Deus arcaico e desajeitado está presente nas orações, nos cânticos, nas pregações, nos grupos de estudos, etc.

4. O (Deus) Perfeição Absoluta - Essa idéia de Deus tem sido a responsável pela escravidão e teatralização em muitas igrejas e a Frustração de milhares de pessoas pecadoras, que não conseguem atingir o elevado padrão de pureza que o Deus do seu imaginário reivindica. Há quem recorra às mascaras para ocultar sua verdadeira feiúra interior e se passe por santo junto à irmandade. O uso constante de máscara o faz esquecer-se da sua real imagem, de suas misérias interiores. E alguns, imaginando serem perfeitos como o deus tirano que forjou em sua mente, passam a perseguir aqueles que todo dia enfrentam demônios domésticos, fazendo da vida cristã uma prisão insuportável e devastadora.

5. O (Deus) Seio Divinal - Essa idéia de Deus é igualmente nociva, pois não passa de um recurso psicológico "escapista", dizem os críticos. Alegam que o homem, achando os problemas e as exigências da vida adulta pesados demais, tenta retornar ao conforto e a dependência da infância. Vendo sua base de operações (a vida concreta) à beira do colapso, forja no imaginário a figura de um Deus que lhe acolhe e lhe dá o escape. Dessa forma, foge da realidade dura da vida. Evidentemente, esse modelo de ser Superior também não se compara ao Deus da Bíblia.

6. O (Deus) Capturado - Essa é outra concepção errônea sobre Deus. Ele supostamente foi "capturado" e "domesticado" pelas igrejas para entretenimento pessoal. Elas tencionam restringir Deus à sua gaiola, aos seus cercados e redutos particulares. Pensam que possuem o monopólio sobre Deus e que as outras “não tem uma versão de Deus intencionalmente moldado e ajustado”. O próximo passo talvez seja explorar esse "diferencial" da figura de Deus que, muitas vezes, foi elaborada para atender as demandas dos negócios da fé.

7. O (Deus) da Segunda Mão - Essa idéia de Deus é habitualmente construída pela ficção anticristã pós-moderna que expõe sua ideologia na literatura e nos meios comunicacionais (cinematográficos e televisivos). Os personagens principais geralmente não apresentam expressão religiosa na vida ou têm conceitos deformados da pessoa de Deus e de sua operação na vida humana. Percebe-se, então, na mesma:

1. Ignorância tácita de Deus e de tudo o que diz respeito à religião;

2. Deturpação proposital da religião;

3. Manipulação da providência.

8. O (Deus) Mancha Irremovível - Essa é a imagem de Deus como uma nódoa de desapontamento, ressentimento e frustração. Por detrás dessa imagem, está a oração não respondida ou não atendida, a ocorrência da tragédia imerecida, os insucessos em várias áreas da vida. A imagem que se tem é a do Deus que falhou. Essas pessoas decidiram o que Deus deveria ser e fazer e, por conseguinte, se decepcionaram. "Deus, inevitavelmente, desapontará o homem que tentar usá-lo como instrumento, escora ou mero homologados dos seus planos particulares".

Portanto, esses conceitos sobre Deus são frutos de mentes cegas, que não conhecem Deus pelos caminhos da Bíblia. Nosso Deus não é fruto da imaginação humana, nem caricaturado. Deus é o que a Bíblia diz: Espírito, Amor e Luz. Ele é Ontológico!

Pr. Napoleão de Castro.

Obras consultadas:

- Dicionário de filosofia (Editora Filo)

- Mito sobre Deus (Editora Ellechem)

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