20 de setembro de 2018
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Artigos

Pr. Aldo Ferreira de Souza
Pastor e Missionário no Campo Missionário em Honduras, Bacharel em Teologia pela Faculdade de Filosofia e Teologia de Alagoas (FAFITEAL), membro da Convenção de Ministro de Alagoas (COMADAL), Graduação e Pós-graduação em Segurança Pública, Curso de Espanhol ( FITES), Curso de Missões na Escola de Missões das Assembleias de Deus (EMAD), Curso de Antropologia Missionária e Fundamentos Apostólicos da Obra Missionária (FATEM).
05/07/2018

Chamada Missionária

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Introdução.

Não há dúvida de que é Deus e somente Deus que chamou e continuará a chamar tantas e muitas vezes jovens obreiros, porque ele tem um plano para a colheita. O chamado é divino; o próprio Jesus nos disse em Lc.10.2, que oramos para que Deus envie obreiros. Portanto, podemos concluir que o chamado divino é uma resposta a essa oração; Ele chama as pessoas para o trabalho missionário e para o trabalho em geral.

“E lhes fez a seguinte advertência: A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara”. (Lc.10.2).

Contudo, mesmo que o chamado seja divino, requer uma resposta adequada de nós, ou o chamado pode se tornar frustrado.

I – Requisitos Básicos Para um Excelente Candidato a Missionário.

1.  Um sentido de vocação e caminho com Deus (chamado).

Mais do que cobrar, é uma chamada. Um chamado é uma convicção pessoal de que Deus tem um propósito com um para trabalhar como missionário. A maneira pela qual essa convicção surge varia de pessoa para pessoa. Em alguns casos, é algo que surge de repente, e em outros, lentamente, pouco a pouco. No entanto, é necessário ter uma forte convicção, porque todo chamado experimentará momentos em que será necessário dizer: sei que Deus me enviou aqui. Caso contrário, a amargura pode ser gerada contra a igreja ou a missão que enviamos.

Da mesma forma esta forte convicção tem que ser confirmada pelos outros. Deus nunca diz nada para apenas uma pessoa. Ele sempre diz isso para vários. Além disso. Deus, normalmente, não nos chama a algo se não nos deu a capacidade de responder à situação.

2.  Maturidade espiritual.

Isso implica andar com Deus produzindo o fruto do Espírito. Um dia, alguém disse a um missionário: você vem aqui pensando que é muito espiritual e, quando percebe que não é, também finge ser um. A maturidade será testada no campo, desde o início, antes de novas situações de vida, relações com os outros, etc. Não há substituto para o trabalho do profundo do Espírito Santo na vida de uma pessoa que pode resultar em maturidade.

3.   Um Coração de Servo.

Jesus cumpriu o papel de servo. Muitas vezes também o novo missionário deve ganhar a confiança da igreja nacional, servindo, sendo líder, somente trabalhando. O orgulho se opõe ao coração do servo. Não podemos pensar: O Grande Missionário chegou. Nós chegamos pra servir.

4.  Disciplina e Controle de se Mesmo.

No campo missionário, muitas vezes não haverá um chefe para supervisionar a atividade todos os dias, ou a cada hora. Em um contexto onde a atrito já está ocorrendo pelo simples fato de morar lá, temos que ter disciplina para administrar nosso tempo, gerenciar e alcançar metas.

5.  Disposição Para Evangelizar.

Não ajuda ter uma variedade de ministério se eles não envolverem ou complementarem o evangelismo. Talvez nem todos nós tenhamos um ministério evangelista, mas todos devemos ter amor pelas almas perdidas.

6.  Experiência na Vida e no Ministério.

A experiência, tanto na vida secular como no ministério, nos permite enfrentar os desafios da igreja. Não podemos ir ao lugar com meras ideias. Temos que aprender a enfrentar problemas e situações em nossas cultura para enfrentar adversidades em outra cultura.

7.  Estabilidade Emocional.

A estabilidade emocional é uma das coisas mais importantes na vida de um missionário. Deve ser capaz de enfrentar relacionamentos e situações com maturidade. Ele deve estar seguro em sua própria identidade cultural, para anexar outra identidade. Você deve ter essas estabilidade para enfrentar mudanças numerosas e drásticas, e também ajudar sua família a superá-las. Da mesma forma, ele deve ser saudável, livre de atitudes prejudiciais (orgulhos, inseguranças, ciúmes), bem como feridas que poderiam prendê-lo ou criar amargura contra alguém ou alguma coisa.

8.  Saúde Física.

Acostumar-se a novas culturas e realidades requer boa saúde. Novas refeições, horários, viagens de avião, estrese e tensão, etc., podem nos afetar seriamente se não estivermos em condições físicas saudável e cuidados com o corpo.

9.  Motivação Para Aprender a Língua.

Se alguém não consegue aprender bem a língua, sua capacidade de cumprir sua vocação será diminuída. Devemos estar, por um lado, motivados e, por outro, saber se temos a capacidade de fazê-lo.

II – O Tempo e a Maneira ou a Forma de Deus.

Abraão: um dos mais notáveis; não há dúvida de que Deus lhe deu um chamado divino. E Abraão, com muita paciência, esperou 24 a 25 anos sem tentar forçar o que Deus queria fazer. Mas pouco antes de cumprir o tempo de espera dado por Deus, ele ficou impaciente e, em parte, provocado pela impaciência de sua esposa, ele foi adiante por um ano para o que Deus queria fazer. Eu espero 24 anos... mas eu não espero 25. Ele não cumpriu o chamado de maneira que Deus tinha para ele. Isso resultou em muitas feridas, emoções alteradas, relacionamento afetados e, até hoje, conflitos entre muçulmanos e judeus. Tudo por não esperar pelo tempo e a maneira de Deus.

Moisés: discordou o propósito de Deus para sua vida. Certamente sua mãe sabia infundir essa convicção. Mas estava errado na maneira e no tempo... e assassinou uma pessoa. Então 40 anos, e sabia o caminho... Tantas vezes nossos erros nos levam a resistir ao chamado e ao tempo real de Deus.

José: teve um sonho, mas esperou a maneira e o tempo de Deus, e Deus o levou a ser um dos homens mais poderosos do mundo.

Neemias: ele sentiu um fardo genuíno, mas esperou o momento e o caminho de Deus para realizá-lo.

Davi: foi chamado e ungido para ser rei, mas não tentou forçar seu destino: esperou o tempo e a estratégia de Deus para realizá-lo.

Portanto, um dos erros mais comuns, não é confundir um chamado, mas não saber discernir o tempo e a maneira de Deus para cumpri-lo.

III – Quanto a Preparação.

1.  Falar Com o Pastor Sobre a Chamada.

É muito importante que o pastor conheça o chamado, além de pedir-lhe ideias para se preparar, a fim de ter o favor dele e da igreja. Isso quer dizer que é um processo e não algo súbito.

2.  Preparação Teológica.

O candidato a missionário deve preparar-se através de um instituto bíblico, não apenas para o seu treinamento, mas também para as imagens que ele dará em outro país. Existem diferentes realidades no mundo, e em outros países eles não respeitarão ou receberão da mesma maneira um jovem sem preparação. Com todas as formas de preparação bíblica que existem hoje, e que oferecem sistemas flexíveis de estudo, não há desculpa para não se preparar.

3.  Formar ou Fazer Parte de:

·  Departamento de missões e das reuniões locais.

·  O candidato deve interagir ativamente com outros departamentos de missões, aprender com eles. Trocar ideias e construir relacionamentos que possam ajudar na busca de seu próprio apoio. Dificilmente alguém que submeta sua candidatura receberá apoio sem ter sido conhecido nas reuniões do bairro e participou das atividades missionárias em sua área.

4.  Relacionar-se Com Autoridades ou Agências Missionárias.

Não deve esperar até que chegue a hora de se relacionar com o departamento nacional de missões, ou mesmo com agência missionária, no caso em que a denominação de um tenha um departamento nacional. A coisa certa a fazer é se apresentar agora, para que eles indiquem os passos que devem ser tomados para ser considerado como um futuro missionário. Desta forma, eles verão que você é uma pessoa séria, que planeja seu futuro e não reage simplesmente.  Então, você não deve esperar até o último minuto para comparecer perante as autoridades.

5.  Estude Idiomas, Preferencialmente Inglês e Espanhol.

Inglês e espanhol abrem portas por todos os lados. Obviamente, é difícil para muitos ter conhecimento completo estudando aqui, mas, pelo menos, uma boa base pode ser conquistada para então estudar em tempo integral no país.

6.  Estude Sobre o País e a Cultura.

O que podemos estudar sobre a cultura que queremos alcançar com o Evangelho nunca será suficiente. Foi o primeiro conselho que o Presbítero Jairo Rocha, meu professor de Teologia e de Espanhol mim deu.

7.  Fale Com Outros Missionários Veteranos Para Aprender Com a Experiência Deles.

Como eu disse antes, conversar com alguém que já experimentou a vida em outra cultura permite que você tenha uma perspectiva realista do trabalho missionário e evite erros que seriam cometidos por meio da ignorância. Eu particularmente conversei com os seguintes missionários: Jadson Esdras, Ivaldo Cruz, Robson Laurentino, Alberto, Sebastião Oliveira, Carlos Feitosa, Josiane, João Bosco e Damião Teixeira. Foi de grande valia para a minha vida a conversa que eu obtive com todos eles.

8.  Ter Experiência na Igreja ou Pastorear Uma Igreja.

Você não pode fazer em outro país o que não foi feito em seu próprio país. A experiência prepara e dá credibilidade.

IV. Como Respondemos a Chamada Missionária.

1.  Não perca outro dia. É lamentável ver os casos de pessoas que perdem anos sem fazer nada prático para preparar o caminho para a chamada. Não perca mais um dia. Você não pode mais compensar o tempo perdido. Mas não perca mais tempo para não se arrepender no futuro.

2.  Muitas vezes espiritualizamos o chamado e não fazemos coisas práticas para nos prepararmos. Se Deus lhe deu um chamado, e não apenas um fardo, não perca mais um dia para dar os passos de sua preparação e elevar a visão missionária em sua igreja. Pode ser que ainda esteja faltando o tempo para atender a chamada, mas se você tiver a responsabilidade de começar hoje, não espere por amanhã.

3.  O espiritual e o prático devem sempre andar de mãos dadas em um equilíbrio divino. Não podemos mudar as pessoas apenas com métodos, ideias, e estruturas; O Espírito Santo tem que intervir. Também não podemos nos referir a estar apenas orando e espiritualizando cada questão.

4.  Deus está chamando muitos hoje. Sem sua chamada, não podemos fazer missões. Mas muitas vezes não sabemos como responder. Que Deus nos ajude a responder corretamente ao seu chamado divino.

5.  Por fim, o chamado é o começo do trabalho missionário. É Deus quem chama. Deus é a fonte do trabalho missionário. Contudo, a Igreja pode preparar-se para que Deus chame futuros trabalhadores para a colheita.

Dios los bendigas ustedes para siempre, amén.


Missionário Aldo Ferreira de Souza

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