15 de dezembro de 2019
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Pr. Adriano Oliveira
Ministro do Evangelho, Membro da Comissão de Apologética da COMADAL, Professor de Teologia e Filosofia da FAFITEAL, Bacharel em Direito e Filosofia, Mestre em Teologia, Escritor e Palestrante.
04/09/2018

Incêndio no Museu Nacional: Que Brasil queremos para o futuro?

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Sinceramente. É de causar horror! Em plena Semana da Pátria vem uma destruição que leva parte de nossas memórias às cinzas. Um dos maiores patrimônios culturais e históricos da nação brasileira foi ignorado por pessoas que fazem questão de esquecer suas raízes etinológicas e  ethos comportamentais.

Peças de mais de 2 mil anos não podem ser recuperadas por ignóbias 'salivas'. Não são frases de jargões tais como "Uma perda incalculável", "Não mediremos esforços para recuperá-los", entre várias frases de impacto social que irão recuperar memórias perdidas e transformadas em dióxido de carbono.

Para esses energúmenos, pode ser apenas gás produzido pela queima de biomassas ultrapassadas pelo tempo que podem facilmente ser reproduzidas. Pessoas que, para suas "cacholas" vazias, eram apenas partes de artefatos e fatos ultrapassados pelo tempo.

Simplesmente é angustiante ver réplicas de fósseis paleontológicos reduzidos em 1900g de CO2 por cada 1000g de madeira que foi queimada, levando consigo apenas meras lembranças de um patrimônio histórico COMPLETAMENTE DESTRUÍDO pela incompetência e falta de respeito a um dos maiores patrimônios históricos e científicos do país! Uma das maiores fontes científicas da América Latina, agora transformada em CINZAS!

Uma múmia raríssima do Século I, de um sacerdote egípcio, de valor científico e cultural imensurável transformada em lamentação. Livros do século XVI, que narravam mais de 200 anos de história, agora serão esquecidas pelo tempo.

Será que esses espandongados inimigos do conhecimento e da intelectualidade brasileira pagarão por suas ações típicas e antijurídicas, de carácter culpável e punível, investidas contra um dos Museus mais antigos do Brasil? Ou será que esqueceram a aula basilar de Miguel de Cervantes onde em seu ABC do conhecimento ensinou que a História deve ser valorizada pelo fato de ser a émula do tempo, repositório dos fatos, testemunha do passado, exemplo do presente, e principalmente advertência do futuro?

O que ocorre para muitos pode ser apenas mais um prédio completamente queimado e destruído, mas para nós, apreciadores do saber, fica apenas o vazio da dor, da tristeza e da perda imensurável, que retrata A TRISTE REALIDADE DA ATUAL SITUAÇÃO INTELECTUAL DE NOSSA NAÇÃO!

Um absurdo que ganha dimensionamento irredutível. Um museu que tinha mais de vinte milhões de itens, entre eles o Meteorito de Bendegó, várias coleções de Paleontologia, o Fóssil de Luzia, que tinha mais de dois mil anos de preservação, os Móveis originais de Dom João VI, entre outras peças raras... Agora completamente perdidos.

Em museus como o Louvre, em Paris, temos uma mega estrutura anti incêndio que é obrigatória para todo prédio com esse teor de importância. Que prejuízo histórico para a memória brasileira que provoca choro internacional e indignação não só para todos nós ou para Portugal, por se tratar de uma das antigas residências da família real portuguesa.

Tudo isso resultado da falta de respeito ao conhecimento cultural e científico mundial, que, consideravelmente, a cada dia, é sufocado e substituído por outros valores antagônicos a riqueza intelectiva. Uma triste realidade da nossa atual e desprezível situação brasileira. Uma geração que deu as costas para a valorização e para a arte do saber.

Estive algumas vezes no Museu Nacional e descansei junto àquele clima histórico. Quando tive oportunidade de ir ao Rio de Janeiro, apreciei algumas tardes e degustei um pouco de nossas origens, quando mais jovem e aspirante do conhecimento. Agora, bem, agora dói em sentir no coração esses descasos pelo nosso Museu.

Este tesouro teve a chance de ser preservado, considerando os milhões destinados à sua conservação. No entanto, o recurso não foi aplicado e, agora, só nos restam lágrimas e saudosismo. Que pena! Tudo isso pode ser resumido em duas únicas palavras: ABSURDO e INGERÊNCIA. O MUNDO INTELECTUAL ESTÁ DE LUTO!


Adriano Oliveira

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