15 de dezembro de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

16/11/2019

Lição 7 - DAVI É UNGIDO REI

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo dos livros de Samuel, estudaremos a respeito da escolha de Davi por Deus para ser o novo rei de Israel.

- Davi era o homem segundo o coração de Deus escolhido pelo Senhor para reinar sobre Israel.

-Quais as bênçãos e consequências traz a unção na vida do crente?

I – A ESCOLHA DE DAVI COMO REI DE ISRAEL

- O rei Saul apresentara-se como um rebelde contra o Senhor e, diante disso, não poderia mais continuar reinando sobre Israel, sob pena de levar todo o povo à perdição. Espiritualmente, pois, o reino caminhava muito mal e Deus já revelara ao seu profeta, Samuel, o desejo de escolher um outro rei, que fizesse a Sua vontade. Ciente desta disposição e estando afeiçoado a Saul, Samuel começou a interceder pelo rei, a fim de que Deus pudesse modificar a sua triste sorte (I Sm.16:1).

- Estes fatos mostram-nos como devemos ter muito cuidado na obra do Senhor. Assim como Deus queria o bem-estar espiritual de Seu povo e isto não era possível com Saul à frente, diante de seu espírito rebelde, do mesmo modo, nos dias hodiernos, Deus também não tem prazer em ver “capitães” rebeldes diante de Deus,  à frente da Igreja do Senhor. Não é por outro motivo, aliás, que o apóstolo Paulo diz que os que presidem devem fazê-lo com muito cuidado (Rm.12:8), pois o Senhor a tudo observa e não admite que rebeldes fiquem à frente de Seu povo.

- Em resposta à oração intercessória de Samuel, o Senhor lhe manda até a casa de Jessé, em Belém de Judá, pois ali Se tinha provido de um rei entre os filhos de Jessé. Samuel, numa lição que nos dá, ao saber qual tinha sido a resposta de Deus a seus pedidos por Saul, prontamente obedeceu, não ficou insistindo nem teimando. Que possamos todos, ao receber de Deus uma resposta a nossas súplicas, conformarmo-nos à Sua vontade, pois não se ganha coisa alguma em contender contra o Senhor.

II- DAVI É UNGIDO REI

1.1-Unção (Hb: suk) unção com o óleo sobre o corpo ou a cabeça de um convidado (Dt 28.40; Rt 3.3)

. Aleipho (Gr): Lc 7.38,46) (tem o mesmo sentido acima) é o ato de ungir enfermos (Mc 6.13; Tg 5.14)

1.2-Unção (Hb: mashah): cobrir ou untar (dela deriva o substantivo 'mashiah' : Messias)

1.3-A palavra preferida para a prática da unção religiosa é 'mashah'

. Unção de pedra (Gn 31.13

. Unção dos sacerdotes (Êx 28.41; 29.7,36)

. Unção dos reis (1Sm 9.16)

. Unção dos profetas (1Rs 19.16)

. Unção dos objetos diversos (Êx 30.26-28)

1.4-O ato da unção revela que a pessoa foi separada para o serviço de Deus, tornando-se assim, intocável (1Sm 24.8)

2. O simbolismo da unção

2.1. Simboliza o derramamento do Espírito do Senhor (1Sm 10.9; Is 61.1)

2.2. ''mashah' no Antigo Testamento que no Novo é 'chrio', refere-se à unção do Messias que viria (Sl 45.7; Dn 9.24)

. Essa unção estava sobre Jesus (Lv 4.18)

2.3. Paulo descreveu essa unção sobre os crentes (2Co 1.21,22)

. É o poder para testemunhar o evangelho (At 1.8; 1Jo 2.20,27)

2.4. A verdadeira unção é ordeira e tem como alvo a glória divina (Is 48.11)

3. A unção sobre Davi

3.1. Detalhes sobre a unção de Davi em 1Sm 16.1-13

. Samuel gostava muito de Saul, mas estava no querer de Deus (1Sm 16.1)

. Deus busca um rei na casa de Jessé, neto de Boaz e Rute (Rt 4.17)

. Foi em paz na casa de Jessé

. Os filhos de Jessé passaram sobre o profeta, mas nenhum foi escolhido (1Sm 16.10)

. Mandou chamar a Davi, e este foi ungido em meio a seus irmãos (1Sm 16.11)

. O Espírito do Senhor se apoderou de Davi (1Sm 16.13)

III - PRIMEIRAS CONSEQUÊNCIAS DA UNÇÃO DE DAVI

- Davi não era mais o mesmo desde a sua unção. Aparentemente, tudo ficara do mesmo jeito. Ele continuava sendo “o filho menor de Jessé que apascentava as ovelhas de seu pai”. O rei de Israel ainda era Saul e a situação política e militar de tensão entre israelitas e filisteus não havia tido qualquer alteração depois daquela visita de Samuel a Belém.

- Nos dias hodiernos, muitos se confundem porque acham que as coisas devem acontecer de imediato. Nos lugares celestiais em Cristo, elas ocorrem assim que Deus as quer, mas, neste mundo material, neste planeta Terra, tudo tem de esperar a “plenitude dos tempos” (Gl.4:4). Não sabemos quanto tempo demorou entre a unção de Davi e a sua subida ao trono, pois as Escrituras não informam a idade de Davi ao ser ungido, apenas relatando que começou a reinar com trinta anos (II Sm.5:2),. Parece, mesmo, que o Senhor quis, propositadamente, omitir este dado aos homens, a fim de que, nesta omissão, aprendêssemos a lição de esperar com paciência no Senhor, o que, aliás, nos é explicitamente cantado por ninguém mais, ninguém menos que o próprio Davi no salmo 40 (Sl.40:1). Não foram, certamente, poucos os anos entre a unção e a subida ao trono.

Ainda que continuasse a apascentar as ovelhas de seu pai, Davi era agora um outro homem. Não sabemos se antes Davi já não mantinha uma vida de adoração a Deus (o que é bem provável), mas o fato é que, com a unção, Davi passou a ter uma vida de adoração a Deus que se intensificou e passou a ser notada. Em I Sm.16:18, é dito que um dos mancebos que serviam ao rei Saul lhe falou a respeito de Davi, que era uma pessoa que sabia tocar e que Deus era com ele. Este “saber tocar bem” não só nos fala do conhecimento técnico de Davi, mas, sobretudo, de sua vida espiritual, afinal de contas, pelo que nos mostra o contexto, estava-se a procurar alguém que “Deus fosse com ele”, a fim de expulsar o espírito maligno que atormentava o rei Saul.

- Davi tinha recebido o Espírito Santo e, aliado à técnica que já possuía, passou a adorar a Deus com um verdadeiro louvor. É desta época já que vemos nascer aquele que haveria de ser “o suave em salmos de Israel” (II Sm.23:1 “in fine”, isto é, a parte final do versículo). A presença do Espírito Santo na vida de alguém faz com que este alguém passe a ter uma vida de adoração, passe a servir ao Senhor, inclusive no que toca ao louvor, um louvor que faz afugentar o maligno, um louvor que é contrário a Satanás. Como, então, podemos admitir “louvores” na atualidade que têm suas raízes e sua razão de ser em cultos de adoração ao diabo, como o samba, filho dos terreiros de candomblé ou o “rock”, criado para a satisfação da carne, ou, como na sua versão “heavy metal”, criado pelos satanistas para adorarem ao diabo?

OBS: “...Depois de tudo isto, surgiu a música gospel, que teve grande influência do rock, jazz, pop, funk etc., criada com o intuito de trazer aqueles jovens para dentro das igrejas. No entanto, esta música não tem compromisso em ser perfeita para adoração, pois não se diferencia da música secular, destina-se ao homem e não a Deus. Para atrair o jovem à igreja, o único caminho é a cruz de Cristo. Chegamos ao ponto de determinadas ‘igrejas’, no afã de atrair os jovens, promoverem até mesmo pagode com feijoada e, na época de carnaval, formam com os seus fiéis, blocos de samba e, mais recentemente, trouxeram para dentro das igrejas, as lutas do tipo ‘vale-tudo’( será que isto é a forma de evangelizar e agradar a Deus?)....” (LEITE, Edson Luiz Tenório. Palestra sobre música na igreja. Março/2009).

- Deus começa, então, a agir. Atormentado por um espírito maligno, o rei Saul é orientado a buscar um músico ungido, que tocasse bem harpa e afugentasse o espírito maligno. É interessante que um dos mancebos do rei é quem dá a notícia ao rei da existência de Davi, certamente porque, em alguma ocasião, viu Davi tocando e sentiu que o Senhor era com aquele jovem.

- Mostra-se, então, que Davi não era mais o mesmo desde a unção. Sua música, tocada despretensiosamente, enquanto apascentava as ovelhas de seu pai, já não era a mesma. Mexia com as pessoas, fazia com que elas sentissem a presença de Deus. Davi, que já então tinha a visitação do Espírito Santo, talvez ali já começasse a entoar os seus primeiros salmos, a falar profeticamente. Não fazia isto para exibir-se ou apresentar-se a quem quer que seja, pois, muito provavelmente, não tinha sequer conhecimento de que era ouvido e notado pelos que se encontravam com ele no campo, muito menos que haveria de ser mencionado por um dos mancebos ao rei Saul, mas tudo fazia porque tinha prazer em louvar e adorar ao Senhor.

- O salvo tem de proceder do mesmo modo. Tem de, no campo (que é o mundo, como se vê de Mt.13:38), louvar e adorar ao Senhor, no anonimato, como resultado de sua gratidão a Deus por tão grande salvação e pela presença do Espírito Santo em seu interior. Deve fazer com que a sua atividade profissional, o seu meio de vida para a satisfação de suas necessidades materiais, seja um instrumento de louvor e adoração ao Senhor. Assim fazendo, certamente será notado e um vaso de Deus para a libertação de todos os oprimidos do diabo (At.10:38). Como temos nos comportado no campo? Quais têm sido as atitudes diante dos homens? Não nos esqueçamos de que somos espetáculo ao mundo, aos anjos e aos homens (I Co.4:9).

- Um dos mancebos percebeu que Davi sabia tocar, era valente e animoso, homem de guerra, sisudo em palavras, de gentil presença e com quem o Senhor estava (I Sm.16:18). Que testemunho dava Davi depois que fora ungido! Antes, era apenas ruivo, formoso de semblante e de boa presença, ou seja, suas qualidades eram basicamente físicas, relacionadas com o seu corpo, sua aparência, ou seja, com a vida terrena, com as coisas desta vida. Depois da unção, o jovem, embora continuasse fisicamente atraente, era muito mais do que isto: era valente e animoso, homem de guerra e sisudo em palavras, além do que mostrava, claramente, que o Senhor estava com ele.

- Que diferença vemos, nos dias hodiernos, entre os jovens que cristãos se dizem ser. Estão somente preocupados com a aparência física, são facilmente levados pela mídia e aderem irrefletidamente à moda, ditames sociais a respeito da aparência e da maneira de vestir e de se comportar, pouco se importando se isto corresponde, ou não, aos princípios bíblicos, quase sempre tachados de “mandamentos de homens”, “atraso” ou “coisas do passado”, como se a Palavra de Deus perdesse seu vigor ao longo dos anos. Assim, vemos jovens se preocupando muito mais com o exterior do que com sua vida espiritual, do que com sua intimidade com o Senhor. Nos congressos e encontros, então, o que vale é o uniforme, os penteados, as maquiagens e não, propriamente, a presença do Espírito de Deus, os reais batismos com o Espírito Santo e a manifestação dos dons espirituais.

- Davi, embora fosse bonito, não estava se importando com isto. Pelo contrário, a presença do Espírito Santo na sua vida fez com que se mostrasse um jovem valente. Davi era valente e não “valentão”. Não era um espancador, um homem violento. Não, não e não! Era valente, ou seja, não tinha medo, era corajoso, sabendo enfrentar as feras que ameaçavam o rebanho de seu pai. Sabia enfrentar o mal. Quantos jovens hoje têm esta qualidade? Quantos podem dizer, como canta o poeta sacro Almeida Sobrinho no hino 225 da Harpa Cristã, que, na batalha contra o mal, segue em marcha triunfal, olha para Jesus, não deixa a sua cruz, enfrenta o maligno, luta sem recuar, é franco, não teme o mal, manifesta o amor aos caídos em redor, proclama o Evangelho, vive sempre com Jesus e vence a si próprio?

A presença do Espírito Santo na vida de alguém faz com que ela se torne valente. Por isso, é dito que os tímidos, os covardes não herdam o reino de Deus (Ap.21:8), porque eles não têm fé (Mc.4:40), não têm o Espírito Santo em suas vidas. Por isso, ao vermos tantos que cristãos se dizem ser, na atualidade, sem qualquer valentia, não podemos ter outra conclusão senão a de que não pertencem, infelizmente, ao corpo de Cristo.

- Mas, além de valente, com a unção, Davi se tornou, também, animoso. Na Versão Almeida e Atualizada, como na Tradução Brasileira, o termo utilizado é “forte”. Não basta ser valente, é preciso ser “forte”, ou seja, ter força, ter sustentação para suportar as adversidades. O salvo também é um forte, pois é fortificado na graça que há em Cristo Jesus (II Tm.2:1). A força dada por Deus nos permite passar por todas as coisas, inclusive pelas necessidades e carências (Fp.4:13). É o Espírito Santo quem nos dá a força necessária para o nosso coração (Sl.104:15).

- A presença do Espírito Santo na vida de Davi já havia modificado a impressão que causava diante dos homens. Se, antes da unção, era visto apenas como alguém formoso de semblante e de gentil presença, agora já inspirava respeito e temor no ponto-de-vista humano e militar. Era tido como “animoso” e como “homem de guerra”. Davi não havia ainda sequer feito parte do exército de Israel (basta ver que, mesmo depois destes fatos, não foi chamado para a guerra contra os filisteus, mas somente seus três irmãos mais velhos – I Sm.17:13), mas já era notado e sentido como um “homem de guerra”. Que era isto? O resultado da presença do Espírito Santo na sua vida!

- O salvo, também, não precisa “convocar batalhas espirituais”, nem ficar à procura de “espíritos territoriais” e tantas outras tolices que os defensores da chamada “teologia da batalha espiritual” têm espalhado no meio das igrejas locais em nossos dias. A simples presença do Espírito Santo faz com que seja visto como um “homem de guerra”, seja notado como alguém que tem comunhão com Deus. Eis a fonte de uma série de “ódios à primeira vista” de que os salvos são alvo no trabalho, na escola, na vizinhança. Quando passamos a fazer parte da Igreja, as portas do inferno se levantam contra nós, mas, graças a Deus, jamais prevalecerão contra nós (Mt.16:18). Aleluia!

- Mas Davi tinha, ainda, outra característica, após a sua unção, que não na tinha antes: ser sisudo em palavras, ou seja, ser prudente em palavras, ter sabedoria ao falar. A presença do Espírito Santo dá-nos prudência, dá-nos sabedoria, pois o temor do Senhor é o princípio da sabedoria e a prudência, a ciência do Santo (Pv.9:10). Davi cedo foi instruído pelo Espírito de Deus a saber falar, a saber se conduzir, o que seria indispensável para que pudesse vir a reinar em Israel. A prudência é uma qualidade que devemos sempre buscar junto ao Senhor.

Conclusão:

 "Quando pensamos em Davi, logo nos vem a mente que ele era pastor, poeta, matador de gigante, rei e antepassado de JESUS - em resumo, um dos maiores homens do Antigo Testamento. Mas existe uma outra relação junto a esta: traidor, mentiroso, adúltero e assassino. A primeira lista fornece as qualidades que todos nós gostaríamos de ter; a segunda, as que poderiam ser reais e a nosso respeito. A Bíblia não faz esforço algum para esconder os fracassos de Davi. Ele ainda é lembrado e respeitado por seu coração voltado para DEUS. Quando aprendemos que compartilhamos mais dos fracassos de Davi do que de suas grandezas, deveríamos ficar curiosos para descobrir o motivo pelo qual o Senhor se refere a ele como 'o homem segundo o meu coração' (At 13.22). Davi, apesar de suas fraquezas, possuía uma fé inabalável na fiel e perdoadora natureza de DEUS. [...] Suas confissões eram de coração, e seu arrependimento genuíno. Nunca negligenciou o perdão de DEUS ou tomou sua bênção como uma concessão. Em troca, o Senhor nunca lhe negou seu perdão ou as retribuições de suas ações. Davi experimentou a alegria do perdão mesmo quando teve que sofrer as conseqüências de seus pecados. [...] Ele aprendeu com suas falhas porque aceitou o sofrimento que estas lhe trouxeram. [...] Quais mudanças seriam necessárias para que DEUS encontrasse esse tipo de obediência em NÓS?" Que Deus nos ajude!



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