10 de dezembro de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

03/08/2019

LIÇÃO Nº 5 – A MORDOMIA DA IGREJA LOCAL

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO:

Você sabia que é também um mordomo da igreja local?

Você pode até perguntar: mais de quem a igreja local é constituída? Uma pergunta sempre é especial para o início de uma reflexão. A nossa, nesta lição, é sobre a igreja local. Essa igreja, amada por muitos, mas ―odiada por outros. Há quem pense que se pode amar CRISTO, mas não a sua Igreja. Uma das coisas mais significativas no Novo Testamento, a partir do ministério dos apóstolos, era o amor deles pela Igreja. Esse amor só foi possível por causa do exemplo maior de JESUS CRISTO, o fundador da Igreja. Nesta lição, queremos que você seja encorajado a amar a Igreja, a servi-la e a defendê-la.

I – A MORDOMIA DOS BENS ESPIRITUAIS

Características da Igreja Verdadeira

Onde pode ser encontrada hoje a igreja verdadeira e quais os seus aspectos essenciais? Em primeiro lugar devemos distinguir os vários significados da palavra igreja:

1. Todo o povo de DEUS em todos os séculos, o conjunto total dos eleitos. É a igreja invisível.

2. A comunidade local dos cristãos, reunidos visivelmente para adoração e ministério; este significado abrange a vasta maioria das referências à igreja (ekklesia) do Novo Testamento – Igreja Local.

3. Todo o povo de DEUS no mundo, em determinada época, talvez melhor definida como a igreja universal. Esse sentido ocorre apenas ocasionalmente no Novo Testamento (1 Co 10.32; Gl 1.13).

4. “A igreja dentro da igreja”. Notamos antes a distinção feita entre a edah (toda a congregação visível) e os gahal (aqueles dentro dela que respondem ao chamado de DEUS). JESUS ensinou que o reino corresponde a este padrão: o joio está misturado com o trigo (Mt 13.24-30; 36-43). Dentro do grupo identificado com CRISTO acha-se o povo de DEUS, a verdadeira igreja. Não existe, então, uma igreja pura; em meio a cada igreja pode haver pessoas que não professaram a sua fé e outras cuja profissão será desmascarada no último dia (Mt 7.21-23). 

II -A CARACTERÍSTICA PRINCIPAL DA IGREJA DE CRISTO:

Admitindo-se assim que uma igreja pura ou perfeita não é possível deste lado da glória, onde podemos descobrir o verdadeiro povo de DEUS visivelmente reunido? Tradicionalmente, ela é reconhecida como igreja autêntica, por sua UNIDADE.

A unidade da igreja procede de seu fundamento do único DEUS (Ef 4.1-6). Todos os que pertencem verdadeiramente à igreja são um só povo e, portanto, a igreja verdadeira será distinguida por sua unidade.

Esta unidade, porém, não implica necessariamente uniformidade total. Na igreja do Novo Testamento havia uma variedade de ministérios (1 Co 12.4-6) e de opiniões sobre assuntos de importância secundária (Rm 14:1-15:13). Embora houvesse uniformidade nas convicções teológicas básicas (1 Co 15.11, BLH; Jd 3), a fé comum recebia ênfases diversas, segundo as diferentes necessidades percebidas pelos apóstolos (Rm 3.20; cf. Tg 2.24; Fp 2.5-7; cf. Cl 2.9s).

Havia também uma variedade de formas de adoração. O tipo de culto em Corinto (1 Co 14.26ss) não era comum nas igrejas palestinas, onde a adoração se baseava no modelo da sinagoga judaica e tinha um padrão mais formal, centrado na exposição da palavra escrita. Este modelo tirado da sinagoga justifica o fato de as igrejas do primeiro século serem consideradas um ramo do judaísmo. Tiago 2.2 usa até mesmo a palavra sinagoga para a reunião dos cristãos. Existem também elementos discerníveis de mais de uma forma de governo da igreja.

A verdadeira unidade no ESPÍRITO SANTO de todo o povo regenerado é um fato independente da desunião denominacional exterior. O chamado para a unidade no Novo Testamento é, portanto, uma ordem para manter a unicidade fundamental da vida que o ESPÍRITO concedeu através da regeneração (Ef 4.3). É distinguindo entre a igreja invisível (todos os eleitos que são verdadeiramente um em CRISTO) e a igreja visível (um grupo misto de regenerados e não-regenerados). A unidade da igreja invisível é um fato consumado, concedido com a salvação.

A igreja Romana tem usado este sinal de maneira polêmica, a fim de proclamar sua unidade, comparando-a à fragmentação do protestantismo, como uma evidência de ser a verdadeira igreja. Isto, no entanto, não é a realidade, já que eles mesmos formaram várias igrejas diferentes e idólatras.

As Escrituras encorajam a mais plena expressão de unidade possível entre o povo de DEUS, mas elas também tornam claro que a divisão acha-se perfeitamente de acordo com a vontade divina quando a essência do Cristianismo Apostólico estiver em risco. Esta foi a razão da discórdia entre Paulo e os judaizantes (Gl 1.6-12), e entre JESUS e os fariseus (Mc 7.1-13). É significativo notar que quando Judas pretendeu escrever sobre a salvação que temos em comum, ele achou necessário insistir com os leitores para ―batalhar diligentemente pela fé que uma vez foi entregue aos santos‖ (Judas 3). Para o Novo Testamento, a unidade está baseada em um compromisso consciente com as verdades reveladas do Cristianismo Apostólico.

O Novo Testamento dirigiu seus ensinos sobre a unidade a grupos específicos, com implicações imediatas para seus relacionamentos visíveis (Ef 2.15; 4.4; Cl 3.15). JESUS orou pela unidade, que ajudaria o mundo a crer (João 17.21); embora o paralelo entre esta unidade e a dEle com o Pai (17.11,22) confirme o caráter essencialmente espiritual.

III- A MORDOMIA DA IGREJA EM SUA MISSÃO

1-A mordomia da igreja na adoração. 

Aqui está o papel número um do povo de Deus: oferecer-lhe sacrifícios vivos e agradáveis (1Pd 2.5). É no desempenho de seu papel adoradores que a Igreja encontra sua missão em nível de maior transcendência. A Igreja executa o seu verdadeiro sacerdócio quando ela entra nos Santo dos Santos a fim de ministrar adoração à santidade e à majestade do Criador (Jo 4.24).

2- A mordomia da igreja na evangelização. 

Em se tratando especificamente da evangelização, há cinco textos onde o Senhor Jesus comissiona seus discípulos para esta sublime tarefa, são eles: (Mt 28.18-20; Mc 16.15-20; Lc 24.46-49; Jo 20.21,22 e At 1.8). Esta missão que tem por objetivo proclamar o evangelho, seguida da mensagem de fé e arrependimento visando o homem em sua plenitude. Ela representa a responsabilidade da Igreja em promover o reino de Deus em meio à sociedade. Acerca dessa tarefa podemos asseverar que a igreja: (a) existe para evangelizar (1Pe 2.9); (b) é ordenada a evangelizar (Mt 28.19; Mc 16.15); (c) se realiza evangelizando (At 4.20; 5.40-42); e, (d) só pode continuar a existir se evangelizar (At 2.41; 4.4; 5.14,42).

3-A mordomia da igreja em relação na comunhão. 

Uma marca de suma importância entre o povo de Deus é a marca relacional (At 2.44-47). O NT usa a palavra “koinonia” para expressar a maneira como os cristãos se relacionam uns com os outros. Viver esse amor uns para com os outros, nos caracteriza como verdadeiros filhos de Deus e é evidência de que nascemos de novo, uma vez que ser cristão é buscar vivenciar e manifestar o caráter do Salvador enquanto andamos juntos (1Jo 4.7-11).

Na contemporaneidade tem surgido um movimento heterodoxo chamado de “desigrejados” que podemos definir este grupo como os “sem igreja”. Eles não são filiados a qualquer instituição convencional de culto religioso cristão e são contrários a qualquer tipo de liderança. Os desigrejados defendem que a fé cristã pode ser exercida fora da comunhão da Igreja com o seguinte lema: “Jesus, sim; Igreja, não”. No entanto, a Bíblia nos ensina que: “Não abandonando a nossa congregação, como é costume de alguns […]” (Hb 10.25). Notemos a necessidade de uma Igreja local e qual o seu modelo bíblico:

4- A mordomia da igreja em relação a hierarquia. 

A hierarquia ministerial é uma doutrina do NT (1Co 12.28-31; Ef 4.8-11). O sistema de congregações ligadas a uma matriz (igreja sede) já era instituído desde os dias apostólicos (Mt 16.18; Mc 3.13-19); por conta disso, ninguém mandava em si mesmo e fazia o que bem entendia, mas respeitava e adequava-se às decisões dos apóstolos e dos anciãos guiados pelo Espírito do Senhor (At 15.22,23). Além do quê, os apóstolos eram os responsáveis pela separação dos diácono, dos presbíteros ou dos pastores (1Tm 4.14; At 14.23; 6.1-7; 20.28; 1Tm 5.22).

5-A mordomia da igreja em relação a Palavra.

Na igreja local a exposição da Palavra precisa ter lugar central no culto, para que os pecadores sejam evangelizados e os crentes sejam instruídos e fortalecidos na fé. Não se pode tolerar nem a escassez de tempo a que a pregação é relegada em muitas igrejas, nem também a falta de conteúdo bíblico, doutrinário e teológico em muitos pregadores que são verdadeiros “enchedores de linguiça”! Na verdade, há pregadores que recebem tempo suficiente, até de sobra, para pregar, mas desperdiçam-no com histórias, falsos testemunhos, manipulação barata das emoções de seus ouvintes, além de falsos discursos proféticos e visões que procedem de suas mentes, não do sublime trono de Deus!

Este grave defeito se pode perceber também em muitas aulas de Escola Dominical, com professores que não se aplicam ao estudo das Escrituras e da Lição dominical e se põem diante de suas classes para ocuparem todo o tempo da aula com exposições vagas, superficiais e monótonas – o que gera desinteresse da membresia da igreja em participar da EBD local. As palavras de Paulo devem ecoar nos ouvidos de muitos hoje: “Prega a Palavra!” (2Tm 4.2).

O pastor Antônio Gilberto, queixando-se de um quadro preocupante na igreja brasileira, dizia: “Há atualmente um esvaziamento da Palavra de Deus no púlpito de inúmeras igrejas. O tempo que deveria ser da Palavra do Senhor é ocupado por músicas e cantos profissionais – não o genuíno louvor – e atividades sociais, restando alguns minutos para a pregação da Palavra de Deus. Daí o elevado número de ‘retardados espirituais’ nessas igrejas” [1].

Diante deste quadro caótico, os bons mordomos da Palavra de Deus precisam se erguer, encontrarem o livro da Lei do Senhor que se perdeu dentro do templo (como nos dias de Josias – 2Re 22), e voltarem a lê-lo e explaná-lo para o povo com muita reverência (como nos dias de Esdras e Neemias.)

Conclusão: Que Deus nos ajude, que possamos ser verdadeiros mordomos, administradores da Casa de Deus. “Mas, se tardar, para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade.” 1 Timóteo 3:15.



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