27 de junho de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

08/06/2019

Lição 10 - O Sistema de Sacrifícios

Comentário da lição bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO:

-A necessidade e a importância dos sacrifícios pelos pecados tornaram-se indispensáveis à vida do homem, começando com Adão e Eva. Depois que eles pecaram, Deus estabeleceu em sua infinita sabedoria que o seu trono de justiça requeria a punição pelo pecado (ver Rm 5.12). Por sua perfeita justiça, Deus criou o sistema de sacrifícios para punição e perdão dos pecadores e, por esse modo, satisfazer a justiça de Deus e promover a paz entre Ele e o homem (Rm 5.1). 

-O sistema de sacrifícios adotado por Israel, antes de ser uma ideia de Moisés, foi ordenado por Deus e colocado na mente e no coração da nação israelita. Os livros de Êxodo e Levítico são os livros que apresentam com precisão as práticas dos sacrifícios a Deus pelos pecados do povo. Os sacrifícios e ofertas eram tomados tanto do reino vegetal quanto do reino animal. Do reino vegetal, empregavam-se alguns alimentos como, por exemplo, farinha, cevada, trigo, bolos e incenso, e as libações eram feitas com vinhos nas ofertas de bebidas. Do reino animal, traziam-se bois, cabras, carneiros e pombos. Não se ofereciam peixes e nem sacrifícios humanos (ver Lv 18.21; Lv 20.2). Os sete primeiros capítulos levíticos falam-nos de cinco tipos de ofertas (sacrifícios) para chegar-se ao sacrifício supremo, que foi o sacrifício de Cristo (Rm 5.8-10). Em termos de tipologia, as cinco ofertas — sem falar na oferta do Grande Dia da Expiação — apontam para Jesus, o Filho de Deus, que se fez carne para identificar-se com os homens e que fez o sacrifício maior na cruz do Calvário. Cada uma das ofertas constitui figura do sacrifício maior e único do Senhor Jesus Cristo.   

-A OFERTA VOLUNTÁRIA – HOLOCAUSTO (Lv 1.1,2)

Todas as ofertas levíticas eram essenciais para representar a obra de Cristo. Cada tipo de oferta era relativo às prescrições divinas em termos de qualidade e natureza da oferta. A primeira de todas as ofertas tinha um caráter vicário, e, a partir de então, todas as demais ofertas dependem dessa primeira. Não se podia oferecer uma oferta pelo pecado a menos que houvesse sido feita uma oferta de expiação. Não se oferecia uma oferta de paz a menos que se tivesse sido feita uma oferta expiatória. 

-Num capítulo anterior, foi dito que o Altar de Sacrifícios é o mesmo utilizado para as outras ofertas feitas com fogo. Esse Altar tinha na sua estrutura interna madeira de cetim (acácia) e era recoberto com bronze (ou cobre). Havia uma grelha ou tela de bronze colocada no fundo do Altar para assar as carnes ou queimá-las. Para essa oferta, Deus estabeleceu leis que orientariam os ofertantes e, especialmente, os sacerdotes quanto a sua efetivação. Os rituais seriam executados pelos sacerdotes, Arão e seus filhos; por isso, o fogo no altar deveria ser mantido o tempo todo aceso (Lv 6.9). As ofertas de holocausto eram chamadas “ofertas queimadas” porque o animal oferecido era queimado por inteiro até virar cinza (Lv 6.12,13). 

-A palavra “holocausto” vem de Olah, no hebraico, que significa “levantar, fazer subir, que ascende”. Era uma peça impressionante, quadrada, em forma de baú e cheia de terra até a metade. Nos seus quatro cantos, havia quatro chifres cobertos com bronze (ou cobre), que significavam segurança e autoridade. Quando o sacerdote colocava a vítima do sacrifício sobre o altar, “o cheiro suave” do sacrifício subia até chegar às “narinas de Deus”. Esse é um modo antropomórfico de referir-se a Deus, atribuindo a Ele coisas típicas humanas.

-Os holocaustos eram oferecidos a cada manhã e ao cair da tarde. Nos dias comuns, era oferecido apenas um cordeiro com um ano de idade, sem defeito algum. Aos sábados, eram oferecidos dois cordeiros, um pela manhã e outro pela tarde (ver Nm 28.9,10). Os animais oferecidos podiam ser bois, ovelhas, cabras, pombinhos ou rolas. Cada um desses animais tipifica o sacrifício de Jesus, que foi chamado servo de Jeová (ver Is 52.13-15; Hb 12.2,3). 

-A oferta era voluntária, da própria vontade do ofertante (Lv 1.3) e tinha por objetivo aproximar-se de Deus para conquistar sua aceitação. Antes de o sacerdote imolar o animal perante os olhos do ofertante, este colocava as mãos sobre a cabeça do animal, dando a entender que aquele animal para o sacrifício era o seu substituto (Lv 1.4). A aceitação do ofertante dependia da aceitação da oferta perante o Senhor. O animal era imolado fora da tenda e, em seguida, conduzido ao Altar de Sacrifícios. O animal inteiro, com exceção do seu sangue, era queimado, e a fumaça do holocausto subia como cheiro suave ao Senhor. O próprio ofertante, com a ajuda dos levitas, tinha que degolar a sua vítima (Lv 1.4-11). 

-O sacrifício de Cristo no NT, assim como o holocausto no AT, foi uma oferta agradável ao Pai. Dois textos exprimem essa verdade. Um está em Efésios 5.2: “[...] Cristo vos amou e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave”. O outro está em Hebreus 9.14: “[...] pelo Espírito Eterno, se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus”. O mérito infinito de seu sacrifício é atribuído por Deus ao pecador que recebe a Cristo como Senhor e Salvador de sua vida. 

-CRISTO JESUS – O CUMPRIMENTO DAS LEIS CERIMONIAIS

1- O próprio Cristo é o sumo sacerdote. Assim como Arão (Êx 28.1), Jesus também feito sacerdote por Deus Pai (Hb 5.5,6,10; 7.21). Embora procedesse de Judá (Hb 7.14), o Mestre foi feito sacerdote da ordem de Melquisedeque (Hb 7.14). Portanto, o sacerdócio de Cristo é de uma ordem melhor, pois é independente da Lei de Moisés (Hb 7.11,12); e, da tribo de Levi (Hb 7.13-15). O sacerdócio de Melquisedeque é superior ao de Arão por, pelo menos, dois motivos: (a) é anterior ao sacerdócio aarônico (Gn 14.18-20); (b) foi feito sob juramento (Sl 110.4). O sacerdócio levítico embora fosse permanente, o sacerdote era impedido de exercer o sacerdócio quando morresse. O sacerdócio de Cristo, pelo contrário, é eterno porque ele vive para sempre (Hb 7.24). Cristo também é superior porque é sacerdote perfeito, imaculado (Hb 7.26-28).

2- O próprio Cristo é a oferta. Isaías profetizou que um homem faria expiação pelos pecados da humanidade (Is 53.1- 12). O salmista também anunciou que o sacrifício definitivo seria de um corpo sem pecado (Sl 40.6-8). O escritor aos hebreus citou este texto para mostrar que profeticamente se cumpriu em Jesus (Hb 10.5-9). Na cruz, Jesus, ofereceu-se a si mesmo como oferta definitiva pelo pecado (Hb 10.10). Enquanto no Dia da Expiação, dois bodes cumpriam o papel de expurgar o pecado do povo, um sendo sacrificado e outro levado para o deserto em Cristo, temos único sacrifício que atende estas duas demandas. Jesus compareceu ao tabernáculo celeste oferecendo-se como sacrifício definitivo (Hb 10.10), e ao mesmo tempo padeceu fora da porta (Hb 13.12,20), ou seja, fora da cidade de Jerusalém (Jo 19.20), levando sobre o madeiro os nossos pecados (1 Pd 2.24).

3- O sangue do sacrifício é o Seu próprio sangue. Deus já havia ensinado por meio do culto levítico que o sangue é que fazia expiação pelo ser humano (Lv 17.11). Por isso, o sacerdote no Dia da Expiação entrava com sangue alheio, ou seja, um sangue de um animal para ser aspergido na presença do Senhor (Hb 9.25). Cristo, no entanto, quando se ofereceu como oblação pelo pecado da humanidade, ofertou o seu próprio sangue (Hb 9.12), o que Ele chamou de Sangue do “Novo Testamento” (Mt 26.28); também chamada de “Eterna Aliança” (Hb 13.20). Este é o sangue que fala melhor que o sangue de Abel (Hb 12.24). O sangue de Abel clamava por justiça (Gn 4.10); mas, o sangue de Cristo fala mais alto, clamando por misericórdia (Rm 8.34). Enquanto os sacrifícios do sistema levítico contemplavam apenas o povo de Israel, o sangue de Cristo propicia o mundo inteiro (1 Jo 2.2).

4- Entrou no tabernáculo celeste. O Sumo sacerdote só podia entrar no Lugar Santíssimo, onde estava a arca da aliança, que simbolizava a presença de Deus, apenas uma vez no ano (Êx 30.10; Lv 16.34; Hb 9.7). No entanto, Cristo, nosso “[...] grande sumo sacerdote [...] penetrou nos céus” (Hb 4.14). Ele entrou no santuário celeste, para interceder por nós: “Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu, para agora comparecer por nós perante a face de Deus” (Hb 9.24).

CONCLUSÃO

O sacrifício de animais cumpria dois propósitos:

1 - Simbolicamente, o animal tomava o lugar do pecador e pagava a pena pelo seu pecado.

2 - A morte do animal representava uma vida doada a fim  de que outra vida pudesse ser salva.

 Este método de sacrifício continuou por todo o AT e foi eficiente para ensinar o povo e para o guiar de volta para Deus. Durante o Novo Testamento, porém, a morte de Cristo tornou-se o último sacrifício necessário. Agora, todas as pessoas podem ser livres do castigo do pecado simplesmente crendo em Jesus e aceitando o perdão que Ele oferece.  Você já O buscou para receber o seu perdão?



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