18 de julho de 2019
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AD Alagoas / Lições Bíblicas

10/05/2019

Lição 6- Às Cortinas do Tabernáculo

Comentário da Lição Bíblica para o fim de semana com Pr. Jairo Teixeira Rodrigues


INTRODUÇÃO

- Em continuidade ao estudo do tabernáculo, hoje analisaremos as cortinas do tabernáculo.

- As cortinas do tabernáculo dão-nos o real significado da aparência.

I – AS CORTINAS DO TABERNÁCULO

1. A coberta exterior

1.1. Era feita de peles de animais marinhos (texugos ou golfinhos)

. Era um material rústico

. Resistia às dificuldades do deserto

1.2. A estrutura na qual repousava a coberta era de madeira de acácia e revestida com ouro (Êx 26.18-30)

. Símbolo da humanidade de Jesus Cristo (Jo 1.14; Is 53.2)

2. As cortinas internas

2.1. As cortinas internas

. Por baixo da coberta exterior havia uma coberta de peles de carneiro tingidas de vermelho (v.14)

. Por debaixo das peles de carneiro, havia outras cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem ser tingidas (26.7-13).

. Por último, havia uma quarta cortina que podia ser vista somente do lado de dentro do Tabernáculo.

. Era uma cortina feita de linho branco e fino com bordados das figuras de querubins (26.1-6).

II – O CORTINADO DO PÁTIO DO TABERNÁCULO

1. A simbologia descritiva das cortinas do Tabernáculo

1.1. A descrição de detalhes tem o propósito de nos ensinar as verdades espirituais

. Madeiras, metais, tecidos e tintas especiais

1.2. Essas descrições falam, tipologicamente, acerca de Cristo e sua obra

2. O significado de separação

2.1. O ambiente entre a cerca e o Tabernáculo era o Pátio

2.2. O cortinado branco torcido tinha como objetivo fazer separação dos pecadores

. Era a separação entre o santo e o profano (Êx 38.9-13)

. O cortinado branco simboliza a pureza de Deus num mundo de impureza

. É o símbolo da santidade e pureza de Jesus (Jo 8.46). Na Nova Aliança, a igreja não se fecha dentro de uma cerca, mas, está pronta para receber qualquer pecador que quer receber a Cristo. O significado de santidade. Santidade é a separação absoluta do pecado e dedicação exclusiva a Deus. Ser santo é viver na contramão do mundo (1Jo 2.15)

III-A SIMBOLOGIA BÍBLICA DO CORTINADO:

- Na continuidade do estudo do tabernáculo, analisaremos as cortinas, que nos dão o real significado da aparência.

3.1- O tabernáculo era separado por uma cerca do restante do arraial dos filhos de Israel e, sobre esta cerca, em lição anterior, pudemos verificar toda a sua tipologia, pois as tábuas, colchetes, bases e disposição nos dão preciosas lições a respeito da santidade, da união do povo de Deus, do valor da redenção mediante o sacrifício vicário de Cristo.

3.2- Vimos, também, que a entrada do tabernáculo tinha uma coberta de azul, púrpura, carmesim e linho fino torcido, que nos traz preciosas lições a respeito do Evangelho, que é a mensagem que nos anuncia a Cristo, a porta que dá acesso a Deus, Evangelho este que foi reduzido a escrito por inspiração do Espírito Santo sob quatro perspectivas.

- No entanto, além desta cerca e da entrada do tabernáculo, o modelo mostrado a Moisés no monte Sinai também trazia, nesta parte externa e visível do tabernáculo, que é o que estamos a estudar nesta primeira parte do trimestre, cortinas que cobriam as colunas ou tábuas da cerca que fazia os limites do tabernáculo, como também a própria cobertura da tenda da congregação, onde, no interior, ficava tanto o lugar santo quanto o lugar santíssimo. É este o objeto de nosso estudo nesta lição.

3.3- Em Ex.26:1, é dito que o tabernáculo seria feito de dez cortinas de linho fino torcido, e azul e púrpura e carmesim com querubins, devendo ser feitas de obra esmerada. Cada cortina teria vinte e oito côvados de comprimento e quatro côvados de largura, o que, segundo a Nova Almeida Atualizada (NAA), corresponde a 12,5 m de comprimento e 1,80 m de largura.

Esta expressão do texto sagrado permite-nos ter a mesma conclusão que o teólogo Luiz Mattos, que afirma que “...o cortinado era constituído por um ‘muro’ formado de tecido, suspenso por estacas cujo número era sessenta...” (A tipologia bíblica do tabernáculo, p.12). Na verdade, eram cortinas que se achavam suspensas pelas colunas e não propriamente colunas que eram cobertas por cortinas.

- Este cortinado era feito de linho branco, que representam as justiças dos santos (Ap.19:18).

- Verifiquemos que as cortinas que faziam o tabernáculo, ou seja, a parte coberta, eram em número de dez e o número dez, nas Escrituras, significa, como ensina pastor Abraão de Almeida, “...indica ordem perfeita e responsabilidade pessoal, como nos dez mandamentos, no dízimo, no comprimento das tábuas, nas dez virgens, nas dez dracmas, no número de cortinas etc....” (O tabernáculo e a Igreja, p.19).

3.4- De pronto, vemos aqui a tipificação da perfeição. O tabernáculo, já na sua “primeira vista” ao povo, apresenta-se como algo perfeito, a nos lembrar que o Senhor fez tudo muito bom (Gn.1:31), em especial o homem, que foi feito reto (Ec.7:29).

- O tabernáculo dá a ideia da perfeição, porque era a “habitação de Deus” no meio dos filhos de Israel e Deus é perfeito. De igual modo, o Emanuel, ou seja, Cristo Jesus, o Deus conosco, seria o homem perfeito, que nunca pecaria e que Se faria o exemplo a ser seguido por todos quantos queiram viver com o Senhor eternamente.

- A perfeição não era tipificada apenas no número de cortinas. As cortinas, a exemplo do cortinado da cerca, eram de linho fino torcido, a anunciar, assim, as justiças dos santos (Ap.19:8). O cortinado da cerca, aliás, também denunciava, nesta sua “primeira vista”, a justiça e a santidade divinas. Ao olhar para o tabernáculo, os israelitas imediatamente deveriam se lembrar de que Deus é justo e santo.

- Abraão havia bem entendido isto, ao chamar o Senhor de juiz de toda a terra (Gn.18:25), tendo o profeta Jeremias afirmado que o Senhor é a nossa justiça (Jr.23:6). Por isso, aqueles que, justificados pela fé em Cristo Jesus perseverarem até o fim, terão tido, neste mundo, a companhia de Jesus, por terem suas vestes brancas, como, com estas vestes, passarão a eternidade ao lado de Deus (Ap.3:4,5). Como responderemos à pergunta dos poetas sacros Eufrosine Katsberg e Emílio Conde: “Alvo é teu vestido, clara é tua luz? Canta co’os remidos: Vem, Senhor Jesus’? (parte final da quarta estrofe do hino 447 da Harpa Cristã).

- A santidade divina é proclamada incessantemente pelos serafins junto ao trono de Deus, como nos dá conta o profeta Isaías (Is.6:1-3). O tabernáculo não poderia, pois, numa primeira vista, deixar de enaltecer a santidade divina.

- Todas as cortinas tinham a mesma medida. Esta igualdade das cortinas revela-nos que, do ponto de vista espiritual, não há qualquer diferença entre os membros em particular do corpo de Cristo. Todos têm a mesma dignidade espiritual, todos foram comprados pelo preço do sangue de Jesus e ninguém tem mais merecimento do que ninguém.

- Verdade é que, na igreja local, em termos organizacionais, o Senhor Jesus instituiu um governo e, diante disto, é evidente que haja autoridade na igreja e que devamos obedecer e respeitar aqueles que estão à frente do povo de Deus, àqueles que presidem (Rm.12:8; I Ts.5:12,13; Hb.13:17), mas isto não nos autoriza a dizer que eles sejam maiores espiritualmente em relação aos demais, porque “todas as cortinas serão de uma medida”. Deus não faz acepção de pessoas (Dt.10:17; At.10:34). Todos devem viver em santidade, pois são estes que participação das bodas do Cordeiro por terem sido arrebatados pelo Senhor (Ap.19:7-9).

- As cortinas tinham, além do linho fino torcido, azul, púrpura e carmesim, o que as tornava em plena harmonia com a cobertura da entrada do tabernáculo. Mais uma vez temos aqui uma unidade, uma uniformidade, a mostrar que o tabernáculo era um todo harmônico e equilibrado. 

-A medida das cortinas fazia com que “sobrasse” cortina e esta “sobra” deveria pender sobre as costas do tabernáculo, um côvado de um lado e outro côvado de outro, a fim de cobri-lo (Ex.26:12,13).

- Este sobejo mostra-nos que Deus é poderoso para fazer muito além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera (Ef.3:20), que o Senhor Jesus, representado aqui, era muito mais do que podemos inferir ou até do que nos foi revelado (Jo.

21:25). Também nos faz lembrar que, se formos fiéis ao Senhor, faremos obras maiores do que Ele fez durante Seu ministério terreno 9Jo.14:12), até porque nos é prometida uma vida abundante (Jo.10:10; Rm.5:20).

- Os colchetes eram de cobre ou bronze, mantendo, assim, a constância de peças de cobre do lado de fora da tenda da congregação, cobre e bronze que simbolizam a justiça divina, pois estamos no pátio, na parte externa que nos fala da necessidade de fé para entrar na graça, fé que representa a confissão, arrependimento e remissão dos pecados.

3.5- Os pelos de cabra eram apenas a segunda camada da cobertura. Havia, ainda, uma coberta de peles de carneiro tintas de vermelho e outra coberta de peles de texugo em cima.

- O que era vista por todos era a coberta de pelos de texugo, a menos exuberante de todas, a mais rústica, precisamente para nos dar a tipificação da falta de parecer e formosura de Cristo Jesus e de como não podemos nos deixar levar pela aparência física que é considerada como enganosa (Pv.31:30) e isto quando se está a falar de mulheres, onde, nitidamente, isto é mais levado em conta do que entre homens.

3.6- Há muita discussão de que animal seja este “texugo”, entendendo alguns que se trata de um animal marinho, provavelmente o golfinho ( como o pastor Abraão de Almeida, por exemplo), outros que seria um animal de pele lisa, mas terrestre, como o antílope (como a Bíblia de Estudo Palavras-Chave, que assim traduz a palavra “tahaš” – ַת ַחש ). De qualquer modo, era uma pele lisa, sem qualquer parecer, beleza ou atratividade à vista.

- No entanto, tratava-se de uma pele resistente, que poderia suportar as intempéries do deserto, toda a adversidade climática que caracterizava aquele ambiente. Jesus não tinha parecer nem formosura, mas venceu o mundo, o pecado e a morte, resistiu ao diabo e cumpriu a vontade do Pai. Devemos ser seus imitadores e fazer com nossos corpos sejam instrumentos de justiça, instrumentos de glorificação do nome do Senhor.

- As peles de carneiro tintas de vermelho falam-nos do sangue de Cristo. Ao encarnar, Jesus possuiu sangue, componente que não faz parte do reino de Deus (I Co.15:50), sangue que foi totalmente derramado na cruz do Calvário (Jo.19:34), tanto que, ao ressuscitar, Jesus não tinha sangue, sendo apenas carne e ossos (Lc.24:39). É este sangue que nos purifica de todo o pecado (I Jo.1:7) e pelo qual teremos direito à árvore da vida e poderemos entrar na cidade celestial pelas portas (Ap.22:14).

- A camada de pelos de cabra, ensina-nos o pastor Abraão de Almeida, “...indica a pureza da justiça de Cristo. Jesus viveu uma vida santa, sem pecado, e por isso Ele podia perguntar: ‘Quem dentre vós Me convence de pecado?’ (Jo.8:46)...” (op.cit., p.22).

CONCLUSÃO:

Concluímos que as cortinas nos revelam o céu de glória (Jo 14.1-3). A coberta tingida de vermelho aponta para Cristo e seu sacrifício na cruz, pois o vermelho é o símbolo do sangue de Cristo para a remissão do pecado. As cortinas feitas de peles de cabras brancas, sem serem tingidas, revela uma ideia de pureza e justiça do nosso Salvador (2 Co 5.21; Fp 3.9); A última cortina revela a natureza dos seres angelicais que servem junto ao Trono de Deus. Assim, o Tabernáculo tipificava a morada de Deus e as características redentoras e salvíficas expressas na obra expiatória de Jesus Cristo (Sl 32.1,2; Rm 4.6-8).



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